terça-feira, maio 06, 2008

Generals and the 'invention of tradition'

The Jakarta Post
Opinion
May 06, 2008

Aboeprijadi Santoso, Jakarta

Retired General Wiranto, backed by hundreds of his colleagues, has in effect begged for impunity for human rights violations by claiming that their mission was to maintain the unitary state of Indonesia.

Retired or not, the generals basically perceive their job as a sacred mission bestowed upon those ready to sacrifice themselves for the sake of the nation. Hence, it is being used to relieve them from any charge of abuse. It is a key legacy of a politicized Army nurtured during the New Order, still vividly alive today.

Wiranto, deeply worried about state human rights commission Komnas HAM's investigation of past atrocities, has persuaded Defense Minister Juwono Sudarsono to resist Komnas and ask the generals not to respond to Komnas' calls. But the military chief said it is no longer the Army's business, leaving them to respond as individual citizens. Now, some 600 generals have urged Komnas to stop its investigation while arguing, like Juwono, that Komnas' calls are unconstitutional.

One wonders why the retired officers should behave as a quasi-political party: mobilizing friends and comrades, seeking ministerial support and exercising pressure. A generation of officers, whose careers grew during the New Order era, is united to defend younger colleagues on issues -- human rights cases -- they themselves never had to deal with. They may have some knowledge about the cases, but are totally unfamiliar with the concept of human rights since their views are inevitably biased by the New Order political culture.

Wiranto, for example, turned the tables when he denied rights violations and asked "what about my human rights?" -- thus, misinterpreting the universal principle at issue, which is about the state's actions against unarmed populations, not individual citizens vis a vis fellow citizens.
The case also illustrates how the legacy of past abuses has seriously affected them -- hence, some are aspiring to be president.

For, it is not the first time they sought political intervention. In late 1999, as East Timor moved toward independence, Wiranto reportedly approached Xanana Gusmao and urged him to help prevent an international tribunal from coming into being. They succeeded and most of those indicted for the 1999 violence were since promoted and all were acquitted.

Meanwhile, it is important to note that the meeting of hundreds of retired generals, the first of its kind in years, which included many allegedly involved in various past abuses, claimed that they could not be blamed since they were carrying out the state's mission to maintain the integrity of the unitary state (NKRI).

This pretext has too often been used; it's a motto, if you like, to justify violent incidents involving civilians. It means that the mission should be accomplished at all costs. As the nature of the mission was made sacrosanct, it became politically acceptable and practically convenient for the soldiers to ignore the rights of locals caught in conflict situations.

Any close observer of the wars in East Timor and Aceh could testify that clashes resulting in Army casualties were usually followed by heavy-handed retaliation as collective punishment for villages allegedly supporting rebels. It is a common trap in guerrilla warfare. Army units could also arbitrarily attack a community of militants, badly armed believers, as seemed to have happened in the 1989 Talangsari case.

But, seen from the center, the operation must be effective and the risk taken since the rebellion must be crushed. The nature of the doctrine was such that the mission's very acronym -- "NKRI" (the unitary state) -- became a legitimizing mantra.

Indonesian politicians are fond of mantras. We used to have a never-ending "revolution" to justify mass mobilizations for state purposes. Later, we saw the New Order imposing its own version of state philosophy of Pancasila in order to strengthen state hegemony. Both claimed these symbols and values to be part of continuity with the past, and used them as mantras.
Abdurrahman "Gus Dur" Wahid is doing the same these days. Facing internal conflict in his PKB political party, he said he left "Kyai Langitan", a group of elderly men he claimed to have instructed him to run for president in 2004, and turned to five grand Kyais.

Traditional symbols are used, revived, even recreated to face new challenges. The historian Erich Hobsbawm considers such things crucial and coined the term "the invention of tradition".
Soeharto and his generals, too, sought continuity by inventing their style of "tradition". The "NKRI" mantra, however, is a concept corrupted from the idea of unity as conceptualized when the nation fought for independence.

We seem to forget that our Founding Fathers Sukarno and Muhammad Hatta, and the generations of the 1930s to 1960s, consistently spoke of "persatoean" (unity) rather than "kesatuan" (indivisible unity). The latter, the "K" of NKRI, seems a militarized version that refers to the meaning of "unit" in the Army's term. Let's recall: even in the aftermath of the devastating tsunami and civil war in Aceh, the key slogan in Meulaboh read: "We love peace, but above all, we love unity".

The New Order's semantic transformation has been taken for granted for too long, and in doing so, we tend to forget that it emphasizes the militarized and centralized unity at the expense of diversity and regional interests.

To exploit the unitary concept as a political mantra regardless of the local situation not only risks greater resentment and greater human costs when it comes to retaliation, but could in the long run threaten the very integrity of the state the military wants to maintain. Here the Aceh rebellion (1976-2005) is a case in point. Muhammad Hatta, pointing to such potential, warned us that "persatoean" must not turn into "persatean" (bloodbath).

The author is a journalist.

Tradução:

Os Generais e a 'invenção da tradição'

The Jakarta Post
Opinião
Maio 06, 2008

Aboeprijadi Santoso, Jacarta

O General Wiranto na reforma, apoiado por centenas dos seus colegas, com efeito pediu impunidade por violações de direitos humanos ao afirmar que a missão deles era manter o estado unitário da Indonésia.

Reformado ou não, basicamente os generais entendem o trabalho deles como uma missão sagrada concedida aos que estão prontos para se sacrificarem a bem da nação. Por conseguinte, isso está a ser usado para os safar de qualquer acusação de abuso. É uma herança chave dumas forças armadas politicizadas promovida durante a Nova Ordem, ainda bem viva hoje.

Wiranto, profundamente preocupado com a investigação da comissão HAM de Komnas do estado dos direitos humanos às atrocidades do passado, persuadiu o Ministro da Defesa Juwono Sudarsono a resistir a Komnas e pede aos generais para não responderem às chamadas de Komnas. Mas o chefe militar disse que isso deixou de ser assunto das forças armadas, deixando-os a responderem como cidadãos individuais. Agora, cerca de 600 generais urgiram a Komnas para parar a sua investigação enquanto argumentam, como Juwono, que as chamadas de Komnas são inconstitucionais.

É de perguntar porque é que os generais reformados se comportam como se fossem quase um partido político: mobilizando amigos e camaradas, procurando apoio ministerial e exercendo pressão. Uma geração de oficiais, cujas carreiras cresceram durante a era da Nova Ordem, está unida para defender colegas mais jovens em questões – casos de direitos humanos – com que eles próprios nunca tiveram de lidar. Podem ter algum conhecimento dos casos, mas não têm qualquer familiaridade com o conceito de direitos humanos dado que as suas opiniões são inevitavelmente induzidas pela cultura política da Nova Ordem.

Wiranto, por exemplo, virou a mesa quando negou violações de direitos e perguntou "e então os meus direitos humanos?" -- interpretando de modo incorrecto assim o princípio universal em questão, que é acerca das acções do Estado contra populações desarmadas, não cidadãos individuais vis a vis colegas cidadãos.
O caso ilustra também como a herança de abusos do passado os afectou gravemente – aspirando, mesmo assim alguns à presidência.

Porque, não é a primeira vez que procuraram intervir politicamente. Em final de 1999, quando Timor-Leste se movia para a independência, segundo relatos Wiranto abordou Xanana Gusmão e pediu-lhe que o ajudasse a prevenir a constituição dum tribunal internacional tribunal. Tiveram sucesso e a maioria dos indiciados pela violência de 1999 estão desde então promovidos e foram inocentados.

Entretanto, é importante anotar que a reunião de centenas de generais reformados, a primeira deste género em anos, que incluiu muitos alegadamente envolvidos em vários abusos no passado, afirmaram que não podiam ser acusados visto que desenvolviam a missão do Estado de manter a integridade do Estado unitário (NKRI).

Este pretexto tem sido usado demasiadas vezes; é um lema, se se quiser, para justificar incidentes violentos envolvendo civis. Isso quer dizer que a missão deve ser conseguida a qualquer custo. Como a natureza da missão foi tornada sacrossanta, isso, para os soldados, torna aceitável sob o ponto de vista político e conveniente na prática, ignorarem os direitos das populações locais apanhadas em situações de conflito.

Qualquer observador perto das guerras em Timor-Leste e Aceh pôde testemunhar que confrontos que resultaram em baixas nas forças armadas eram geralmente seguidos por punições colectivas de mão pesada em aldeias que alegadamente apoiavam rebeldes. É uma armadilha comum em guerra de guerrilha, que as unidades das forças armadas podiam também atacar arbitrariamente uma comunidade de militantes, crentes pobremente armados como parece ter acontecido no caso Talangsari em 1989.

Mas, vista do centro, a operação deve ser eficaz e o risco assumido dado que a revolta deve ser esmagada. A natureza da doutrina era tal que as próprias iniciais da missão -- "NKRI" (o Estado unitário) – se tornou uma ladainha legitimizadora.

Os políticos Indonésios gostam de ladainhas. Costumámos ter uma “revolução” que nunca acabava para justificar mobilizações em massa para propósitos do Estado. Depois, vimos a Nova Ordem impondo a sua própria versão de filosofia estatal da Pancasila de modo a reforçar a hegemonia do Estado. Ambos clamavam que esses símbolos e valores faziam parte da continuidade com o passado, e usavam-nos como ladainhas.
Abdurrahman "Gus Dur" Wahid está a fazer o mesmo nos dias de hoje. Enfrentando conflitos internos no PKB, o seu partido político, disse que deixou "Kyai Langitan", um grupo de idosos que afirmava o tinham instruído para concorrer a presidente em 2004, e virou-se para cinco grandes Kyais.

Símbolos tradicionais são usados, mesmo recriados para enfrentar novos desafios. O historiador Erich Hobsbawm considera tais coisas cruciais e inventou o termo "a invenção da tradição".
Soeharto e os seus generais, também, procuraram a continuidade inventando a “tradição” ao seu estilo. A ladainha "NKRI", contudo, é um conceito corrupto da ideia de unidade como foi idealizada quando a nação lutou pela independência.

Parece que esquecemos que os nossos Pais Fundadores Sukarno e Muhammad Hatta,e as gerações de 1930s a 1960s, falavam consistentemente de "persatoean" (unidade) em vez de "kesatuan" (unidade indivisível). A última, o "K" de NKRI, parece uma versão militarizada que se refere ao significado de "unidade" nos termos das forças armadas. Lembremo-nos: mesmo depois do tsunami devastador e da guerra civil em Aceh, o slogan chave em Meulaboh era: "Amamos a paz, mas acima de tudo, amamos a unidade".

A transformação semântica da Nova Ordem foi descartada durante demasiado tempo, e ao fazermos assim, tendemos a esquecer que isso enfatizou a unidade militarizada e centralizada à custa da diversidade e interesses regionais.

Explorar o conceito unitário como ladainha política independentemente da situação local não apenas arrisca maior ressentimento e maiores custos humanos quando se chega à retaliação, mas pode a longo prazo ameaçar a mesma integridade do Estado que as forças militares querem manter. Aqui a revolta de Aceh (1976-2005) é um caso a apontar. Muhammad Hatta, apontando a um tal potencial, avisou-nos que "persatoean" não se deve transformar em "persatean" (banho de sangue).

O autor é jornalista.

Xanana...

... parece que a AMP já não é uma solução para governar. Nem um ano conseguiu governar.

Bye, bye...

Apoio do PUN no Parlamento "depende do Governo"

Díli, 05 Mai (Lusa) - O apoio ou oposição do Partido Unidade Nacional (PUN) à coligação no poder depende do próprio Governo, nomeadamente a nível de justiça e boa governação, afirmou hoje à Agência Lusa a deputada Fernanda Borges.

Questionada sobre se este partido apoiará o Executivo chefiado por Xanana Gusmão ou se votaria para o fazer cair, na sequência do acordo político assinado hoje entre a Associação Social Democrática Timorense (ASDT) e o maior partido da oposição, Fretilin, a líder do PUN afirmou que "depende deste governo".

O PUN elegeu três deputados ao Parlamento e, no caso de uma moção de censura ou uma moção de confiança, a sua bancada pode ser crucial para aguentar ou derrubar o governo.

"Sem justiça e boa governação, Timor-Leste não vai avante", explicou Fernanda Borges sobre os critérios de viabilização, ou não, do governo da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) pelo seu partido.

"Este governo vai ter que implementar o relatório da Comissão de Acolhimento Verdade e Reconciliação (sobre a violência durante a ocupação indonésia) e o relatório da Comissão Especial Independente de Inquérito" à crise de 2006, declarou Fernanda Borges.

Fernanda Borges salientou também que "é importante o sector de segurança”, considerando que o governo da AMP vai ter que fazer muitas mudanças nas Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste e na Polícia Nacional".

"Nós vamos apoiar políticas para o interesse nacional. Não vamos apoiar nenhum partido nem nenhuma coligação", frisou Fernanda Borges.

"Se é para a justiça, a boa governação e o bem do povo, vamos votar a favor. Se não é para nenhuma destas três coisas, com certeza que vamos voar contra ou abster-nos", acrescentou Fernanda Borges.

Num comunicado distribuído hoje, os líderes da ASDT e da Fretilin anunciaram que os dois partidos decidiram formar "uma sólida coligação" para formar "o próximo Governo constitucional de Timor-Leste".

A coligação ASDT/PSD (Partido Social Democrata) integra a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) que constitui a plataforma de quatro partidos que sustenta o actual Governo, juntamente com o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), liderado por Xanana Gusmão, e o Partido Democrático (PD), de Fernando "La Sama" de Araújo.

Entretanto, o presidente do Partido Social Democrata (PSD) timorense, Mário Viegas Carrascalão, defendeu hoje a apresentação de uma moção de confiança pelo governo, na sequência do acordo político entre a ASDT e a Fretilin.

"Se eu pertencesse ao partido maioritário dentro da AMP (Aliança Para Maioria Parlamentar), pediria uma moção de confiança. Não se pode governar em cima de vidros. Temos que saber com o que contamos e se nós ainda merecemos a confiança da maioria ou não", declarou Mário Viegas Carrascalão à Lusa, à margem da sessão plenária.

Para o líder do PSD, "é altamente necessário" que o Executivo apresente a moção de confiança.

PRM.
Lusa/fim

Mário Viegas Carrascalão defende uma moção de confiança

Díli, 05 Mai (Lusa) - O presidente do Partido Social Democrata (PSD) timorense, Mário Viegas Carrascalão, defendeu hoje a apresentação de uma moção de confiança pelo governo, na sequência do acordo político entre a Associação Social Democrática Timorense e a Fretilin.

"Se eu pertencesse ao partido maioritário dentro da AMP (Aliança Para Maioria Parlamentar), pediria uma moção de confiança. Não se pode governar em cima de vidros. Temos que saber com o que contamos e se nós ainda merecemos a confiança da maioria ou não", declarou Mário Viegas Carrascalão à Lusa, à margem da sessão plenária.

Para o líder do PSD, "é altamente necessário" que o Executivo apresente a moção de confiança.

Mário Viegas Carrascalão pronunciava-se sobre as consequências do acordo político entre a Associação Social Democrática Timorense (ASDT), parceiro de coligação, de aliança e de governo do PSD, com o maior partido da oposição, a Fretilin.

Num comunicado distribuído hoje, os líderes da ASDT e da Fretilin anunciaram que os dois partidos decidiram formar "uma sólida coligação" para formar "o próximo governo constitucional de Timor-Leste".

A coligação ASDT/PSD integra a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) que constitui a plataforma de quatro partidos que sustenta o actual Governo, juntamente com o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), liderado por Xanana Gusmão, e o Partido Democrático (PD), de Fernando "La Sama" de Araújo.

"Quem decidiu que a AMP formasse governo, por ser partido maioritário aqui no Parlamento, foi o Presidente da República", José Ramos-Horta, recordou Mário Viegas Carrascalão.

O chefe de Estado "está agora perante uma situação diferente, onde a AMP deixou de ser o partido maioritário. O argumento que (o Presidente) tinha deixou de existir. É natural que tenha outros, mas o principal deixou de existir", sublinhou o líder do PSD e ex-governador do território sob ocupação indonésia.

"Quanto ao PSD, manter-se-á dentro da AMP. Não há razões para abandonarmos a AMP", frisou Mário Viegas Carrascalão.

"O PSD continuará lá dentro mas com todas as consequências, também na condição de que o PSD é livre de criticar os erros que o governo comete e de apresentar soluções, fazendo tudo ao seu alcance para que o Governo da AMP continue em frente e nos dê alguma estabilidade política", acrescentou Mário Viegas Carrascalão.

No actual arranjo político, como explicou Mário Carrascalão à Lusa, a AMP conta com o apoio de 37 dos 65 deputados do Parlamento timorense, "incluindo alguns que se abstêm normalmente".

O acordo entre a ASDT (que tem cinco deputados) e a Fretilin (que tem 21) ameaça este equilíbrio de forças, em que os partidos mais pequenos com assento no Parlamento poderão jogar um papel determinante.

Em declarações à Lusa, o líder da ASDT, Francisco Xavier do Amaral, afirmou que o seu partido continua na AMP.

"Nós ainda somos da AMP", disse Xavier do Amaral, esclarecendo que o acordo assinado com a Fretilin é "para fazer uma coligação, mas a coligação não está feita ainda".

"A coligação far-se-á se as condições nacionais o exigirem e o permitirem", sublinhou Francisco Xavier do Amaral.

Contactado pela Lusa, o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, remeteu para quarta-feira quaisquer esclarecimentos sobre o acordo com a ASDT.

PRM.
Lusa/fim

ASDT continua na AMP, diz Xavier do Amaral

Díli, 05 Mai (Lusa) - O líder da Associação Social Democrática Timorense (ASDT), Francisco Xavier do Amaral, afirmou hoje à Agência Lusa que o seu partido continua na Aliança Para Maioria Parlamentar (AMP), que apoia o Governo.

"Nós ainda somos da AMP", declarou Francisco Xavier do Amaral à Lusa, horas depois de um comunicado oficial da Fretilin, o maior partido da oposição, anunciar a assinatura de um acordo político com a ASDT.

Sobre as consequências imediatas do acordo hoje anunciado, Francisco Xavier do Amaral foi peremptório: "Não vai acontecer nada".

"Assinámos o acordo com a Fretilin", confirmou o decano da política timorense, fundador da ASDT em 1974 e primeiro Presidente da República timorense, por nove dias, antes da invasão indonésia em Dezembro de 1975.

"É um acordo para fazer uma coligação, mas a coligação não está feita ainda", esclareceu o presidente da ASDT.

"A coligação far-se-á se as condições nacionais o exigirem e o permitirem", sublinhou Francisco Xavier do Amaral.

O líder da ASDT explicou que essas condições têm a ver com o bem-estar da população.

"A fome tem que ser retirada. Não queremos as populações a gritar de fome pelas aldeias. Queremos uma economia desenvolvida. E não admitimos que haja ministros a andar de avião pelo mundo, a gozar lá fora, enquanto o povo está a morrer à fome cá dentro", resumiu Francisco Xavier do Amaral.

O presidente da ASDT referiu que na recente viagem oficial do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, a Jacarta, Indonésia, além de nove ministros e um secretário de Estado integravam a comitiva timorense "quase 60 pessoas".

A ASDT tem uma coligação com o Partido Social-Democrata (PSD), do ex-governador do território sob a ocupação indonésia Mário Viegas Carrascalão.

No Parlamento, a coligação dos dois partidos tem 11 deputados, cinco da ASDT e seis do PSD.

A coligação ASDT/PSD integra a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), que constitui a plataforma de quatro partidos que sustenta o actual Governo, juntamente com o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), liderado por Xanana Gusmão, e o Partido Democrático (PD), de Fernando "La Sama" de Araújo.

Xanana Gusmão foi indigitado para formar o IV Governo Constitucional, que tomou posse a 08 de Agosto de 2007 e que não é reconhecido pela Fretilin, partido vencedor das eleições legislativas de 30 de Junho, mas sem maioria absoluta.

Os deputados da ASDT não estiveram em plenário na sessão de hoje de manhã do Parlamento e vários dirigentes da AMP contactados pela Lusa falam abertamente de discordância entre a direcção de Francisco Xavier do Amaral e a sua bancada parlamentar.

Francisco Xavier do Amaral, questionado pela Lusa, não negou esta clivagem mas afirmou que "os deputados estão livres e independentes no Parlamento, mas estão lá para representar o partido".

O líder da ASDT acrescentou que espera apoio da sua bancada parlamentar à concretização do acordo com a Fretilin.

As divergências de Francisco Xavier do Amaral com elementos do seu partido e da ASDT com a AMP ficaram patentes no pedido "que foi publicado nos jornais e não é segredo" para a substituição de dois elementos do partido no IV Governo.

A direcção da ASDT pediu ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, a demissão de Gil Alves, ministro do Turismo, Comércio e Indústria, e Adílio de Jesus Lima, secretário de Estado do Ambiente.

"Soube por fora (da coligação ASDT/PSD) que foi a falta de resposta de Xanana Gusmão que motivou o acordo de Francisco Xavier do Amaral com a Fretilin", afirmou hoje Mário Viegas Carrascalão à Lusa.

"Até à data, o Governo não respondeu aos nossos pedidos", confirmou Francisco Xavier do Amaral. "É um problema deles. Se, no futuro, precisarem de alguma coisa de nós, nós vamos recusar", explicou o líder da ASDT.

O comunicado que anuncia o entendimento entre ASDT e a Fretilin refere que "para a implementação deste acordo", os partidos "brevemente elaborarão uma plataforma política que contemplará os programas de governação e garantirá à ASDT uma participação proporcional e justa na composição da mesa do Parlamento Nacional e do Governo".

O comunicado refere "nomeadamente", os cargos de vice-presidente do Parlamento, vice-primeiro-ministro e as pastas das Telecomunicações, do Turismo, dos Transportes e Comércio, do Meio Ambiente, da Solidariedade e da Administração Estatal.

"Este acordo é feito com a intenção de preparar os dois partidos para uma futura coligação sólida em conformidade com interesses nacionais", adianta o comunicado, assinado pelos presidentes dos dois partidos, Francisco Xavier do Amaral e Francisco Guterres "Lu Olo".

PRM.
Lusa/fim

ASDT assina plataforma com Fretilin (ACTUALIZADA)

Díli, 05 Mai (Lusa) - A Associação Social Democrata Timorense (ASDT), que integra a aliança no Governo de Timor-Leste, assinou uma plataforma política com a Fretilin, o maior partido da oposição, foi hoje anunciado em Díli.

Num comunicado hoje distribuído, a Fretilin anuncia que os dois partidos decidiram formar "uma sólida coligação" para formar "o próximo governo constitucional de Timor-Leste".

A declaração do acordo político é assinada por Francisco Xavier do Amaral, líder da ASDT e proclamador da efémera independência timorense em 1975 como primeiro chefe de Estado, e por Francisco Guterres "Lu Olo", presidente da Fretilin e ex-presidente do Parlamento Nacional.

O comunicado da Fretilin acrescenta que a principal motivação deste acordo é o "nepotismo e corrupção" do Governo chefiado por Xanana Gusmão, que tomou posse em Agosto de 2007 na sequência de eleições legislativas em que a Fretilin foi o partido mais votado.

A ASDT tem uma coligação com o Partido Social Democrata (PSD), do ex-governador do território sob a ocupação indonésia, Mário Viegas Carrascalão.

No Parlamento, a coligação dos dois partidos tem 11 deputados, cinco da ASDT e seis do PSD.

O anúncio do acordo entre a ASDT e a Fretilin activou de imediato a aritmética sobre o número de deputados de cada partido com assento parlamentar e as possíveis consequências do novo arranjo partidário.

"Isto vai causar problemas na estabilidade política", afirmou Mário Viegas Carrascalão à agência Lusa.

"Em termos de Parlamento, poderá não haver problema se a bancada da ASDT não concordar com o acordo feito pela direcção do partido", explicou à Lusa o vice-presidente do Parlamento, Vicente Guterres.

"Mas em termos de partido e em termos políticos, é uma situação difícil", acrescentou Vicente Guterres.

A coligação ASDT/PSD integra a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) que constitui a plataforma de quatro partidos que sustenta o actual Governo, juntamente com o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), liderado pelo próprio Xanana Gusmão, e o Partido Democrático (PD), de Fernando "La Sama" de Araújo.

"Não esperava, mas para nós não é grave", afirmou à Lusa o secretário-geral do CNRT, Dionísio Babo.

"Politicamente, o Governo está ameaçado, mas em termos reais a ASDT é membro da AMP e partilha dos mesmos princípios", respondeu Dionísio Babo quando questionado sobre o perigo que o acordo hoje anunciado representa para o Executivo de Xanana Gusmão.

"Creio que a ASDT continua parte da AMP, porque não nos foi anunciado que o partido saísse da aliança e do compromisso que assinou para a sua constituição", explicou Dionísio Babo.

"É uma questão puramente de conflito interno à ASDT", adiantou também o dirigente do CNRT.

No actual arranjo político, como explicou Mário Carrascalão à Lusa, a AMP conta com o apoio de 37 dos 65 deputados do Parlamento timorense, "incluindo alguns que se abstêm normalmente". A oposição conta com o apoio de não mais que 33 deputados, sendo a base de apoio mais segura constituída pelos 21 deputados da Fretilin, os dois do KOTA-PPT e os dois da UNDERTIM.

O acordo entre a Fretilin e a ASDT ameaça desequilibrar esta divisão de forças, adiantou o líder do PSD, "sobretudo se se confirmar a indicação de que três dos oito deputados do PD podem também alinhar com a oposição no Parlamento".

"É uma situação muito arriscada" para a AMP e para o Governo, adiantou Mário Viegas Carrascalão.

No Governo, a ASDT tem duas pastas, a do ministro do Turismo, Comércio e Indústria, Gil Alves, e do secretário de Estado do Ambiente, Adílio de Jesus Lima.

Francisco Xavier do Amaral pediu recentemente a substituição dos dois membros do Governo da ASDT a Xanana Gusmão, "apresentando dois nomes alternativos e mais três nomes novos para outras pastas", afirmaram Mário Viegas Carrascalão e Dionísio Babo à Lusa.

"Soube por fora (da coligação ASDT/PSD) que foi a falta de resposta de Xanana Gusmão que motivou o acordo de Francisco Xavier do Amaral com a Fretilin", adiantou o líder do PSD à Lusa.

"A confusão é grande", sublinhou Mário Viegas Carrascalão.

Hoje de manhã, os deputados da ASDT não compareceram em plenário. Segundo o presidente do PSD, "é por que a bancada da ASDT discorda da direcção do partido".

No entanto, João Correia, porta-voz da ASDT, afirmou à Lusa que "a ausência dos deputados apenas testemunha que o partido pretende sair da AMP".

Xanana Gusmão era esperado no plenário por vários dirigentes partidários contactados pela Lusa, para o debate na generalidade de uma proposta de lei, informação também confirmada por Vicente Guterres.

No entanto, segundo o gabinete do primeiro-ministro, Xanana Gusmão não tinha qualquer intervenção em plenário e, na altura em que a sessão do Parlamento recomeçou após o almoço, o chefe de Governo recebia o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro.

João Correia, que esperava também a intervenção do primeiro-ministro em plenário, afirmou à Lusa que mesmo que Xanana Gusmão pretendesse responder ao acordo entre a ASDT e a Fretilin "já vai tarde".

"Xanana Gusmão já não tem possibilidade de reinserir na AMP os partidos que estão em movimento de saída", que são, além da ASDT, também o PSD, disse o porta-voz do partido de Francisco Xavier do Amaral.


PRM
Lusa/fim

Party quits Gusmao's coalition to ally with FRETILIN

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

MEDIA RELEASE 5 May 2008

The Timorese Social Democratic Association (ASDT), a member of Timor Leste's de facto government, has withdrawn from the governing coalition and formed an alliance with FRETILIN.

Leaders of ASDT and FRETILIN signed an agreement in Dili on Saturday to enter into a "solid coalition" to form the next constitutional government of Timor Leste.

Their joint statement criticised the de facto government led by Xanana Gusmao as "full of nepotism and corruption".

In the 2007 parliamentary election the ASDT/Social Democratic Party alliance won 18 per cent of the vote and 11 seats, making it the third most popular force after FRETILIN (21 seats) and Gusmao's CNRT (18 seats). ASDT had two ministers in the de facto government.

The joint statement was signed by ASDT President Francisco Xavier do Amaral (the first President of FRETILIN and of Timor Leste and the man who proclaimed national independence in November 1975) and current FRETILIN President Francisco Guterres Lu Olo (who proclaimed Timor Leste's restoration of independence on 20 May 2002).

The statement said both ASDT and FRETILIN were born as political forces to achieve the total liberation of the people and nation of Timor Leste.

It continued: "Today, despite the people of Timor Leste having been liberated from centuries of foreign domination, the people are once again living under a government full of nepotism, corruption, collusion and injustice, and we are witnessing the persecution of our patriots. The situation has once again dragged our people into living lives of fear of those in political power and of a loss of hope for the economic development of their nation."

The ASDT/FRETILIN agreement opens the way for both parties to immediately prepare a policy platform for a future government. It guarantees a just and proportional participation by ASDT members in the executives of a future government and parliament.

The original ASDT was formed on May 20, 1974, and re-named FRETILIN later that year. Xavier do Amaral re-formed ASDT for the elections in 2001, when he stood against Xanana Gusmao for the presidency.


For information please contact: José Teixeira on +670 728 7080
For further information from ASDT, please contact João Correia on +670 724 9524

Tradução:

Partido sai da coligação de Gusmão para se aliar à FRETILIN

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

COMUNICADO DE IMPRENSA 5 Maio 2008

A Associação Social Democrática Timorense (ASDT), um membro do governo de facto de Timor-Leste, retirou-se da coligação do governo e formou uma aliança com a FRETILIN.

Líderes da ASDT e FRETILIN assinaram um acordo em Dili no Sábado para entrar numa "coligação sólida" para formar o próximo governo constitucional de Timor-Leste.

Na declaração conjunta criticaram o governo de facto liderado por Xanana Gusmão como "cheio de nepotismo e corrupção".

Nas eleições parlamentares de 2007 a aliança ASDT/Partido Social Democrático ganhou 18 por cento dos votos e 11 lugares, tornando-se a terceira maior força popular depois da FRETILIN (21 lugares) e do CNRT de Gusmão (18 lugares). A ASDT tinha dois ministros no governo de facto.

A declaração conjunta foi assinada pelo Presidente da ASDT Francisco Xavier do Amaral (o primeiro Presidente da FRETILIN e de Timor-Leste e o homem que proclamou a independência nacional em Novembro de 1975) e o corrente Presidente da FRETILIN Francisco Guterres Lu Olo (que proclamou a restauração da independência de Timor-Leste em 20 de Maio de 2002).

A declaração disse que ambas ASDT e FRETILIN nasceram como forças políticas para alcançar a libertação total do povo e da nação de Timor-Leste.

Continuava: "Hoje, apesar do povo de Timor-Leste ter sido libertado de séculos de domínio estrangeiro, o povo está mais uma vez a viver sob um governo cheio de nepotismo, corrupção, conivências e injustiça, e estamos a testemunhar a perseguição de patriotas nossos. A situação arrastou mais uma vez o nosso povo a viver vidas de medo dos que estão no poder político e e de perda de esperança pelo desenvolvimento económico da nação."

O acordo ASDT/FRETILIN abre o caminho para ambos os partidos prepararem imediatamente uma plataforma política para um futuro governo. Isso garante uma participação justa e proporcional por membros da ASDT nos executivos dum governo e parlamento futuros .

A ASDT original foi formada em 20 de Maio de 1974, e re-chamada FRETILIN mais tarde nesse ano. Xavier do Amaral re-formou a ASDT para as eleições em 2001, quando se afirmou contra Xanana Gusmão para a presidência.


Para informações por favor contacte: José Teixeira no +670 728 7080
Para mais informações da ASDT, por favor contacte João Correia no +670 724 9524

Quatro timorenses detidos na Indonésia extraditados para Díli

Díli, 05 Mai (Lusa) - Quatro homens suspeitos de envolvimento no atentado de 11 de Fevereiro contra o Presidente timorense e que tinham sido detidos na Indonésia foram hoje extraditados para Díli, Timor-Leste, disse o primeiro comandante da operação “Halibur”.

Segundo o Tenente-coronel Filomeno Paixão, Tito Tilman, Ismael Sansão, conhecido como "Asanku", Egídio Lay e José Gomes, conhecido como "Ásia", foram transportados no único voo regular da Indonésia para Timor-Leste, que liga Denpasar (Bali) a Díli.

Os elementos foram escoltados pelo Procurador-Geral da República timorense, Longuinhos Monteiro, e pelo comandante da Polícia da República da Indonésia, coronel Petrus.

"Esses rebeldes foram capturados pela Polícia da Indonésia no passado mês de Abril, suspeitos do atentado de 11 de Fevereiro à residência do Presidente da República" timorense, José Ramos-Horta, anunciou hoje o tenente-coronel Filomeno Paixão, primeiro comandante da operação "Halibur".

Em conferência de imprensa, o tenente-coronel Filomeno Paixão acrescentou que o comando conjunto recebeu nos últimos dias armamento de vários tipos, entregue em diferentes pontos do território pelas populações, em resposta a um apelo lançado a semana passada pelo Estado-Maior da "Halibur".

Os quatro elementos hoje extraditados completam o grupo de suspeitos de envolvimento directo no duplo ataque de 11 de Fevereiro.

A casa do chefe de Estado, a leste de Díli, foi atacada pelo grupo do major Alfredo Reinado, que morreu no ataque juntamente com um dos seus homens.

Pouco depois da morte do major Reinado, num segundo tiroteio, um dos elementos do grupo, Marcelo Caetano, disparou sobre José Ramos-Horta, que ficou ferido com gravidade e foi transportado para Darwin, Austrália.

Marcelo Caetano, que na sequência do ataque de 11 de Fevereiro se pôs em fuga com o grupo do ex-tenente Gastão Salsinha, rendeu-se às autoridades a 25 de Abril, juntamente com o antigo líder dos peticionários das Forças Armadas e mais onze fugitivos.

Gastão Salsinha, acusado de cumplicidade no ataque ao Presidente e de liderar o ataque ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, encontra-se em prisão preventiva desde quinta-feira.

PRM.
Lusa/fim

Fretilin poised as Gusmão isolated

The Australian, 5 May

XANANA Gismo’s Timorese Government is heading close to collapse as parties in his ruling Parliamentary Majority Alliance (AMP) coalition turn against him and leave the door open for Fretilin, the party with the biggest majority, to form its own coalition.

The AMP holds 36 seats in the 65-seat parliament but three of its member parties, the Social Democratic Party (PSD), the Timorese Social Democratic Association (ASDT) and the Democratic Party (PD) are shifting their loyalties.

The ASDT left the AMP coalition on Saturday and signed an alliance with Fretilin, which won a majority in last year's general election but was prevented from forming government by the AMP coalition.

The leader of PSD, Mario Carrascalao, has spoken out against Mr Gusmão and his ministers but said yesterday he planned, for now, that his party would stay with the coalition despite unhappiness within his own ranks. "We will continue to stay in the coalition for now, because we do not like the alternatives," he said. "But there is no doubt this is all getting very close."

PD is deemed as vulnerable to Fretilin persuasion and could split down the middle.

The ASDT, headed by former president Francisco Xavier do Amaral, had a party meeting several weeks ago in which members voted to evict Tourism Minister Gil Alves and State Secretary for the Environment, Abilio Lima. The two ministers do not hold parliamentary seats (in East Timor, cabinet members are appointed from within and outside of parliament).

The party alleged the men were corrupt, were too close to the Indonesian military and businesses, and did not represent the ASDT ideologies. Mr Amaral asked Mr Gusmão to remove the men from their ministries but the Prime Minister declined, causing ASDT to abandon the AMP coalition.

There are widespread claims the Gusmão Government is corrupted, not so much by its parliamentary wing but by its executive members. "The view is he (Mr Gusmão) has a bunch of ministers who are corrupt and there's a view he has a bunch of people who worked way too closely with the Indonesians," said a source. "The AMP is supposed to be glued together by a common dislike of Fretilin but the departure of ASDT shows that is changing. He's known about this and he's been saying privately he's just going to ignore it. The numbers are there and he can't ignore it."

Mr Gusmão returned from a trip to Indonesia yesterday and will need to act urgently to stop the rot.

Fretilin is understood to be negotiating with the smaller parties and believes it could soon have a majority, but insists it will not use it to force Mr Gusmão to stand aside. "There is no constitutional trigger that says the prime minister must stand down if he does not hold a majority," said a Fretilin source.

But there are two other mechanisms to oust the Prime Minister before the next general election, which is expected, pending ongoing discussions, late next year.

One is a no-confidence vote by the parliament, which would require President Jose Ramos Horta to ask Mr Gusmão to resign. The second, and more pressing, is that Mr Gusmão requires the parliament to approve his budget, which must be delivered by the end of the month. Without approval, he will not be able to govern.

Tradução:

A Fretilin está em pé enquanto Gusmão está isolado

The Australian, 5 Maio

O Governo Timorense de Xanana Gusmão está perto de se desmoronar quando partidos na sua Aliança Maioritária Parlamentar (AMP) no poder se viram contra ele e deixam a porta aberta à Fretilin, o partido com a maior maioria, para formar a sua própria coligação.

A AMP tem 36 lugares no parlamento de 65 mas três dos seus partidos, o Partido Social Democrático (PSD), a Associação Social Democrática Timorense (ASDT) e o Partido Democrático (PD) estão a mudar as suas lealdades.

A ASDT saiu da coligação AMP no Sábado e assinou uma aliança com a Fretilin, que ganhou uma maioria nas eleições gerais do ano passado mas foi impedida de formar governo pela coligação AMP.

O líder do PSD, Mário Carrascalão, falou contra o Sr Gusmão e os seus ministros mas ontem disse que planeava, por agora, que o seu partido ficaria na coligação apesar da infelicidade dentro das suas próprias fileiras. "Por agora, continuaremos na coligação, porque não gostamos das alternativas," disse. "Mas não há dúvida que tudo se está a aproximar muito."

O PD é tido como vulnerável à persuasão da Fretilin e pode dividir-se ao meio.

A ASDT, liderada pelo antigo presidente Francisco Xavier do Amaral, teve uma reunião do partido há várias semanas atrás onde os membros votaram expulsar o Ministro do Turismo Gil Alves e o Secretário de Estafo do Ambiente, Abílio Lima. Os dois ministros não têm assento no parlamento (em Timor, os ministros do gabinete são nomeado por dentro e fora do parlamento).

O partido alegou que os homens eram corruptos, que eram demasiadamente próximos dos militares e homens de negócio Indonésios, e que não representavam as ideologias da ASDT. O Sr Amaral pediu ao Sr Gusmão para remover os homens dos seus ministérios mas o Primeiro-Ministro declinou, levando a ASDT a abandonar a coligação AMP.

Há alargadas queixas que o Governo Gusmão está corrupto, não tanto pela ala parlamentar mas pelos seus membros no executivo. "A visão é que ele (Sr Gusmão) tem um bando de ministros que são corruptos e há a opinião de que ele tem um bando de pessoas que trabalharam demasiadamente próximo dos Indonésios," disse uma fonte. "È suposto que a AMP esteja colada por um ódio comum da Fretilin mas a saída da ASDT mostra que as coisas estão a mudar. Ele sabia disso e tem ando a dizer em privado que vai apenas ignorar isso. Os números estão lá e ele não pode ignorá-los."

O Sr Gusmão regressou ontem duma viagem à Indonésia e precisará de agir com urgência para parar a podridão.

Sabe-se que a Fretilin está a negociar com partidos mais pequenos e que acredita que em breve pode ter uma maioria, mas insiste que não a usará para forçar a saída do Sr Gusmão. "Não há nenhum gatilho constitucional que diga que o primeiro-ministro tenha de sair se não tiver uma maioria," disse uma fonte da Fretilin.

Mas há dois outros mecanismos para derrubar o Primeiro-Ministro antes das próximas eleições gerais, que são esperadas, serem no próximo ano, dependendo das discussões em curso.

Um é um voto de não confiança pelo parlamento, que requererá que o Presidente José Ramos Horta peça ao Sr Gusmão para resignar. O segundo, e mais premente é que o Sr Gusmão peça ao parlamento para aprovar o seu orçamento, que tem que ser entregue até ao fim do mês. Sem aprovação ele não poderá governar.

EAST TIMOR: No Solution in Sight for Army Deserters

DILI, May 5 (IPS) - While Gastao Salsinha -- leader of the group of renegades accused of attempting to assassinate President Jose Ramos-Horta on Feb. 11 -- has surrendered, there is little sign of amicable rehabilitation for some 600 army deserters.

Most of the deserters, called petitioners, reject the solution offered by the government to reapply to join the Falintil-Forças de Defesa de Timor Leste (F-FDTL) as fresh recruits.

"All of us want to go back to F-FDTL but we don't want to reapply, otherwise it is better for all of us to be out of there. They (authorities) need to understand that there are 600 of us and our families,'' Roberto (not real name), a 25-year-old petitioner who now resides with the other renegades in their cantonment in Ai-Tarak Laran in Dili, told IPS in a secret interview.

The Dili government had earlier decided to sack the renegade soldiers, most of whom had deserted their barracks in 2006 after claiming to have been discriminated against in the matter of promotion and benefits.

Until now there has been no satisfactory solution to the serious internal rift within the army running along regional lines. The sacking of the deserters had triggered violence that left 37 people dead and caused 150,000 others to flee their homes.

Many see the attempt on Ramos Horta's life as one more episode in a bitter dispute between the government and the renegades over perceptions of regional discrimination. Salsinha had taken over command of the rebels after their leader, Alfredo Reinado, was killed in the attempt on the President’s life, but has since been negotiating the surrender that took place on Tuesday.

But the government has not taken kindly to the petitioners’ demand for unconditional rehabilitation within the F-FDTL. ''The government is not open for negotiation," Joaquim Fonseca, advisor to East Timor's prime minister, told IPS.

The petitioners' demand has been reiterated by Salsinha after his surrender, according to a source in the United Movement for National Justice (MUNJ), which backed the petitioners through the 2006 political conflict. "They deserted their barracks because they wanted to help fix problems within their institution,'' the MUNJ source told IPS, asking not to be named.

“I ran away from the barracks not to be sacked. I did it because I was discriminated against and I wanted to help solve the problems within F-FDTL," said Roberto angrily.

The government's decision has turned Roberto's life upside down. As the only son of a poor farmer family, Roberto has to support his aged parents as also five sisters.

Like others in the barracks, Roberto blamed politicians for ''exploiting the problems of the petitioners'' and then leaving them in the lurch.

Allegations of discrimination within the F-FDTL were a contentious political issue in 2006, and one of the parties that harped on the issue during the presidential and parliamentary elections is the Democratic Party (PD) that is headed by Fernando Lasama de Araujo, a leading politician.

Through its youth wing, Pemuda Demokrat (Democratic Youth), the petitioners’ issue was used to mobilize people from districts to come to Dili and demonstrate against the government, then run by the Fretilin party.

"Pemuda Demokrat used the petitioners’ issue to consolidate and mobilize the masses to support Fernando Lasama for president and to vote for PD during the national parliament election,’’ said Mateus Xavier, a PD advocacy coordinator.

PD had also asked the petitioners to lend their support to Horta for the 2007 - 2012 presidential terms. One of the points of political agreement that was signed between Horta and Fernando Lasama during the second round of the presidential election campaign was that petitioners would continue to be recognized as members of the F-FDTL.

That agreement was subsequently forgotten and the government later decided to formally sack the petitioners.

"It is a major concession on F-FDTL (offer to allow the petitioners to reapply as fresh recruits). They are now flexible. Discipline in the army is strict, you cannot go in and out as you please,'' said Ramos Horta at a press conference on his return to Dili after undergoing surgery in Australia for gunshot wounds.

Vital dos Santos, PD parliamentarian, sympathized with the petitioners' grievances. He told IPS that the "petitioners have become victims of the political leaders' ambitions... it is not fair. They don't have the motivation to launch a coup’’.

That the petitioners' problems were politicized was acknowledged in the draft report of a high-level commission that was set up to inquire into the 2006 events. The report states: "The petitioners feel that the situation (in F-FDTL) is not in their favour, so they tried to find a solution, but outside political intervention provoked a bigger crisis. This was aggravated by political actions (demonstrations), military actions (shoot outs), organized violence that affected peoples' lives."

Tiago Sarmento, a former member of the commission, told IPS that the ''discrimination and indisciplinary acts within the institution (F-FDTL) were often politicized".

As a member of the Majority Parliament Alliance, East Timor's ruling coalition, PD cannot escape blame, Sarmento said. ‘’PD actively used petitioners to garner support and come to power.’’

Santos however rejected the accusation. ‘’Their (petitioners’’) problems cannot be solved only by the PD. We want the government and petitioners to have dialogue.’’

While the government has rejected any dialogue, the petitioners have strong backers within the PD. ''We still demand that the petitioners go back to F-FDTL, otherwise the crisis will not be over soon,'' Xavier told IPS.

Tradução:

TIMOR-LESTE: Não há solução à vista para desertores das forças armadas

DILI, Maio 5 (IPS) – Enquanto Gastão Salsinha – líder do grupo de desertores acusados de tentativa de assassínio do Presidente José Ramos-Horta em 11 de Fevereiro – se rendeu, há poucos sinais de re-habilitação amigável para alguns 600 desertores das forças armadas.

A maioria dos desertores, chamados peticionários, rejeitaram a solução oferecida pelo governo para se re-candidatarem à Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) como novos recrutas.

"Todos nós queremos regressar às F-FDTL mas não queremos re-candidatarmos, doutro modo é melhor para todos nós estar fora daqui. Eles (autoridades) precisam de entender que somos 600 e que temos famílias,'' disse Roberto (não é nome verdadeiro, um peticionário de 25 anos que reside agora com os outros desertores no acantonamento em Ai-Tarak Laran em Dili, à IPS numa entrevista secreta.

O governo de Dili tinha antes decidido despedir os soldados desertores, a maioria dos quais tinham desertado dos seus quartéis em 2006 depois de se queixarem terem sido discriminados na questão das promoções e benefícios.

Até agora não houve solução satisfatória no sério conflito dentro das forças armadas que corre ao longo de linhas regionais. O despedimento dos desertores desencadeou violência que deixou 37 pessoas mortas e fez com que 150,000 outras fugissem das suas casas.

Muitos vêem o atentado contra a vida de Ramos Horta como mais um episódio numa amarga disputa entre o governo e os desertores sobre a percepção da discriminação regional. Salsinha tinha tomado o comando dos amotinados depois do antigo líder, Alfredo Reinado, ser morto num atentado à vida do Presidente, mas tem andado a negociar a rendição que ocorreu na Terça-feira.

Mas o governo não aceitou bem o pedido dos peticionários de re-habilitação incondicional dentro das F-FDTL. ''O governo não está aberto para negociar," disse à IPS Joaquim Fonseca, conselheiro do primeiro-ministro de Timor-Leste.

O pedido dos peticionários tem sido reiterado por Salsinha depois da rendição, de acordo com uma fonte do Movimento de Unidade Nacional e Justiça (MUNJ), que apoiou os peticionários através do conflito político de 2006. "Eles desertaram dos quartéis porque queriam resolver os problemas dentro das suas instituições,'' disse a fonte do MUNJ à IPS, pedindo para não ser identificado.

“Eu fugi do quartel para não ser despedido. Fiz isso porque estava a ser discriminado e queria ajudar a resolver os problemas dentro das F-FDTL," disse Roberto zangado.

A decisão do governo virou a vida de Roberto de cima abaixa. Como único filho duma pobre família de agricultores, Roberto tem de ajudar os seus pais idosos e cinco irmãs.

Como outros nos quartéis, Roberto culpou políticos por ''explorarem os problemas dos peticionários'' e depois deixaram-nos ao abandono.

Alegações de discriminação dentro das F-FDTL foram uma questão política contenciosa em 2006, e um dos partidos que fez barulho com a questão durante as eleições presidenciais e parlamentares é o Partido Democrático (PD) que é liderado por Fernando Lasama de Araújo, um político de topo.

Através da sua ala juvenil, Pemuda Demokrat (Juventude Democrática), a questão dos peticionários foi usada para mobilizar pessoas dos distritos para virem para Dili e manifestarem-se contra o governo, então conduzido pela Fretilin.

"Pemuda Demokrat usou a questão dos peticionários para consolidar e mobilizar as massas para apoiar Fernando Lasama para presidente e para votar no PD nas eleições nacionais para o parlamento,’’ disse Mateus Xavier, um coordenador de apoio do PD .

O PD tinha também pedido aos peticionários para darem apoio a Horta para o periodo presidencial 2007 - 2012. Um dos pontos do acordo político que foi assinado entre Horta e Fernando Lasama durante a segunda volta da campanha das eleições presidenciais era que os peticionários continuariam a ser reconhecidos como membros das F-FDTL.

Esse acordo foi subsequentemente esquecido e o governo mais tarde decidiu despedir formalmente os peticionários.

"É uma grande concessão às F-FDTL (a oferta de autorizar os peticionários a re-candidatarem-se como novos recrutas). Eles agora são flexíveis. A disciplina nas forças armadas é estrita, não se pode entrar e sair conforme os apetites,'' disse Ramos Horta numa conferência de imprensa no seu regresso a Dili depois de ter sido operado na Austrália por feridas de balas.

Vital dos Santos, deputado do PD, simpatizou com as queixas dos peticionários. Disse à IPS que os "peticionários se tornaram vítimas das ambições dos líderes políticos... isso não é justo. Eles não têm motivação para lançar um golpe’’.

Que os problemas dos peticionários foram politicizados foi reconhecido no relatório da comissão de alto nível que foi montada para investigar os eventos de 2006. O relatório afirma: "Os peticionários sentem que a situação (nas F-FDTL) não os favorecia, então tentaram encontrar uma solução, mas a intervenção política externa provocou uma crise maior. Isso foi agravado por acções políticas (manifestações), acções militares (tiroteios), violência organizada que afectou as vidas das pessoas."

Tiago Sarmento, um antigo membro da comissão, disse à IPS que os 'actos de 'discriminação e de indisciplina dentro da instituição (F-FDTL) foram muitas vezes politicizados".

Como membro da Aliança da Maioria Parlamentar, a coligação no poder em Timor-Leste, o PD não pode escapar da culpa, disse Sarmento. ‘’O PD usou activamente os peticionários para ganhar apoio e vir para o poder.’’

Santos contudo rejeitou a acusação. ‘’Os problemas deles (peticionários’’) não podem ser resolvidos apenas pelo PD. Queremos que o governo e os peticionários tenham diálogo.’’

Ao mesmo tempo que o governo rejeitou qualquer diálogo, os peticionários têm forte apoio dentro do PD. ''Continuamos a pedir que os peticionários regressem às F-FDTL, de outro modo a crise não acaba em breve,'' disse Xavier à IPS.

UNMIT Daily Media Review - 5 May 2008

UNMIT-MEDIA

(International news reports and extracts from national media. UNMIT does not vouch for the accuracy of these reports)

Price of rice threats poor people – Timor Post

As the price of rice continues to rise, poor people in Dili, Baucau and Liquiça are feeling threatened.

Most of public shops and kiosks are selling rice that used to cost US$19 for US$27, a price that poor people cannot afford.

“I am afraid this situation could bring about a big shortage of food,” Jacob dos Santos, a local shopper, told the Timor Post.

He said that before 30 kgs of rice cost US$12-US$15.

The Vice President of the National Parliament Maria Paixão said that the National Parliament is making efforts to approve a tax law to regulate the price of goods in the country.

“We must recognize that the high price of goods affects the world, not only Timor-Leste,” said Ms. Paixão on Wednesday (1/5) in Suco Vaviquina, Liquiça.

Ed: Court demands the truth from Salsinha, not politics – Timor Post

After two years in the mountains, struggling for justice with Alfredo Reinado and their men, Gastão Salsinha should now face justice with no weapons in hand.

With five of his men, Salsinha appeared in the Court of Appeal to have a first hearing on the cases they have been involved in for the two years.

This is justice … Salsinha demands justice from the Court and now the Court instructs him to explain his motivation and actions.

Salsinha is now living in the judicial – not political – world.

In the judicial world, only legal facts are needed - need no for more talk about politics. In the first hearing, Salsinha directly faced pretrial detention for charges in connection with the attack on February 11, previous homicide attempts, and carrying weapons illegally.

The charges against him show from 2006 - 2008 the Court has been aware of Salsinha’s actions. So, Salsinha has to be responsible and give clear explanations about what he has done.

If Salsinha is found innocent of the charges, then we have to say CONGRATULATIONS.

But if he is guilty, then WELCOME to the prison newcomer, who was fighting for justice but against the law. This might be our hope: that we may play in the political arena but with no violence. If not, our companions who were with us before will keep their mouths shut and wash their hands of us.

Francisco: PNTL and F-FDTL to cooperate in investigation and collection of illegal weapons – Timor Post

The State Secretary for Security Francisco Guterres said that the Defence Forces of Timor-Leste (F-FDTL) and the National Police of Timor-Leste (PNTL) are going to cooperate in a thorough investigation of weapons still un the hands of civilians.

“If there is information about weapons carried by people, then there will be an investigation into those weapons to know their serial numbers, regardless of whether the weapons are those that are missing or not,” said Mr. Guterres.

He added that F-FDTL and PNTL will be searching and collecting the illegal weapons so as to avoid further conflicts in the future.

“We appeal the community to submit the weapons to F-FDTL and PNTL by 10 May. After that date, possession of weapons will be considered a criminal offense,” Mr. Guterres said.

Fretilin: does not agree to TNI training of F-FDTL – Suara Timor Lorosa’e

Fretilin’s bench in the National Parliament rejects a proposal that the Defence Forces of Timor-Leste (F-FDTL) be trained by the National Army of Indonesia (TNI). The objection stems from a desire to avoid offending the victims of TNI during its occupation in Timor-Leste.

“I do not agree with the training. We have to have to be considerate of sensitive feelings,” said Fretilin’s MP Francisco Miranda Branco on Friday (2/5) in the National Parliament, Dili.

Mr. Branco said that before conducting the military training, the Report of Commission for Reception, Truth, and Reconciliation in Timor-Leste (CAVR) and Indonesia and TL Commission of the Truth and Friendship should be implemented to heal old wounds.

An MP from the Alliance of the Majority in Parliament (AMP), Paulo de Fatima Martins said that Timor-Leste has to cooperate with Indonesia, as it is a neighbour who supports Timor-Leste for membership in ASEAN.

“It is valid to cooperate and have good relations with Indonesia. In the first Government, some police officers went to Bandung and Jakarta to take part in staff command courses,” he noted.

Ed: Do not believe "insane" rumour – Suara Timor Lorosa’e

In a very mature and calm manner, Prime Minister Xanana Gusmão is facing the "insane" rumour that he orchestrated the attacks on February 11. The attacks are merely political "drama".

If it is a political drama, then it is not true that Xanana is pulling the strings behind the curtain of violence.

If it is true, why didn’t Xanana kill himself rather than cooperate with the rebels trying to kill him?

We should not be surprised when the rumour is addressed to Xanana, but we should be careful and wise in giving our responses because Xanana has potential enemies from the opposition and inside AMP, too.

In such a critical situation, the enemies are smart enough to create issues to find scapegoats for their sympathetic parties and groups,

Since August 2007, as the Prime Minister of the country, Xanana has made significant political progress in the country, national stability has returned to normal, IDPs are returning home, petitioners are gathered and cantoned, Salsinha and his men have submitted themselves … corruption, collusion and nepotism are taken seriously, and the high price of rice is now handled.

Administrative reform from the national Government to the districts is ongoing. All will be done.

All these matters show that Xanana is really working and responding to peoples’ demands, especially the petitioners, IDPs and the veterans.

It is impossible for Xanana to kill himself. It is just an "insane" rumour.

Guterres: a free press is important for the newest democratic country – Diario Nacional

Vice Prime Minister Jose Luis Guterres said that a free press is very important for the world’s newest democratic country. Journalists around the world should firmly commit to defending justice. But justice will never appear if it is under an authoritative State.

Guterres added that most of the Timorese journalists had shown the highest nationalism during the process to the independence. While it is now time for development, there is still a need for all journalists to obey their code of conduct during the course of their work. Sometimes journalists receive threats from others because most people have only a limited understanding about press freedom. It is also important for journalists to show their freedom and responsibility to this nation.

“I am very happy today to be with the journalists, as it is an important day for the press in this newest democratic country,” said Jose Luis Guterres said during his speech on a World Press Freedom Day on Saturday (3/05) at the office of STL Newspaper.

Bishop: the submission of Salsinha and his men is an important key for shedding light on February attacks – Diario Nacional

The Bishop of Baucau, Basilio do Nascimento said that the key to shedding light on the events of 11 February is in the hands of Salsinha and his men, as they have already peacefully submitted themselves to justice.

“Who will provide us enlightenment so that all of us will be able to understand the things happening around us? It was supposed to be Alfredo but he has died. The secret that Alfredo has is already buried with him. So people hope that Salsinha will divulge the secrets he has now,” said Bishop Baucau Basilio do Nascimento trough the TVTL broadcast on Friday (02/05).

Government and UNMIT program starts to reduce the number of IDPs camps in Dili – Diario Nacional

The United Nations in Timor Leste and Government through the Ministry of Solidarity Social are currently being working together to reduce the IDPs camps in capital Dili.

The chief of the UN OCHA, Pierre Bessuges said during a press conference that the policy to close the IDPs camps is an effort to solve the issue of the IDPs in Timor-Leste.

Bishop of Baucau: collecting weaponry in the Eastern region will contribute to stability and peace in the nation – Diario Nacional

The Bishop of Baucau Basilio do Nascimento said that he appreciates the plan of the Joint Operation Command to collect illegal weapons that are still at large and in the hands of the civilians in the Eastern part of Timor-Leste, because that effort can contribute to peace and stability in the nation.

“I think the plan to collect the illegal weapons in the Eastern region is the same as what the Joint Operation Command has been doing in the Western part of Timor-Leste, so that everyone will know that only the police and F-FDTL have a right to have guns or weapons,” said Bishop Basilio do Nascimento.

Prime Minister’s official visit to Indonesia is productive and positive – Diario Nacional

The Prime Minister’s official visit to Indonesia is productive and positive but there is a need to follow up what has been agreed between two nations to ensure a good result.

During the Prime Minister’s official visit in Indonesia, both nations signed and discussed three agreements related to the commercial sector industry. The agreements focus on how Indonesia will provide Timor-Leste with technical assistance, how to establish small industries Timor-Leste in order to strengthen Timorese industrial capacity, and how they will cooperate with each other to promote Timor Leste’s health department.

Wanted rebels sent back to Timor – AFP, 5 May

FOUR rebels wanted over attacks against East Timor's President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmão was extradited amid tight security from Indonesia today.
The four men, who were handcuffed, were seen boarding a charter plane under armed police escort at Halim Perdanakusumah Airport in east Jakarta.

More uniformed and plainclothes police, some of them armed, were deployed on the runway as the rebels left for East Timor to face justice over the February 11 attacks.


UNMIT MEDIA MONITORING
www.unmit.org

Tradução:

UNMIT Revista Diária dos Media - 5 Maio 2008

UNMIT-MEDIA

(Relatos de notícias internacionais e extractos de media nacionais. A UNMIT não garante a correcção destes relatos)

Preço do arroz ameaça as pessoas pobres – Timor Post

Enquanto o preço do arroz continua a subir, as pessoas pobres em Dili, Baucau e Liquiça sentem-se ameaçadas.

A maioria das lojas públicas e quiosques estão a vender o arroz que costumava custar US$19 a US$27, um preço a que as pessoas pobres não conseguem aguentar.

“Receio que esta situação pode trazer uma grande carência de alimentos,” disse Jacob dos Santos, um comerciante local ao Timor Post.

Ele disse que antes 30 kgs de arroz custavam US$12-US$15.

A Vice-Presidente do Parlamento Nacional Maria Paixão disse que o Parlamento Nacional está a fazer esforços para aprovar uma lei de impostos para regular o preço dos bens no país.

“Temos de reconhecer que o elevado preço dos bens afecta o mundo, não apenas Timor-Leste,” disse a Srª. Paixão na Quarta-feira (1/5) no Suco Vaviquina, Liquiça.

Ed: O Tribunal pede a verdade a Salsinha, não política – Timor Post

Depois de dois anos nas montanhas, lutando pela justiça com Alfredo Reinado e os homens deles, Gastão Salsinha deve agora enfrentar a justiça sem armas na mão.

Com cinco dos seus homens, Salsinha apareceu no Tribunal de Recurso para a primeira audiência nos casos em que têm estado envolvidos há dois anos.

Isto é justiça … Salsinha pede justiça do Tribunal e agora o Tribunal deu-lhe ordens para explicar a sua motivação e acções.

Salsinha está agora a viver no mundo judicial – não no mundo político –.

No mundo judicial, apenas são necessários factos legais – não mais conversa acerca da política -. Na primeira audiência, Salsinha enfrentou directamente a detenção pré-julgamento por acusações em conexão com o ataque de 11 de Fevereiro, anteriores tentativas de homicídio e uso ilegal de armas.

As acusações contra ele mostram que de 2006 - 2008 o Tribunal conhece as acções de Salsinha. Assim, Salsinha tem de ser responsável e tem de dar explicações claras sobre o que fez.

Se se concluir que Salsinha é inocente das acusações, então temos de dizer PARABÉNS.

Mas se for culpado, então BEM-VINDO à prisão recém-chegado, que lutava pela justiça mas contra a lei. Isto pode ser a nossa esperança: que podemos jogar na arena política mas sem violência. Se não, os nossos companheiros que estavam antes connosco mantém as bocas fechadas e lavam as mãos de nós.

Francisco: PNTL e F-FDTL vão cooperar na investigação e recolha de armas ilegais – Timor Post

O Secretário de Estado da Segurança Francisco Guterres disse que as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) vão cooperar numa aturada investigação de armas ainda em poder de civis.

“Se há informações de armas usadas pelas pessoas, então haverá uma investigação a essas armas para saber do número de série, independentemente se as armas forem as que faltam ou não,” disse o Sr. Guterres.

Acrescentou que as F-FDTL e PNTL procurarão e recolherão as armas ilegais para evitar mais conflitos no futuro.

“Apelamos à comunidade para entregar as armas às F-FDTL e PNTL até 10 de Maio. Depois dessa data, a posse de armas será considerada uma ofensa criminosa,” disse o Sr. Guterres.

Fretilin: não concorda que o TNI dê formação às F-FDTL – Suara Timor Lorosa’e

A bancada da Fretilin no Parlamento Nacional rejeitou que as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) sejam formadas pelo Exército Nacional da Indonésia (TNI). A objecção deriva do desejo de evitar ofender as vítimas do TNI durante a ocupação em Timor-Leste.

“Não concordo com a formação. Temos de ter consideração com sentimentos sensíveis,” disse o deputado da Fretilin Francisco Miranda Branco na Sexta-feira (2/5) no Parlamento Nacional, Dili.

O Sr. Branco disse que antes de conduzir formação militar, o Relatório da Comissão para a Abertura, Verdade e Reconciliação em Timor-Leste (CAVR) e a Comissão da Indonésia e TL da Verdade e Amizade devem ser implementadas para curar velhas feridas.

Como deputado da Aliança da Maioria no Parlamento (AMP), Paulo de Fátima Martins disse que Timor-Leste tem de cooperar com a Indonésia, dado que é um vizinho que apoia a candidatura de Timor-Leste para a ASEAN.

“É válido cooperar e ter boas relações com a Indonésia. No primeiro Governo, alguns oficiais da polícia foram a Bandung e Jakarta para tomar parte em cursos de comando de pessoal,” acrescentou.

Ed: Não acreditem em rumor "insano" – Suara Timor Lorosa’e

Num modo muito maturo e calmo, o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão está a enfrentar o rumor "insano" que orquestrou os ataques em 11 de Fevereiro. Os ataques são simplesmente "dramas" políticos.

Se é um drama político, então não é verdade que Xanana está a puxar os cordéis por detrás da cortina da violência.

Se é verdade, porque é que Xanana não se matou a si próprio em vez de cooperar com os amotinados que tentaram matá-lo?

Não nos devemos surpreender quando o rumor é dirigido a Xanana, mas devemos ser cuidadosos e sábios em dar a nossa resposta porque Xanana tem inimigos potenciais da oposição e também dentro da AMP.

Numa situação tão grave, os inimigos têm suficiente esperteza para criar questões para encontrar bodes expiatórios para partidos e grupos com que simpatizam,

Desde Agosto de 2007, como Primeiro-Ministro do país, Xanana fez progressos políticos significativos no país, a estabilidade nacional voltou ao normal, os deslocados estão a voltar para casa, os peticionários estão juntos e acantonados, Salsinha e os seus homens entregaram-se … corrupção, colusão e nepotismo são encarados com seriedade, e o preço elevado do arroz está agora gerido.

A reforma administrativa desde o Governo nacional à dos distritos está em curso. Tudo será feito.

Todas estas matérias mostram que Xanana está realmente a trabalhar e a responder aos pedidos do povo, especialmente peticionários, deslocados e veteranos.

É impossível a Xanana matar-se a si próprio, é apenas um rumor "insano".

Guterres: uma imprensa livre é importante para o mais novo país democrático – Diario Nacional

O Vice-Primeiro-Ministro José Luis Guterres disse que uma imprensa livre é muito importante para o mais novo país democrático do mundo. Os jornalistas à volta do mundo devem comprometer-se firmemente a defender a justiça. Mas a justiça nunca aparecerá se se está sob um Estado autoritário.

Guterres acrescentou que a maioria dos jornalistas Timorenses tinham mostrado o mais alto nacionalismo durante o processo da independência. Apesar de agora ser tempo para o desenvolvimento, há ainda a necessidade de todos os jornalistas obedecerem ao seu código de conduta no decurso do seu trabalho. Algumas vezes os jornalistas recebem ameaças de outros porque a maioria das pessoas apenas têm uma compreensão limitada acerca da liberdade de imprensa. É também importante que os jornalistas mostrem a sua liberdade e responsabilidade a esta nação.

“Estou muito satisfeito por estar com os jornalistas, dado que é um dia importante para a imprensa deste mais novo país democrático,” disse José Luis Guterres no seu discurso no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa no Sábado (3/05) na sede do Jornal STL.

Bispo: a entrega de Salsinha e dos seus homens é uma chave importante para se fazer luz sobre os ataques de Fevereiro – Diario Nacional

O Bispo de Baucau, Basílio do Nascimento disse que a chave para se fazer luz sobre os eventos de 11 de Fevereiro está nas mãos de Salsinha e dos seus homens, dado que já se entregaram pacificamente à justiça.

“Quem é que vai esclarecer para que todos nós possamos compreender as coisas que aconteceram à nossa volta? Era suposto ser Alfredo mas ele morreu. O segredo de Alfredo já foi enterrado com ele. Por isso agora as pessoas esperam que Salsinha divulgue os segredos que tem,” disse o Bispo de Baucau Basílio do Nascimento na emissão da TVTL na Sexta-feira (02/05).

Programa do Governo e UNMIT começa a reduzir o número de campos de deslocados em Dili – Diario Nacional

A ONU em Timor-Leste e o Governo através do Ministério da Solidariedade Social estão correntemente a trabalhar juntos para reduzir os campos de deslocados na capital Dili.

O chefe da UN OCHA, Pierre Bessuges disse durante uma conferência de imprensa que a poítica de fechar campos de deslocados é um esforço para resolver a questão dos deslocados em Timor-Leste.

Bispo de Baucau: recolher armas na região do leste contribuirá para a estabilidade e paz na nação – Diario Nacional

O Bispo de Baucau Basílio do Nascimento disse que aprecia o plano do Comando da Operação Conjunta para recolher armas ilegais que estão ainda ao largo e nas mãos de civis na parte leste de Timor-Leste, porque esse esforço pode contribuir para a paz e estabilidade na nação.

“Penso que o plano de recolher as armas ilegais na região do leste é o mesmo que o Comando da Operação Conjunta tem estado a fazer na parte oeste de Timor-Leste, para que toda a gente saiba que apenas a polícia e as F-FDTL têm o direito de ter espingardas ou armas,” disse o Bispo Basílio do Nascimento.

Visita oficial do Primeiro-Ministro à Indonésia é produtiva e positiva – Diario Nacional

A visita oficial do Primeiro-Ministro à Indonésia é produtiva e positiva mas há necessidade de acompanhar o que foi acordado entre as duas nações para assegurar um bom resultado.

Durante a visita oficial do Primeiro-Ministro à Indonésia, ambas as nações assinaram três acordos relativos à indústria e sector comercial. O acordo foca em como a Indonésia dará assistência técnica a Timor-Leste, como estabelecer pequenas indústrias em Timor-Leste de modo a reforçar a capacidade industrial Timorense e como cooperarão uns com os outros para promover o departamento da saúde de Timor-Leste.

Amotinados procurados enviados de volta a Timor – AFP, 5 Maio

Quatro amotinados procurados sobre os ataques contra o Presidente José Ramos-Horta e o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão de Timor-Leste foram extraditados hoje no meio de segurança apertada da Indonésia.
Os quatro homens que estavam algemados, foram vistos a entrar para dentro de um avião alugado sob escolta policial no Aeroporto Halim Perdanakusumah em Jacarta leste.

Mais polícias em uniforme e roupa civil, alguns deles armados, foram destacados para o local de embarque quando os amotinados partiram para Timor-Leste para enfrentar a justiça sobre os ataques de 11 de Fevereiro.


UNMIT MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA
www.unmit.org

segunda-feira, maio 05, 2008

Museu do Oriente - Abertura 9 de Maio

Festa do Oriente

9, 10, 11 MAIO

Três dias de música, cinema, marionetas, teatro de sombras e um sem número de actividades educativas é o que o Museu do Oriente tem para oferecer ao público que, logo após a inauguração oficial, no dia 8 de Maio, acorra a visitar as suas exposições.Integralmente gratuita (à excepção do espectáculo de Mário Laginha, que inaugura o auditório), a actividade foi pensada para atrair todos os públicos, dos mais novos aos mais velhos.Para além de poder ver, em primeira mão, as exposições Presença Portuguesa no Oriente, Deuses da Ásia e Máscaras da Ásia, quer individualmente, quer em visitas guiadas, os três dias da Festa do Oriente serão preenchidos com música hindustani, danças tradicionais de Goa, música chinesa em instrumentos ocidentais e danças do Rajastão.Pelo auditório, vão passar alguns dos filmes japoneses que constam da programação do Monstra – Festival de Animação de Lisboa. A tradução de nomes para chinês, as leituras do zodíaco chinês, a consulta a um adivinho de Macau, o ensino da arte de recorte de papel, a pintura de mãos ao gosto hindu, a feitura de máscaras, o ritual do chá, como se faz na China ou no Japão e até aulas de tai ji quan são outras das actividades que o Museu do Oriente tem para propor nos três primeiros dias de abertura.

MÚSICA

TRIMURTI (Portugal, Vietname, Índia, Japão)Mário Laginha (Portugal) - piano
Ngyen Lê (Vietname) - guitarrasPrabou Edhouard (Índia) – tablasJoji Hirota (Japão) – tambores taiko e shakuhachi
9, 10, 11, 12 MAIO - AUDITÓRIO22:00Preço: € 20,00
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MÚSICA HINDUSTANI (ÍNDIA)
Manuel Leão - sitar9, 10, 11 MAIO - SALÃO MACAU
9 Maio, 21:0010 Maio, 11:00 (com Francisco Cabral nas tablas)10 Maio, 21:0011 Maio, 11:00 (com Francisco Cabral nas tablas)11Maio, às 21:00
+ info

MÚSICA E DANÇAS TRADICIONAIS DE GOA
Grupo Ekvât
10, 11 MAIO - SALÃO MACAU10 Maio, 19:0011 Maio, 19:00
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MÚSICA CHINESA EM INSTRUMENTOS OCIDENTAISQuarteto Capela
9, 11 MAIO - SALÃO MACAU9 Maio, 14:3011 Maio, 17:30
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TEATRO

NÃO TOQUEM NAS MINHAS MÃOS
Sombras com mãosValeria Guglietti (Argentina)
10, 11 MAIO - AUDITÓRIO15:00 e 16:30
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DANÇA

DANÇAS DO RAJASTÃO
Carolina Fonseca
9, 10, 11 MAIO - SALÃO MACAU9 Maio, 18:0010 Maio, 14:3011 Maio, 14:30
+ info

Ekvât – Workshop para crianças 10, 11 Maio - Sala Goa Piso 411:30-12:30
Elementos do Grupo Ekvât farão uma demonstração dos passos de uma dança de curumbins e entoarão canções em concani, língua falada em Goa. As crianças poderão imitar os passos, experimentar as roupas e dançar com as cheretas (cascas de coco).

CINEMA

MONSTRA – FESTIVAL DE ANIMAÇÃO DE LISBOA10, 11 MAIO
OFICINAS

Arte Chinesa de Recorte de Papel (Em colaboração com o Instituto Confúcio – Universidade do Minho)

9, 10, 11 Maio - Sala Nova Deli Piso 4
10:00,11:30, 14:00, 15:30, 17:00
Duração: 1 hora

Antigamente, no Norte da China, a tradição impunha como primeira arte manual feminina o recorte de papel. No Inverno, quando a paisagem está coberta de neve, as janelas são ainda decoradas com os recortes, que trazem vigor e sorte para o ano novo. Com este ateliê pretende-se ensinar a técnica do recorte de papel.

O Meu Rosto de Herói9, 10, 11 Maio - Oficina do SE Piso -1

10:00, 11:30, 14:00,15:30, 17:00
Duração: 1 hora

Guerreiro, deus ou feiticeiro? Qual deles gostarias de ser? Com uma máscara podes ser quem quiseres e, a partir daí, conquistares mundos, vencer dragões e navegar oceanos! Oficina de construção de máscaras de gesso, com o formato da própria cara, pintadas a partir de imagens de heróis e deuses que habitam as salas do Museu.

Origami (Em colaboração com o Instituto Confúcio – Universidade do Minho)9, 10, 11 Maio - Sala Tóquio Piso 4
10:00, 11:30, 14:00, 15:30, 17:00
Duração: 1 hora

Chama-se Origami (ori significa "dobrar", e kami "papel") à arte de dobrar o papel, muito popular no Japão e no Oriente em geral. Ao criar uma peça através da dobragem de papel, podemos aperfeiçoar a nossa capacidade de imaginação simétrica e multidimensional, estimulando a concentração e disciplina. Aprende a transformar uma simples folha de papel nas mais diversas figuras.

Henna, Pintura de Mãos
15:00-22:009, 10, 11 Maio - Ponto de Encontro

Na cultura hindu, a henna é usada em todos as grandes celebrações religiosas. Nos casamentos, as noivas pintam as mãos e os pés com intrincados desenhos que pretendem simbolizar a força do amor num casamento. Daí que a noiva procure manter as pinturas o máximo de tempo possível. Viva a experiência de adornar as suas mãos ao gosto hindu.

Ikebana (Em colaboração com Ikebana International)9, 10, 11 Maio - Sala Díli Piso 4
10:00-13:0015:00-17:00

Ikebana (em japonês "flores vivas") é a arte japonesa dos arranjos florais. A estrutura de um arranjo floral japonês está baseada em três conceitos básicos que simbolizam o céu, a terra e o homem. Nesta oficina, oito professoras d Ikebana International ensinam os princípios básicos desta técnica ancestral.

ARTES MARCIAIS

Tai Ji Quan, Estilo Chen 11 Maio - Sala Macau Piso 411:30, 15:30,17:00Duração: 1 horaCom origem nas artes marciais, o Tai Ji Quan é praticado como uma ginástica lenta que visa o equilíbrio e a coordenação corporal, resultando numa forma de meditação em movimento. O estilo Chen é o mais antigo dos cinco estilos tradicionais de Tai Ji Quan.

RITUAL DO CHÁ

Ritual do Chá Oolong (Em colaboração com o Instituto Confúcio – Universidade do Minho)
9, 10, 11 Maio - Sala Beijing Piso 4
13:00, 14:00, 15:00, 16:00, 17:00

Na tradição cultural chinesa o ritual do chá decorre desde a sua plantação, recolha e secagem, até à preparação da infusão, culminando no elaborado processo de o servir. Desfrute de um momento onde a beleza, a harmonia e o convívio são as notas dominantes.

Ritual do Chá Japonês

9, 10, 11 Maio - Sala Beijing, Piso 4
18:00, 21:00
Duração: 1 hora

A cerimónia do chá, requer muitos anos de treino. Antes de dominar toda esta técnica, cada detalhe significa mais do que simplesmente servir o chá. É crucial que os movimentos sejam perfeitos, graciosos, e delicados. Uma demonstração da singular beleza do ritual do chá japonês!

ARTES DIVINATÓRIAS

Loi Leong Kwok - Adivinho
9, 10, 11 Maio - Ponto de Encontro
12:00, 15:00, 18:00, 20:00

O adivinho, astrólogo, feiticeiro ou homem de saber, entre muitas outras expressões como poderia ser designado, é uma figura típica e disputada no Largo do Leal Senado, em Macau. Não perca a oportunidade de desvendar o que o futuro lhe reserva nas palavras de um genuíno adivinho macaense.

Consulta do Signo do Zodíaco Chinês
(Em colaboração com o Instituto Confúcio – Universidade do Minho)
11:00-22:00 9, 10, 11 Maio - Sala Goa Piso 4

O horóscopo chinês tem como base um Zodíaco com um ciclo de 12 anos, tendo cada ano um animal como signo. Segundo a lenda, Buda queria organizar o mundo e, para tal, chamou os animais para um congresso, organizando-os por ordem de chegada. Descubra o que o seu signo do Zodíaco chinês lhe reserva para 2008.

CALIGRAFIA CHINESA

Tradução de Nomes para Chinês (Em colaboração com o Instituto Confúcio – Universidade do Minho)9, 10, 11 Maio - Centro de Documentação11:00-22:00Diga o seu nome e veja como um calígrafo interpreta os sons e, munido de pincel, tinha da china e folha de papel de arroz, os traduz para caligrafia chinesa.

VISITAS GUIADAS

Visitas Orientadas por Especialista 9 Maio

17:00
Máscaras da Ásia, com Sylvie Gonfond, colectora e conservadora da Colecção Kowk On (visita guiada em francês)

18:00
Deuses da Ásia, com Jacques Pimpaneau, colector e conservador da Colecção Kowk On (visita guiada em francês)

19:00 e 21:30
Presença Portuguesa na Ásia, com Fernando António Baptista Pereira, museólogo responsável pelo percurso expositivo do Museu do Oriente.

Visitas Guiadas Gerais

Uma visita guiada aos diferentes espaços de exposição pela equipa de monitores do Serviço Educativo.

9 Maio - 11:00, 14:00,16:0010, 11 Maio - 11:00, 14:00,16:00,18:00, 21:00

O Colégio Guadalupe faz-nos viajar até Macau!

10 Maio - Colecção Presença Portuguesa na Ásia Núcleo de Macau Piso 1 No contexto do desafio lançado às escolas pelo Serviço Educativo do Museu do Oriente, em torno do tema Viagem, os alunos do Colégio Guadalupe, em Verdizela, decidiram partilhar com os visitantes do Museu uma experiência única! Estudaram a fundo aspectos relativos a Macau e vão transmitir os seus conhecimentos através de uma visita guiada ao Núcleo de Macau da exposição Presença Portuguesa na Ásia.

Exposição A caminho do Oriente – A Viagem

9, 10, 11 Maio - Oficina SE Piso -1Exposição dos projectos anuais desenvolvidos pelas escolas que aceitaram o desafio lançado pelo Serviço Educativo antes da abertura do Museu do Oriente.

A capacidade criativa de alunos e professores numa mostra de trabalhos que partiram de um tema universal – A Viagem!

Informações complementares:
Tel. 21 358 52 44
e-mail: info@foriente.pt

Museu do Oriente

Blog Olhó lafaek!...
Sábado, 3 de Maio de 2008

Abertura do Museu do Oriente, da Fundação Oriente

Até qu'enfim!... Para comemorar os 20 anos da sua criação no quadro da última renegociação da concessão do jogo em Macau com o então monopolista --- chineses: desculpem qualquer coisinha... :-) ---, a Fundação Oriente vai inaugurar no próximo dia 8 de Maio o Museu do Oriente, a cuja instalação se vem a dedicar desde há vários anos.

Recorda-se que a Fundação Oriente (entre aqui no seu site) tem sede em Lisboa e delegações em Macau (China), Goa (Índia) e Dili (Timor Leste).

Parabéns, Fundação. Parabéns Carlos Monjardino.

Trata-se de um museu que fazia falta entre nós e que, algo incompreensivelmente, não existia no país europeu que primeiro ligou directamente a Europa ao Oriente e que, coisas da história (e da política...), foi igualmente o último país europeu a deixar de administrar parte do território daquele continente .

A fim de facilitar o contacto do público com este novo equipamento cultural ele vai estar aberto, em horário alargado e gratuitamente, entre 9 e 11 de Maio (sexta a domingo) das 10 às 24h (very convenient para quem vai até às "Docas", em Alcântara...).

O Museu está instalado no edifício que foi antigamente ocupado pela Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau, junto da doca de Alcântara, em Lisboa.

As duas exposições permanentes mostram são dedicadas à presença portuguesa na Ásia, uma, e aos "Deuses da Ásia", outra.

Não perca!

East Timor party switches allegiance

Radio New Zealand
Posted at 7:51am on 04 May 2008

The government in East Timor is facing another political crisis.

One of the parties in the governing coalition says it is quitting the administration of Prime Minister Xanana Gusmao and forming a new alliance with the opposition Fretilin party.

The ASDT says it is switching allegiance because of high levels of corruption and nepotism.

Authorities have already been grappling with the fallout from an assassination attempt on East Timor's leaders in February that seriously injured President Jose Ramos Horta.

Tradução:

Partido de Timor-Leste troca de lealdade

Radio New Zealand
Postado às 7:51am em 04 Maio 2008

O governo em Timor-Leste está a enfrentar uma outra crise política.

Um dos partidos da coligação do governo diz que vai sair da administração do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão e formar uma nova aliança com o partido da oposição, a Fretilin.

A ASDT diz que está a trocar de lealdade por causo de altos níveis de corrupção e nepotismo.

As autoridades já têm andado a disputar-se com os restos duma tentativa de assassínio aos líderes de Timor-Leste em Fevereiro que feriu com gravidade o Presidente José Ramos Horta.

Protest to UNMIT by Jose Antonio Belo, Journalist

Your Excellency SRSG Atul Khare

On April 18th 2008 I was approached by United Nations police investigators who said they wanted to interview me in relation to stories I have worked on involving the rebel leaders Major Alfredo Reinado and Lieutenant Gastao Salsinha.

They asked me to sign a document agreeing to be a witness in the ongoing investigations into February 11th attack. I declined to sign the document and was told if I did not appear for an interview at 9.30am on April 22nd 2008, an arrest warrant would be issued.

The UN investigators say they wish to ask me about the 2006’s incident of exchange of fire involving Reinado and F-FDTL at Fatuahi, which I filmed for Australia’s SBS Dateline program; and a phone interview with Salsinha from last week, also for Dateline.

That work is already in public. I refer the investigators to those programs for all the information they need.

I did attend at the police station at the appointed time, with lawyers, (to comply with the Timor-Leste laws and follow the rules of journalism).

My fear was that they wish to seize my phone contacts and my film archives and interrogate me about my sources.

Although I decided to come but it was really upset me because my personal feeling was that it was a kind of pressure or intimidation to the press. And it makes me start to think that East Timor’s media should not be intimidated by UN-endorsed threats of arrest or possible jail for failing to disclose information.

The UN should be a model for human rights. It should not attempt to violate media freedoms.

I was one journalist. The investigation team was many. I should not have to do their jobs for them.

I don’t understand what are the 1,400 UNPol in East Timor Mission for. Are they here to Questions Journalist’s sources?

I thought that the UNMIT has violated the UNSC resolution in East Timor.

I believe that UNMIT is not performing the tasks that it is mandated to do. As a Timorese citizen as well as journalist, I have been frustrated with UN missions in Timor-Leste since the previous mission of UNTAET. After 8 years of avoiding journalists questions that I am now of the opinion that UNMIT must turn itself to bestow a better and well-informed answer.

I believe that UNMIT is more interested in good relations with the Government than it is with good relations with the citizens of Timor-Leste. As a result, it is neither:

1) Lack of transparency of its activities when questioned by Timor-Leste media and civil society.

2) Unaccountable to the people of Timor-Leste who it is here to assist and support.

Has the United Nations Security Council given UNMIT a budget of $150 million/year to do nothing? What has the money actually been spent on other than fuel for its cars and flights for its staff?

UNMIT is governed by United Nations Security Council Resolution (UNSCR) 1704 25 August 2006 and UNSCR 1082 25 February 2008.

An analysis of the mandates exposes questions which I and other journalists never get answers to and suggests that UNMIT is performing very poorly.

The state of Timor-Leste is a member state of the United Nations. This makes the people of Timor-Leste shareholders in UNMIT. As such I demand answers from those that run UNMIT. If I do not get the satisfactory answers I will continue to boycott all of SRSG Khare’s press conferences as the other Journalist have done in the recent weeks. I did not see why I should assist the leadership of UNMIT in communicating a series of white lies and half truths to the people of Timor Leste.

Let me analyse the mandates and as question related to the Media as it is stated in UNSCR 1704 25 August 2006 point:

“(l) To provide objective and accurate information to the Timorese people, particularly regarding the forthcoming 2007 elections, while promoting an understanding of the work of UNMIT, and to assist in building local media capacity;”

Does UNMIT provide accurate informations? Sometimes yes and many times no. I am sad to say it but often times I believe that UNMIT does not tell the truth because it is more worried about the reaction of the Government or the incompetent of UNMIT leaderships that it is about providing “objective and accurate information to the Timorese people”.

Why would I as a journalist accept offers of capacity building assistance from an organization that has this sort of behaviour?

What capacity building have they done? Nothing!

If UNMIT is so interested in developing good relations with the media in order to facilitate capacity building why is UNPOL insisting on false and unhelpful harassment of a cameramen, producer for SBS Dateline TV Australia and Tempo Semanal’s chief editor with regards to obtaining information on sources. Confidentiality of media sources is a cornerstone of good journalism and yet UNMIT and UNPOL seem determined to attempt to corrupt the integrity of some journalists in Timor-Leste.

This shows the UNMIT is trying to jeopardy the media in East Timor but I truly believe that “You can’t kill the true story”.

I Demand UN to defend journalist’s rights and don’t squash them.

I Demand UNMIT to follow UN charter and uphold the UNSC resolutions to protect the journalists not to violate the journalist right “in East Timor”.

I Demand the UN hypocrites to do your job and Protect journalists don’t attack them as the UN staffs done in East Timor even confiscated journalist video tape and break journalist Camera.

Remember, “JOURNALISTS HAS THE RIGHT TO INTERVIEW, MEDIA HAS THE RIGHT TO PUBLISH AND THE PUBLIC HAS THE RIGHT TO KNOW”.



Dili, 02 May 2008


Jose A. Belo
Cameraman for SBS
Director of Tempo Semanál Weekly


cc:

1. East Timor President, H.E. DR. Jose Ramos Horta
2. East Timor Prime Minister, H.E. Mr. Xanana Gusmão
3. East Timor Parliament Speaker, H.E. Mr. Fernando Lasama
4. East Timor Prosecutor General, H.E. Mr. Longuinhos Monteiro
5. The Head of Provedor Direitus Umanus, H.E. Mr. Sebastião diaz Ximenes
6. Under Secretary General for PKO, Mr. Jean Marie Guehenno
7. UNMIT Human Rights Section
8. Committee to Protect Journalists (CPJ)
9. All Media in East Timor.
10. Journalist San Frontiers
11. East Timor Press Club

Tradução:

Protesto para a UNMIT por José António Belo, Jornalista

Sua Excelência SRSG Atul Khare

Em 18 de Abril de 2008 fui abordado por investigadores da polícia das Nações Unidas que disseram que me queriam interrogar em relação a histórias que trabalhei e que envolviam os líderes amotinados Major Alfredo Reinado e Tenente Gastão Salsinha.

Pediram-me que assinasse um documento em que concordava que seria testemunha nas investigações e curso ao ataque de 11 de Fevereiro. Declinei assinar o documento e disseram-me que se não comparecesse num interrogatório às 9.30am de 22 de Abril de 2008, seria emitido um mandato de captura.

Os investigadores da ONU dizem que me querem perguntar sobre o incidente de 2006 de troca de fogo envolvendo Reinado e as F-FDTL em Fatuahi, que eu filmei para o programa Dateline da SBS da Austrália; e sobre uma entrevista por telefone a Salsinha na semana passada, também para o Dateline.

O trabalho é está publicado. Eu referi os investigadores para esses programas para (aí obterem) todas as informações que precisassem.

Fui à estação de polícia na hora marcada, com advogados, (de acordo com as leis de Timor-Leste e segui as regras do jornalismo).

Receava que pretendessem apanhar os meus contactos telefónicos e os meus arquivos de filmes e que me interrogassem acerca das minhas fontes.

Apesar de ter decidido ir estava realmente preocupado porque o meu sentimento pessoal era que isso era um tipo de pressão ou de intimidação à imprensa. E isso leva-me a começar a pensar que os media de Timor-Leste não deviam ser intimidados por ameaças de prisão endossadas pela ONU ou por possível prisão por não querer revelar informações.

A ONU devia ser um modelo para direitos humanos. Não devia tentar violar a liberdade dos medias.

Eu era um jornalista. A equipa de investigação tinha muitos (membros). Eu não devia fazer o trabalho por eles.

Não entendo para que têm 1,400 UNPol na Missão de Timor-Leste. Estão aqui para questionar as fontes dos Jornalistas?

Penso que a UNMIT violou a resolução do CS da ONU em Timor-Leste.

Acredito que a UNMIT não está a desempenhar as tarefas para que foi mandada. Como cidadão Timorense bem como jornalista, tenho estado frustrado com as missões da ONU em Timor-Leste desde a anterior missão da UNTAET. Depois de 8 anos a evitar perguntas dos jornalistas tenho agora a opinião que a UNMIT devia virar-se para si própria e deve dar respostas melhores e mais bem-informadas.

Acredito que a UNMIT está mais interessada nas boas relações com o Governo do que com os cidadãos de Timor-Leste.Do que resulta:

1) Falta de transparência das suas actividades quando questionada pelos media e sociedade civil de Timor-Leste.

2) Não responde perante o povo de Timor-Leste para quem aqui está para assistir e apoiar.

Deu o Conselho de Segurança da ONU um orçamento de $150 milhões/ano à UNMIT para não fazer nada? Em que é que de facto foi gasto o dinheiro para além do combustível para os seus carros e voos para o seu pessoal?

A UNMIT é governada pela Resolução do Conselho de Segurança da ONU (UNSCR) 1704 de 25 de Agosto de 2006 e Resolução do Conselho de Segurança da ONU (UNSCR) 1082 de 25 de Fevereiro de 2008.

Uma análise dos mandatos expões questões de que eu e outros jornalistas nunca obtivemos respostas o que sugere que a UNMIT está a actuar muito pobremente.

O Estado de Timor-Leste é um Estado membro das Nações Unidas. Isto torna o povo de Timor-Leste parceiros na UNMIT. Como tal exijo respostas aos que conduzem a UNMIT. Se não obtiver respostas favoráveis continuarei a boicotar todas as conferências de imprensa do SRSG Khare tal como outros Jornalistas têm feito nas últimas semanas. Não vejo porque é que devo assistir a liderança da UNMIT a comunicar uma série de mentiras brancas e meias verdades ao povo de Timor-Leste.

Fazendo a análise dos mandatos e da questão relacionada com os Media conforme está declarada na UNSCR 1704 de 25 Agosto de 2006 aponta:

“(l) Dar informação objectiva e correcta ao povo Timorense, particularmente sobre as próximas eleições de 2007, promovendo ao mesmo tempo o entendimento do trabalho da UNMIT, e para assistir à construção da capacidade dos media locais;”

Dá a UNMIT informações correctas? Umas vezes sim e muitas vezes não. É com tristeza que digo isto mas muitas vezes acredito que a UNMIT não conta a verdade porque está mais preocupada com a reacção do Governo ou com as lideranças incompetentes da UNMIT do que em dar “informação objectiva e correcta ao povo Timorense”.

Porque é que devia como jornalista aceitar ofertas de assistência de construção de capacidade duma organização que tem este tioi de comportamento?

Que construção de capacidade fizeram? Nada!

Se a UNMIT está tão interessada em desenvolver boas relações com os media de modo a facilitar a construção de capacidade porque é que a UNPOL insiste em falsos ou inúteis assédios a um operador de câmara, realizador para o Dateline da TV SBS TV da Austrália e editor-chefe do Tempo Semanal para obter informações sobre fontes. A confidencialidade das fontes dos media é a pedra de toque do bom jornalismo e contudo a UNMIT e a UNPOL parecem determinados a tentar corromper a integridade de alguns journalistas em Timor-Leste.

Isto mostra que a UNMIT está a tentar colocar em risco os media em Timor-Leste mas eu acredito sinceramente que “Não conseguem matar a história verdadeira”.

Exijo que a ONU defenda os direitos dos journalistas e que não os esmague.

Exijo que a UNMIT siga a carta da ONU e respeite as resoluções do CS da ONU de “proteger os jornalistas e não violar os direitos dos jornalistas em Timor-Leste”.

Exijo que os hipócritas da ONU façam o seu trabalho e que protejam os jornalistas e que não os ataquem como faz o pessoal da ONU em Timor-Leste (chegando) mesmo a confiscar video tape a jornalistas e a quebrarem câmaras a jornalistas.

Lembrem-se, “OS JORNALISTAS TÊM O DIREITO DE ENTREVISTAS, OS MEDIA TÊM O DIREITO DE PUBLICAR E O PÚBLICO TEM O DIREITO DE SABER”.



Dili, 02 MaIO 2008


José A. Belo
Operador de Câmara para SBS
Director do Semanário Tempo Semanal


cc:

1. Presidente de Timor-Leste, H.E. DR. José Ramos Horta
2. Primeiro-Ministro de Timor-Leste, H.E. Sr. Xanana Gusmão
3. Presidente do Parlamento de Timor-Leste, H.E. Sr. Fernando Lasama
4. Procurador-Geral de Timor-Leste, H.E. Sr. Longuinhos Monteiro
5. Provedor Direitos Humanos, H.E. Sr. Sebastião Dias Ximenes
6. Sub-Secretário-Geral para PKO, Sr. Jean Marie Guehenno
7. UNMIT Secção Direitos Humanos
8. Comité para Proteger Jornalistas (CPJ)
9. Todos os Media em Timor-Leste.
10. Jornalistas Sem Fronteiras
11. Press Club de Timor-Leste

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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