terça-feira, março 25, 2008

Making the most of sudden energy wealth

Bangkok Post, Thailand - Monday March 24, 2008
JO SCHEUER

The discovery of oil and gas off the coast of Cambodia continues to fuel an immense amount of media speculation about the size of the reserves, the amount of revenues they will bring in and how these revenues will be spent. However, there has been little discussion about the immense challenges developing countries like Cambodia face in developing their reserves: for example, the intricately complex pre-production issues, such as negotiating contracts and ensuring environmental safeguards.

Moreover, other vital questions such as how to optimise fund flows, enhance human resources and ensure the competitiveness of non-petroleum industries like agriculture and manufacturing are rarely addressed in the media.

This is also understandable: these issues are highly technical. They are discussed by technocrats and economists in language that often leaves journalists and the public scratching their heads. Perhaps this should change. Maybe it is time for the media to take a more technical and less dramatic look at Cambodia's nascent petroleum industry.

Over the past few years, the United Nations Development Programme (UNDP) has been working closely with the government of Cambodia, the Cambodian National Petroleum Authority, the Norwegian government, and other partners, to examine models used by various countries to develop their petroleum reserves, with the goal of finding one that would be most effective in Cambodia. This is an ongoing process involving numerous partners directed towards a primary goal: fuelling poverty reduction through oil and gas revenues.

This goal is both an ethical imperative and one that makes economic sense. There is universal agreement on this. Unfortunately, however, it is not an easy goal to reach. Many countries _ including developed ones _ have encountered myriad and unexpected economic difficulties in developing their resource wealth, such as a rising exchange rate that hobbles the export competitiveness of manufacturing and agricultural industries.

Still, there are plenty of examples of countries that have successfully harnessed their petroleum and mineral resources to benefit the overall economy, as well as their citizens. Norway stands out and, among developing countries, Timor-Leste is leading the way, due in part to its successful negotiations with Australia for developing an overlapping claims area.

Both of these countries will be sending large delegations to the upcoming conference in Phnom Penh: ''Fuelling poverty reduction through oil and gas revenues _ comparative country experiences''. The 21/2-day event will bring Cambodian and international policymakers, technocrats and global experts together for a series of technical discussion sessions from March 26-28. More than 300 participants, including high-level delegations from more than 10 developing countries and senior executives from global oil and mining firms, will attend.

Issues on the agenda are crucial _ and not just for Cambodia. There is a market driven scramble to find new petroleum sources around the globe. This is expanding exploration and drilling to new, potentially petroleum-rich countries in the developing world. These countries face severe disadvantages in developing their resource wealth, as was pointed out at a high-level meeting on oil and gas development in Doha last September.

The Cambodian government sent a delegation to Doha, which brought together policymakers well versed in the art of developing and managing petroleum reserves, with those facing the daunting task of building institutions and frameworks from scratch.

The major disadvantages faced by developing countries include a lack of technical expertise and knowledge when negotiating and managing commercial relations with major petroleum companies, as well as gaps in institutional capacity.

The latter presents an unenviable conundrum: how can a developing country afford to swiftly build up the capacity of its petroleum-sector institutions before the anticipated revenues have begun to flow in?

Another question, raised at the Doha meeting, was how to effectively design and establish regulatory frameworks and compliance mechanisms that will eventually oversee a petroleum sector whose full reserves have yet to be reliably assessed.

As Cambodia's delegation to the Doha conference pointed out, their predicament is far from unique. Part of their solution is to bring the messages of Doha home. Our shared goal is that this week's ground-breaking conference encourages informed discussion about the foundation the Cambodian government must build to develop its petroleum and mineral reserves in ways that maximise benefits to the country and its citizens, safeguards the environment, ensures increased prosperity, and creates a legacy of rising opportunities for future generations.

Jo Scheuer is country director, UNDP Cambodia.

Tradução:

Fazer o máximo da súbita riqueza de energia

Bangkok Post, Tailândia - Segunda-feira Março 24, 2008
JO SCHEUER

A descoberta de petróleo e de gás na costa do Cambodja continua a alimentar uma enorme especulação nos media acerca do tamanho das reservas,a quantidade de rendimentos que trarão e como serão gastos esses rendimentos . Contudo tem havido pouca discussão acerca dos imensos desafios que países em vias de desenvolvimento como Cambodja enfrentam para desenvolver as suas reservas: por exemplo, as questões intrincadamente complexas da pré-produção, tais como negociação de contractos e assegurar a salvaguarda do ambiente.

Mais ainda, outras questões vitais tais como optimizar entradas de fundos, aumentar recursos humanos e garantir a competitividade de indústrias não-petrolíferas como a agricultura e manufacturas são raramente abordadas nos media.

Isso é compreensível: estas questão são altamente técnicas . São discutidas por burocratas e economistas em linguagem que deixa muitas vezes jornalistas e a população a coçar a cabeça. Isto deve mudar talvez. Talvez chegou a altura para os media terem um olhar mais técnico e menos dramático para a indústria nascente do petróleo no Cambodja.

Nos últimos anos, o Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP) tem estado a trabalhar de perto com o governo do Cambodja, a Autoridade Nacional Cambodjana do Petróleo, o Governo Norueguês, e outros parceiros para examinar modelos usados por vários países para desenvolver as suas reservas do petróleo, com o objectivo de encontrar um que seja mais eficaz no Cambodja. Este é um processo em curso envolvendo numerosos parceiros direccionados com um objectivo principal: alimentar a redução da pobreza através dos rendimentos do petróleo e do gás.

Este objectivo é duplamente um imperativo ético e um imperativa que economicamente tenha sentido. Há uma concordância universal sobre isto. Infelizmente, contudo, não é um objectivo fácil de alcançar. Muitos países _ incluindo os desenvolvidos _ encontraram muitas e não esperadas dificuldades económicas para desenvolver as suas riquezas de recursos, tais como aumento de taxas que magoa a competitividade de exportação de indústrias manufactureiras e agrícolas.

Apesar disso, há ainda bastantes exemplos de países que tiveram sucesso em organizar os seus recursos de petróleo e minerais para beneficiar a economia geral , bem como os seus cidadãos. A Noruega é um exemplo, nos países desenvolvidos, Timor-Leste está a liderar o caminho, devido em parte ao sucesso nas negociações com a Austrália para desenvolver uma área sobreposta disputada.

Ambos estes países vão enviar grandes delegações à próxima conferência em Phnom Penh: ''Alimentar a redução da pobreza com os rendimentos do petróleo e do gás _ experiência comparativa de países''. O evento de 2 1/2 dias trará decisores políticos Cambodjanos e internacionais, tecnocratas e peritos globais juntos para uma série de sessões de discussão técnica em 26-28 Março. Mais de 300 participantes, incluindo delegações de alto nível de mais de 10 países em vias de desenvolvimento e executivos de topo de firmas de petróleo e de mineração globais, estarão presentes.

Questões na agenda são cruciais _ e não apenas para o Cambodja. Há uma luta guiada pelo mercado para encontrar novas fontes de petróleo à volta do globo. Há uma expansão da exploração e de perfurações para novos e, potencialmente ricos em petróleo países nos países em desenvolvimento. Esses países enfrentam graves desvantagens para resolver as suas riquezas em recursos, como foi apontado num encontro de alto nível sobre o desenvolvimento do petróleo e do gás em Doha em Setembro passado.

O governo Cambodjano enviou uma delegação a Doha, que juntou decisores políticos bem versados na arte de desenvolver e gerir reservas petrolíferas, com aqueles que enfrentam a grande tarefa de construir instituições e molduras desde o princípio.

As maiores desvantagens enfrentadas por países em vias de desenvolvimento incluem a falta de especialidades técnicas e de conhecimentos quando negociam e gerem relações comerciais com as grandes companhias de petróleo, bem como de falhas em capacidades institucionais.

O último apresenta uma questão não invejável: como é que pode um país em vias de desenvolvimento permitir-se construir a capacidade das instituições do seu sector do petróleo rapidamente antes de terem começado a entrar os rendimentos antecipados?

Uma outra questão levantada no encontro de Doha, foi como desenhar e estabelecer com eficácia molduras reguladoras e mecanismos de fiscalização que eventualmente fiscalizem um sector do petróleo cujas reservas totais têm ainda de ser avaliadas com fiabilidade.

Como apontou a delegação do Cambodja à conferência de Doha, a sua situação está longe de ser única. Parte da solução é trazer para casa as mensagens de Doha. O nosso objectivo partilhado é que a conferência de partir pedra desta semana encoraje discussões informadas acerca da fundação que o governo do Cambodja deve construir para desenvolver as reservas de petróleo e minerais de modo a maximizar os benefícios para o país e para os seus cidadãos, salvaguardar o ambiente, garantir o aumento da prosperidade e criar uma herança de crescentes oportunidades para as gerações futuras.

Jo Scheuer é o director do país do UNDP Cambodja.

Quatro fugitivos renderam-se

JN, 25/03/08

Quatro indivíduos do grupo de fugitivos do ex-tenente Gastão Salsinha que se renderam no sábado às autoridades, na sequência da operação "Halibur", foram já ouvidos pelo procurador-geral da República, afirmou fonte da força de defesa de Timor-Leste.

"Renderam-se quatro indivíduos do grupo de Gastão Salsinha, que entregaram três armas duas HK3 e uma metralhadora", afirmou, ontem, à agência Lusa fonte da força de defesa de Timor-Leste.

Os quatro fugitivos entregaram- -se às autoridades, no sábado à tarde, no distrito de Aileu, "dentro do espírito da operação de captura 'Halibur' (operação conjunta das forças de defesa e polícia nacional timorenses, com vista à captura dos fugitivos dos ataques contra o presidente, Ramos-Horta, e contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, no dia 11 de Fevereiro), levando-os a render-se através da persuasão em vez da utilização de armas ou de força", adiantou.

Segundo a mesma fonte, os fugitivos do grupo de Gastão Salsinha já foram presentes ao procurador-geral de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro.

O líder dos peticionários das Forças Armadas, Gastão Salsinha, está em fuga desde o duplo ataque contra o presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão.

O ex-tenente Gastão Salsinha liderou o ataque a Xanana Gusmão, pouco depois de Alfredo Reinado ter atacado a residência de José Ramos-Horta, sendo abatido a tiro nessa ocasião.

UNMIT – MEDIA MONITORING - Tuesday, 25 March 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

TVTL News Coverage


MPs absent with no justification: Related to the unjustified absence of certain members of the National Parliament, the Vice President of the National Parliament, Maria Paixão, has appealed to all MPs to retain their credibility as the peoples’ representative.

“Previously some of us actively criticized other MPs, but right now they are doing what they were criticizing,” said Ms. Paixão.

Separately, Democratic Party MP, Teresa Carvalho, said that some MPs were not turning up to the National Parliament and were getting other MPs to sign in for them.

“Some of the MPs are absent, but are still being signed in by other MPs so that they can receive their full monthly salaries,” said Ms Carvalho on Monday (24/3) in Dili.

UN representatives to work with TL Gov in security areas: A United Nations Delegation [DPKO] held a meeting with the F-FDTL Commander Brigadier General Taur Matan Ruak to discuss security sector reform in Dili.

“We discussed the reform of the security sector. The UN should work with the Government of Timor-Leste to achieve this reform by providing and developing training for the future of security sector of this country,” said Commander Taur Matan Ruak on Monday (24/3) in the Memorial Hall, Dili.

RTL News Coverage

95 IDP Families of Canossa Has Laran camp return home: Ninety five IDP families who were residing at the Canossa Has Laran Camp returned home today (Tuesday, 25/3) after having their data verified by the Ministry of Social and Solidarity.

The families are still waiting to receive the Government’s recovery funds. The Ministry of Social and Solidarity will review its policy on the recovery fund as some IDPs have misused their funds by using the money to throw farewell parties rather than using it to rehabilitate their homes.

Joint Operation conducts community dialogue: The Commander of the Dili District PNTL, Pedro Belo, said that the community dialogue conducted by the F-FDTL/PNTL Joint Operation in Dili has had a good effect and has supported field operations.

According to Commander Belo, community leaders have proposed to conduct such dialogue around the country to create stability. He also said that the dialogue has forced illegal occupants out of houses belonging to IDPs and that local people are ready to welcome the IDPs back to their Bairo.

Print Coverage

Hercules rejects accusations of involvement in February 11: Timorese businessman, Hercules Rosario Marçal, has strongly rejected accusations that he may be investigated in relation to the events of February 11. Hercules has denied any involvement in the events.

Hercules said that he had visited Timor-Leste to look for investment opportunities. “I just laughed when I heard on the news that a politician had mentioned my name in relation to attempts made against PR Horta and PM Xanana. It’s funny. I am a citizen of Indonesia even though I am a Timorese … how could I have bad intentions like that?” said Hercules on Monday (24/3). The politician mentioned is the President of the Social Democratic Party (PSD), Mario Viegas Carrascalão, who had previously stated that the inquiry into February 11 may be broadened to investigate many people, including Hercules.

Hercules said that he would only take the statement seriously if it came from the State of Timor-Leste. “If this is the statement of the Government or PM Xanana Gusmão or PGR Longuinhos Monteiro, then I will be concerned … however this is just from a politician,” said Hercules.

Separately, the Indonesian Embassy in Timor-Leste said that it is too early to determine Hercules’ involvement in the February 11 events. “I think it is too early to conclude this. If Hercules becomes a target of the Prosecutor General for investigation, then this may be considered, but until now it is still just a rumour,” said Vitor Josep Sambuaga, the Second Secretary of Foreign Political Affairs. (TP)

TL presents 6 priorities for Donor’s meeting: The Government of Timor-Leste will present six areas of priority to countries during the Donor meeting to support Timor-Leste held on 28-29 March 2008 in Dili. The Minister of Foreign Affairs, Zacarias Albano da Costa, said that the six priorities include infrastructure, youth support, support to IDPs, petitioners and social packages. Minister Zacarias said that the Donor meeting will be held in the new office of the Ministry of Foreign Affairs in Pantai Kelapa, Dili. (TP)

Bishop Basilio: negotiations with rebels makes a fool of State of Siege: The Bishop of Baucau Diocese, Basilio do Nascimento has criticised the State of Siege, arguing that it is pointless to have a State of Siege if the State is still looking to negotiate with Salsinha. “We established a State of Siege in order to be able to capture Sasinha, and then we go about trying to negotiate with him. With a situation like this, I seriously question the credibility of the State,” said the Bishop. The Bishop made these comments in reference to the meeting held between the Prosecutor General Longuinhos Monteiro and the rebel groups of Alfredo and Salsinha on Thursday (20/3) in Baucau. The Bishop further said that it is a dangerous situation if the leaders responsible for justice act in this manner. (TP)

Gov gives importance to IDPs and petitioners for Donor meeting: The Minister of Foreign Affairs Zacarias Albano da Costa said that the Government of Timor-Leste has prepared six important points to be presented to donor countries during the meeting held in Dili. According to Minister Zacarias, the meeting will determine what areas of the nation’s development will be supported by the donors. (STL)

State of Siege unnecessary: The Social Democratic Party (PSD) MP Mario Viegas Carrascalão has taken a strong stance against the decision of the Government to extend the State of Siege to western districts and to impose a State of Emergency on the eastern districts.

According to Mr Carrascalão, these extensions diminish the credibility of the nation. “I do not agree with a State of Siege just to allow the State to pursue the rebels,” said Mr. Carrascalão. Mr. Carrascalão has also asked Salsinha and his group not to waste time by waiting for the arrival of President Ramos-Horta to surrender.

Separately, Democratic Party MP, Vital dos Santos, has argued that a State of Siege is usually implemented when a nation in threatened by outside forces. He suggested that the Government could still mandate the PNTL and F-FDTL to purse Salsinha and his group without imposing a State of Siege.

Meanwhile, Fretilin MP, Arsenio Bano, said that even though this is the fourth State of Siege, the Government has still been unable to prove who was behind the events of February 11. (STL)

Defence Minister of NZ visits Timor-Leste: The Defence Minister of New Zealand, Phill Goff, is visiting Timor-Leste to discuss the relationship between Timor-Leste and New Zealand. Mr Goff will also visit the New Zealand troops on duty within the International Stabilization Forces. Mr Goff will meet Prime Minister Xanana Gusmão to discuss the relationship between the two nations in the areas of defence and security. There are 150 New Zealand soldiers currently deployed in Timor-Leste. (STL)


National News Sources:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)

Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Terça-feira, 25 Março 2008

"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e do seus conteúdo não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL Não houve Cobertura de Notícias

TVTL Cobertura de Notícias

Deputados ausentes sem justificação: Em relação às ausências não justificadas de alguns membros do Parlamento Nacional, a Vice-Presidente do Parlamento Nacional, Maria Paixão, apelou a todos os deputados para manterem a sua credibilidade como representantes do povo.

“Anteriormente, alguns de nós criticámos outros deputados, mas nesta altura estão a fazer o que criticavam,” disse a Srª. Paixão.

Em separado, a deputada do PD, Teresa Carvalho, disse que alguns deputados não apareciam no Parlamento Nacional e punham outros deputados a assinar por eles.

“Alguns dos deputados estão ausentes, mas outros assinam por eles para que possam receber o salário completo no fim do mês,” disse a Srª Carvalho na Segunda-feira (24/3) em Dili.

Representantes da ONU trabalham com o Governo de TL em áreas da segurança: Uma delegação da ONU [DPKO] teve um encontro com o Comandante das F-FDTL Brigadeiro General Taur Matan Ruak para discutir a reforma do sector da segurança em Dili.

“Discutimos a reforma do sector da segurança. A ONU deve trabalhar com o Governo de Timor-Leste para alcançar esta reforma providenciando e desenvolvendo formação para o futuro do sector da segurança deste país,” disse o Comandante Taur Matan Ruak na Segunda-feira (24/3) no Memorial Hall, Dili.

RTL Cobertura de Notícias

95 Famílias de deslocados do Campo de Canossa Has Laran voltaram a casa: Noventa e cinco famílias que viviam no Campo de Canossa Has Laran voltaram hoje a casa (Terça-feira, 25/3) depois de terem a sua informação verificada pelo Ministério da Solidariedade Social.

As famílias estão ainda à espera de receber o fundo de recuperação do Governo. O Ministério da Solidariedade Social vai rever a sua política sobre o fundo de recuperação dado que alguns deslocados usaram mal o dinheiro ao darem festas de despedidas em vez de o usarem para recuperar as casas.

Operação Conjunta conduz diálogo comunitário: O Comandante da PNTL do Distrito de Dili , Pedro Belo, disse que o diálogo comunitário conduzido pela Operação Conjunta F-FDTL/PNTL em Dili teve um bom efeito e apoiou as operações de campo.

De acordo com o Comandante Belo, líderes da comunidade propuseram a condução de tais diálogos pelo país para criar estabilidade. Disse também que o diálogo tem forçado ocupantes ilegais a saírem de casas que pertencem a deslocados e que as pessoas locais estão prontas a darem as boas vindas aos deslocados nos seus Bairros.

Cobertura Impressa

Hercules rejeita acusações de envolvimento no 11 de Fevereiro: O homem de negócios Timorense, Hércules Rosário Marçal, rejeitou fortemente as acusações que pode ser investigado em relação aos eventos de 11 de Fevereiro. Hércules tem negado qualquer envolvimento nos eventos.

Hércules disse que tinha visitado Timor-Leste para procurar oportunidades de investimento. “Apenas me ri quando ouvi as notícias que um político tinha mencionado o meu nome em relação com os atentados feitos contra PR Horta e PM Xanana. É engraçado. Sou um cidadão da Indonésia mesmo apesar de ser Timorense … como é que podia ter essas más intenções?” disse Hércules na Segunda-feira (24/3). O político mencionado é o Presidente do PSD, Mário Viegas Carrascalão, que anteriormente tinha afirmado que o inquérito ao 11 de Fevereiro pode ser alargado para investigar muita gente, incluindo Hércules.

Hércules disse que apenas tomará a afirmação com seriedade se vier do Estado de Timor-Leste. “Se isso for uma declaração do PM Xanana Gusmão ou PGR Longuinhos Monteiro, estão ficarei preocupado … enquanto que esta é apenas dum político,” disse Hércules.

Em separado, a Embaixada Indonésia em Timor-Leste disse que é demasiado cedo para determinar o envolvimento de Hércules nos eventos de 11 de Fevereiro. “Penso que é demasiado cedo para concluir isso. Se Hércules se tornar um alvo do Procurador-Geral para a investigação, então pode ser considerado, mas até agora isso é apenas um rumor,” disse Vitor Josep Sambuaga, o Segundo Secretário dos Assuntos Políticos Estrangeiros. (TP)

TL apresenta 6 prioridades para o encontro dos Dadores: O Governo de Timor-Leste apresentará seis áreas prioritárias aos países durante o encontro de Dadores para apoiar Timor-Leste a realizar em 28-29 Março 2008 em Dili. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa, disse que as seis prioridades incluem infraestruturas, apoio à juventude, apoio a deslocados, peticionários e pacote social. O Ministro Zacarias disse que o encontro de Dadores se realizará no novo gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Pantai Kelapa, Dili. (TP)

Bispo Basílio: negociações com amotinados fazem do Estado de Sítio uma tolice: O Bispo da Diocese de Baucau, Basílio do Nascimento criticou o Estado de Sítio, argumentando que não faz sentido ter um Estado de Sítio se o Estado ainda procura negociar com Salsinha. “Estabelecemos um Estado de Sítio para sermos capazes de capturar Sasinha, e depois andamos às voltas a tentar negociar com ele. Com uma situação como esta, questiona seriamente a credibilidade do Estado,” disse o Bispo. O Bispo fez estes comentários em referência ao encontro realizado entre o Procurador-Geral Longuinhos Monteiro e o grupo dos amotinados de Alfredo e Salsinha na Quinta-feira (20/3) em Baucau. O Bispo disse também que esta é uma situação perigosa se os líderes responsáveis pela justiça actuam desta maneira. (TP)

Governo dá importância a deslocados e peticionários para o encontro de dadores: O Ministro dos Negócios Estrangeiros Zacarias Albano da Costa disse que o Governo de Timor-Leste tem preparado seis pontos importantes para apresentar aos países dadores durante o encontro a realizar em Dili. De acordo com o Ministro Zacarias, o encontro determinará que áreas do desenvolvimento da nação serão apoiadas pelos dadores. (STL)

Estado de Sítio desnecessário: O deputado do PSD Mário Viegas Carrascalão tomou uma posição forte contra a decisão do Governo de prolongar o Estado de Sítio aos distritos do oeste e impor um Estado de Emergência aos distritos do leste.

De acordo com o Sr Carrascalão, esses prolongamentos diminuem a credibilidade da nação. “Não concordo com o Estado de Sítio apenas para permitir que o Estado persiga os amotinados,” disse o Sr. Carrascalão. O Mr. Carrascalão pediu também ao Salsinha e ao seu grupo para não perderem tempo à espera da chegada do Presidente Ramos-Horta para se render.

Em separado, o deputado do PD, Vital dos Santos, argumentou que um Estado de Sítio é geralmente implementado quando uma nação é ameaçada por forças exteriores. Sugeriu que o Governo pode ainda mandatar a PNTL e a F-FDTL a perseguirem Salsinha e o seu grupo sem impor um Estado de Sítio.

Entretanto, o deputado da Fretilin, Arsénio Bano, disse que mesmo apesar deste ser o quarto Estado de Sítio, o Governo não foi ainda capaz de provar quem esteve por detrás dos eventos de 11 de Fevereiro. (STL)

Ministro da Defeda da NZ visita Timor-Leste: O Ministro da Defesa da Nova Zelândia, Phill Goff, está de visita a Timor-Leste para discutir as relações entre Timor-Leste e a Nova Zelândia. O Sr Goff visitará também as tropas da Nova Zelândia em serviço na Força Internacional de Estabilização. O Sr Goff vai-se encontrar com o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão para discutir as relações entre as duas nações nas áreas da defesa e segurança. Há 150 soldados da Nova Zelândia correntemente destacados em Timor-Leste. (STL)


Fontes de Notícias Nacionais
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)

Increasing aid seen as answer to food crisis

Jonathan Pearlman Foreign Affairs Correspondent- March 25, 2008
The Sydney Morning Herald

SOARING food prices are threatening to destabilise countries in the region and have prompted the Federal Government to consider changes to its aid priorities.

A steep two-year rise in global food prices, which in Australia has triggered the Federal Government's inquiry into grocery prices, has taken a heavy toll on poorer populations, particularly in East Timor and Indonesia. Surging fuel prices, drought, changing diets and the use of arable land for biofuels have pushed average food prices up almost 40 per cent in the past year. Wheat prices have risen 80 per cent rise.

He Changchui, representative of the United Nations Food and Agricultural Organisation for Asia and the Pacific, said food shortages had reached a "critical stage" and were likely to worsen.
"These sharp increases in international prices have serious concerns for food security and for social instability," he said from Bangkok. "Those who are directly suffering are vulnerable groups, particularly in food-importing countries."

The UN agency's latest report on food supplies named Indonesia and East Timor as having severe food insecurity. Bad weather and locusts in East Timor had caused increases of rice imports at a time of "exceptionally high" global prices.

"Timor and Indonesia we should watch very closely," Dr He said. "For the Timorese, we still need to unlock their agricultural potential."

Climate change was causing enormous concern, he said.

The Parliamentary Secretary for International Development Assistance, Bob McMullan, said he was likely to back increased funding for food aid and research. "Everyone involved in humanitarian assistance will have to adapt," he said. "It is bad news for the poor and something we will have to deal with."

He said the Government was likely to increase its aid to the World Food Program, currently about $33 million a year, and consider additional support for agricultural research.

"In future years we will have to look at whether the spending [for food aid] is sufficient," he said.

"For the next decade or so the indicators are that the relative price of food will go up … It is not a crisis. We have the capacity to deal with it, but the more you spend on short-term humanitarian relief, the less you spend on long-term development assistance. It may involve some re-weighting of programs … The best thing we could do is to help people grow more food."

Australia's ambassador to the UN, Robert Hill, said the Government should increase its aid to the World Food Program as a first step in signalling its commitment to strengthening international co-operation.

"That is a simple way the Australian government could put more clout into multilateralism and achieve better outcomes on the ground," said Mr Hill, who visited Canberra last week.

Dr He agreed, noting food insecurity had caused social unrest in South America and Africa and could destabilise states in the Asia-Pacific.

Tradução:

Aumentar ajuda visto como resposta para crise alimentar

Jonathan Pearlman Correspondente de Assunros Estrangeiros- Março 25, 2008
The Sydney Morning Herald

Aumentos crescentes dos alimentos estão a ameaçar desestabilizar países na região e levaram o Governo Federal a considerar mudanças nas suas prioridades de ajuda.

Um aumento constante em dois anos no aumento global dos preços dos alimentos, que na Austrália desencadeou o inquérito do Governo Federal aos preços das mercearias, tem sido um peso pesado nas populações mais pobres, particularmente em Timor-Leste e Indonésia. Aumentos nos preços dos combustíveis, seca, mudanças nas dietas e o uso de terra arável para biocombustíveis empurraram a média dos preços dos alimentos em quase 40 por cento no ano passado. O preço do trigo teve um aumento de 80 por cento.

He Changchui, representante da Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas para a Ásia e Pacífico, disse que défices de alimentação atingiram um "estado crítico" e provavelmente piorariam.
"Estes aumentos agudos nos preços internacionais trazem preocupações graves para a segurança alimentar e para a instabilidade social," disse ele de Banguecoque. "Os que estão a sofrer directamente são grupos vulneráveis, particularmente em países importadores de alimentos."

O último relatório da agência da ONU sobre abastecimento de alimentação nomeou a Indonésia e Timor-Leste como tendo grave insegurança alimentar. Más condições atmosféricas e gafanhotos em Timor-Leste causaram o aumento da importação do arroz numa altura de preços globais "excepcionalmente altos".

"Devemos observar de muito perto Timor e a Indonésia," disse o Dr He . "Para os Timorenses, precisamos ainda de abrir o seu potencial agrícola."

As mudanças climáticas estão a causar uma enorme preocupação, disse.

O Secretário Parlamentar para a Assistência ao Desenvolvimento Internacional, Bob McMullan, disse que provavelmente iria apoiar o aumento do financiamento para ajuda alimentar e investigação. "Todos os envolvidos na assistência humanitária terão de se adaptar," disse. "São más notícias para os pobres e algo com que teremos de lidar."

Disse que o Governo provavelmente terá de aumentar a ajuda ao Programa Mundial de Alimentação, correntemente de cerca de $33 milhões por ano, e considerar apoio adicional para investigação agricola.

"Nos anos futuros teremos de ver se o gasto [para ajuda alimentar] é suficiente," disse.

"Para a próxima década ou à volta disso os indicadores mostram que o preço relativo da alimentação subirá … Isso não é uma crise. Temos a capacidade para lidar com isso, mas quanto mais se gastar em auxílio humanitário de curto prazo, menos se gasta em assistência ao desenvolvimento a longo prazo. Poderá envolver um re-balançar de programas … A coisa melhor que podemos fazer é ajudar as pessoas a cultivarem mais alimentos."

O embaixador da Austrália na ONU , Robert Hill, disse que o Governo deve aumentar a ajuda ao Programa de Alimentação Mundial como primeiro passo para sinalizar o seu compromisso para reforçar a cooperação internacional.

"Esta é uma maneira simples para o governo Australiano pôr mais peso no multi-lateralismo e alcançar melhores resultados no terreno," disse o Sr Hill, que visitou Canberra na semana passada.

O Dr He concordou, sublinhando que a insegurança alimentar tem causado desassossego social na América do Sul e em África e podia desestabilizar Estados na Ásia-Pacífico.

II PREMIO LITERÁRIO DA LUSOFONIA Câmara Municipal de Bragança

REGULAMENTO

Colóquio Anual da Lusofonia
O Presidente da Comissão Executiva
J. CHRYS CHRYSTELLO
University of Brighton, UK. e
Helsinki University Finland
Telefone: (351) 296 446940
Telemóvel: (+ 351) 91 9287816 / 91 6755675
E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902

E-mail: lusofoniazores@sapo.pt ; coloquioslusofonia@gmail.com ; coloquiolusofonia@gmail.com ;

Página da internet: http://LUSOFONIA2008.com.sapo.pt /
HTTP://LUSOFONIAS.COM.SAPO.PT

Local do colóquio: CENTRO CULTURAL MUNICIPAL (Anfiteatro) Praça da Sé

Este ano o tema principal dos Colóquios (cujos patronos são Professor Doutor Evanildo Bechara, Academia Brasileira de Letras e Professor Doutor João Malaca Casteleiro Academia das Ciências de Lisboa) é: A LÍNGUA PORTUGUESA E OS CRIOULOS UMA RELAÇÃO BIUNÍVOCA.

Timor Leste a l'Assemblée de Polynésie

Blog France Timor-Leste
2008/03/21

L'association FRANCE - TIMOR LESTE

a l'honneur de vous inviter à l'inauguration de l'exposition
"TIMOR, 750 ANS DE CARTOGRAPHIE ET DE VOYAGES"

qui se tiendra le mardi 25 mars à 11h30, à l'Assemblée de Polynésie Française, dans le hall René Leboucher.

Présentation de Frédéric Mourgeon, membre de l'association.

"Timor, 750 ans de cartographie et de voyages", exposition conçue par FrédéricDurand, Maître de conférences à l'Université Toulouse II Le Mirail et chercheurau CNRS.

Du 25 au 28 mars 2008 dans le Hall de l'Assemblée de Polynésie Françaiseetdu 29 mars au 5 avril 2008 chez Odissey.

Assemblée de Polynésie :
http://www.assemblee.pf/http://www.assemblee.pf/actualites/article.aspx?id=1382

L'Espace Odissey :
http://www.odyssey.pf/

Tradução:

Timor-Leste na Assembleia da Polinésia Blog France Timor-Leste

2008/03/21

A associação FRANÇA - TIMOR-LESTE

Tem a honra de o convidar à inauguração da exposição"TIMOR, 750 ANOS DE CARTOGRAFIA E DE VIAGENS"

que se realizará na Terça-feira 25 março às 11h30, na Assembleia da Polinésia Françesa, no hall René Leboucher.

Apresentação de Frédéric Mourgeon, membro da associação.

"Timor, 750 anos de cartografia e de viagens", exposição concebida por FrédéricDurand, Mestre de conferências na Universidade de Toulouse II Le Mirail e investigador no CNRS.

De 25 a 28 março 2008 no Hall da Assembleia da Polinésia Francesa e de 29 março a 5 abril 2008 no Odissey.

Assembleia da Polinésia: http://www.assemblee.pf/http://www.assemblee.pf/actualites/article.aspx?id=1382

O Espaço Odissey :http://www.odyssey.pf

Timor-Leste em francês

Blog France Timor-Leste.

segunda-feira, março 24, 2008

Quatro fugitivos do grupo de Salsinha que se entregaram às autoridades foram ouvidos pelo PGR

Lisboa, 24 de Mar (Lusa) - Quatro indivíduos do grupo de fugitivos do ex-tenente Gastão Salsinha que se renderam no sábado às autoridades, na sequência da operação "Halibur", foram já ouvidos pelo procurador-geral da República, afirmou fonte da força de defesa de Timor-Leste.

"Renderam-se quatro indivíduos do grupo de Gastão Salsinha, que entregaram três armas: duas HK3 e uma metralhadora", afirmou hoje à Agência Lusa fonte da força de defesa de Timor-Leste.

Os quatro fugitivos entregaram-se às autoridades, no sábado à tarde, no distrito de Ailéu, "dentro do espírito da operação de captura 'Halibur' (operação conjunta das forças de defesa e polícia nacional timorenses com vista à captura dos fugitivos dos ataques contra o Presidente Ramos-Horta e contra o primeiro-ministro Xanana Gusmão, no dia 11 de Fevereiro), levando-os a renderem-se através da persuasão em vez da utilização de armas ou de força", adiantou.

Segundo a mesma fonte, os fugitivos do grupo de Gastão Salsinha já foram presentes ao procurador-geral de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro.

O líder dos peticionários das Forças Armadas, Gastão Salsinha, está em fuga desde o duplo ataque contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão.

O ex-tenente Gastão Salsinha liderou o ataque a Xanana Gusmão, pouco depois de Alfredo Reinado ter atacado a residência de José Ramos-Horta e abatido a tiro nessa ocasião.

CZS.
Lusa/fim

ONDE FOI QUE JÁ VIMOS ISTO?

Blog Timor Lorosae Nação
Segunda-feira, 24 de Março de 2008

A LEI, A ORDEM, OS MÉTODOS E A LIBERDADE
ANTÓNIO VERÍSSIMO

Nos filmes, só pode ter sido visto em filmes. Um primeiro-ministro que diz ter sido vítima de atentado à sua vida, assim como a sua família, pelo mesmo grupo de autores que disparou com intenção selvática de matar o Presidente da República, passados dias, em tarde amena, toma café com elementos desse grupo em amistosa cavaqueira deixando-nos confusos e sem saber se ele está na paródia connosco e aqueles são seus apaniguados ou se pirou de vez e perdeu a noção da gravidade dos actos que têm cometido e os prejuízos, angústias e temores que têm causado a quase um milhão de timorenses.

Só nos filmes, em comédias ou nos antigos secundários sobre a máfia, ainda a preto e branco, seria possível conseguir obter planos e argumentos daquela qualidade.

A escandaleira corre mundo e acredita-se que aquilo que parece vai ter de vir a ser verdade: são todos farinha do mesmo saco.

Falta saber se as responsabilidades vão recair sobre os que realmente as têm ou se o descaramento vai ser premiado.

Por estes e outros motivos é que há alguns tempos que a lei e a ordem andam de rastos pelas ruas, campos e montanhas de Timor, os métodos vêm gizados dos gabinetes e a liberdade é coarctada em parte das vinte e quatro horas do dia a quase um milhão de timorenses por alegadas afirmações de se querer restabelecer a tranquilidade que permita governar (ou governarem-se?).

Por estes e outros motivos existem uns quantos que procuram, em computadores utilizados pelo funcionalismo público, por eventuais “desestabilizadores” que supostamente criticam certas atitudes governativas e participam desse modo na Web.

É a caça às bruxas através de métodos esconsos que vão em crescendo e que tudo ficam a dever à democracia e às liberdades afirmadas e garantidas na Constituição mas que parece não terem de ser respeitadas pelos descarados e desavergonhados cidadãos acima de qualquer suspeita.

Depois, afirmam os que não querem ver nem saber, que estas prosas fazem parte de conluios difamatórios que simplesmente visam destruir indivíduos em benefício de outros.

O argumento seria válido com umas ligeiras alterações. Estas prosas são opiniões formuladas a partir do conhecimento de factos e atitudes de determinados indivíduos que urge desmascarar para benefício de um milhão de timorenses que há cerca de dois anos não sabem o que é paz, sossego, evolução e decência.

Também publicado em PÁGINA LUSA

Preso por ter cão, preso por não ter...

Blog Olhó lafaek!...
Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Segundo notícias recentes, parece que o exército timorense desistiu mesmo de apanhar o Salsinha "custe o que custar" de modo a fazer prevalecer a autoridade do Estado. Isto é: o homem disse que só se entregava directamente a Ramos Horta e parece que estão a fazer-lhe a vontade, como se uma pessoa nas circunstâncias em que ele está tivesse voz activa no assunto e capacidade para condicionar a acção do Estado de Direito.

É nítido, por outro lado, que se entendeu --- "cheira-me" a coisa sua, TMR... --- que o homem vale o que vale VIVO e vale zero morto. Exactamente o que se tinha dito aqui há algum tempo atrás, quando se chamou a atenção para a necessidade de não deixarem que algum "chico esperto", no meio da confusão, desse um tiro no homem --- sabe-se lá se encomendado ou não...

O Estado parece, pois, estar a ser mais uma vez desautorizado mas convenhamos que se for só mais esta vez até que vale a pena. Assim como assim de desautorizado não passa mesmo, né?!...
Preso por ter cão, preso por não ter...

Escolas do Timor adotam livro de pesquisador da Unicamp

Agência Brasil
Segunda-feira - 24/03/2008 - 09h16

São Paulo - Livro organizado por Jorge Fernando Hermida, ex-aluno de mestrado e doutorado da Unicamp, acaba de ser adotado pelo Timor Leste, para ser utilizado no programa de formação de professores do ensino infantil daquele país. A obra, intitulada Educação Infantil: Políticas e Fundamentos, reúne textos de 17 especialistas da Região Nordeste.

A publicação integra um conjunto de ações culturais quem vem sendo desenvolvido em várias cidades brasileiras sob o patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil. A iniciativa consiste na promoção de palestras, oficinas e seminários gratuitos dirigidos a professores de educação infantil da rede pública de ensino. Perto de 3,5 mil pessoas já foram beneficiadas pelo projeto.

O livro foi publicado pela editora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde Hermida é professor. De acordo com ele, esta é a primeira vez que uma obra editada pela UFPB é adotada oficialmente por outro país. "Nós ficamos muito felizes com a notícia. Penso que estamos cumprindo com a nossa função social ao colaborar para a reconstrução do Timor Leste”, afirma.

O docente conta que a publicação nasceu a partir de um projeto idealizado por ele. Este, por sua vez, participou de um edital lançado pelo Banco do Nordeste do Brasil voltado ao financiamento de ações culturais. "Fomos contemplados entre mais de 2.200 propostas”, lembra.

A contrapartida a ser oferecida era a realização de atividades dirigidas a professores de educação infantil da rede pública, com a conseqüente doação do livro. Conforme Hermida, as palestras, seminários e oficinas já foram realizados em cerca de 20 cidades dos estados do Piauí, Tocantins, Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Santa Catarina. Cada participante recebe um certificado emitido pela Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da UFPB. "Aqui no Brasil, os resultados têm sido excelentes. Os professores estão gostando muito da nossa proposta. Temos tido a chance de oferecer o que as políticas governamentais não oferecem, como subsídios teóricos e metodológicos para melhorar a educação no país”, analisa o docente.

Entre os temas abordados nas atividades que constituem o programa está a importância do jogo e da brincadeira no processo de aprendizado. “Quando deixa o ambiente doméstico e chega à escola, a criança troca uma situação de liberdade e permissividade por um espaço limitado, a sala de aula, onde ficará presa a uma carteira. Além disso, ainda existe a máxima de que, para aprender, ela tem que ficar calada, apenas ouvindo. Nós queremos resgatar a natureza lúdica da criança, por entender que esse é um período importante na vida de uma pessoa. Por que não respeitar a natureza humana para basear uma proposta pedagógica?”, questiona Hermida.

A expectativa do professor da UFPB, assim como a dos demais autores, é que o livro possa deflagrar uma ação semelhante no Timor Leste. Hermida relata que a obra chegou até o conhecimento das autoridades daquele país por intermédio de Everaldo José Freire, um dos participantes da coletânea e professor-colaborador na nação do Sudeste Asiático. “Assim que o livro chegou por lá, o Ministério da Educação ficou interessado em adotá-lo para o curso de formação de professores de educação infantil. Inicialmente, entretanto, a Pasta queria uma autorização para tirar cópias. Com o avanço dos entendimentos, surgiu a oportunidade de realizarmos um programa mais amplo, nos moldes do que executamos no Brasil”, explica Hermida.

A primeira medida do docente foi procurar a Reitoria da UFPB, para falar da importância desse tipo de colaboração, que tem caráter eminentemente humanitário. “Graças ao apoio do reitor Rômulo Soares Polari, firmamos um convênio com o Timor Leste. A partir dele, ficou estabelecido que o Banco do Nordeste do Brasil editará mais mil livros para serem doados àquele país. A editora da UFPB também doará três exemplares de cada título publicado por ela, o que soma cerca de 4 mil volumes. Adicionalmente, estamos iniciando entendimentos com o Ministério da Educação do Brasil para facilitarmos o intercâmbio entre alunos brasileiros e timorenses de pós-graduação”, enumera.

Como o livro foi escrito a partir de experiências brasileiras, Hermida admite que a obra talvez tenha que sofrer adaptações para ser utilizada no programa de formação de professores de educação infantil do Timor Leste. “Obviamente, quando tocamos no aspecto político da educação, falamos de casos genuinamente brasileiros. Entretanto, muitos pontos são comuns aos dois países. Quando abordamos o tema do direito à educação ou quando refletimos sobre a educação infantil na pós-modernidade, estamos raciocinando sobre assuntos mais gerais”. Na opinião do ex-aluno de pós-graduação da Unicamp, tanto aqui quanto lá existe uma preocupação acerca do tipo de cidadão que se pretende formar, para que tipo de sociedade e com quais valores.

O convênio com o Timor Leste, continua o professor Hermida, tem tudo para virar uma “agradável bola de neve”. Ele revela que está em contato com uma organização não-governamental que pretende verter o livro para o inglês. Há, ainda, o desejo de que a obra também possa vir a ser traduzida para o tétum, idioma predominante em Timor Leste. “Como essas possibilidades são reais, já estamos formatando uma nova publicação, também voltada para a educação infantil, reunindo autores brasileiros e timorenses”, adianta.

Hermida é uruguaio naturalizado brasileiro. Ele realizou o mestrado em Educação Física e o doutorado em Educação na Unicamp. Ainda hoje, colabora com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia da Educação (Paidéia), vinculado à Faculdade de Educação (FE). Atualmente, é membro do Programa de Pós-graduação em Educação da UFPB e do Programa Associado de Pós-graduação em Educação Física UPE/UFPB. “A Unicamp foi e continua sendo muito importante na minha formação. Na Faculdade de Educação, vivi experiências enriquecedoras”, afirma. O docente espera embarcar em maio para o Timor Leste, para participar pessoalmente de algumas das ações do programa de formação de professores local, já tendo o livro organizado por ele como um dos materiais pedagógicos.

Referendo “devolveu” independência em 99

Timor Leste foi uma colônia portuguesa até 1975, quando finalmente tornou-se independente. Ocorre, porém, que poucos dias depois de alcançar tal condição o país foi invadido pela Indonésia. A partir de então, seguiu-se um regime baseado na força e no medo, que tinha entre os seus objetivos apagar a cultura local. Uma das iniciativas do invasor foi mandar cerca de 12 mil professores à “província”, para que introduzissem seu idioma em substituição ao português. Em agosto de 1999, os timorenses optaram, por meio de referendo organizado pelas Nações Unidas, por nova independência. Na ocasião, a população também escolheu o português como língua oficial do país. Atualmente, o idioma mais falado naquela nação é o tétum.

NZ defence minister tours ETimor

ABC Radio Australia
24.03.2008

Updated 4 hours 17 minutes ago

New Zealand's defence minister, Phil Goff, is in East Timor for three days visiting New Zealand troops and holding talks with the country's leaders.

Mr Goff, who is on his ninth trip to the country in nine years, says the armed attacks on President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao last month demonstrate the ongoing fragility of the situation in East Timor.

He says if the leaders had been killed, the country would have been thrown into chaos.

Mr Goff says the visit gives an opportunity to acknowledge the importance of the role New Zealand troops are playing in the country.

New Zealand is the second largest contributor to the International Security Force in Timor.

Tradução:

Ministro da defesa da NZ visitaTimor-Leste

ABC Radio Australia
24.03.2008

Actualizado 4 horas 17 minutos atrás

O Ministro da Defesa da Nova Zelândia, Phil Goff, está em Timor-Leste numa visita de três dias a visitar tropas da Nova Zelândia e a ter conversas com os líderes do país.

O Sr Goff, que está na sua nona visita ao país em nove anos, diz que os ataques armados ao Presidente José Ramos-Horta e Primeiro-Ministro Xanana Gusmão no mês passado mostraram a fragilidade em curso da situação em Timor-Leste.

Diz que se os líderes tivessem sido mortos o país teria sido atirado para o caos.

O Sr Goff diz que a visita dá uma oportunidade para reconhecer a importância do papel das tropas da Nova Zelândia no país.

A Nova Zelândia é o segundo maior contribuidor da Força Internacional de Segurança em Timor.

Continua em fuga "grupo armado" em Timor-Leste

Público, 24.03.2008

Lasama de Araújo afirmou que só não existe risco especial de segurança no distrito de
Oecussi e na ilha de Ataúro

a O Presidente interino de Timor-Leste, Fernando Lasama de Araújo, confirmou ontem que "continua em fuga um grupo fortemente armado, na posse de equipamento militar", suspeito de autoria ou participação no atentado de 11 de Fevereiro contra o Chefe de Estado, José Ramos-Horta. Por isso mesmo, o Presidente em funções decidiu renovar o estado de sítio, por 30 dias, nos distritos de Aileu, Ermera, Bobonaro, Covalima, Ainaro, Liquiçá e Manufahi, com suspensão do direito de manifestação, reunião e inviolabilidade do domicílio, permitindo-se inclusive a realização de buscas domiciliárias durante a noite. Naqueles sete distritos, o direito de livre circulação está também suspenso, com recolher obrigatório entre as 22h00 e as seis da manhã.

De qualquer modo, Lasama de Araújo disse que houve a preocupação de "limitar ao mínimo indispensável a restrição dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos", que continuam a dispor da protecção das leis e dos tribunais.

Entretanto, durante o fim-de-semana da Páscoa, entregaram-se às autoridades quatro elementos que se encontravam entre os fugitivos; e perto de 650 militares que tinham saído dos quartéis em 2006, os chamados "peticionários", acorreram nas últimas semanas a um local de acantonamento estabelecido pelo Governo.

Quanto a Ramos-Horta, que na quarta-feira saiu do hospital onde se encontrava para uma residência particular da cidade australiana de Darwin, espera poder regressar a Díli no espaço de um mês.

UNMIT – MEDIA MONITORING - Monday, 24 March 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Report

TVTL News Coverage
No TVTL news coverage.

RTL News Coverage

Lasama announces extension of ‘State of Siege’ and ‘State of Emergency’: Acting President Fernando Lasama de Araújo has officially declared that a State of Siege is to be extended to the Districts of Aileu, Ainaro, Manufahi, Covalima, Bobonaro, Liquica and Ermera. PR Lasama said that the decision was taken upon the request of the Government and with the authorization of the National Parliament.

President Lasama said that after consulting with the Defence and Security Council, the decision was taken to extend the State of Siege to the districts for 30 days. “During the State of Siege, the right of people to gather and hold meetings is temporarily suspended,” said PR Lasama.

PR Lasama has also decided to implement State of Emergency in the districts of Baucau, Dili, Lospalos, Viqueque, Manatuto for a period of 30 days. Oecusse and the Dili sub-district of Atauro will have neither a State of Siege nor State of Emergency as they are not considered security risks. The State of Siege and State of Emergency will be implemented from March 23 to April 22, 2008.

The Democratic Party MP, Adriano de Nascimento, has accepted the implementation of the State of Siege and Emergency in support of the F-FDTL/PNTL Joint Operation. However, Fretilin member of NP, Francisco Brancos said that the State of Siege has taken too long and is exposing the weaknesses of the State. He even suggested that this may put the nation on the path to dictatorship. However, Fretilin is continuing to support the Joint Operation.

On this, ASDT has asked the Government to give extra attention to the actions of the Joint Operation as they fear some members may take advantage of their position to settle personal grievances.

Rebels surrender with their weapons in Maubisse: Four rebels have surrendered themselves and their weapons to the Chief of the State [PM Gusmao] along with their weapons on Saturday (22/3) in Maubisse, Ainaro District. Prime Minister Xanana Gusmão said that this action by the rebels is very positive and will go a long way to resolving the problems faced in the country. One of the rebels, Paulo Neno, said that he feels that he has contributed to the justice process by surrendering.

PM: Joint Operation slow to get results in attempt to avoid death and trauma: In answer to the criticisms levelled at PM Gusmao by MPs that the Joint Operation has not produced any results, the PM has responded that the Joint Operation has been slow to obtain results as they have attempted to avoid unnecessary deaths or cause trauma to the public. However, the PM confirmed that the F-FDTL/PNTL Joint Operation would be in full military force after Easter to capture outstanding rebels.

Related to accusations that Joint Operation members have conducted themselves irresponsibly, the Prime Minister said that people should report such actions to the authorities in order for them to be investigated.

Print Coverage

Lasama: Attempts against State greatest crime: In a dialogue with the population of Lete-Foho, Ermera, Acting President Fernando Lasama de Araujo said that the attempts against the State made by the rebel groups of Alfredo Reinado and Gastão Salsinha can be considered as the greatest crime and should be resolved through the court system. President Lasama has appealed to the public to help convince Salsinha and other rebels to surrender.

Related to the rumours that Alfredo’s death was the result of a foreign-led conspiracy, PR Lasama said that the only people responsible were Timorese. “Never falsify and blame others. All the mistakes are ours and it’s time to solve these problems,” said PR. Lasama. (TP)

Ed: Four rebels surrender: The positive impacts of PR Ramos-Horta’s appeal on Wednesday (19/3) to Salsinha and his group were felt on Saturday (22/3) with the surrender of four rebels and their weapons to the state through the Prosecutor General, Longuinhos Monteiro. The surrenders were a good step towards resolving the issue and it a step that Salsinha should also take. Salsinha once said that he will only surrender once PR Horta returns to Timor-Leste- this is Salsinha’s right, but as PR Horta may still need to be in Darwin for a long time, Salsinha may need to rethink his decision. We cannot know his mind. The whole matter rests on Salsinha. As the PM once said, it is Salsinha’s decision whether to surrender, or die. (TP)

Lasama asks public to convince Salsinha to surrender: The Acting PR, Fernando de Araujo ‘Lasama,’ has asked the people of Lete-Foho to convince Salsinha to surrender, if they know where he is currently hiding. (DN)

TMR to pay close attention to soldiers who torture people: The Apprehension Operation’s General-Commander, Brigadier-General Taur Matan Ruak, has asked the public to report any cases of violations or torture from soldiers under the Joint Command. “Any of the victims who receive such treatment from the soldiers should report their case to the police so that the cases can be investigated and not just publicized thorough the Media,” said TMR on Wednesday (19/3) at Palacio da Cinzas, Dili. (DN and STL)

Lieutenant Colonel Filomeno Paixao says Apprehension Operation will not kill Salsinha: Lieutenant Colonel Filomeno Paixão has said that the Apprehension Operation currently operating in Lete-Foho, Ermera, is not out to kill Salsinha and his men, but to convince them to surrender. “The Apprehension Operation forces consider Salsinha and his men as brothers and not enemies, because they also contributed to the independence of this nation. Therefore we are here to call Salsinha and his men to surrender and submit themselves to justice,” he said. (DN)

Four of Salsinha’s men surrender: Four of Gastao Salsinha’s men have surrendered themselves along with one machine gun and two AK33 rifles. The men were received by the Prosecutor-General, Longuinhos Monteiro in Maubesse sub district on Saturday (16/3). The men were also presented to the Prime Minister, Xanana Gusmao, and Brigadier-General Taur Matan Ruak at the Government Palace. (DN)

Government and Timor Energy work together to build houses for IDPs: The Secretary of State for Solidarity and Natural Disasters, Rigoberto Gomes, said that the Government is currently working together with Timor Energy to provide 416 transitional houses for IDPs currently living at the compound of the National Hospital. “These houses are now ready for the IDPs. This is a temporary solution until their problems can be resolved," he said. (DN)

‘Lasama’ visits Lete-foho sub-district, Ermera: The Acting PR, Fernando de Araujo ‘Lasama’ has visited the Apprehension Operation forces in Lete-foho sub-district, Ermera on Saturday (22/3). The visit was aimed at seeing directly the conditions of the Apprehension Operation forces based in Lete-foho and to also listen to the community about the Apprehension Operation. “My objective here is to listen and see directly what people think about the Apprehension Operation during this time. It seems that there has been good collaboration and good cooperation among the operation and the community,” he said. (STL)

Justice Minister and State Secretary of Defence sign Accord to establish military prison: The Minister of Justice, Lucia Lobato, and the State Secretary of Defence, Julio Tomas Pinto, have signed an Accord regarding the establishment of a military prison in Timor-Leste.

“I would like to inform the public that starting from now if our military commits crimes they will be imprisoned in the military prison. The military prison is established following the cases of violence committed by the F-FDTL in 2006,” said Minister Lobato.

The State Secretary of Defence, Julio Tomas Pinto, said that the military prison is currently based in the F-FDTL HQ in Tasi Tolu, Dili and that four F-FDTL members are imprisoned there. “According to the mandate of the constitution, we do need to establish the military prison in our country,” said Mr Pinto. (TP)

National News Sources:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)

Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Segunda-feira, 24 Março 2008

"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e do seus conteúdo não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL Não houve Cobertura de Notícias

RTL Cobertura de Notícias

Lasama anuncia prolongamento do ‘Estado de Sítio’ e ‘Estado de Emergência’: O Presidente interino Fernando Lasama de Araújo declarou oficialmente o prolongamento do Estado de Sítio nos Distritos de Aileu, Ainaro, Manufahi, Covalima, Bobonaro, Liquica e Ermera. O PR Lasama disse que a decisão foi tomada a pedido do Governo e com a autorização do Parlamento Nacional.

O Presidente Lasama disse que depois de consultar o Conselho de Defesa e Segurança, tomou a decisão de prolongar o Estado de Sítio nesses distritos por 30 dias. “Durante o Estado de Sítio, estão temporariamente suspensos os direitos das pessoas de se juntarem e reunirem ,” disse o PR Lasama.

O PR Lasama decidiu também implementar o Estado de Emergência nos distritos de Baucau, Dili, Lospalos, Viqueque, Manatuto por um período de 30 diass. Oecusse e o sub-distrito de Dili Atauro não terão nem Estado de Sítio, nem Estado de Emergência porque não são considerados em risco de segurança. O Estado de Sítio e o Estado de Emergência serão implementados de 23 de Março a 22 de Abril 22, 2008.

O deputado do PD, Adriano de Nascimento, aceitou a implementação do Estado de Sítio e do Estado de Emergência em apoio à Operação Conjunta F-FDTL/PNTL. Contudo o deputado da Fretilin, Francisco Brancos disse que o Estado de Sítio está a demorar tempo demasiado e está a expor a fraqueza do Estade. Sugeriu mesmo que isso pode pôr a nação na via da ditadura. Contudo, a Fretilin continua a apoiar a Operação Conjunta.

Sobre isto, a ASDT pediu ao Governo para continuar a dar atenção extra aàs acções da Operação Conjunta dado que receia que alguns membros possam tirar vantagens das suas posições para resolver queixas pessoais.

Amotinados rendem-se com as suas armas em Maubisse: Quatro amotinados renderam-se e entregaram as armas ao Chefe do Estado [PM Gusmão] no Sábado (22/3) em Maubisse, Distrito de Ainaro. O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão disse que esta acção dos amotinados é muito positiva e que é o caminho para resolver os problemas enfrentados pelo país. Um dos amotinados, Paulo Neno, disse que sente que contribuiu para o processo da justiça ao entregar-se.

PM: Operação Conjunta vagarosa a obter resultados numa tentativa para evitar morte e traumatismo: Em resposta a críticas feitas contra o PM Gusmão por deputados que disseram que a Operação Conjunta não produziu quaisquer resultados, o PM respondeu que a Operação Conjunta tem sido vagarosa a obter resultados porque têm tentado evitar mortes desnecessárias e causar traumatismo à população. Contudo o PM confirmou que a Operação Conjunta F-FDTL/PNTL estará na sua força total depois da Páscoa para capturar amotinados importantes.

Em relação a acusações de membros da Operação Conjunta se terem conduzido de forma irresponsável, o Primeiro-Ministro disse que as pessoas devem reportar tais acções às autoridades para serem investigadas.

Cobertura Impressa

Lasama: Tentativas contra o estado o maior crime: Num diálogo com a população de Lete-Foho, Ermera, o Presidente interino Fernando Lasama de Araújo disse que as tentativas contra o Estado feitas pelos grupos de amotinados de Alfredo Reinado e Gastão Salsinha podem ser consideradas os crimes maiores e devem ser resolvidas através do sistema judicial. O Presidente Lasama apelou à população para convencerem Salsinha e outros amotinados a renderem-se.

Em relação a rumores de a morte de Alfredo ter sido o resultado duma conspiração liderada por estrangeiros, o PR Lasama disse que as únicas pessoas responsáveis eram Timorenses. “Nunca digam falsidades ou acusem outros. Todos os erros são nossos e é tempo de resolver estes problemas,” disse o PR. Lasama. (TP)

Ed: Quatro amotinados entregam-se: Os impactos positivos do apelo do PR Ramos-Horta na Quarta-feira (19/3) a Salsinha e ao seu grupo foram sentidos no Sábado (22/3) com a rendição de quatro amotinados e as suas armas ao Estado através do Procurador-Geral, Longuinhos Monteiro. As rendições foram um bom passo para se resolver a questão e um passo que Salsinha também devia dar. Salsinha disse uma vez que apenas se entrega quando o PR Horta regressar a Timor-Leste- esse é um direito de Salsinha, mas como o PR Horta pode precisar de ficar em Darwin durante um prazo longo, Salsinha pode precisar de repensar a sua decisão. Não podemos conhecer a sua mente. Toda a questão é da responsabilidade de Salsinha. Como disse uma vez o PM, é decisão de Salsinha entregar-se ou morrer. (TP)

Lasama pede à população para convencer Salsinha a entregar-se: O PR interino, Fernando de Araújo ‘Lasama,’ pediu à população de Lete-Foho para convencer Salsinha a entregar-se, se souberem onde ele está escondido correntemente. (DN)

TMR vai prestar atenção de perto a soldados que torturarem pessoas: O Comandante-Geral da Operação Apreensão, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, pediu à população para reportar quaisquer casos de violações ou de tortura de soldados sob o comando conjunto. “Qualquer das vítimas que receber tal tratamento de soldados deve reportar os seus casos à polícia para que os casos possam ser investigados e não apenas publicados nos media,” disse TMR na Quarta-feira (19/3) no Palácio das Cinzas, Dili. (DN e STL)

Tenente Coronel Filomeno Paixão diz que Operação Apreensão não matará Salsinha: O Tenente Coronel Filomeno Paixão disse que a Operação Operação a operar correntemente em Lete-Foho, Ermera, não é para matar Salsinha e os seus homens, mas para convencê-los a entregarem-se. “As forças da Operação Apreensão consideram Salsinha e os seus homens como irmãos e não inimigos, porque eles contribuiram também para a independência desta nação. Por isso estamos aqui a apelar a Salsinha e aos seus homens para se entregarem e sujeitarem-se à justiça,” disse. (DN)

Quatro dos homens de Salsinha entregaram-se: Quatro dos homens de Gastão Salsinha renderam-se juntamente com uma metralhadora e duas espingardas AK33. Os homens foram recebidos pelo Procurador-Geral, Longuinhos Monteiro no sub-distrito de Maubesse no Sábado (16/3). Os homens foram também apresentados ao Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, e Brigadeiro-General Taur Matan Ruak no Palácio do Governo. (DN)

Governo e Timor Energy trabalham juntos para construir casas para deslocados: O Secretário do Estado da Solidariedade e Desastres Naturais, Rigoberto Gomes, disse que o Governo está correntemente a trabalhar juntamente com Timor Energy para providenciar 416 casas transitórias para deslocados a viverem correntemente no complexo do Hospital Nacional. “Essas casas estão agora prontas para os deslocados. Esta é uma solução provisória at+e se poderem resolver os seus problemas," disse. (DN)

‘Lasama’ visita sub-distrito de Lete-foho, Ermera: O PR interino, Fernando de Araújo ‘Lasama’ visitou as forças da Operação Apreensão no sub-distrito de Lete-foho, Ermera no Sábado (22/3). A visita visava ver directamente as condições das forças da Operação Apreensão baseadas em Lete-foho e ouvir também a comunidade acerca da Operação Apreensão. “O meu objectivo aqui é ouvir e ver directamente o que as pessoas pensam acerca da Operação Apreensão durante esta altura. Parece que tem havido boa colaboração e boa cooperação entre a operação e a comunidade,” disse. (STL)

Ministra da Justiça e Secretário de Estado da Defesa assinam Acordo para estabelecer prisão militar: A Ministra da Justiça, Lúcia Lobato, e o Secretário de Estado da Defesa, Júlio Tomas Pinto, assinaram um Acordo sobre o estabelecimento duma prisão militar em Timor-Leste.

“Quero informar a população que a começar agora se os nossos militares cometerem crimes serão presos na prisão militar. A prisão militar foi estabelecida no seguimento dos casos de violência cometidos pelas F-FDTL em 2006,” disse a Ministra Lobato.

O Secretário de Estado da Defesa, Júlio Tomas Pinto, disse que a prisão militar está correntemente baseada no Quartel General das F-FDTL em Tasi Tolu, Dili e que quatro membros das F-FDTL estão presos lá. “De acordo com o mandato da constituição, precisamos de estabelecer a prisão militar no nosso país,” disse o Sr Pinto. (TP)

Fontes de Notícias Nacionais:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)

Bloody Easter in Atambua

03/24/08 02:06

Kupang, E Nusa Tenggara (ANTARA News) - Chaos broke out in Atambua, capital of Belu regency in the East Nusa Tenggara - Timor Leste border region, on Easter Sunday, following the killing of Paulino Lopes, a resident and former East Timorese refugee by allegedly drunk youths on the eve of Easter.

East Nusa Tenggara Police spokesman Commissioner Marthen Radja on Sunday night confirmed the incident, but he said he did not know exactly how it happened, as he was still contacting the Belu police chief for details.

In the meantime, ANTARA learnt from various sources in Atambua that when Lopes was going home from church on the eve of Easter, he was stopped by a group of drunk youngsters, who asked him for some money to buy more alcoholic drinks, but he refused. They then clubbered and kicked him, but Lopes managed to break lose from their grip and ran away to his family in Atambua.

Earlier, near the church on that Saturday evening, the youngsters made all kinds of noises, and Lopes told them to stop.

It appeared that they were not satisfied with what they had done to Lopes, whom they described as "big shot" when he told them to stop all the noises on that evening.

The unfinished fight was continued on Sunday (Easter), and being outnumbered, Lopes was several times hit with an iron rod on his head, and eventualy stabbed in the neck with a knife.

The helpless and profusely bleeding victim was rushed to a hospital by local residents, but he eventually succumbed to loss of blood when medical personnel were trying to close the gaping wound on his neck.

His relatives did not accept this fact, and launched a counter attack on the perpetrators in Motabuik, where they set fire to at least 11 houses.

The dead victim was a resident of Naibonat in East Kupang.

He went to Atambua to celebrate Easter with his relatives from Timor Leste who are living in the Belu regency capital.

Tradução:

Páscoa sangrenta em Atambua

03/24/08 02:06

Kupang, E Nusa Tenggara (ANTARA News) – No Domingo de Páscoa rebentou o caos em Atambua, capital da regência de Belu em East Nusa Tenggara – região de fronteira com Timor-Leste, após o assassinato de Paulino Lopes, um residente e refugiado Timorense por alegados jovens embriagados na véspera da Páscoa.

O porta voz da Polícia de East Nusa Tenggara Police Comissário Marthen Radja confirmou no Domingo à noite o incidente, mas disse que não sabia o que tinha acontecido exactamente, dado que estava ainda a contactar a polícia de Belu para conhecer detalhes.

Entretanto, ANTARA soube de várias fontes em Atambua que quando Lopes estava a ir para casa vindo da igreja na véspera da Páscoa, que foi travado por um grupo de jovens embriagados, que lhe pediram dinheiro para comprar mais bebidas alcoólicas, mas que ele recusou. Então agrediram-no e pontapearam-no, mas Lopes conseguiu libertar-se e correu para a sua família em Atambua.

Antes, perto da igreja nesse Sábado à noite, os jovens fizeram todo o tipo de barulho e Lopes disse-lhes para pararem.

Parece que não ficaram satisfeitos com o que fizeram a Lopes, que descreveram como "chefão" quando ele lhes disse para acabarem com o barulho naquela noite.

A luta interrompida continuou no Somingo (Páscoa), e estando em menor número, Lopes foi várias vezes agredido com barras de ferro na cabeça, e acabou de ser esfaqueado com uma faca no pescoço.

A vítima sem saída e a sangrar profusamente foi levada à pressa para o hospital por residentes locais, mas acabou por sucumbir por perda de sangue quando o pessoal médico tentava fechar o ferimento no pescoço.

Os familiares não aceitaram este facto, e lançaram um contra-ataque contra os perpetradores em Motabuik, onde deitaram fogo a pelo menos 11 casas.

A vítima morta era residente de Naibonat em East Kupang.

Foi a Atambua para celebrar a Páscoa com os seus familiares de Timor-Leste que estão a viver na capital da regência Belu.

Entrevista 4 - Experiências brasileiras podem ajudar no combate ao desemprego

Agência Brasil
23 de Março de 2008

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Na quarta e última parte da entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diplomata Édson Monteiro, que no próximo dia 25 assume a Embaixada do Brasil no Timor Leste, fala sobre um dos principais desafios do único país asiático que tem o português como língua oficial: o desemprego.

ABr - O desemprego é um problema grave entre os jovens timorenses. O que pode ser feito?

Monteiro - 40% dos jovens entre 18 e 25 anos estão desempregados. Muitos estão pelas cidades sem ter o que fazer, vítimas fáceis de campanhas, e aí começam as brigas que resultam em mais destruição, colocam fogo em casas e prédios públicos. É preciso que o país comece a gerar oportunidades de emprego para esta gente. Eles têm recursos, o petróleo já está gerando recursos que estão sendo investidos em um fundo enquanto o país não têm condições econômicas, sociais e até administrativas de usá-los. Eles sabem que não são capazes, ainda, de gerenciar um grande programa de desenvolvimento.

ABr - O Brasil pode ajudar?

Monteiro - Experiências como as que o Ministério do Desenvolvimento Agrário faz no Brasil, de criação de cooperativas, de melhoria de qualidade de sementes, de ajuda na comercialização... tudo isso pode ser feito lá como cooperação técnica ou como trabalho de governo. Pequenas indústrias poderiam fazer o aproveitamento destes produtos agrícolas que eles têm, quem sabe com a ajuda do Sebrae [Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas], por exemplo. O Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial] já está lá mas também é preciso criar capacidade empresarial. O Banco Mundial e o Bando da Ásia já propuseram uma série de atividades emergenciais para criar emprego, como as frentes de trabalho. Não precisamos inventar a pólvora.

ABr - Como seriam estas frentes?

Monteiro - Há todo um trabalho de reconstrução do país, de reconstrução de estradas, de limpeza, que pode ser feito com dois, três meses de trabalho intenso. O que se pagar a um jovem ou chefe de família nestes três meses pode ser suficiente parta mantê-lo o ano inteiro. Com pequenos projetos deste tipo pode-se criar condições de sobrevivência para uma grande quantidade de pessoas. E o governo tem recursos. Seria a forma mais rápida de gerar emprego enquanto não se criam as condições para investimentos, para criação de empresas... as coisas que serão uma solução permanente. Mas isto ainda está sendo pensado.

ABr - O investimento estrangeiro é necessário?

Monteiro - Há porto, eletricidade, matéria-prima e pessoas. Por que não investimento estrangeiro, aproveitando-se que há uma infra-estrutura sendo criada? Os australianos, os chineses, os indonésios, os malásios, os japoneses poderiam fazer.

ABr - Não há empresas brasileiras no Timor. Por que? Não vale o investimento?

Monteiro - Precisamos levar empresas brasileiras para lá. É um país distante que ainda tem uma atividade econômica muito pequena. A maior parte das pessoas vive do que produzem, 80% ainda dependem da agricultura de subsistência, portanto não há renda., não há um mercado. Quem vai lá? As empresas vizinhas da Indonésia, da China, da Malásia, da Austrália. Eles têm custos menores, fazem investimentos menores e podem ser lucrativos. Para as empresas brasileiras será sempre uma empreitada muito mais onerosa. Acho que é possível, mas é uma outra área que até agora não foi trabalhada. A essência do que fazemos lá é cooperação.

Entrevista 3 - Embaixador defende aumento da presença militar brasileira no Timor

Agência Brasil
23 de Março de 2008

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Na terceira parte da entrevista à Agência Brasil, o novo embaixador brasileiro no Timor Leste, Édson Monteiro, defende a participação brasileira na Missão Integrada das Nações Unidas no Timor Leste (Unmit) e a manutenção das tropas militares no país. O diplomata também comenta a presença militar australiana no país.

O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, teve alta esta semana depois de mais de um mês internado em um hospital da Austrália. Nas próximas semanas, deve reassumir o comando de seu país.

ABr - O Brasil mantém contingentes militares no Timor Leste, como faz no Haiti?

Monteiro - Temos apenas alguns policiais do Exército e policiais militares treinando policiais timorenses, e quatro observadores militares brasileiros dentro da estrutura das Nações Unidas. Num primeiro momento, quando saiu a independência, o Brasil teve o maior contingente de tropa, cerca de 180, que ficaram lá até a independência. Eu adoraria realmente que se aumentasse a presença brasileira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso aqui ao presidente Ramos-Horta, disse que o Brasil também estava disposto a cooperar mais na área de segurança e na área militar. Ainda não sei como isso vai ser traduzido, mas tenho esperança.

ABr - Até quando será necessária a presença de tropas militares no Timor Leste?

Monteiro - O Timor vai ter que criar novas Forças Armadas. Não sabemos quanto tempo isso vai levar. Eles ainda não têm o projeto, mas já nos disseram que vão criar uma força terrestre moderna, despolitizada, para cuidar apenas da segurança, e já nos disseram que gostariam muito de contar com o apoio brasileiro para isso.

ABr - A Missão Integrada das Nações Unidas (Unmit), que está no Timor Leste desde 2002, acaba de ser estendida até fevereiro de 2009...

Monteiro - Nossa posição é de que esse mandato tem que ser prorrogado por prazo ainda indefinido. Não adianta sair correndo se não tiver certeza de que há uma estrutura que possa funcionar sozinha. A situação é avaliada a cada ano por um grupo de países do qual o Brasil faz parte. Nossa palavra tem sido sempre de que é preciso manter.

ABr
- A Austrália mantém no Timor um contingente militar maior que o das Nações Unidas. Essa presença maciça não pode atrapalhar a criação de uma identidade nacional?

Monteiro - Criou-se essa situação, que não é a ideal. O Brasil preferiria que houvesse tropas das Nações Unidas para atender as necessidades de segurança, mas o governo se sentiu ameaçado com o conflito de 2006 porque havia dissidências de militares, pessoas armadas e treinadas. O governo do Timor então fez um apelo emergencial à Austrália, país mais próximo, e também à Nova Zelândia e a Portugal para que enviassem tropas. Não há dúvida de que a ajuda era necessária, mas a quantidade de militares, o tipo de armamento que levaram nos deixa muito preocupados porque são militares de ataque. O que havia era uma situação de insegurança, deveriam ter sido enviados policiais militares, como fez Portugal. Enviaram o Exército, e está lá. Deixa uma impressão preocupante, deve estar causando uma reação negativa no povo, não temos como medir. Isso acabou resultando em uma cordo entre Austrália, o Timor e as Nações Unidas pelo qual ficou reconhecida a cooperação australiana nos moldes em que ela foi oferecida. Não podemos dizer que isso significa uma tutela, um controle, o governo do Timor atua de forma independente. Mas traduz, certamente, uma preocupação estratégica da Austrália com a situação do Timor, que é o país mais próximo de seu território. É óbvio que a Austrália vai continuar mantendo, tanto quanto possível, uma presença muito forte lá.

ABr
- O interesse maior da Austrália é político ou econômico?

Monteiro - A Austrália faz a exploração do petróleo, mas acho que é mais do que isso. O Timor é uma área que estava conturbada e é muito próxima. Não pode haver ali um governo que seja hostil à Austrália.

ABr - Há uma aliança entre o governo de Ramos-Horta e a Austrália?

Monteiro
- Não podemos dizer que seja uma aliança. É um reconhecimento, de fato, de que este parceiro é incontornável, é necessário. Mas Ramos-Horta também está buscando parceria com a Indonésia. A primeira visita que fez depois de eleito foi à Indonésia, onde levou uma mensagem muito clara de que é preciso apagar o passado, fazer a reconciliação e entender a realidade de que eles estão juntos, umbilicalmente ligados, e a parceria entre os dois é muito natural.

Entrevista 2 - Brasil ajuda na reconstrução do Timor desde o ensino à Constituição

Agência Brasil
23 de Março de 2008

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Na segunda parte de entrevista exclusiva à Agência Brasil, o novo embaixador do Brasil no Timor Leste, Édson Monteiro, fala sobre o que ainda falta para a estabilização do país asiático, enumera as área de cooperação brasileira e comenta o papel do Brasil e da comunidade internacional no processo de construção do país.

ABr - O Brasil apoiou o processo de independência do Timor-Leste e comprometeu em colaborar na elaboração da Constituição de um estado timorense democrático e estável. O que falta para a estabilização do país?

Monteiro - O essencial é o fortalecimento da capacidade de governança do país. As Nações Unidas estão no país desde 1999. O país partiu praticamente do zero. Nove anos depois muita coisa já está feita, já há um Parlamento funcionando, já há um governo com vários ministérios estabelecidos, mas nem esse Parlamento nem este governo dispõem de todos os quadros até para se administrar. O Ministério da Agricultura precisa ter quadros para que possa planejar e executar todos os programas agrícolas. O Ministério das Finanças precisa ser capaz de conceber programas, orçamentos, distribuir recursos, acompanhar a execução orçamentária. Eles, francamente, não têm capacidade de fazer isso, e o país fica sem condições de executar programas que são necessários para se desenvolver, incorporar pessoas ao mercado de trabalho, criar infra-estruturas, criar oferta dos produtos e serviços que são necessários. Eles sabem o que precisam fazer, até têm pessoas preparadas, mas ainda precisam de muita contribuição até que possam ser capazes de se administrar sozinhos. A idéia é sempre que se forme alguns técnicos e que estes venham a formar outros. Mas é uma tarefa muito grande e ainda há necessidade de incorporação de pessoas para irem trabalhando enquanto os timorenses aprendem.

ABr - Em que áreas o Brasil já coopera com o Timor Leste?

Monteiro - O regimento interno do Parlamento, o plano nacional de educação e o primeiro projeto de criação de um sistema tributário foram feitos por brasileiros. Outra área interessantíssima é o Judiciário. Até hoje não há uma Suprema Corte no Timor e os timorenses não têm juízes, promotores e defensores em número suficiente para operar o Judiciário. Há juízes de outros países, inclusive brasileiros, julgando. Temos quatro juízes presidindo tribunal, decidindo casos. Advogados timorenses estão sendo submetidos a concursos, a treinamento, e se espera que em dois ou três anos possam também exercer o cargo de juízes, mas decorrerá algum tempo até que tenham esta capacidade. E há 40 professores brasileiros lá. Foram para fortalecer o conhecimento específico de professores timorenses, foram ensinar um pouco mais de matemática, de biologia, de história, de química para que eles melhorassem a sua capacidade. E alguns foram lecionar português. É um programa de três anos que está sendo renovado e novos professores devem chegar lá ainda no final deste semestre.

ABr - O ensino do português é a principal frente de cooperação do Brasil com o Timor?

Monteiro - Essa é uma frente estruturante. Isso é importante porque o Timor tomou a decisão de adotar o português como língua oficial, é uma decisão política. Um percentual muito pequeno fala português, mas o governo atual vê no português um elemento de unificação. Há 16 dialetos no Timor e é preciso criar uma língua. Poderia ser o inglês, o indonésio. Mas isso, para o governo do Timor, seria um elemento quase de perda de identidade nacional. No período da luta pela independência, constaram que em todas as partes do Timor havia pelo menos algumas pessoas falando português, e estas pessoas acabaram sendo o núcleo da luta contra as tropas indonésias. Criou-se, aí, um simbolismo, o português foi a língua da luta pela independência, eles querem manter isso, e o Brasil tem todo o interesse em ajudar, assim como Portugal e os outros países de língua portuguesa.

ABr - E a área de previdência?

Monteiro - O governo do Timor pediu uma grande contribuição brasileira para criação de um sistema de previdência social, que não existe. Outro pedido que foi feito foi a criação de um programa de transferência de renda para pessoas de maior idade, semelhante a um programa que existe no Ministério do Trabalho. Isso são promessas eleitorais do presidente Ramos-Horta. Eles têm recursos, o fundo de petróleo está crescendo muito, há quem fale em US$ 1,5 bilhão, outros já falaram que está em US$ 3 bilhões. Com estes recursos eles podem fazer um programa, ainda limitado de aposentadoria para um número pequeno de pessoas, de transferência de renda para um grupo pequeno de pessoas, e de previdência também. Este embrião vai crescer.

ABr - Também há entendimentos na área agrícola. Como está essa cooperação?

Monteiro - Já tivemos uma primeira atuação para melhorar a produção de café do Timor. O café é o produto tradicional, era o grande produto de exportação. Com o abandono durante a rebelião contra a Indonésia, o café perdeu muito de sua produtividade. Já mandamos equipes da Embrapa para treinar pessoas no manejo das plantações. Eles têm um café de excelente qualidade, orgânico, com preço altíssimo no mercado internacional e uma ajuda dessa pode ter uma grande repercussão sobre a situação econômica deles.

ABr - Existe um projeto na área de reflorestamento, não?

Monteiro - O Ramos-Horta pediu ao Brasil um projeto de reflorestamento para tentar recuperar o que foi destruído ao longo da colonização. É um projeto trilateral, com o apoio da Indonésia. Técnicos indonésias foram conosco ao Timor em uma primeira missão, em janeiro. Estamos agora trabalhando no texto de um projeto.

ABr - O Brasil tem algo a ganhar com essa cooperação ou é uma via de mão única?

Monteiro - Cooperação é sempre de duas vias. Consideramos a cooperação técnica um conceito mais moderno que assistência técnica. Se pode até dizer que neste momento é basicamente assistência, mas as pessoas da Embrapa que lá foram ajudar a cuidar do café orgânico também aprenderam. Lá o café é cultivado à sombra de grandes árvores, por exemplo. Também trouxemos alguma mudas dos tipos de café que são cultivados lá para serem objeto de experiência. Pode haver uma reciprocidade, alguma coisa sempre se aprende. Mas é claro que em um projeto conjunto, a maior parte dos recursos tem que sair do Brasil.

Nota de Rodapé:

"O Brasil apoiou o processo de independência do Timor-Leste e comprometeu em colaborar na elaboração da Constituição de um estado timorense democrático e estável".

Obviamente isto trata-se de um lapso do jornalista ou de quem editou a notícia e fez o título da mesma. A "constituição" aqui não é de certeza a Constituição Timorense, mas a consolidação do Estado...



Entrevista 2 - Brasil ajuda na reconstrução do Timor desde o ensino à Constituição

Entrevista 1 - Estabilidade no Timor só será alcançada se o governo acalmar dissidências, diz embaixador

Agência Brasil
23 de Março de 2008


Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta, teve alta esta semana depois de mais de um mês internado em um hospital da Austrália. Nas próximas semanas, deve reassumir o comando de seu país.

A concertação com as forças de oposição e a resistência em busca da união nacional será o principal desafio de Ramos-Horta na avaliação do novo embaixador do Brasil no Timor Leste, Édson Monteiro.

Ramos-Horta foi atingido a tiros no dia 10 de fevereiro, em sua residência, em Dili. O ataque foi comandado pelo major Alfredo Reinado, que morreu em troca de tiros com os seguranças do presidente. Em 2006, o major liderou um movimento rebelde de militares demitidos, que resultou em uma onda de violência pelo país.

O embaixador brasileiro - que assume a representação diplomática no Timor Leste no próximo dia 25 - acredita que a desejada estabilidade só será alcançada se o atual governo acalmar as dissidências nas Forças Armadas e entrar em acordo com a Frente Revolucionária de Timor Leste Independente - Freitilin, grupo que comandou a luta pela independência do país e hoje tem a maior bancada no Parlamento timorense, mas está fora do poder.

Colonizada por portugueses, a parte oriental da ilha de Timor foi abandonada pelo governo de Lisboa em 1975, após a Revolução dos Cravos. Até 1999, a região foi dominada pelo governo da Indonésia. Em 1999, em referendo organizado pela Organização das Nações Unidas, 98% dos timorenses decidiram pela independência.

Milícias contrárias à independência e as próprias tropas indonésias promoveram atos de violência e a destruição do país. Com a retirada da Indonésia, até a independência, em 2002, o Timor Leste ficou sob administração transitória das Nações Unidas, a cargo do brasileiro Sérgio Vieira de Melo, então subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU.

O Brasil participa desse processo desde o princípio. Em 1999, logo após o plebiscito, foram definidas áreas com potencial para cooperação técnica. Em 2000, o governo brasileiro assinou um protocolo de cooperação com a administração transitória das Nações Unidas. Em 2005 foi promulgado o acordo básico, que dá sustentação aos projetos de cooperação bilateral.

Hoje, o Brasil apóia iniciativas de reconstrução e estabilização e monta projetos de cooperação técnica para transferência de conhecimento.

O regimento interno do Parlamento timorense, o plano nacional de educação do Timor Leste e o primeiro projeto de criação de um sistema tributário no país foram elaborados por profissionais brasileiros.

O Timor- Leste é o terceiro país no qual o Brasil mais investe. Não há transferência de recursos, mas custos de projetos. Dos US$ 22,97 milhões destinados pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) à cooperação Sul-Sul até 2006, US$ 2,1 milhões foram gastos em projetos no país asiático – montante inferior apenas aos investimentos no Haiti (US$ 2,7 milhões ) e em Cabo Verde (2,2 milhões).

“É a maior atividade conjunta de organismos internacionais em qualquer lugar do mundo: Nações Unidas, Banco Mundial, Banco da Ásia. Há um grande programa de cooperação, porque o país precisa de quase tudo em termos de organização como país”, resume o novo embaixador do Brasil no Timor-Leste.

“Tem que se organizar governo, o Parlamento, os planos e os currículos para educação, a maneira de cobrar imposto, de refazer uma infra-estrutura, que foi quase inteiramente destruída no período de luta pela independência”, enumera.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Édson Monteiro cita as áreas de cooperação atual e futura do Brasil com o único país asiático de língua portuguesa, faz uma análise do atual contexto político timorense e fala sobre o papel do Brasil e da comunidade internacional no processo de reconstrução e estabilização do país.

Agência Brasil - Os recentes atentados contra o presidente José Ramos-Horta e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, demonstram que ainda falta muito para o Timor-Leste se estabilizar politicamente? Ainda há forças de resistência à independência?

Édson Monteiro - Existem dissensões dentro do país. Se pode imaginar as tensões que se criaram em 24 anos de ocupação indonésia. Uns se revoltaram completamente, outros se conformaram e alguns aderiram. Muitos dos que aderiram efetivamente e até participaram da repressão e do controle do país se refugiaram na parte indonésia da ilha do Timor, mas muitos ficaram. Há um processo de reconciliação que precisa ser feito, que ainda não está completo, ainda há desconfianças. É até geográfico, há uma tensão entre a parte mais a leste da ilha, longe da Indonésia, e a parte mais próxima. É nesta área que se concentrou boa parte da atividade dos membros da Fretilin [Frente Revolucionária de Timor Leste Independente] que lutavam contra a Indonésia. E essa tensão também e manifesta dentro das Forças Armadas. Este é um dos motivos da briga de 2006. Alguns militares acharam que estavam sendo prejudicados. E há um problema geral que é o reconhecimento do que os guerrilheiros fizeram na luta pela independência, eles têm que ter algum tipo de prêmio, de pensão, de título. Isso é uma coisa que vinha sendo discutida de uma forma muito indecisa. Depois de 2006, tornou-se um tema premente e o governo tem a determinação de realmente atender a essas reivindicações. Aquele militar que estava rebelado simbolizava estas dificuldades, mas que não são incontornáveis. O que o presidente Ramos-Horta estava fazendo, e disse isso aqui no Brasil, era negociar uma saída. Ele antecipou seu retorno ao país dizendo que as negociações estavam avançando e precisava estar no Timor.

ABr - Que tipo de negociação, em qual direção? Isso inclui a oposição?

Monteiro - No sentido de trazer o militar rebelde de volta, deixar claro para ele que seriam atendidas as reivindicações consideradas justas e também fazer um acordo político com a oposição. Essa oposição é fundamentalmente a Fretilin, que foi a força que comandou a luta pela independência. É uma situação politicamente complicada. O grupo que comandou a luta pela independência hoje está fora do poder. Eles têm o maior número de deputados, mas os outros se uniram e elegeram o presidente do Parlamento, o que deixou alguma insatisfação. Em seu livro, Ramos-Horta diz que depois da independência seria necessário um governo de união nacional, todas as forças do país deverão estar juntas em um projeto de reconstrução nacional.

ABr - Esse é o ideal de qualquer governante...

Monteiro - Na prática a coisa não é tão fácil, mas é necessário.

ABr - Mas é possível? Qual o papel da comunidade internacional?

Monteiro - A contribuição internacional deve ser no sentido de estimular todos os grupos políticos do Timor a se aproximarem, a deixarem de lado as diferenças e trabalharem juntos em um projeto nacional. Toda vez que eu me encontrar com um deputado timorense terei este mesmo discurso: vocês precisam se entender, precisam se unir, colocar o interesse do país acima destas diferenças.

ABr - Isso não terá um preço, como em qualquer país?

Monteiro - A Fretilin poderá dizer que só faz isso se ganhar um ministério. Aí se vê isso aqui no Brasil, se vê em todos os lugares. É preciso negociar e encontrar uma fórmula que preserve o interesse de um lado e atende ao desejo de outro.

ABr - Há disposição do atual governo de fazer este tipo de negociação, de ceder espaço a todos os grupos?


Monteiro - Acho que sim, toda a comunidade internacional está dizendo isso a eles. Não há outra saída, eles não podem isolar a Fretilin, ela tem uma força enorme, é realmente o partido mais organizado. Acho que eles têm consciência. Como acomodar isso é uma decisão que os timorenses terão que tomar com o nosso incentivo e o nosso apoio. Quando será? Espero que em breve, espero que o presidente volte e quem sabe volte reforçado para convencer os seus partidários de que é preciso acomodar o outro lado. Não vejo como encontrar outra forma de contornar esses conflitos internos que realmente existem.

Ramos-Horta thanks Australia at mass

March 23, 2008 03:58pm
Article from: AAP

EAST Timor President Jose Ramos-Horta has attended Easter Sunday mass in Darwin, his first outing since he was critically injured in an assassination attempt in Dili last month.

Dr Ramos-Horta was flown to Darwin for emergency treatment after rebels shot him near his home on February 11.

He attended Easter mass at Darwin's Catholic cathedral, ABC Radio reported.

"I made a point in coming to the cathedral today, and to thank the people of Australia, the people of Darwin and thank God for saving my life," he said.

Airlifted to Darwin in a critical condition, Dr Ramos-Horta underwent several operations in Royal Darwin Hospital for at least two bullet wounds and is now on the road to recovery.

Dr Ramos-Horta was discharged from Darwin Private Hospital last week, but will remain in the city for several weeks for further treatment.

He is living in a private home in Darwin and is expected to return to Dili in the coming weeks.

Tradução:

Ramos-Horta agradece à Austrália na missa

Março 23, 2008 03:58pm
Artigo de: AAP

O Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta atendeu a missa de Domingo de Páscoa em Darwin, a sua primeira saída desde que ficou ferido com gravidade numa tentativa de assassínio em Dili no mês passado.

Dr Ramos-Horta foi aero-transportado para tratamento de emergência depois de amotinados o terem baleado perto da sua casa em 11 de Fevereiro.

Atendeu a missa de Páscoa na catedral católica de Darwin, noticiou a ABC Radio.

"Vim de propósito hoje à catedral, e para agradecer ao povo da Austrália, ao povo de Darwin e agradecer a Deus por me ter salvo a vida," disse.

Aero-transportado para Darwin em estado grave, o Dr Ramos-Horta sofreu várias operações no Royal Darwin Hospital a pelo menos dois ferimentos provocados por balas e está agora a caminho da recuperação.

O Dr Ramos-Horta teve alta do Darwin Private Hospital na semana passada, mas ficará na cidade mais algumas semanas para mais tratamentos.

Está a viver numa casa particular em Darwin e é esperado que regresse a Dili nas próximas semanas.

Professores portugueses ensinam práticas agrícolas em Timor Leste

Expresso
Castelo Branco
Agrária a caminho de Timor Leste

João Carrega/ Reconquista
19:30 Quinta-feira, 20 de Mar de 2008

A Escola Superior Agrária de Castelo Branco (ESA) está a colaborar com a Universidade Nacional de Timor Leste, ministrando naquele país asiático disciplinas na área das ciências agrárias.

A colaboração que nasceu em 2003 está integrada no Plano de Cooperação do Conselho de Reitores da Universidades Portuguesas e da Fundação das Universidades Portuguesas com Timor Leste. A presença da ESA em Timor tem sido assegurada pelos docentes Pedro Sequeira, Celestino Almeida, João Pedro Luz, Luís Peças, Luís Pinto de Andrade e João Pedro Várzea.

"A partir de 2003 consegui os contactos certos e lancei os desafios aos meus colegas", afirma Pedro Sequeira, docente na Superior Agrária e natural de Timor Leste. "A resposta foi afirmativa e o trabalho desenvolvido é feito em quatro bimestres, num curso de Ciências Agrárias que tem a duração de quatro anos. Neste momento temos lá um docente - Luís Peças - que regressa no início de Março", explica.Quase de malas feitas para o território que o viu nascer, para mais dois meses de aulas na Universidade de Nacional de Timor Leste, Pedro Sequeira mostra-se motivado.

"Na semana da Páscoa parto para lá", diz enquanto lembra que um outro professor da escola, Manuel Vicente, o acompanhará no próximo bimestre de aulas. O facto do ano escolar estar dividido em bimestres deve-se à falta de docentes disponíveis para irem para Timor. Isto porque dada a situação política nem todos os docentes estão dispostos a arriscar. Ainda assim, agora têm havido docentes suficientes".

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.