segunda-feira, setembro 22, 2008

Tradução assegurada: Português vai ser falado na 63ª Assembleia-Geral da ONU

Expresso - Domingo, 21 de Set de 2008 - 17:51

Está garantida a tradução simultânea das intervenções dos Chefes das Delegações Nacionais dos países membros da CPLP para as línguas oficiais da organização: inglês, francês, espanhol, russo, árabe e chinês.

A língua portuguesa vai poder ser utilizada nas intervenções da abertura e debate geral da 63ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, depois de Portugal ter assegurado a tradução simultânea para as seis línguas oficias da organização.

De acordo com uma nota da Presidência da República, esta iniciativa decorre das decisões da Cimeira de Lisboa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorreu em Julho e onde foi acordado lançar um conjunto de acções com vista à promoção do Português como "língua global".

Nesse âmbito, explicita a nota de Belém, "a Presidência Portuguesa da CPLP decidiu assegurar a tradução do Português por ocasião da abertura e debate geral da 63ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que se inicia no próximo dia 23 de Setembro".

"Desta forma, os Chefes das Delegações Nacionais dos países membros da CPLP vão poder exprimir-se em Português, estando garantida a tradução simultânea das suas intervenções para as línguas oficiais das Nações Unidas", é ainda referido.

As línguas oficiais das Nações Unidas são o inglês, francês, espanhol, russo, árabe e chinês.
O português é actualmente falado por mais de 200 milhões de pessoas, sendo a terceira língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, será um dos chefes de Estado da CPLP que irá participar na abertura da 63ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que decorre na próxima semana em Nova Iorque.
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PERGUNTAS E MAIS PERGUNTAS

Blog Timor Lorosae Nação

11 de Fevereiro: O QUE SABE RAMOS HORTA QUE NÃO DIZ?

Por TIBÉRIO LAHANE - Publicado em inglês no TLN news in english

José Ramos Horta, Presidente de Timor-Leste, declarou aos jornalistas, no final da tarde de ontem, quinta-feira, que não é verdade que na área da sua residência tenham ocorrido as execuções de Reinado e de Leopoldino em 11 de Fevereiro, falta saber em que se baseia para fazer tais declarações, que contrariam aquilo que publicamente é conhecido e que consta no relatório da autopsia.

O Presidente afirmou aos jornalistas que Reinado ia para matá-lo e que não tinha sido executado mas sim morto à distância em troca de tiros com os militares que lhe faziam a segurança na sua casa.
Para o Presidente Ramos Horta, segundo suas palavras “ninguém disparou para Reinado a um ou dois metros de distância, nem ele foi detido antes de ser abatido”.

É caso para perguntar o que faz o Presidente ter estas certezas, como sabe quais os propósitos de Alfredo Reinado, porque razão os militares que ele diz estarem no perímetro residencial a protegê-lo não o protegeram na realidade e que terá ele a dizer sobre Leopoldino Exposto, também foi abatido numa troca de tiros? À distância?
Como pode o Presidente ter tantas certezas sobre o que não viu? Serão certezas ou uma enorme labuta para consolidar em “verdade oficial” uma enorme mentira?
Se assim é, o que faz o Presidente Ramos Horta mentir tão empenhadamente? O que sabia sobre a ida de Reinado a sua casa? O que correu mal?

Em Dili corre uma versão, a que sempre resisti dar crédito, de que o PR Ramos Horta havia acordado através de emissários um encontro na sua residência com Alfredo Reinado, com o propósito de ser apresentada a rendição de Reinado e dos seus homens, mas que Reinado deixou na retaguarda Salsinha e uns quantos dos homens que o acompanhavam para lhe assegurarem escapatória no caso de concluir que era uma armadilha…

Se resistir a dar crédito a esta possibilidade dos “mistérios” de 11 de Fevereiro era para muitos lógico, está a deixar de o ser, ao comprovarmos o empenho de Ramos Horta em testemunhar e afirmar sobre acontecimentos em que estava ausente. Aliás, o PR tem sido propenso a encontrar erradamente culpados. Acusou Marcelo Caetano de ter disparado contra ele… mas dali por uns tempos desdisse-se e ilibou Marcelo, acusando um outro… que parece não saber quem é.

Também acusou Angelita Pires com bastante energia. Mas, entretanto, tudo indicia que a montanha pariu um rato e a energia do Presidente esmoreceu nesta acusação. Pifou. Na “vertente indonésia”, que empenhadamente publicitou, também tudo esmoreceu e foi energicamente desmentido pelos seus congéneres do lá de lá da fronteira. A “vertente indonésia” também pifou.

Assim sendo, aquilo que se tem constatado é que o PR Ramos Horta vem desde há muito fazendo afirmações extemporâneas que acabam por não ser comprovadas, antes pelo contrário. Vão sendo desmentidas. Porque as faz? O que pretende ao gerar estas confusões? Contribuir para esclarecer não será certamente.

São este tipo de incongruências que desbastam a credibilidade de José Ramos Horta, nestes e noutros aspectos, para além de aparentar saber mais sobre a vinda do grupo de Alfredo Reinado a Díli do que aquilo que declara. O que eventualmente Ramos Horta não entende são os motivos porque em 11 de Fevereiro acabou por ficar às portas da morte. Talvez que a sua displicência e à-vontade dos seus seguranças em avançar para o local do tiroteio naquele dia explique que algo sabia e que afinal o pior já tinha passado, não prevendo que houvesse quem contra ele disparasse. Não estava no seu “programa”.

Evidentemente que por agora tudo isto não passam de especulações, mas não restam dúvidas que acabam por explicar as razões por que o PR anda desde sempre a apontar para pistas irrealistas e a fazer declarações de fé apesar de não ter testemunhado as circunstâncias das ocorrências.
Afinal, o que sabe Ramos Horta, sobre a descida de Reinado a Díli, que não nos diz? E quem é que o tentou abater? Se não foi Marcelo Caetano quem terá sido? A que distância dispararam contra ele? Essas balas pertencem a que arma? Quem a usava? Quem ordenou que o abatessem?

Perguntas e mais perguntas. Perguntas a que as verdades oficiais que estão a tentar impingir-nos não dão respostas aceitáveis. E o relatório? O Presidente já dispõe do relatório sobre o que se passou? Certamente que os atrasos terão a ver com os mais de quatro mil casos de cadáveres desenterrados de vez em quando, fruto da animalesca sanha assassina das polícias e exército indonésio… que o PR declara não ter importância na actualidade.

Se o Nobel de Desculpabilizador de Criminosos fosse instituído por certo que o nosso PR era um forte candidato. Foram assassinados trezentos mil… mas isso não interessa nada. A sua retórica sobre o assunto todos nós conhecemos, o que não conhecemos é aquilo que poderá saber Ramos Horta sobre o 11 de Fevereiro… que não diz.

Indonesian ID card found on body of East Timor rebel leader

Dili, Sept 17 (DPA) - Slain East Timor rebel leader Alfredo
Reinado had an Indonesian citizenship card in his pocket when he
was shot on February 11 during an attack on the president, media
reports said Wednesday. Reinado, a former commander of the
military police in Dili until he left his post and took up arms
against the state in 2006, led a handful of rebels to the
president's home in Dili, where he was shot dead by presidential
guards.

However, his men continued the shootout and 30 minutes later
President Jose Ramos-Horta was shot twice as he walked toward
his home.

According to the autopsy report, the card was found during the
autopsy the afternoon of February 11, reported The Timor Post.

With a citizenship card, or KTP card as they are known in
Indonesian, Reinado could have fled Timor after the attack.

The Indonesian Embassy in Dili denied that the document was ever
officially given to Reinado, diplomats told Deutsche
Presse-Agentur dpa.

Victor Sambuaga, the Indonesian head of political affairs in
East Timor, said KTP cards are given only to citizens born in
Indonesia.

Sambuaga said he had no idea whether or not the card was real or
forged as Timorese authorities have yet to release the card to
his government for inspection.

He added that after seven months of investigation, the Timorese
government has yet to request any information about the document.

According to The Timor Post, Reinado's card bore the name
Simplisio de la Crus.

Sambuaga said newer cards are digital and solid plastic, but an
older card could have been tampered with quite easily. He
suggested Reinado got a real card and doctored it.

"The old type was only laminated so the photo could easily been
cut open and changed," Sambuaga said.

When President Ramos-Horta returned to East Timor in April after
two months of recovery in a Darwin, Australia, hospital, he
accused Indonesian television station Metro TV of giving Reinado
travel documents and smuggling the rebel over the border in 2007
to do a TV interview.

Metro TV has denied any illegal activity and Ramos-Horta has
since rescinded his accusations, though this latest revelation
could spark renewed speculation.

O CONTO SOBRE A SOMBRA

Carlos Correia Santos

Foi numa certa manhã que a história de Inácio se iniciou. O menino percebeu que, ao contrário do que sempre acontecia, a luz do sol matinal não estava entrando pela janela de seu quarto.

Sempre deixava aquela janela aberta para que a luz do dia banhasse seu aposento. Pois alguma coisa tinha mudado. No lugar da luminosidade amiga, havia uma estranha e perturbadora sombra. Inácio se angustiou. O que significaria aquilo? Um gelado medo subiu por sua espinha.

Sombras são sempre sinais de coisa ruim, acreditava o garoto. Deveria ir até a janela para ver do que se tratava? Deveria? Ah, não! Não tinha coragem... Sentou-se numa cadeira no fundo do quarto e começou a pensar e pensar. Será que alguma coisa de mal aconteceria com sua vida?

Lembrou-se de seus pais. Amava seus pais. E se eles adoecessem? Santo Deus... E se um deles partisse?!

A angústia aumentou e aumentou. Percebeu naquele instante que nunca tinha mostrado a seus pais o quanto os amava. Tomou uma decisão. Não deixaria mais passar nenhum dia sem dizer para eles: amo vocês. De repente, lembrou-se de sua irmã. Será que aquela sombra significava algum problema que aconteceria com ela? Estava brigado com sua irmã havia dois dias. Tudo por causa de uma bobagem. Ela tinha quebrado um brinquedo seu. Que bobagem, disse para si mesmo! Que grande bobagem. Terrível é quando o bem-querer se quebra. Não podia deixar que se quebrasse o bem-querer que sentia por ela. Não podia. Faria as pazes com sua irmã. Isso!

Faria as pazes o mais rápido possível. Olhou para a sombra e se inquietou ainda mais. O que ela significava? Recordou-se de seus amigos. De cada um deles.

Chegou à conclusão de que não os tratava como eles mereciam. Só procurava por eles quando precisava de algum favor. Não os procurava apenas para saber como eles estavam. E pior: sempre que um amigo mostrava estar agoniado com algo, dava um jeito de se afastar. Não tinha paciência para escutar seus problemas. Aquela sombra... Será que alguma coisa de muito sinistra estava para se passar com algum de seus amigos? Procuraria por eles. Por todos eles. Faria questão de mostrar que estava disposto a ajudá-los no que fosse preciso. Ai, ai, ai... aquela sombra. Estava muito, muito assustado com aquela sombra... O que ela significava, afinal? O que ela significava?

Depois de muito temer e tremer... Inácio atinou: só havia uma maneira de entender o que estava se passando. Precisava ir até a janela. Precisava enfrentar aquela sombra. Fosse o que fosse.

Puxou o ar pelas narinas, reuniu toda a coragem que era possível, levantou-se e caminhou até o parapeito de olhos fechados. Posicionado entre as persianas, foi abrindo o olhar devagar... Bem devagar... Quando por fim teve a visão do que estava diante de sua janela, Inácio entendeu uma das maiores lições da vida. Sempre que as sombras aparecem, elas trazem consigo um convite...

Um convite para pensarmos sobre as nossas dificuldades... Um convite para refletirmos sobre o que na vida fazemos de bom ou de mau. Nem sempre as sombras são sinais de perigo. Elas podem ser apenas um alerta para que passemos a dar conta das coisas que são realmente valiosas...

Quando Inácio abriu os olhos, ele viu que a sombra que cobria sua janela vinha de uma linda árvore que havia nascido em seu quintal. Uma protetora e majestosa árvore que ali estava apenas para lhe oferecer beleza, tranqüilidade e suculentos frutos.

*CARLOS CORREIA SANTOS é poeta, contista e dramaturgo brasileiro.
Contatos: carloscorreia.santos@gmail.com / contista@amazon.com.br

Incompreensão da "ideologia" timorense pelos vizinhos é ameaça à segurança do país

2008-09-19 05:51:31

Díli, 19 Set (Lusa) - A "percepção errada da política externa e da ideologia" de Timor-Leste pelos seus vizinhos está entre as ameaças à segurança do país, segundo um documento de reflexão do sector a que a Agência Lusa teve acesso.

O relatório final do Simpósio sobre o Sector Nacional de Segurança de Timor-Leste, realizado de 12 a 18 de Setembro no Havai, inclui uma análise das ameaças actuais ou potenciais às prioridades nacionais.

A falta de capacidade para integrar operações de manutenção de paz e o facto de Timor-Leste não pertencer à ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) nem a outras organizações regionais são indicados como obstáculos à contribuição timorense para a estabilidade regional.

O documento inicia-se com a identificação dos interesses nacionais de Timor-Leste, destacando "a defesa e garantia da soberania do território".

Outras prioridades nacionais são "garantir a paz, liberdade e prosperidade do povo timorense", "garantir o primado da lei", "promover o desenvolvimento sustentável" e "contribuir para a estabilidade e segurança regional e internacional".

Em relação às "capacidades e processos necessários para enfrentar causas e responder a desafios", o documento analisa com mais detalhe a defesa da soberania e da integridade territorial.

O relatório final do simpósio aponta para "uma forte componente marítima", "capacidade de diplomacia preventiva", "integração de organizações regionais", "autoridade marítima integrada", "doutrina de segurança integrada" e "processo de construção de consensos em matérias de segurança nacional".

Estes aspectos reflectem-se num outro capítulo do documento, dedicado às áreas de possível assistência internacional, com destaque para o "diálogo marítimo trilateral" entre Timor-Leste, Austrália e Indonésia.

O documento salienta a importância para Timor-Leste de instituições como a Organização Marítima Internacional (IMO) e a participação na Coral Triangle Initiative (CTI, lançada por seis países em Dezembro de 2007 por iniciativa da Indonésia).

A importância e as dificuldades colocadas em torno das línguas oficiais e de trabalho são abordadas em diferentes capítulos do relatório, por exemplo no contexto do sistema jurídico e no desenvolvimento de capacidade técnica e critérios de exigência.

Entre os "próximos passos para implementar as recomendações" do simpósio, o documento inclui "a resposta rápida aos problemas dos veteranos de forma mais detalhada".

O simpósio sobre o sector de segurança foi acolhido pelo Asia Pacific Center for Security Studies (APCSS), uma instituição de pesquisa ligada ao Comando do Pacífico (PACOM) das forças norte-americanas.

Deputados, antigos governantes e oficiais das forças de segurança, diplomatas e representantes das Nações Unidas participaram dos quatro dias de discussão.

Vários dos participantes, ouvidos pela Lusa no regresso a Díli, consideraram o simpósio "uma oportunidade de diálogo intratimorense".

PRM
Lusa/fim

segunda-feira, setembro 15, 2008

Relatório Confidencial da UN sobre a resposta aos ataques de 11 de Fevereiro de 2008

REPORT UNMIT INTERNAL REVIEW PANEL

CONDUCTED FROM 1 APRIL TO 24 APRIL 2008
Upon the request of Mr. AtulKhare,
Special Representative ofthe Secretary-General for Timor-Leste
On 1 April 2008

ON THE UN ACTIONS IN RESPONSE TO THE ATTACKS ON THE PRESIDENT AND THE PRIME MINISTER ON 11 FEBRUARY 2008

Remote Australia on the verge of a 'failed state'

WA (Australia) - September 13, 2008

Russell Skelton

Remote Australia has become a "failed state" paralysed by a "perfect storm" of dysfunction and neglect that threatens the nation's security, social cohesion and rare ecosystems, a group of prominent Australians has warned.

The group, which includes academics, politicians, public servants and mining executives, has called for a radical rethink for the region that covers 85% of the continent and holds 65% of its resources wealth.

They argue remote Australia fits the criteria of failed states - endemic poverty, a paucity of services, financial mismanagement and high rates of homicide and violence - such as the Solomon Islands and East Timor, where the Federal Government sent troops to maintain law and order and political stability.

Dr Peter Shergold, once Canberra's most powerful bureaucrat and now chief executive of the Centre for Social Impact, said there had been a "failure of vision and policy" by all governments. "Mining companies are more aware of the problems and are doing more to solve them," Dr Shergold said.

"If we let communities die, that has implications for our mining industry, for our security and for the type of nation we are."

Fred Chaney, a former Coalition minister and director of Reconciliation Australia, said it was worrying that an area so rich in resources was so poorly governed.

"This is not just about indigenous dysfunction, it is about dysfunction in strategically significant regions like the Pilbara where the majority is the white community," he said. "You have a massive production of wealth and a complete disaffection with government.

"The Pilbara is the economic powerhouse of Australia yet it is poorly run."

He said the emergency intervention in the Northern Territory following the Little Children Are Sacred report was symptomatic of a much broader failure of government and a crude example of the "failed state" thesis.

The Remote Focus Group has produced a "prospectus", to be released on Monday, detailing the extent of the crisis and calling for an urgent national debate. "The overwhelming evidence demands that decisive and comprehensive action is needed to address the crisis in Remote Australia," the group says, and warns that imposed solutions that don't involve consultations will not work.

While stressing that the problems go beyond those of indigenous communities, the prospectus argues that there is a looming demographic crisis with an exploding Aboriginal population that shows few signs of migrating to metropolitan cities. In contrast, rural employment is falling.

The region's economic base has become divided between "fly in, fly out" labour for the mining sector and the swelling indigenous population dependent on welfare and isolated from the mainstream economy.

Neil Westbury, a former senior adviser to the NT Government, said that while indigenous populations had been highly mobile - chasing health and Centrelink services to regional towns - they were not migrating to metropolitan centres.

On security, the report says protecting Australia against external threats from South-East Asia and the Pacific has been made more difficult by the social and economic crisis. It says mining production amounted to $90 billion last year and was the biggest single contributor to the economy.

On the environment, Mr Chaney said remote Australia contained vast water reserves that needed to be managed, but there was no national strategy to manage the lands and fragile ecosystems, just a "disconnected patchwork of federal, state and local government agencies".

- Deputy Federal Opposition Leader Julie Bishop said new governance structures, such as regional governments within or across state boundaries, could better provide services.

"I believe there is a place for local and national governments; the question is 'what is the middle level?'." she said. "Currently it's defined by state boundaries but in this day and age, is that the relevant demarcation?"
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Sismo de 6,2 de magnitude ao largo de Díli não causou vítimas

Dilí, 14 Set (Lusa) - Um sismo de magnitude de 6,2 na escala aberta de Richter ocorreu na manhã de domingo ao largo de Timor-Leste sem haver notícia de vítimas ou de prejuízos materiais, anunciou a agência geofísica norte-americana.

O tremor de terra ocorreu a 148 quilómetros da capital, Díli, e a 397 quilómetros a nordeste da cidade indonésia de Kupang, no extremo ocidental da ilha.

O sismo registou-se a 35 quilómetros de profundidade às 08:00 locais (01:00 de Lisboa) e não foi lançado qualquer alerta de tsunami.

OM.
Lusa/fim

Novo embaixador da Nova Zelândia é diplomata de carreira

Díli, 15 Set (Lusa) - O novo embaixador da Nova Zelândia em Timor-Leste é um diplomata de carreira, Tim McIvor, anunciou hoje a chefe do Governo, Hellen Clark, em Wellington.

"Díli é um posto importante para a Nova Zelândia. Desde 1999 que trabalhamos de perto com os timorenses, as Nações Unidas e outros governos para contribuir para que haja paz e desenvolvimento em Timor-Leste", afirmou a primeiro-ministro da Nova Zelândia.

Tim McIvor desempenhava até agora as funções de director da Unidade Regional Ásia no Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia.

Antes disso, o diplomata foi representante permanente da Nova Zelândia nas Nações Unidas, em Nova Iorque, e esteve também colocado em Moscovo e em Manila.

Tim McIvor chegará a Díli "em meados de Dezembro", substituindo a actual embaixadora Ruth Nuttall, que regressará a Wellington.

A Nova Zelândia tem actualmente em Timor-Leste um contingente de 180 militares e tripulações de helicóptero, integradas nas Forças de Estabilização Internancionais (ISF).

Vinte e cinco oficiais de polícia e vários militares da Nova Zelândia estão também na Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).

"Muitos militares, polícias, oficiais de imigração e de segurança neozelandeses estiveram ao lado dos timorenses no trabalho de construir uma nação independente", declarou Hellen Clark ao anunciar a nomeação do novo embaixador em Díli.

"Os oficiais de polícia em Timor-Leste estão neste momento a tentar uma iniciativa de policiamento na comunidade que promete ter bastante sucesso", acrescentou Hellen Clark.

"Vários outros projectos cobrindo diferentes áreas estão em fase de estudo".

PRM.

Lusa/fim

Magistrada brasileira estuda aprofundamento da cooperação jurídica

15 de Setembro de 2008, 04:36

Díli, 15 Set (Lusa) - O Ministério Público do Brasil pretende aprofundar a cooperação jurídica internacional no espaço lusófono, afirmou à Agência Lusa a magistrada responsável pela missão de estudo a Timor-Leste.

Maria Emília Moraes de Araújo, do Ministério Público brasileiro, explicou que a "missão de prospecção" realizada na semana passada em Timor-Leste se enquadra num projecto mais vasto de aproximação da cooperação judicial do Brasil com o espaço lusófono e com a América Latina.

No caso timorense, a viagem de pesquisa responde também a pedidos dirigidos a Brasília pelo Governo e pela Procuradoria-geral da República de Timor-Leste, durante a visita oficial ao Brasil do Presidente da República timorense, José Ramos-Horta, em Janeiro de 2008.

"Cada uma destas missões aos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e a Timor-Leste pretende recolher um quadro detalhado de como actuam as magistraturas, quais são as regras processuais em vigor e de que forma se pode ajudar a desenvolver o sistema", afirmou à Lusa a magistrada brasileira, procuradora-regional da República.

A missão de Maria Emília Moraes de Araújo, que terminou a 12 de Setembro, incluiu encontros com as autoridades judiciais timorenses, líderes da sociedade civil e responsáveis governamentais.

A viagem de pesquisa faz parte da terceira fase do "trabalho convergente entre experiências diversas e prospecção para cooperação jurífica internacional eficaz" do Projecto de Estudos dos Ministérios Públicos da Comunidade de Língua Portuguesa.

O projecto é promovido pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), em Brasília, que poderá acolher quadros timorenses para formação em matérias específicas ou fornecer cursos à distância.

"Só depende da parte timorense e penso que a única barreira poderá ser um pouco as dificuldades com a língua portuguesa", declarou a procuradora.

"A área principal de cooperação e formação com Timor-Leste deverá ser a investigação criminal e o combate à corrupção", adiantou a magistrada brasileira.

"Podem ser também áreas como o Direito Constitucional, os Direitos Humanos, o Direito do Consumidor, o Direito Ambiental, os direitos colectivos e difusos, como os direitos das minorias e das comunidades indígenas, em que Timor-Leste pode aprender com a experiência que temos", explicou Maria Emília Moraes de Araújo.

No final da sua visita a Timor-Leste, país onde o Brasil participa no programa de reforço do sector judicial, Maria Emília Moraes de Araújo manifestou-se "muito bem impressionada com os magistrados timorenses".

Como salientou a magistrada brasileira, a cooperação do Brasil com Timor-Leste na área da justiça remonta à Autoridade Transitória das Nações Unidas (UNTAET) dirigida pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello.

O chefe da UNTAET, recordou Maria Emília Moraes de Araújo, contou com o actual sub-procurador-geral brasileiro, Eugénio Aragão, assessor de cooperação jurídica internacional, para definir o embrião das instituições judiciais do novo Estado timorense.

PRM.

Lusa/fim

Sismo

== PRELIMINARY EARTHQUAKE REPORT ==

***This event supersedes event AT00135040.

Region: EAST TIMOR REGION

Geographic coordinates: 8.774S, 126.915E

Magnitude: 6.2 MwDepth: 35 km

Universal Time (UTC): 14 Sep 2008 00:00:10

Time near the Epicenter: 14 Sep 2008 08:00:10

Local standard time in your area: 14 Sep 2008 00:00:10

Location with respect to nearby cities:148 km (92 miles) E (98 degrees) of DILI, East Timor
397 km (247 miles) ENE (67 degrees) of Kupang, Timor, Indonesia
498 km (309 miles) W (259 degrees) of Saumlaki, Tanimbar Islands, Indonesia

USGS ENS (ens@usgs.gov)

sexta-feira, setembro 12, 2008

Os incompetentes do costume... Ou é de propósito?

The Age

Red tape bungle after Ramos Horta shooting
Lindsay Murdoch, Darwin
September 12, 2008

RED tape delayed Australian soldiers pursuing rebels involved in the February 11 attacks on East Timor's top two political leaders, a confidential United Nations investigation has found.

Investigators also found that soldiers serving in the Australian-led International Stabilisation Force (ISF) were among people "with no official function" who walked into the crime scene where President Jose Ramos Horta was shot, compromising physical evidence.

The report of a four-person investigation into the UN's response to the attacks said that "no one had the time to authorise and fill out the cumbersome ISF request form" even though its soldiers were asked to pursue the rebels who had fled into the hills above Dili.

"It is difficult to ascertain whether requests made at the operational level to ISF to pursue the perpetrators and to dispatch helicopters ever reached the appropriate level in the ISF chain of command," said the report, which the UN has not released.

Despite the requests to immediately pursue the rebels, the 1000-strong ISF did not receive an official letter asking it to hunt the men until February 13, two days after the attacks.

By then the rebels had travelled deep into East Timor's mountains, where they stayed until they surrendered in April.

The report reveals that by the time a 70-strong team of Australian Federal Police, most of them forensic scientists, started to arrive in Dili the day after the attacks, crime scenes had been hopelessly compromised.

At Mr Ramos Horta's house, Timorese soldiers were "wandering about the crime scene in an agitated state".

"At one point, the soldiers actually levelled their guns at UNPOL (UN police) officers and told them to leave," the report said. "Children reportedly walked up to UNPOL officers to give them shell casings," it said.

The report said key evidence, such as the mobile telephone of rebel leader Alfredo Reinado and SIM cards, was stolen after he was shot dead at Mr Ramos Horta's house. "Other evidence was contaminated, such as shell cases flattened by passing road traffic," the report said.

Most of the AFP experts returned to Australia within days. Seven months after the attacks, a Timorese investigation into the events is at a critical impasse. Investigators have been waiting for examination by Australian experts of Reinado's phone, which was eventually recovered by Timorese soldiers.

One scenario gaining credibility is that Reinado was betrayed by his trusted lieutenant Gastao Salsinha and that Mr Ramos Horta was shot by an associate of a Jakarta gangster known as Hercules.

The Age revealed four days after the attacks that Mr Ramos Horta had promised Reinado an amnesty, which made it difficult to believe the official version that he had taken his men to Dili to kill or harm the President.

Mr Ramos Horta has confirmed it was not Marcelo Caetano, one of Reinado's men, who shot him, as had been widely reported.

Timor-Leste: Missão em Embrapa em Díli para definir projectos prioritários

[ 2008-09-11 ]
(macauhub)

Díli, Timor-Leste, 11 Set - Uma missão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) encontra-se em Díli para definir projectos a serem desenvolvidos em Timor-Leste, numa perspectiva de obter melhores resultados na cooperação com os países de língua portuguesa.

Elísio Contini, do departamento de Relações Internacionais da Embrapa, disse à agência noticiosa portuguesa Lusa que a missão vai discutir com o governo timorense as acções que sejam prioritárias e voltará ao Brasil no próximo dia 17 com os projectos já definidos.

"Timor-Leste precisa de tudo, principalmente na área da agricultura. E nós temos o maior interesse em ajudar este país que fala português", assinalou.

Contini admitiu que o processo de cooperação é mais lento quando se trata de países mais pobres.

"Com Angola temos avançado mais e estamos a trabalhar agora para criar uma Embrapa neste país africano de língua portuguesa, além de estarmos a realizar experimentos para testar variedades com o objectivo de aumentar a produtividade angolana", afirmou.

Há também uma proposta que está a ser enviada ao governo de Angola para a criação de quatro centros de investigação: milho e feijão, mandioca, batata doce e amendoim, caprinos e ovinos e gado de leite.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Ex-combatentes do Timor Leste exigem 'atenção do Estado'

Díli, 10 set (Lusa) - Um grupo de antigos combatentes e veteranos das Falintil assinaram esta semana uma petição exigindo “atenção do Estado” do Timor Leste, disse à Agência Lusa o porta-voz do movimento, Anacleto Belo.

“Somos peticionários, mas não dos que provocam problemas”, disse Anacleto, também conhecido como “Lytto”, ou ainda “La Sudur”, o nome de guerra do ex-resistente timorense.

Por isso, em seu requerimento, um texto de dez páginas que a Lusa teve acesso, o grupo prefere se definir como composto por ex-combatentes e veteranos da libertação nacional.

“Somos cerca de 200 ex-combatentes e reunimo-nos em Baucau para discutir a nossa situação e apresentar as nossas exigências”, adiantou Anacleto Belo.

“Temos o apoio de antigos comandantes como Cornélio Gama e Faustino dos Santos”, afirmou, fazendo referência aos dois ex-combatentes que hoje lideram o partido UNDERTIM (com dois deputados no Parlamento).

A maior parte dos signatários da petição, segundo Anacleto Belo, não é abrangido em nenhuma das duas condições principais que definem a elegibilidade para pensão vitalícia ou pensão mensal.

Trata-se de ex-combatentes das Falintil (Forças Armadas de Libertação de Timor Leste, que foi incorporada ao exército após a independência) com menos de 15 anos de participação ativa, na resistência contra as forças indonésias em Timor Leste ou que ainda não atingiram os 55 anos, idade mínima para pedir uma das pensões previstas na lei para os que fizeram a luta pela independência.

Por outro lado, nenhum destes novos peticionários quis fazer parte das Forças Armadas da jovem nação.

“Nós nunca recebemos nada do Estado. Pelo contrário, outros, como Gastão Salsinha e os peticionários das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa do Timor Leste), criaram problemas e pegaram em armas contra o Estado, mas estão recebendo pensões”, disse o representante dos novos peticionários.

No entanto, “La Sudur” garantiu que esta petição não foi feita pelo dinheiro.

“Eu posso arranjar trabalho e não preciso de uma pensão para viver. Nem me interessa a vida militar”, explicou.

Os signatários da petição, desmobilizados após abril de 2000, acusam as autoridades os terem afastado injustamente do processo de recrutamento das F-FDTL.

”O que queremos é a atenção que nunca nos foi dada”, acrescentou Anacleto Belo, que aos 12 anos iniciou a luta como mensageiro, “um tempo de serviço que não é contabilizado pelas leis, mas que fazem a contagem do tempo dos veteranos”.

“Não precisamos provocar problemas”, frisou o ex-combatente, apesar de prometer “mais uma petição em outubro se ninguém responder a esta”.

Tensão

Os “novos peticionários”, explicou Belo, têm consciência da carga negativa, ou pelo menos política, que para muitos timorenses adquiriu a referência a petições desde os conflitos de 2006.

Um grupo de peticionários das F-FDTL, alegando discriminação de base regional contra os soldados oriundos dos distritos ocidentais, esteve na origem da crise política e militar de 2006.

A petição foi endereçada esta semana à Presidência da República, Parlamento, chefia do Governo, Tribunal de Recurso, Diocese de Baucau e chefe da missão das Nações Unidas que atua no país.

Subsidised rice not reaching the poor

Subsidised rice, which was meant principally for poor people, has not been seen in Timor-Leste's marketplaces or stores for weeks

DILI, 10 September 2008 (IRIN) - Timor-Leste's poorest are missing out on a government rice subsidy designed to relieve the pressure of the global food crisis.

The government imports rice and sells it for US$16 per 32kg bag, regardless of the market price, but much of it has not been reaching rural areas, where people are less likely to have cash.

"We've seen that the subsidised rice hasn't been available for the past six weeks," Joan Fleuren, country director for the World Food Programme (WFP) in Timor-Leste, told IRIN.

But the government said that while rice stocks have been lower than usual, it has still been distributing subsidised rice.

"So there is this mismatch between the two reports - it is not available on the market [yet] the government says they have sent it. So either the supply line is broken or the food is sold at different prices than was intended [by the government]," Fleuren said.

Missing the target

Orlando Mota lives in the mountain town of Hatuboulico, Bobonaro District, a six-hour drive from the capital, Dili."The small shop [in town] was selling [government rice] for $29," he told IRIN - nearly double the subsidised price.

He said the police told the shopkeeper this was not allowed. "But now they won't sell the rice [at all] because of the police."

Mota said shop owners also claimed they had to charge inflated prices to pay the extra cost of transporting the rice along bad roads from Dili, despite the government covering most of this cost.

The government said it had implemented a law regulating the sales price.

"We have had a lot of complaints," Joao Gonsalves, Minister for Economy and Development, told IRIN.

Photo: Stephanie March/IRIN
Some sellers have been transferring government subsidised rice from government bags, like these ones, to other packaging to sell at inflated prices

"Six businessmen involved in the distribution had put the rice in different packets to sell at increased prices, some kept it in the government bags - but we have taken action against these six that have been caught," he said.

People who live in remote communities have also arrived in town to buy discounted rice only to find it sold out. They blame poor information flow from the government in Dili about the timing of deliveries.

"Until now we have not had good communication with the districts," Epifano Silva da Costa Faculto, national director for domestic trade, told IRIN.

Other solutions

The WFP cautioned that the government should consider ways to target food subsidies to the most vulnerable. At present, the poorest and the richest alike can buy subsidised rice.

Fleuren said a system where the most vulnerable get full subsidies and others means-based subsidies, would be more effective.

Fleuren said another solution could be cash handouts for those living in places where the market was functioning, and food handouts for those in more remote locations. But Gonsalves said cash handouts were not a "viable alternative. We'd rather give them food than cash money," he told IRIN.

"There has been a push for [cash handouts] from the World Bank and the International Monetary Fund, and we do not agree with that."

He said the government was not looking at alternatives to the rice subsidy but only to the mechanisms of distribution to deal with the current problems.

Local production

Part of the government's long-term strategy is to increase local production of rice. The country consumes 100,000 tonnes each year, but less than a third is produced locally.

The government buys local rice for the same price as on the international market.

WFP said the government should combine strategies to alleviate pressure from rising food costs into one cohesive plan, because at the moment the efforts could work against one another.

"For instance, if you want to import a lot of food to subsidise sales on the market, in the end this short-term solution goes against finding a long-term solution, namely improved national food production," Fleuren told IRIN.

sm/bj/mw


Theme(s): (IRIN) Aid Policy, (IRIN) Early Warning, (IRIN) Economy, (IRIN) Food Security

[ENDS]

Hypocrisy In The Name Of Democracy And Human Rights

September 4, 2008
By Hipolito Aparicio

DILI (UCAN) -- When Indonesia seized Timor Leste in late 1975, it heralded its invasion with promises and platitudes to win the hearts of local people.

"We are here to free you from Portuguese colonialism and liberate you from the communist regime," the invaders asserted. "We've come to help develop your country so that it can become more democratic, more human," and on and on.

The very first to fight back were barely teenagers. We grabbed guns, crossed rivers and mountains, and began organizing our people to resist with single-minded determination: "Alive or Dead, Independence!"

Before long, word was trickling down from the hills that Indonesian solders were raping, torturing and killing to counter our pro-independence struggle. The invader tried to justify the genocide with claims that pro-independence supporters were communists who had to be exterminated.

Hundreds of thousands of Timorese were killed in the process, totally contradicting all the pro-humanity slogans Indonesia was proclaiming.

Without hope or even a voice, our people suffered this agony for 24 years.

Then the hypocritical former colonial power, like a new Western hero, began broadcasting demands to garner global public opinion against the occupation.

"End the occupation of Timor Leste now," it bellowed. "Give the people food and medicine, not weapons. Stop stealing their resources and killing them. Let the Timorese determine their own future and live in peace," and on and on.

Once Indonesia finally exited, some of us younger survivors got a chance to study in Australia, Indonesia, New Zealand, the Philippines, the United States, and elsewhere. That experience also gave us an opportunity to learn about democracy, human rights, disarmament and other basic values.

Today, as nations present themselves as great defenders of democracy and human rights, we again hear almost the same slogans we had heard in our youth.

I was at Iowa State University in 2003 when the first U.S. contingent went to Iraq. Almost all the students there went on strike to protest the policy.

In that first period of protest, I had a chance to share my experience with classmates. I was asked, "How can someone endure the desert's infernal heat?" and "Can anyone keep going two or three days without Coca-Cola in the desert?"

My classmates chuckled when I replied: "Iraqis definitely can resist even under the sand, without hamburgers!" One of my lecturers countered: "Whenever the United States interferes, it always acts for the sake of democracy and human rights. America is exercising its responsibility as a superpower."

But in 2004, Jesuit Father John Dear was telling fellow Americans at peace rallies: "The U.S. occupation of Iraq is a total disaster. We have been lied to, the facts have been distorted, and the country has been misled. This war was not about democracy, not about nuclear disarmament, not about bringing peace to the Middle East, not about preventing terrorist attacks, not about feeding the hungry or funding jobs, healthcare, education, housing, or cleaning up the environment, and not about upholding international law. Iraq is not a liberated country, it is an occupied country, and we are the military, imperial occupiers ... This war and occupation is all about oil. It makes the oil millionaires richer; sets a terrible precedent that it is permissible to disregard the international community and bomb preemptively; guarantees further terrorist attacks against us; and kills hundreds of our people and thousands of our brothers and sisters in Iraq."

At the time, I could not understand what famous American scholars and advocates of democracy, human rights and peace were thinking about such hypocrisy. In the name of democracy, human rights and America's position as a superpower, thousands of Iraqi children were killed. Old Iraqi women asked through their tears, "Is this democracy? Is this liberation? Is this peace?"

In 2006, a few years after our long, painful struggle achieved independence, a political and military crisis broke out in Timor Leste. Those responsible exploited internal dissatisfaction between "loro-monu" (western) and "loro-sae" (eastern) solders and officials of FDTL (East Timor Defense Force).

Earlier, most people from western Timor Leste favored integration with the invader, and most easterners wanted independence. This historical split was at play when eastern members of PNLT (Timor Leste National Police) were disarmed.

All easterners had to leave Dili as westerners ravaged the city with burning and stealing and then occupied the easterners' homes. Once again, thousands of people lost their homes in the name of peace and justice. For almost three years, they had to live in tents provided by the International Organization for Migration and other international agencies.

One westerner, Alfredo Reinado, rose up claiming he would restore peace and justice, but this false hero was killed on Feb. 11 as he tried to assassinate President José Manuel Ramos Horta and Prime Minister Xanana Gusmão. When the government denounced Reinado and his men as rebels, and ordered the capture of all other rebels, the westerners no longer recognized him as a "hero."

Timorese saw the Catholic Church in Timor Leste as a powerful moral force for mediation and reconciliation during the agony of Indonesian occupation. But from April 19 to May 7, 2005, amid all the uncertainty and the continuing search for a national identity, the Church chose to promote the largest demonstration in Timor Leste's history.

The demonstration was an emotional reaction to the government's plan to remove religion as a compulsory subject in the national curriculum, which was interpreted by the local Church leadership as an anti-Church move by the government.

For so many years, the local Church had shown patience, solidarity and a capacity to suffer silently with voiceless Timorese dramatically facing the torture, rape and genocide committed by Indonesian soldiers. So why did the Church after independence change its face so drastically? Was the new government more dangerous than the Indonesian regime? Was there a concordat between the Vatican and the Timor Leste government that had been broken?

The demonstration led by the Catholic Church did not aim to teach Timorese Catholics how to be good Christians and honest citizens. This fact is just what the rector-major of the Salesians in Rome said, in a letter prohibiting his confreres from joining that anti-government demonstration.

Bishop Carlos Belo, who headed the local Church from 1988 to 2002, did not comment publicly on the bishops of Dili and Baucau, who supported the famous demonstration. But he did note that since no Vatican-government concordat thus far had been signed, and no formal relations established, there was no justification for the bishops to call on all humble and devout people to demonstrate in Dili, and to blame and criticize their own leaders.

Even when democracy, human rights and harmony fail to exist, faithful people must cry out in the name of hope, "Bring American soldiers back from Iraq!" because they should not get killed, nor should they kill anyone else.

In the name of disarmament, we should also demand, "Dismantle the weapons of mass destruction in the hands of members of the United Nations Security Council." If they are genuinely committed to making the world free of such weapons, they must stop their hypocrisy and dismantle their own arsenal of nuclear weapons, which are the greatest threat to the planet.

In the name of nonviolence, we also must tell all Timorese, "Stop the illegal possession of guns and rediscover the path to peace."

Peaceful means are the only way to a peaceful future and the God of peace. Martin Luther King, Jr., Dorothy Day, Mahatma Gandhi and others have urged us to create a new world without war or nuclear weapons. The way to end terrorism is to end poverty, starvation, the degradation of the earth, the proliferation of weapons, and the existence of nuclear weapons.

We were created to be nonviolent with one another and with the earth, to receive the gift of peace from the God of peace and live in peace together.
This is no time for discouragement, despair or fear. We cannot give up! There's too much work to do.

Hipolito Aparicio, 48, was born in Timor Leste where he taught and directed Catholic schools for many years. More recently, he has served as a translator and been involved as manager of numerous NGO-sponsored projects.

terça-feira, setembro 09, 2008

Disputa por propriedades gera conflito no Timor Leste

Dili, 8 set (Lusa) - As disputas de propriedade são a principal causa de conflito entre os deslocados e as comunidades de origem, afirmou nesta segunda-feira à Agência Lusa o responsável do programa de diálogo do Governo do Timor Leste.

“A maior parte dos conflitos que surgem com o regresso de deslocados às casas que ocupavam antes da crise de 2006 tem origem na disputa sobre a propriedade das casas ou terrenos”, explicou Carlos Alberto de Araújo, coordenador das equipes de diálogo do Ministério da Solidariedade Social (MSS).

O novo programa de diálogo entre deslocados, comunidades, autoridades e agências humanitárias foi hoje apresentado em Dili pelo governo e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Nos últimos três meses, 117 situações de conflito foram resolvidas pelas equipas do MSS, salientou Carlos Alberto de Araújo.

A situação mais típica de conflito é uma família deslocada desde a crise de 2006 ser impedida de regressar à sua casa.

“Se a família que ocupa a casa fez obras ou melhoramentos, procuramos calcular um valor de indenização por esse trabalho. Se não houve obras nenhumas, o acordo mais normal é a família deslocada pagar duzentos dólares à família que ocupou a casa”, explicou Carlos Alberto de Araújo à Lusa.

Duzentos dólares é uma quantia superior ao ordenado médio mensal de um funcionário público ou de um empregado numa empresa privada.

Conforme frisou Maria Domingas Alves em entrevista à Lusa, há uma semana, “o processo de diálogo, inserido na estratégia do governo para resolver o problema dos deslocados, não pretende tocar na titularidade das casas”.

“Isso é um problema diferente, muito mais vasto, e que, se fosse incluído na estratégia atual, teria como conseqüência atrasar o retorno dos deslocados pelo menos mais um ano”, salientou a ministra da Solidariedade Social.

O princípio orientador do esvaziamento dos campos (havia 53 em Dili, dois anos depois da crise) é o regresso à situação de fato anterior à violência de abril e maio de 2006.

Seis equipes de diálogo entre deslocados e as comunidades estão no local há várias semanas, com 26 funcionários, atuando em todos os subdistritos de Dili exceto a Ilha de Ataúro (Dom Aleixo, Vera Cruz, Cristo-Rei, Metinaro e Nain Feto).

Começou também o processo de seleção das equipes de diálogo que atuarão em algumas zonas críticas de Baucau (leste) e Ermera (oeste).

A apresentação das equipes de diálogo aconteceu logo após uma cerimônia que marcou o início do retorno às comunidades de origem dos deslocados de Dom Bosco, um dos maiores campos da capital.

O início do esvaziamento do campo Dom Bosco foi marcado pelo protesto de um suposto grupo de jovens deslocados, que interpelaram Maria Domingas Alves e acusaram o MSS de “discriminação”.

O administrador do campo acusou os jovens de “nem sequer pertencerem ao Dom Bosco”.

O programa de diálogo do MSS é apoiado pelo PNUD e financiado pelas agências de cooperação da Austrália e Nova Zelândia, com um total de US$ 720 mil.

Até hoje, 6277 famílias regressaram às comunidades ou a alojamentos provisórios no âmbito da estratégia “Hamutuk Hari’i Futuru” (“Juntos Construindo o Futuro”) e “cerca de 24 campos foram encerrados”, afirmou Maria Domingas Alves.

Nota:

Desculpe?!

Ocupam a nossa casa. Provavelmente, estragam ou roubam os nossos bens. Além disso, fazem "melhoramentos" ou alterações sem a nossa autorização.

Somos indemnizados? Recebemos alguma compensação pela utilização abusiva e criminosa da nossa casa e dos nossos bens?

Não.

Ainda temos que pagar o favor de nos terem usado e destruído o que era nosso...

Só pode ser mais uma ideia idiota dos espertos de serviço...

Macau reforça autonomia ao servir de plataforma entre China e lusofonia - Moisés Fernandes

Macau, China, 08 Set (Lusa) - O papel de plataforma de Macau na ligação entre a China e os países de língua portuguesa contribui para o “reforço da autonomia” do território dentro da grande China, considerou o académico português Moisés Fernandes.

Em declarações à Agência Lusa, Moisés Fernandes, presidente do Instituto Confúcio e que hoje proferiu em Macau uma conferência sobre o papel do território como plataforma de ligação económica e comercial entre a China e a lusofonia, considerou que o trabalho do território lhe confere um maior peso na política chinesa.

“Este papel de ligação, que Macau já desempenhou no passado e que desapareceu com o fim do império português, permite ao território assumir um papel na política externa da China, centrada nos países de língua portuguesa”, disse.

E é nesse papel de ligação ao mercado externo, que Moisés Fernandes recordou não ser uma competência local, já que a diplomacia e a defesa estão a cargo do Governo Central, que está o reforço da autonomia “através da conquista de uma posição internacional”.

“Não sendo Macau uma praça financeira com a dimensão internacional de Hong Kong, ao desempenhar este papel de plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, através do fórum, reforça o seu peso político quer interna quer externamente”, disse.

O académico considerou também que o fórum de Macau pode “ajudar a levar São Tomé e Príncipe para uma relação política com a China” já que aquele país africano, que mantém relações diplomáticas com Taiwan, é um observador do fórum de Macau e não está excluído da componente comercial da estratégia chinesa.

“Além de Angola, não podemos descurar que São Tomé e Príncipe e a Guiné-Bissau são também países onde existe petróleo”, afirmou.

Com um crescimento económico que Moisés Fernandes classificou de “avassalador”, a China precisa de recursos naturais que possui mas que “não são suficientes para o seu desenvolvimento”.

“Então compra ao exterior, aproveita Macau para a sua ligação com a lusofonia - principalmente o Brasil e África - e proporciona pacotes de ajuda excelentes como empréstimos a juros mais baixos e investimentos em infra-estruturas que em África são muito necessários”, explicou.

Sem estruturas no país que proporcionem a formação dos quadros necessários a dominarem o português e o chinês, a China recorre a Macau e dá à cidade a oportunidade de reassumir o seu papel de ponte.

“Ao contrário do espanhol, que é ensinado em 68 departamentos na China, o português só é ensinado em quatro universidades, o que não dá resposta às necessidades do Estado”, disse.

Moisés Fernandes considerou que “enquanto a China mantiver taxas de crescimentos elevados, o papel de Macau continuará a ser reforço enquanto plataforma”, mas haverá, na lusofonia, outras alianças que podem originar ganhos maiores.

“Em Angola, a China vai buscar petróleo, mas Angola é longe e os riscos de segurança do transporte do petróleo e a instabilidade política no percurso até à China são elevados e por isso Timor-Leste pode ser uma alternativa”, referiu.

O investigador acrescentou que está a ser trabalhada “uma convergência de agenda política entre Portugal, Indonésia, Malásia e a China para mitigar a hegemonia australiana em Timor-Leste, abrindo caminho a Pequim para aceder aos recursos naturais do país”.

“Não haverá nenhum acordo escrito mas uma convergência de agendas centrada nas questões económicas”, disse, salientando que este será um “trabalho de paciência” e que é feito com pequenos passos, como a abertura de escolas onde se pode aprender mandarim, como hoje acontece em Díli, e outros investimentos chineses que estão a ser realizados no país.

“Depois não nos podemos esquecer que a todos estes países interessa diminuir o peso australiano em Timor-Leste”, concluiu.



JCS.

Lusa/fim

domingo, setembro 07, 2008

GOVERNO ESPANHOL AJUDA CUBA APÓS FURACÃO GUSTAV

HAVANA, 5 SET (ANSA) - O governo espanhol enviou hoje um avião a Cuba com US$ 82 mil em ajuda para amenizar os danos provocados após a passagem do furacão Gustav. A ajuda se soma às contribuições da Rússia, China, Timor Leste e Cruz Vermelha.

A carga de 15 toneladas inclui geradores elétricos, material para abrigos, kits para higiene, mosquiteiros e depósitos de água, informou em um comunicado a embaixada da Espanha em Havana.
O envio de ajuda, procedente do Centro Logístico Humanitário de Cooperação Espanhola na América Latina, no Panamá, é conseqüência do acordo fechado durante a reunião da Comissão Mista de Cooperação entre Espanha e Cuba, revelou o comunicado.
"Temos escutado as necessidades e respondido com rapidez", disse aos jornalistas o embaixador espanhol em Cuba, Carlos Alonso, segundo publicou a agência cubana Prensa Latina.
Este é o primeiro de vários envios de ajuda, acrescentou o diplomata, que anunciou um programa de reconstrução de escolas na Ilha da Juventude.
A chegada da missão espanhola aconteceu um dia depois que dois aviões do governo russo aterrissaram carregados de tendas, materiais de construção, camas, cobertores e cabos elétricos, segundo afirmou Prensa Latina.
O governo chinês divulgou nesta sexta-feira a doação de US$ 300 mil, enquanto que a Cruz Vermelha da China entregará outros US$ 50 mil à sua correspondente no país, disseram fontes da embaixada cubana em Pequim, citadas pela Prensa Latina.

O governo do Timor Leste -- cujo presidente, José Ramos Horta, realiza nestes dias uma visita oficial a Cuba, onde hoje foi recebido pelo presidente Raúl Castro -- afirmou que vai doar US$ 500 mil.

Gustav, com ventos de até 340 km/hr, é considerado o furacão mais potente que passou por Cuba nos últimos 50 anos. Não provocou mortes, mas na Ilha da Juventude e em Pinar Del Rio destruiu mais de 100 mil habitações, escolas, hospitais, sistemas energéticos e telefônicos, e terras para cultivo. (ANSA)

sexta-feira, setembro 05, 2008

Austrália se prejudica ao rejeitar timorenses, diz assessor

Dili, 4 set (Lusa) - A recusa da Austrália em criar programa para trabalhadores timorenses "fragiliza a segurança" do Timor Leste e "custará milhões" à economia australiana, afirmou nesta quinta-feira Kevin Austin, assessor de Desenvolvimento Humano e de Segurança de Dili.

Recentemente, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, rejeitou a criação de um programa de trabalho temporário que havia sido solicitado pelo premiê timorense, Xanana Gusmão.

Austin disse à Agência Lusa que a recusa do programa-piloto para trabalhadores "não responde às necessidades imediatas de mão-de-obra da Austrália nem à crise da juventude timorense”.

O governo timorense esperava ter assinado um acordo com a Austrália durante a visita oficial de Xanana Gusmão ao país, na semana passada. O anúncio da recusa australiana foi feito por Kevin Rudd após o encontro com o premiê - decisão que Austin considera, “no mínimo, mal informada”.

O programa-piloto, apresentado há três semanas ao governo australiano, pretendia responder a "uma escassez sem precedentes de mão-de-obra" no noroeste e norte da Austrália, em províncias com um crescimento econômico acelerado, explicou Kevin Austin à Lusa. A idéia era suprir a falta de trabalhadores para atividades como horticultura, turismo, saúde, reflorestamento, aqüicultura e infra-estrura.

Do lado timorense, o projeto seria uma oportunidade de emprego e formação profissional, desenvolvimento de capacidade industrial e redução da pobreza.

"Além da diplomacia, sei que o primeiro-ministro Xanana Gusmão, os ministros, o presidente [timorense, José Ramos-Horta], os parceiros da Austrália Ocidental, do Território do Norte e do Estado de Victória, e os governos locais e comunidades de acolhimento estão chocados e desiludidos" com a recusa de Rudd, afirmou Kevin Austin em comunicado divulgado em Dili nesta quinta.

Kevin Austin, que desde 1999 desempenhou várias funções no Timor Leste, representa atualmente a organização sem fins lucrativos Human Securities International (HSI).

Segundo o assessor, no início de 2008, a HSI colaborou com o governo timorense na identificação de "soluções práticas" para garantir a melhoria da segurança e ajudar a desenvolver "um país frágil, com uma 'bolha' de juventude em crescimento, desempregada e pobre".

Na última década, vários conflitos graves no Timor Leste foram provocados ou agravados pela existência dessa população "frustrada", "com uma paleta muito grande de inseguranças do ponto de vista humano que abrem a porta à manipulação por grupos políticos e criminosos", declarou Kevin Austin.

Vários países insulares do Pacífico participam de programas de trabalho sazonal na Austrália.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.