quinta-feira, março 27, 2008

Rudd to visit UN as ties improve

Ian Munro, New York- March 26, 2008
The Age

PRIME Minister Kevin Rudd will meet United Nations Secretary-General Ban Ki-moon in talks that are expected to cover Australian aid to Afghanistan and the maintenance of security in East Timor.

A spokeswoman for Mr Ban yesterday confirmed the meeting, which was tentatively scheduled for Sunday morning (Australian time), at UN headquarters.

The Rudd Government has signalled that its priorities at the UN include international security and disarmament, human rights and development programs.

In a visit to East Timor last month, Mr Rudd said Australia was looking to provide more support to help it tackle high levels of unemployment, particularly among its youth.

Australia backed the extension of the UN mission in East Timor in February and has also announced a big increase in aid to Papua New Guinea and to Pacific island countries.
At his meeting with Mr Ban, Mr Rudd is expected to outline a renewed commitment to multilateralism and a wish to re-engage with the UN.

Under the Howard government, Australia's relationship with the UN soured over its refusal to authorise the intervention in Iraq. The government was also stung by criticism of Australia's refugee policies.

The Howard government put itself at odds with the UN with its refusal to endorse the Kyoto agreement aimed at reducing greenhouse gas emissions, a position reversed when the Rudd Government was installed. Endorsing Kyoto was the first official act of the Government.
Australia has also announced its support for reforms to the UN organisation.

Tradução:

Rudd vai visitar ONU enquanto laços melhoram
Ian Munro, Nova Iorque - Março 26, 2008
The Age

O Primeiro-Ministro Kevin Rudd vai encontrar-se com o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon para conversas que se espera tratem a ajuda Australiana ao Afganistão e a manutenção da segurança em Timor-Leste.

Ontem uma porta-voz do Sr Ban confirmou o encontro, que está marcado para Domingo de manhã (hora Australiana, na sede da ONU.

O Governo de Rudd sinalizou que as suas prioridades na ONU incluem segurança internacional e desarmamento, direitos humanos e programas de desenvolvimento.

Numa visita a Timor-Leste no mês passado, o Sr Rudd disse que a Austrália estava a pensar dar mais apoio para ajudar a atacar altos níveis de desemprego, particularmente entre os seus jovens.

A Austrália apoiou o prolongamento da missão da ONU em Timor-Leste em Fevereiro e anunciou um grande aumento de ajuda para a Papua Nova Guiné e países ilhas do Pacífico.
No seu encontro com o Sr Ban, espera-se que o Sr Rudd trace um compromisso renovado com o multilateralismo e um desejo de se re-engajar com a ONU.

Sob o governo de Howard, a relação da Austrália com a ONU azedou com a sua recusa para autorizar a intervenção no Iraque. O governo foi também criticado pelas políticas da Austrália sobre refugiados.

O governo Howard pôs-se ele próprio em conflito com a ONU com a sua recusa de endossar o acordo de Kyoto visando reduzir as emissões de gás carbónico, uma posição revertida com a tomada de posse do Governo Rudd. Endossar Kyoto foi o primeiro acto oficial do Governo.
A Austrália anunciou também o seu apoio às reformas da organização da ONU.

terça-feira, março 25, 2008

Timor

Era noite!
Na cidade de Díli
caía a bruma
que descia do Ramelau.
no porto
as últimas embarcações
entravam no cais.
cruzámos nosso olhar e
de mãos dadas,
percorríamos a areia molhada.
a minha vida, suspensa
por um fio...
e o meu sonho, ali estava:
pisara solo timorense,
beijara a terra maubere.
agora, podia morrer!!!

Palmira Marques

Defesa: Portugal propõe partilha de "centros de excelência" de Defesa entre países da CPLP

Maputo, 25 Mar (Lusa) - Portugal vai apresentar em Maio aos seus parceiros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) um projecto de criação de "centros de excelência" na área da Defesa em cada um dos países que compõem a organização.

O projecto, que será apresentado na cimeira de ministros da Defesa da CPLP prevista para Maio, em Timor-Leste, é a concretização da "multilateralização da cooperação técnico-militar" defendida por Lisboa, disse à Agência Lusa o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.

"Estamos numa fase inicial, de procurar em cada um dos países um centro de excelência que cada um pode oferecer e que pode ser interessante para os outros. O passo seguinte é consolidá-lo e pô-lo ao serviço dos outros países. Nesta fase é um período de definição", adiantou.

"A ideia é uma boa ideia. Temos um capital acumulado de experiência e de conhecimento com Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau. Agora, chegamos a um ponto em que é possível pô-lo ao serviço dos outros. Vamos agora procurar quais as especializações que cada um pode oferecer e ser úteis aos outros", acrescentou.

O titular da pasta da Defesa, que acompanha o Presidente da República, Cavaco Silva, na sua visita oficial a Moçambique, manifestou esperança que da reunião prevista para Timor-Leste saia um "projecto consolidado" para a concretização da iniciativa.

Tal como os restantes países membros da CPLP, também Moçambique está a identificar um projecto de cooperação "passível de ser multilateralizado", criando "um centro de excelência que ficará ao serviço" do país e de "outros países da CPLP".

Este princípio ficou, de resto, acordado entre o ministro da Defesa português e o seu homólogo moçambicano, Tobias Dai, que segunda-feira assinaram o acordo que renova o convénio de cooperação técnico-militar entre os dois países, já com 20 anos de vigência.

O novo acordo, observou Nuno Severiano Teixeira, "traz algumas alterações", nomeadamente projectos relacionados com a Marinha, com a formação técnica da Marinha de Guerra e a fiscalização costeira, e com as comunicações militares.

"Moçambique é um território muito vasto, que não tem no plano militar comunicações estabelecidas e naturalmente é necessário estabelecê-las entre as várias unidades. Vai começar pelo levantamento das próprias necessidades da estrutura de comunicações moçambicana", especificou.

O acordo renova, ao mesmo tempo, projectos já em curso "com a introdução de novos objectivos", nomeadamente na Academia Militar Samora Machel, em Nampula (norte).

Portugal vai ainda colaborar na formação de quadros moçambicanos em áreas como o treino de pilotos, laboratórios de aviação ou num centro de medicina e psicologia aeronáutica.

Simultaneamente, prosseguem a formação da Polícia Militar, dos Fuzileiros e das tropas especiais.

PGF
Lusa/fim

Médica de Alvarelhos explicou como ajudou Ramos Horta

O Notícias da Trofa
Quinta, 20 Março 2008

"Doutora, doutora tem que vir, porque o presidente foi baleado!". Eram cerca das 7 horas da manhã, quando Fátima Santos, ao serviço numa equipa do INEM em Timor, foi chamada para prestar os primeiros socorros ao presidente Ramos Horta. Já em Portugal, a médica trofense contou ao NT como tudo se passou.

A convite do INEM, Fátima Santos partiu para Timor a um de Janeiro de 2008 para integrar uma equipa de três elementos que acompanha os militares do Sub-agrupamento Bravo da GNR e nada fazia prever a tentativa de golpe de estado que assolou o país. "Sentia-se um clima de segurança nos últimos tempos e aquilo foi um choque para todos, foi uma coisa súbita porque ninguém estava à espera", afirmou.

"Lembro-me que nesse dia acordei por volta das sete da manhã com o Capitão a bater violentamente à porta do meu quarto a dizer: Doutora, doutora tem que vir, porque o presidente foi baleado! Uma coisa perfeitamente inesperada e portanto rapidamente me levantei, peguei na mala médica, chamei o terceiro elemento da equipa e fomos ter com eles ao local do conflito", contou.

Junto à casa do presidente Ramos Horta já estava o enfermeiro da equipa, Jorge Marques, e os elementos do Corpo de Operações Especiais da GNR que iam nesse dia para um exercício de tiro a Metinaro, uma cidade situada a cerca de 30 quilómetros de Dili.

Enquanto se dirigia para o local, Fátima Santos e a equipa perceberam que o melhor seria transportar de imediato o presidente para o Hospital de Campanha Australiano numa ambulância do Hospital de Dili que lá estava, uma vez que não era seguro permanecer no local. "Estávamos sempre em contacto telefónico e acabamos por perceber que a melhor e mais rápida solução era a de nos encontrarmos já no Hospital Australiano. Foi aí que eu, juntamente com a equipa australiana, prestei os primeiros socorros de estabilização ao senhor presidente", explicou.

Ramos Horta, "esteve sempre consciente, apesar de muito sonolento e a queixar-se de dores violentas, para as quais recebeu tratamento", lembrou. Foram-lhe administrados soros, sangue e feito o primeiro exame físico, onde foram detectados dois ferimentos graves, na zona lombar direita e na região torácica direita, "o da região lombar ainda sangrava bastante", confirmou a médica. Devido à hemorragia persistente "foi decidido levá-lo ao bloco, onde foi feita a exploração da ferida lombar, aberta a barriga para explorar os órgãos abdominais e foi explorada a ferida do tórax", contou. Uma das balas afectou o pulmão direito, "aquela lesão pulmonar era a mais preocupante e a cirurgia demorou mais tempo também por causa dela". Aproximadamente nas primeiras duas horas, entre a sala de emergência e o bloco operatório, necessitou logo de 16 unidades de sangue.

"Depois de tudo estabilizado o senhor presidente foi transportado para a Austrália. Nós regressamos ao quartel ainda meios atordoados", contou a sorrir, depois de saber que agora "já está bem".

Orgulhosa por ter ajudado a salvar o presidente de Timor-Leste, Fátima Santos realçou "estes são os procedimentos do dia a dia que todos os elementos das equipas INEM têm e por acaso aqui era o senhor presidente Ramos Horta, mas se fosse outra vítima o sentimento seria o mesmo, de gratificação por um trabalho bem feito e por termos contribuído para que a pessoa sobrevivesse".

Foi para Timor pelo desafio de estar a trabalhar num meio adverso, quer em situações de emergência, quer em situações de uma medicina de clínica geral e medicina tropical, no apoio médico aos militares da GNR, à população timorense e à comunidade portuguesa em Timor-Leste. Diz ter sido "uma experiência única e extremamente enriquecedora em todos os aspectos". Já em Portugal, a médica trofense de 32 anos, pensa voltar a Timor. "Se não for possível voltar em trabalho, tenho muita vontade de voltar nem que seja de férias ou de visita, porque aquele país fica no coração de qualquer pessoa que lá vá", adiantou.

Fátima Santos, está neste momento no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa - Unidade Padre Américo, em Penafiel, onde trabalha na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente. Em parte do seu tempo desempenha também funções no Serviço de Anestesia e na VMER - Viatura Médica de Emergência e Reanimação do INEM, neste hospital. "Muito esporadicamente faço também um trabalho de tarefa como anestesista no Centro Hospitalar do Porto - Unidade Maternidade de Júlio Dinis", referiu.

Making the most of sudden energy wealth

Bangkok Post, Thailand - Monday March 24, 2008
JO SCHEUER

The discovery of oil and gas off the coast of Cambodia continues to fuel an immense amount of media speculation about the size of the reserves, the amount of revenues they will bring in and how these revenues will be spent. However, there has been little discussion about the immense challenges developing countries like Cambodia face in developing their reserves: for example, the intricately complex pre-production issues, such as negotiating contracts and ensuring environmental safeguards.

Moreover, other vital questions such as how to optimise fund flows, enhance human resources and ensure the competitiveness of non-petroleum industries like agriculture and manufacturing are rarely addressed in the media.

This is also understandable: these issues are highly technical. They are discussed by technocrats and economists in language that often leaves journalists and the public scratching their heads. Perhaps this should change. Maybe it is time for the media to take a more technical and less dramatic look at Cambodia's nascent petroleum industry.

Over the past few years, the United Nations Development Programme (UNDP) has been working closely with the government of Cambodia, the Cambodian National Petroleum Authority, the Norwegian government, and other partners, to examine models used by various countries to develop their petroleum reserves, with the goal of finding one that would be most effective in Cambodia. This is an ongoing process involving numerous partners directed towards a primary goal: fuelling poverty reduction through oil and gas revenues.

This goal is both an ethical imperative and one that makes economic sense. There is universal agreement on this. Unfortunately, however, it is not an easy goal to reach. Many countries _ including developed ones _ have encountered myriad and unexpected economic difficulties in developing their resource wealth, such as a rising exchange rate that hobbles the export competitiveness of manufacturing and agricultural industries.

Still, there are plenty of examples of countries that have successfully harnessed their petroleum and mineral resources to benefit the overall economy, as well as their citizens. Norway stands out and, among developing countries, Timor-Leste is leading the way, due in part to its successful negotiations with Australia for developing an overlapping claims area.

Both of these countries will be sending large delegations to the upcoming conference in Phnom Penh: ''Fuelling poverty reduction through oil and gas revenues _ comparative country experiences''. The 21/2-day event will bring Cambodian and international policymakers, technocrats and global experts together for a series of technical discussion sessions from March 26-28. More than 300 participants, including high-level delegations from more than 10 developing countries and senior executives from global oil and mining firms, will attend.

Issues on the agenda are crucial _ and not just for Cambodia. There is a market driven scramble to find new petroleum sources around the globe. This is expanding exploration and drilling to new, potentially petroleum-rich countries in the developing world. These countries face severe disadvantages in developing their resource wealth, as was pointed out at a high-level meeting on oil and gas development in Doha last September.

The Cambodian government sent a delegation to Doha, which brought together policymakers well versed in the art of developing and managing petroleum reserves, with those facing the daunting task of building institutions and frameworks from scratch.

The major disadvantages faced by developing countries include a lack of technical expertise and knowledge when negotiating and managing commercial relations with major petroleum companies, as well as gaps in institutional capacity.

The latter presents an unenviable conundrum: how can a developing country afford to swiftly build up the capacity of its petroleum-sector institutions before the anticipated revenues have begun to flow in?

Another question, raised at the Doha meeting, was how to effectively design and establish regulatory frameworks and compliance mechanisms that will eventually oversee a petroleum sector whose full reserves have yet to be reliably assessed.

As Cambodia's delegation to the Doha conference pointed out, their predicament is far from unique. Part of their solution is to bring the messages of Doha home. Our shared goal is that this week's ground-breaking conference encourages informed discussion about the foundation the Cambodian government must build to develop its petroleum and mineral reserves in ways that maximise benefits to the country and its citizens, safeguards the environment, ensures increased prosperity, and creates a legacy of rising opportunities for future generations.

Jo Scheuer is country director, UNDP Cambodia.

Tradução:

Fazer o máximo da súbita riqueza de energia

Bangkok Post, Tailândia - Segunda-feira Março 24, 2008
JO SCHEUER

A descoberta de petróleo e de gás na costa do Cambodja continua a alimentar uma enorme especulação nos media acerca do tamanho das reservas,a quantidade de rendimentos que trarão e como serão gastos esses rendimentos . Contudo tem havido pouca discussão acerca dos imensos desafios que países em vias de desenvolvimento como Cambodja enfrentam para desenvolver as suas reservas: por exemplo, as questões intrincadamente complexas da pré-produção, tais como negociação de contractos e assegurar a salvaguarda do ambiente.

Mais ainda, outras questões vitais tais como optimizar entradas de fundos, aumentar recursos humanos e garantir a competitividade de indústrias não-petrolíferas como a agricultura e manufacturas são raramente abordadas nos media.

Isso é compreensível: estas questão são altamente técnicas . São discutidas por burocratas e economistas em linguagem que deixa muitas vezes jornalistas e a população a coçar a cabeça. Isto deve mudar talvez. Talvez chegou a altura para os media terem um olhar mais técnico e menos dramático para a indústria nascente do petróleo no Cambodja.

Nos últimos anos, o Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP) tem estado a trabalhar de perto com o governo do Cambodja, a Autoridade Nacional Cambodjana do Petróleo, o Governo Norueguês, e outros parceiros para examinar modelos usados por vários países para desenvolver as suas reservas do petróleo, com o objectivo de encontrar um que seja mais eficaz no Cambodja. Este é um processo em curso envolvendo numerosos parceiros direccionados com um objectivo principal: alimentar a redução da pobreza através dos rendimentos do petróleo e do gás.

Este objectivo é duplamente um imperativo ético e um imperativa que economicamente tenha sentido. Há uma concordância universal sobre isto. Infelizmente, contudo, não é um objectivo fácil de alcançar. Muitos países _ incluindo os desenvolvidos _ encontraram muitas e não esperadas dificuldades económicas para desenvolver as suas riquezas de recursos, tais como aumento de taxas que magoa a competitividade de exportação de indústrias manufactureiras e agrícolas.

Apesar disso, há ainda bastantes exemplos de países que tiveram sucesso em organizar os seus recursos de petróleo e minerais para beneficiar a economia geral , bem como os seus cidadãos. A Noruega é um exemplo, nos países desenvolvidos, Timor-Leste está a liderar o caminho, devido em parte ao sucesso nas negociações com a Austrália para desenvolver uma área sobreposta disputada.

Ambos estes países vão enviar grandes delegações à próxima conferência em Phnom Penh: ''Alimentar a redução da pobreza com os rendimentos do petróleo e do gás _ experiência comparativa de países''. O evento de 2 1/2 dias trará decisores políticos Cambodjanos e internacionais, tecnocratas e peritos globais juntos para uma série de sessões de discussão técnica em 26-28 Março. Mais de 300 participantes, incluindo delegações de alto nível de mais de 10 países em vias de desenvolvimento e executivos de topo de firmas de petróleo e de mineração globais, estarão presentes.

Questões na agenda são cruciais _ e não apenas para o Cambodja. Há uma luta guiada pelo mercado para encontrar novas fontes de petróleo à volta do globo. Há uma expansão da exploração e de perfurações para novos e, potencialmente ricos em petróleo países nos países em desenvolvimento. Esses países enfrentam graves desvantagens para resolver as suas riquezas em recursos, como foi apontado num encontro de alto nível sobre o desenvolvimento do petróleo e do gás em Doha em Setembro passado.

O governo Cambodjano enviou uma delegação a Doha, que juntou decisores políticos bem versados na arte de desenvolver e gerir reservas petrolíferas, com aqueles que enfrentam a grande tarefa de construir instituições e molduras desde o princípio.

As maiores desvantagens enfrentadas por países em vias de desenvolvimento incluem a falta de especialidades técnicas e de conhecimentos quando negociam e gerem relações comerciais com as grandes companhias de petróleo, bem como de falhas em capacidades institucionais.

O último apresenta uma questão não invejável: como é que pode um país em vias de desenvolvimento permitir-se construir a capacidade das instituições do seu sector do petróleo rapidamente antes de terem começado a entrar os rendimentos antecipados?

Uma outra questão levantada no encontro de Doha, foi como desenhar e estabelecer com eficácia molduras reguladoras e mecanismos de fiscalização que eventualmente fiscalizem um sector do petróleo cujas reservas totais têm ainda de ser avaliadas com fiabilidade.

Como apontou a delegação do Cambodja à conferência de Doha, a sua situação está longe de ser única. Parte da solução é trazer para casa as mensagens de Doha. O nosso objectivo partilhado é que a conferência de partir pedra desta semana encoraje discussões informadas acerca da fundação que o governo do Cambodja deve construir para desenvolver as reservas de petróleo e minerais de modo a maximizar os benefícios para o país e para os seus cidadãos, salvaguardar o ambiente, garantir o aumento da prosperidade e criar uma herança de crescentes oportunidades para as gerações futuras.

Jo Scheuer é o director do país do UNDP Cambodja.

Quatro fugitivos renderam-se

JN, 25/03/08

Quatro indivíduos do grupo de fugitivos do ex-tenente Gastão Salsinha que se renderam no sábado às autoridades, na sequência da operação "Halibur", foram já ouvidos pelo procurador-geral da República, afirmou fonte da força de defesa de Timor-Leste.

"Renderam-se quatro indivíduos do grupo de Gastão Salsinha, que entregaram três armas duas HK3 e uma metralhadora", afirmou, ontem, à agência Lusa fonte da força de defesa de Timor-Leste.

Os quatro fugitivos entregaram- -se às autoridades, no sábado à tarde, no distrito de Aileu, "dentro do espírito da operação de captura 'Halibur' (operação conjunta das forças de defesa e polícia nacional timorenses, com vista à captura dos fugitivos dos ataques contra o presidente, Ramos-Horta, e contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, no dia 11 de Fevereiro), levando-os a render-se através da persuasão em vez da utilização de armas ou de força", adiantou.

Segundo a mesma fonte, os fugitivos do grupo de Gastão Salsinha já foram presentes ao procurador-geral de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro.

O líder dos peticionários das Forças Armadas, Gastão Salsinha, está em fuga desde o duplo ataque contra o presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão.

O ex-tenente Gastão Salsinha liderou o ataque a Xanana Gusmão, pouco depois de Alfredo Reinado ter atacado a residência de José Ramos-Horta, sendo abatido a tiro nessa ocasião.

UNMIT – MEDIA MONITORING - Tuesday, 25 March 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

TVTL News Coverage


MPs absent with no justification: Related to the unjustified absence of certain members of the National Parliament, the Vice President of the National Parliament, Maria Paixão, has appealed to all MPs to retain their credibility as the peoples’ representative.

“Previously some of us actively criticized other MPs, but right now they are doing what they were criticizing,” said Ms. Paixão.

Separately, Democratic Party MP, Teresa Carvalho, said that some MPs were not turning up to the National Parliament and were getting other MPs to sign in for them.

“Some of the MPs are absent, but are still being signed in by other MPs so that they can receive their full monthly salaries,” said Ms Carvalho on Monday (24/3) in Dili.

UN representatives to work with TL Gov in security areas: A United Nations Delegation [DPKO] held a meeting with the F-FDTL Commander Brigadier General Taur Matan Ruak to discuss security sector reform in Dili.

“We discussed the reform of the security sector. The UN should work with the Government of Timor-Leste to achieve this reform by providing and developing training for the future of security sector of this country,” said Commander Taur Matan Ruak on Monday (24/3) in the Memorial Hall, Dili.

RTL News Coverage

95 IDP Families of Canossa Has Laran camp return home: Ninety five IDP families who were residing at the Canossa Has Laran Camp returned home today (Tuesday, 25/3) after having their data verified by the Ministry of Social and Solidarity.

The families are still waiting to receive the Government’s recovery funds. The Ministry of Social and Solidarity will review its policy on the recovery fund as some IDPs have misused their funds by using the money to throw farewell parties rather than using it to rehabilitate their homes.

Joint Operation conducts community dialogue: The Commander of the Dili District PNTL, Pedro Belo, said that the community dialogue conducted by the F-FDTL/PNTL Joint Operation in Dili has had a good effect and has supported field operations.

According to Commander Belo, community leaders have proposed to conduct such dialogue around the country to create stability. He also said that the dialogue has forced illegal occupants out of houses belonging to IDPs and that local people are ready to welcome the IDPs back to their Bairo.

Print Coverage

Hercules rejects accusations of involvement in February 11: Timorese businessman, Hercules Rosario Marçal, has strongly rejected accusations that he may be investigated in relation to the events of February 11. Hercules has denied any involvement in the events.

Hercules said that he had visited Timor-Leste to look for investment opportunities. “I just laughed when I heard on the news that a politician had mentioned my name in relation to attempts made against PR Horta and PM Xanana. It’s funny. I am a citizen of Indonesia even though I am a Timorese … how could I have bad intentions like that?” said Hercules on Monday (24/3). The politician mentioned is the President of the Social Democratic Party (PSD), Mario Viegas Carrascalão, who had previously stated that the inquiry into February 11 may be broadened to investigate many people, including Hercules.

Hercules said that he would only take the statement seriously if it came from the State of Timor-Leste. “If this is the statement of the Government or PM Xanana Gusmão or PGR Longuinhos Monteiro, then I will be concerned … however this is just from a politician,” said Hercules.

Separately, the Indonesian Embassy in Timor-Leste said that it is too early to determine Hercules’ involvement in the February 11 events. “I think it is too early to conclude this. If Hercules becomes a target of the Prosecutor General for investigation, then this may be considered, but until now it is still just a rumour,” said Vitor Josep Sambuaga, the Second Secretary of Foreign Political Affairs. (TP)

TL presents 6 priorities for Donor’s meeting: The Government of Timor-Leste will present six areas of priority to countries during the Donor meeting to support Timor-Leste held on 28-29 March 2008 in Dili. The Minister of Foreign Affairs, Zacarias Albano da Costa, said that the six priorities include infrastructure, youth support, support to IDPs, petitioners and social packages. Minister Zacarias said that the Donor meeting will be held in the new office of the Ministry of Foreign Affairs in Pantai Kelapa, Dili. (TP)

Bishop Basilio: negotiations with rebels makes a fool of State of Siege: The Bishop of Baucau Diocese, Basilio do Nascimento has criticised the State of Siege, arguing that it is pointless to have a State of Siege if the State is still looking to negotiate with Salsinha. “We established a State of Siege in order to be able to capture Sasinha, and then we go about trying to negotiate with him. With a situation like this, I seriously question the credibility of the State,” said the Bishop. The Bishop made these comments in reference to the meeting held between the Prosecutor General Longuinhos Monteiro and the rebel groups of Alfredo and Salsinha on Thursday (20/3) in Baucau. The Bishop further said that it is a dangerous situation if the leaders responsible for justice act in this manner. (TP)

Gov gives importance to IDPs and petitioners for Donor meeting: The Minister of Foreign Affairs Zacarias Albano da Costa said that the Government of Timor-Leste has prepared six important points to be presented to donor countries during the meeting held in Dili. According to Minister Zacarias, the meeting will determine what areas of the nation’s development will be supported by the donors. (STL)

State of Siege unnecessary: The Social Democratic Party (PSD) MP Mario Viegas Carrascalão has taken a strong stance against the decision of the Government to extend the State of Siege to western districts and to impose a State of Emergency on the eastern districts.

According to Mr Carrascalão, these extensions diminish the credibility of the nation. “I do not agree with a State of Siege just to allow the State to pursue the rebels,” said Mr. Carrascalão. Mr. Carrascalão has also asked Salsinha and his group not to waste time by waiting for the arrival of President Ramos-Horta to surrender.

Separately, Democratic Party MP, Vital dos Santos, has argued that a State of Siege is usually implemented when a nation in threatened by outside forces. He suggested that the Government could still mandate the PNTL and F-FDTL to purse Salsinha and his group without imposing a State of Siege.

Meanwhile, Fretilin MP, Arsenio Bano, said that even though this is the fourth State of Siege, the Government has still been unable to prove who was behind the events of February 11. (STL)

Defence Minister of NZ visits Timor-Leste: The Defence Minister of New Zealand, Phill Goff, is visiting Timor-Leste to discuss the relationship between Timor-Leste and New Zealand. Mr Goff will also visit the New Zealand troops on duty within the International Stabilization Forces. Mr Goff will meet Prime Minister Xanana Gusmão to discuss the relationship between the two nations in the areas of defence and security. There are 150 New Zealand soldiers currently deployed in Timor-Leste. (STL)


National News Sources:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)

Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Terça-feira, 25 Março 2008

"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e do seus conteúdo não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL Não houve Cobertura de Notícias

TVTL Cobertura de Notícias

Deputados ausentes sem justificação: Em relação às ausências não justificadas de alguns membros do Parlamento Nacional, a Vice-Presidente do Parlamento Nacional, Maria Paixão, apelou a todos os deputados para manterem a sua credibilidade como representantes do povo.

“Anteriormente, alguns de nós criticámos outros deputados, mas nesta altura estão a fazer o que criticavam,” disse a Srª. Paixão.

Em separado, a deputada do PD, Teresa Carvalho, disse que alguns deputados não apareciam no Parlamento Nacional e punham outros deputados a assinar por eles.

“Alguns dos deputados estão ausentes, mas outros assinam por eles para que possam receber o salário completo no fim do mês,” disse a Srª Carvalho na Segunda-feira (24/3) em Dili.

Representantes da ONU trabalham com o Governo de TL em áreas da segurança: Uma delegação da ONU [DPKO] teve um encontro com o Comandante das F-FDTL Brigadeiro General Taur Matan Ruak para discutir a reforma do sector da segurança em Dili.

“Discutimos a reforma do sector da segurança. A ONU deve trabalhar com o Governo de Timor-Leste para alcançar esta reforma providenciando e desenvolvendo formação para o futuro do sector da segurança deste país,” disse o Comandante Taur Matan Ruak na Segunda-feira (24/3) no Memorial Hall, Dili.

RTL Cobertura de Notícias

95 Famílias de deslocados do Campo de Canossa Has Laran voltaram a casa: Noventa e cinco famílias que viviam no Campo de Canossa Has Laran voltaram hoje a casa (Terça-feira, 25/3) depois de terem a sua informação verificada pelo Ministério da Solidariedade Social.

As famílias estão ainda à espera de receber o fundo de recuperação do Governo. O Ministério da Solidariedade Social vai rever a sua política sobre o fundo de recuperação dado que alguns deslocados usaram mal o dinheiro ao darem festas de despedidas em vez de o usarem para recuperar as casas.

Operação Conjunta conduz diálogo comunitário: O Comandante da PNTL do Distrito de Dili , Pedro Belo, disse que o diálogo comunitário conduzido pela Operação Conjunta F-FDTL/PNTL em Dili teve um bom efeito e apoiou as operações de campo.

De acordo com o Comandante Belo, líderes da comunidade propuseram a condução de tais diálogos pelo país para criar estabilidade. Disse também que o diálogo tem forçado ocupantes ilegais a saírem de casas que pertencem a deslocados e que as pessoas locais estão prontas a darem as boas vindas aos deslocados nos seus Bairros.

Cobertura Impressa

Hercules rejeita acusações de envolvimento no 11 de Fevereiro: O homem de negócios Timorense, Hércules Rosário Marçal, rejeitou fortemente as acusações que pode ser investigado em relação aos eventos de 11 de Fevereiro. Hércules tem negado qualquer envolvimento nos eventos.

Hércules disse que tinha visitado Timor-Leste para procurar oportunidades de investimento. “Apenas me ri quando ouvi as notícias que um político tinha mencionado o meu nome em relação com os atentados feitos contra PR Horta e PM Xanana. É engraçado. Sou um cidadão da Indonésia mesmo apesar de ser Timorense … como é que podia ter essas más intenções?” disse Hércules na Segunda-feira (24/3). O político mencionado é o Presidente do PSD, Mário Viegas Carrascalão, que anteriormente tinha afirmado que o inquérito ao 11 de Fevereiro pode ser alargado para investigar muita gente, incluindo Hércules.

Hércules disse que apenas tomará a afirmação com seriedade se vier do Estado de Timor-Leste. “Se isso for uma declaração do PM Xanana Gusmão ou PGR Longuinhos Monteiro, estão ficarei preocupado … enquanto que esta é apenas dum político,” disse Hércules.

Em separado, a Embaixada Indonésia em Timor-Leste disse que é demasiado cedo para determinar o envolvimento de Hércules nos eventos de 11 de Fevereiro. “Penso que é demasiado cedo para concluir isso. Se Hércules se tornar um alvo do Procurador-Geral para a investigação, então pode ser considerado, mas até agora isso é apenas um rumor,” disse Vitor Josep Sambuaga, o Segundo Secretário dos Assuntos Políticos Estrangeiros. (TP)

TL apresenta 6 prioridades para o encontro dos Dadores: O Governo de Timor-Leste apresentará seis áreas prioritárias aos países durante o encontro de Dadores para apoiar Timor-Leste a realizar em 28-29 Março 2008 em Dili. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa, disse que as seis prioridades incluem infraestruturas, apoio à juventude, apoio a deslocados, peticionários e pacote social. O Ministro Zacarias disse que o encontro de Dadores se realizará no novo gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Pantai Kelapa, Dili. (TP)

Bispo Basílio: negociações com amotinados fazem do Estado de Sítio uma tolice: O Bispo da Diocese de Baucau, Basílio do Nascimento criticou o Estado de Sítio, argumentando que não faz sentido ter um Estado de Sítio se o Estado ainda procura negociar com Salsinha. “Estabelecemos um Estado de Sítio para sermos capazes de capturar Sasinha, e depois andamos às voltas a tentar negociar com ele. Com uma situação como esta, questiona seriamente a credibilidade do Estado,” disse o Bispo. O Bispo fez estes comentários em referência ao encontro realizado entre o Procurador-Geral Longuinhos Monteiro e o grupo dos amotinados de Alfredo e Salsinha na Quinta-feira (20/3) em Baucau. O Bispo disse também que esta é uma situação perigosa se os líderes responsáveis pela justiça actuam desta maneira. (TP)

Governo dá importância a deslocados e peticionários para o encontro de dadores: O Ministro dos Negócios Estrangeiros Zacarias Albano da Costa disse que o Governo de Timor-Leste tem preparado seis pontos importantes para apresentar aos países dadores durante o encontro a realizar em Dili. De acordo com o Ministro Zacarias, o encontro determinará que áreas do desenvolvimento da nação serão apoiadas pelos dadores. (STL)

Estado de Sítio desnecessário: O deputado do PSD Mário Viegas Carrascalão tomou uma posição forte contra a decisão do Governo de prolongar o Estado de Sítio aos distritos do oeste e impor um Estado de Emergência aos distritos do leste.

De acordo com o Sr Carrascalão, esses prolongamentos diminuem a credibilidade da nação. “Não concordo com o Estado de Sítio apenas para permitir que o Estado persiga os amotinados,” disse o Sr. Carrascalão. O Mr. Carrascalão pediu também ao Salsinha e ao seu grupo para não perderem tempo à espera da chegada do Presidente Ramos-Horta para se render.

Em separado, o deputado do PD, Vital dos Santos, argumentou que um Estado de Sítio é geralmente implementado quando uma nação é ameaçada por forças exteriores. Sugeriu que o Governo pode ainda mandatar a PNTL e a F-FDTL a perseguirem Salsinha e o seu grupo sem impor um Estado de Sítio.

Entretanto, o deputado da Fretilin, Arsénio Bano, disse que mesmo apesar deste ser o quarto Estado de Sítio, o Governo não foi ainda capaz de provar quem esteve por detrás dos eventos de 11 de Fevereiro. (STL)

Ministro da Defeda da NZ visita Timor-Leste: O Ministro da Defesa da Nova Zelândia, Phill Goff, está de visita a Timor-Leste para discutir as relações entre Timor-Leste e a Nova Zelândia. O Sr Goff visitará também as tropas da Nova Zelândia em serviço na Força Internacional de Estabilização. O Sr Goff vai-se encontrar com o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão para discutir as relações entre as duas nações nas áreas da defesa e segurança. Há 150 soldados da Nova Zelândia correntemente destacados em Timor-Leste. (STL)


Fontes de Notícias Nacionais
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)

Increasing aid seen as answer to food crisis

Jonathan Pearlman Foreign Affairs Correspondent- March 25, 2008
The Sydney Morning Herald

SOARING food prices are threatening to destabilise countries in the region and have prompted the Federal Government to consider changes to its aid priorities.

A steep two-year rise in global food prices, which in Australia has triggered the Federal Government's inquiry into grocery prices, has taken a heavy toll on poorer populations, particularly in East Timor and Indonesia. Surging fuel prices, drought, changing diets and the use of arable land for biofuels have pushed average food prices up almost 40 per cent in the past year. Wheat prices have risen 80 per cent rise.

He Changchui, representative of the United Nations Food and Agricultural Organisation for Asia and the Pacific, said food shortages had reached a "critical stage" and were likely to worsen.
"These sharp increases in international prices have serious concerns for food security and for social instability," he said from Bangkok. "Those who are directly suffering are vulnerable groups, particularly in food-importing countries."

The UN agency's latest report on food supplies named Indonesia and East Timor as having severe food insecurity. Bad weather and locusts in East Timor had caused increases of rice imports at a time of "exceptionally high" global prices.

"Timor and Indonesia we should watch very closely," Dr He said. "For the Timorese, we still need to unlock their agricultural potential."

Climate change was causing enormous concern, he said.

The Parliamentary Secretary for International Development Assistance, Bob McMullan, said he was likely to back increased funding for food aid and research. "Everyone involved in humanitarian assistance will have to adapt," he said. "It is bad news for the poor and something we will have to deal with."

He said the Government was likely to increase its aid to the World Food Program, currently about $33 million a year, and consider additional support for agricultural research.

"In future years we will have to look at whether the spending [for food aid] is sufficient," he said.

"For the next decade or so the indicators are that the relative price of food will go up … It is not a crisis. We have the capacity to deal with it, but the more you spend on short-term humanitarian relief, the less you spend on long-term development assistance. It may involve some re-weighting of programs … The best thing we could do is to help people grow more food."

Australia's ambassador to the UN, Robert Hill, said the Government should increase its aid to the World Food Program as a first step in signalling its commitment to strengthening international co-operation.

"That is a simple way the Australian government could put more clout into multilateralism and achieve better outcomes on the ground," said Mr Hill, who visited Canberra last week.

Dr He agreed, noting food insecurity had caused social unrest in South America and Africa and could destabilise states in the Asia-Pacific.

Tradução:

Aumentar ajuda visto como resposta para crise alimentar

Jonathan Pearlman Correspondente de Assunros Estrangeiros- Março 25, 2008
The Sydney Morning Herald

Aumentos crescentes dos alimentos estão a ameaçar desestabilizar países na região e levaram o Governo Federal a considerar mudanças nas suas prioridades de ajuda.

Um aumento constante em dois anos no aumento global dos preços dos alimentos, que na Austrália desencadeou o inquérito do Governo Federal aos preços das mercearias, tem sido um peso pesado nas populações mais pobres, particularmente em Timor-Leste e Indonésia. Aumentos nos preços dos combustíveis, seca, mudanças nas dietas e o uso de terra arável para biocombustíveis empurraram a média dos preços dos alimentos em quase 40 por cento no ano passado. O preço do trigo teve um aumento de 80 por cento.

He Changchui, representante da Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas para a Ásia e Pacífico, disse que défices de alimentação atingiram um "estado crítico" e provavelmente piorariam.
"Estes aumentos agudos nos preços internacionais trazem preocupações graves para a segurança alimentar e para a instabilidade social," disse ele de Banguecoque. "Os que estão a sofrer directamente são grupos vulneráveis, particularmente em países importadores de alimentos."

O último relatório da agência da ONU sobre abastecimento de alimentação nomeou a Indonésia e Timor-Leste como tendo grave insegurança alimentar. Más condições atmosféricas e gafanhotos em Timor-Leste causaram o aumento da importação do arroz numa altura de preços globais "excepcionalmente altos".

"Devemos observar de muito perto Timor e a Indonésia," disse o Dr He . "Para os Timorenses, precisamos ainda de abrir o seu potencial agrícola."

As mudanças climáticas estão a causar uma enorme preocupação, disse.

O Secretário Parlamentar para a Assistência ao Desenvolvimento Internacional, Bob McMullan, disse que provavelmente iria apoiar o aumento do financiamento para ajuda alimentar e investigação. "Todos os envolvidos na assistência humanitária terão de se adaptar," disse. "São más notícias para os pobres e algo com que teremos de lidar."

Disse que o Governo provavelmente terá de aumentar a ajuda ao Programa Mundial de Alimentação, correntemente de cerca de $33 milhões por ano, e considerar apoio adicional para investigação agricola.

"Nos anos futuros teremos de ver se o gasto [para ajuda alimentar] é suficiente," disse.

"Para a próxima década ou à volta disso os indicadores mostram que o preço relativo da alimentação subirá … Isso não é uma crise. Temos a capacidade para lidar com isso, mas quanto mais se gastar em auxílio humanitário de curto prazo, menos se gasta em assistência ao desenvolvimento a longo prazo. Poderá envolver um re-balançar de programas … A coisa melhor que podemos fazer é ajudar as pessoas a cultivarem mais alimentos."

O embaixador da Austrália na ONU , Robert Hill, disse que o Governo deve aumentar a ajuda ao Programa de Alimentação Mundial como primeiro passo para sinalizar o seu compromisso para reforçar a cooperação internacional.

"Esta é uma maneira simples para o governo Australiano pôr mais peso no multi-lateralismo e alcançar melhores resultados no terreno," disse o Sr Hill, que visitou Canberra na semana passada.

O Dr He concordou, sublinhando que a insegurança alimentar tem causado desassossego social na América do Sul e em África e podia desestabilizar Estados na Ásia-Pacífico.

II PREMIO LITERÁRIO DA LUSOFONIA Câmara Municipal de Bragança

REGULAMENTO

Colóquio Anual da Lusofonia
O Presidente da Comissão Executiva
J. CHRYS CHRYSTELLO
University of Brighton, UK. e
Helsinki University Finland
Telefone: (351) 296 446940
Telemóvel: (+ 351) 91 9287816 / 91 6755675
E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902

E-mail: lusofoniazores@sapo.pt ; coloquioslusofonia@gmail.com ; coloquiolusofonia@gmail.com ;

Página da internet: http://LUSOFONIA2008.com.sapo.pt /
HTTP://LUSOFONIAS.COM.SAPO.PT

Local do colóquio: CENTRO CULTURAL MUNICIPAL (Anfiteatro) Praça da Sé

Este ano o tema principal dos Colóquios (cujos patronos são Professor Doutor Evanildo Bechara, Academia Brasileira de Letras e Professor Doutor João Malaca Casteleiro Academia das Ciências de Lisboa) é: A LÍNGUA PORTUGUESA E OS CRIOULOS UMA RELAÇÃO BIUNÍVOCA.

Timor Leste a l'Assemblée de Polynésie

Blog France Timor-Leste
2008/03/21

L'association FRANCE - TIMOR LESTE

a l'honneur de vous inviter à l'inauguration de l'exposition
"TIMOR, 750 ANS DE CARTOGRAPHIE ET DE VOYAGES"

qui se tiendra le mardi 25 mars à 11h30, à l'Assemblée de Polynésie Française, dans le hall René Leboucher.

Présentation de Frédéric Mourgeon, membre de l'association.

"Timor, 750 ans de cartographie et de voyages", exposition conçue par FrédéricDurand, Maître de conférences à l'Université Toulouse II Le Mirail et chercheurau CNRS.

Du 25 au 28 mars 2008 dans le Hall de l'Assemblée de Polynésie Françaiseetdu 29 mars au 5 avril 2008 chez Odissey.

Assemblée de Polynésie :
http://www.assemblee.pf/http://www.assemblee.pf/actualites/article.aspx?id=1382

L'Espace Odissey :
http://www.odyssey.pf/

Tradução:

Timor-Leste na Assembleia da Polinésia Blog France Timor-Leste

2008/03/21

A associação FRANÇA - TIMOR-LESTE

Tem a honra de o convidar à inauguração da exposição"TIMOR, 750 ANOS DE CARTOGRAFIA E DE VIAGENS"

que se realizará na Terça-feira 25 março às 11h30, na Assembleia da Polinésia Françesa, no hall René Leboucher.

Apresentação de Frédéric Mourgeon, membro da associação.

"Timor, 750 anos de cartografia e de viagens", exposição concebida por FrédéricDurand, Mestre de conferências na Universidade de Toulouse II Le Mirail e investigador no CNRS.

De 25 a 28 março 2008 no Hall da Assembleia da Polinésia Francesa e de 29 março a 5 abril 2008 no Odissey.

Assembleia da Polinésia: http://www.assemblee.pf/http://www.assemblee.pf/actualites/article.aspx?id=1382

O Espaço Odissey :http://www.odyssey.pf

Timor-Leste em francês

Blog France Timor-Leste.

segunda-feira, março 24, 2008

Quatro fugitivos do grupo de Salsinha que se entregaram às autoridades foram ouvidos pelo PGR

Lisboa, 24 de Mar (Lusa) - Quatro indivíduos do grupo de fugitivos do ex-tenente Gastão Salsinha que se renderam no sábado às autoridades, na sequência da operação "Halibur", foram já ouvidos pelo procurador-geral da República, afirmou fonte da força de defesa de Timor-Leste.

"Renderam-se quatro indivíduos do grupo de Gastão Salsinha, que entregaram três armas: duas HK3 e uma metralhadora", afirmou hoje à Agência Lusa fonte da força de defesa de Timor-Leste.

Os quatro fugitivos entregaram-se às autoridades, no sábado à tarde, no distrito de Ailéu, "dentro do espírito da operação de captura 'Halibur' (operação conjunta das forças de defesa e polícia nacional timorenses com vista à captura dos fugitivos dos ataques contra o Presidente Ramos-Horta e contra o primeiro-ministro Xanana Gusmão, no dia 11 de Fevereiro), levando-os a renderem-se através da persuasão em vez da utilização de armas ou de força", adiantou.

Segundo a mesma fonte, os fugitivos do grupo de Gastão Salsinha já foram presentes ao procurador-geral de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro.

O líder dos peticionários das Forças Armadas, Gastão Salsinha, está em fuga desde o duplo ataque contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão.

O ex-tenente Gastão Salsinha liderou o ataque a Xanana Gusmão, pouco depois de Alfredo Reinado ter atacado a residência de José Ramos-Horta e abatido a tiro nessa ocasião.

CZS.
Lusa/fim

ONDE FOI QUE JÁ VIMOS ISTO?

Blog Timor Lorosae Nação
Segunda-feira, 24 de Março de 2008

A LEI, A ORDEM, OS MÉTODOS E A LIBERDADE
ANTÓNIO VERÍSSIMO

Nos filmes, só pode ter sido visto em filmes. Um primeiro-ministro que diz ter sido vítima de atentado à sua vida, assim como a sua família, pelo mesmo grupo de autores que disparou com intenção selvática de matar o Presidente da República, passados dias, em tarde amena, toma café com elementos desse grupo em amistosa cavaqueira deixando-nos confusos e sem saber se ele está na paródia connosco e aqueles são seus apaniguados ou se pirou de vez e perdeu a noção da gravidade dos actos que têm cometido e os prejuízos, angústias e temores que têm causado a quase um milhão de timorenses.

Só nos filmes, em comédias ou nos antigos secundários sobre a máfia, ainda a preto e branco, seria possível conseguir obter planos e argumentos daquela qualidade.

A escandaleira corre mundo e acredita-se que aquilo que parece vai ter de vir a ser verdade: são todos farinha do mesmo saco.

Falta saber se as responsabilidades vão recair sobre os que realmente as têm ou se o descaramento vai ser premiado.

Por estes e outros motivos é que há alguns tempos que a lei e a ordem andam de rastos pelas ruas, campos e montanhas de Timor, os métodos vêm gizados dos gabinetes e a liberdade é coarctada em parte das vinte e quatro horas do dia a quase um milhão de timorenses por alegadas afirmações de se querer restabelecer a tranquilidade que permita governar (ou governarem-se?).

Por estes e outros motivos existem uns quantos que procuram, em computadores utilizados pelo funcionalismo público, por eventuais “desestabilizadores” que supostamente criticam certas atitudes governativas e participam desse modo na Web.

É a caça às bruxas através de métodos esconsos que vão em crescendo e que tudo ficam a dever à democracia e às liberdades afirmadas e garantidas na Constituição mas que parece não terem de ser respeitadas pelos descarados e desavergonhados cidadãos acima de qualquer suspeita.

Depois, afirmam os que não querem ver nem saber, que estas prosas fazem parte de conluios difamatórios que simplesmente visam destruir indivíduos em benefício de outros.

O argumento seria válido com umas ligeiras alterações. Estas prosas são opiniões formuladas a partir do conhecimento de factos e atitudes de determinados indivíduos que urge desmascarar para benefício de um milhão de timorenses que há cerca de dois anos não sabem o que é paz, sossego, evolução e decência.

Também publicado em PÁGINA LUSA

Preso por ter cão, preso por não ter...

Blog Olhó lafaek!...
Segunda-feira, 24 de Março de 2008

Segundo notícias recentes, parece que o exército timorense desistiu mesmo de apanhar o Salsinha "custe o que custar" de modo a fazer prevalecer a autoridade do Estado. Isto é: o homem disse que só se entregava directamente a Ramos Horta e parece que estão a fazer-lhe a vontade, como se uma pessoa nas circunstâncias em que ele está tivesse voz activa no assunto e capacidade para condicionar a acção do Estado de Direito.

É nítido, por outro lado, que se entendeu --- "cheira-me" a coisa sua, TMR... --- que o homem vale o que vale VIVO e vale zero morto. Exactamente o que se tinha dito aqui há algum tempo atrás, quando se chamou a atenção para a necessidade de não deixarem que algum "chico esperto", no meio da confusão, desse um tiro no homem --- sabe-se lá se encomendado ou não...

O Estado parece, pois, estar a ser mais uma vez desautorizado mas convenhamos que se for só mais esta vez até que vale a pena. Assim como assim de desautorizado não passa mesmo, né?!...
Preso por ter cão, preso por não ter...

Escolas do Timor adotam livro de pesquisador da Unicamp

Agência Brasil
Segunda-feira - 24/03/2008 - 09h16

São Paulo - Livro organizado por Jorge Fernando Hermida, ex-aluno de mestrado e doutorado da Unicamp, acaba de ser adotado pelo Timor Leste, para ser utilizado no programa de formação de professores do ensino infantil daquele país. A obra, intitulada Educação Infantil: Políticas e Fundamentos, reúne textos de 17 especialistas da Região Nordeste.

A publicação integra um conjunto de ações culturais quem vem sendo desenvolvido em várias cidades brasileiras sob o patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil. A iniciativa consiste na promoção de palestras, oficinas e seminários gratuitos dirigidos a professores de educação infantil da rede pública de ensino. Perto de 3,5 mil pessoas já foram beneficiadas pelo projeto.

O livro foi publicado pela editora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde Hermida é professor. De acordo com ele, esta é a primeira vez que uma obra editada pela UFPB é adotada oficialmente por outro país. "Nós ficamos muito felizes com a notícia. Penso que estamos cumprindo com a nossa função social ao colaborar para a reconstrução do Timor Leste”, afirma.

O docente conta que a publicação nasceu a partir de um projeto idealizado por ele. Este, por sua vez, participou de um edital lançado pelo Banco do Nordeste do Brasil voltado ao financiamento de ações culturais. "Fomos contemplados entre mais de 2.200 propostas”, lembra.

A contrapartida a ser oferecida era a realização de atividades dirigidas a professores de educação infantil da rede pública, com a conseqüente doação do livro. Conforme Hermida, as palestras, seminários e oficinas já foram realizados em cerca de 20 cidades dos estados do Piauí, Tocantins, Maranhão, Pernambuco, Paraíba e Santa Catarina. Cada participante recebe um certificado emitido pela Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da UFPB. "Aqui no Brasil, os resultados têm sido excelentes. Os professores estão gostando muito da nossa proposta. Temos tido a chance de oferecer o que as políticas governamentais não oferecem, como subsídios teóricos e metodológicos para melhorar a educação no país”, analisa o docente.

Entre os temas abordados nas atividades que constituem o programa está a importância do jogo e da brincadeira no processo de aprendizado. “Quando deixa o ambiente doméstico e chega à escola, a criança troca uma situação de liberdade e permissividade por um espaço limitado, a sala de aula, onde ficará presa a uma carteira. Além disso, ainda existe a máxima de que, para aprender, ela tem que ficar calada, apenas ouvindo. Nós queremos resgatar a natureza lúdica da criança, por entender que esse é um período importante na vida de uma pessoa. Por que não respeitar a natureza humana para basear uma proposta pedagógica?”, questiona Hermida.

A expectativa do professor da UFPB, assim como a dos demais autores, é que o livro possa deflagrar uma ação semelhante no Timor Leste. Hermida relata que a obra chegou até o conhecimento das autoridades daquele país por intermédio de Everaldo José Freire, um dos participantes da coletânea e professor-colaborador na nação do Sudeste Asiático. “Assim que o livro chegou por lá, o Ministério da Educação ficou interessado em adotá-lo para o curso de formação de professores de educação infantil. Inicialmente, entretanto, a Pasta queria uma autorização para tirar cópias. Com o avanço dos entendimentos, surgiu a oportunidade de realizarmos um programa mais amplo, nos moldes do que executamos no Brasil”, explica Hermida.

A primeira medida do docente foi procurar a Reitoria da UFPB, para falar da importância desse tipo de colaboração, que tem caráter eminentemente humanitário. “Graças ao apoio do reitor Rômulo Soares Polari, firmamos um convênio com o Timor Leste. A partir dele, ficou estabelecido que o Banco do Nordeste do Brasil editará mais mil livros para serem doados àquele país. A editora da UFPB também doará três exemplares de cada título publicado por ela, o que soma cerca de 4 mil volumes. Adicionalmente, estamos iniciando entendimentos com o Ministério da Educação do Brasil para facilitarmos o intercâmbio entre alunos brasileiros e timorenses de pós-graduação”, enumera.

Como o livro foi escrito a partir de experiências brasileiras, Hermida admite que a obra talvez tenha que sofrer adaptações para ser utilizada no programa de formação de professores de educação infantil do Timor Leste. “Obviamente, quando tocamos no aspecto político da educação, falamos de casos genuinamente brasileiros. Entretanto, muitos pontos são comuns aos dois países. Quando abordamos o tema do direito à educação ou quando refletimos sobre a educação infantil na pós-modernidade, estamos raciocinando sobre assuntos mais gerais”. Na opinião do ex-aluno de pós-graduação da Unicamp, tanto aqui quanto lá existe uma preocupação acerca do tipo de cidadão que se pretende formar, para que tipo de sociedade e com quais valores.

O convênio com o Timor Leste, continua o professor Hermida, tem tudo para virar uma “agradável bola de neve”. Ele revela que está em contato com uma organização não-governamental que pretende verter o livro para o inglês. Há, ainda, o desejo de que a obra também possa vir a ser traduzida para o tétum, idioma predominante em Timor Leste. “Como essas possibilidades são reais, já estamos formatando uma nova publicação, também voltada para a educação infantil, reunindo autores brasileiros e timorenses”, adianta.

Hermida é uruguaio naturalizado brasileiro. Ele realizou o mestrado em Educação Física e o doutorado em Educação na Unicamp. Ainda hoje, colabora com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Filosofia da Educação (Paidéia), vinculado à Faculdade de Educação (FE). Atualmente, é membro do Programa de Pós-graduação em Educação da UFPB e do Programa Associado de Pós-graduação em Educação Física UPE/UFPB. “A Unicamp foi e continua sendo muito importante na minha formação. Na Faculdade de Educação, vivi experiências enriquecedoras”, afirma. O docente espera embarcar em maio para o Timor Leste, para participar pessoalmente de algumas das ações do programa de formação de professores local, já tendo o livro organizado por ele como um dos materiais pedagógicos.

Referendo “devolveu” independência em 99

Timor Leste foi uma colônia portuguesa até 1975, quando finalmente tornou-se independente. Ocorre, porém, que poucos dias depois de alcançar tal condição o país foi invadido pela Indonésia. A partir de então, seguiu-se um regime baseado na força e no medo, que tinha entre os seus objetivos apagar a cultura local. Uma das iniciativas do invasor foi mandar cerca de 12 mil professores à “província”, para que introduzissem seu idioma em substituição ao português. Em agosto de 1999, os timorenses optaram, por meio de referendo organizado pelas Nações Unidas, por nova independência. Na ocasião, a população também escolheu o português como língua oficial do país. Atualmente, o idioma mais falado naquela nação é o tétum.

NZ defence minister tours ETimor

ABC Radio Australia
24.03.2008

Updated 4 hours 17 minutes ago

New Zealand's defence minister, Phil Goff, is in East Timor for three days visiting New Zealand troops and holding talks with the country's leaders.

Mr Goff, who is on his ninth trip to the country in nine years, says the armed attacks on President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao last month demonstrate the ongoing fragility of the situation in East Timor.

He says if the leaders had been killed, the country would have been thrown into chaos.

Mr Goff says the visit gives an opportunity to acknowledge the importance of the role New Zealand troops are playing in the country.

New Zealand is the second largest contributor to the International Security Force in Timor.

Tradução:

Ministro da defesa da NZ visitaTimor-Leste

ABC Radio Australia
24.03.2008

Actualizado 4 horas 17 minutos atrás

O Ministro da Defesa da Nova Zelândia, Phil Goff, está em Timor-Leste numa visita de três dias a visitar tropas da Nova Zelândia e a ter conversas com os líderes do país.

O Sr Goff, que está na sua nona visita ao país em nove anos, diz que os ataques armados ao Presidente José Ramos-Horta e Primeiro-Ministro Xanana Gusmão no mês passado mostraram a fragilidade em curso da situação em Timor-Leste.

Diz que se os líderes tivessem sido mortos o país teria sido atirado para o caos.

O Sr Goff diz que a visita dá uma oportunidade para reconhecer a importância do papel das tropas da Nova Zelândia no país.

A Nova Zelândia é o segundo maior contribuidor da Força Internacional de Segurança em Timor.

Continua em fuga "grupo armado" em Timor-Leste

Público, 24.03.2008

Lasama de Araújo afirmou que só não existe risco especial de segurança no distrito de
Oecussi e na ilha de Ataúro

a O Presidente interino de Timor-Leste, Fernando Lasama de Araújo, confirmou ontem que "continua em fuga um grupo fortemente armado, na posse de equipamento militar", suspeito de autoria ou participação no atentado de 11 de Fevereiro contra o Chefe de Estado, José Ramos-Horta. Por isso mesmo, o Presidente em funções decidiu renovar o estado de sítio, por 30 dias, nos distritos de Aileu, Ermera, Bobonaro, Covalima, Ainaro, Liquiçá e Manufahi, com suspensão do direito de manifestação, reunião e inviolabilidade do domicílio, permitindo-se inclusive a realização de buscas domiciliárias durante a noite. Naqueles sete distritos, o direito de livre circulação está também suspenso, com recolher obrigatório entre as 22h00 e as seis da manhã.

De qualquer modo, Lasama de Araújo disse que houve a preocupação de "limitar ao mínimo indispensável a restrição dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos", que continuam a dispor da protecção das leis e dos tribunais.

Entretanto, durante o fim-de-semana da Páscoa, entregaram-se às autoridades quatro elementos que se encontravam entre os fugitivos; e perto de 650 militares que tinham saído dos quartéis em 2006, os chamados "peticionários", acorreram nas últimas semanas a um local de acantonamento estabelecido pelo Governo.

Quanto a Ramos-Horta, que na quarta-feira saiu do hospital onde se encontrava para uma residência particular da cidade australiana de Darwin, espera poder regressar a Díli no espaço de um mês.

UNMIT – MEDIA MONITORING - Monday, 24 March 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Report

TVTL News Coverage
No TVTL news coverage.

RTL News Coverage

Lasama announces extension of ‘State of Siege’ and ‘State of Emergency’: Acting President Fernando Lasama de Araújo has officially declared that a State of Siege is to be extended to the Districts of Aileu, Ainaro, Manufahi, Covalima, Bobonaro, Liquica and Ermera. PR Lasama said that the decision was taken upon the request of the Government and with the authorization of the National Parliament.

President Lasama said that after consulting with the Defence and Security Council, the decision was taken to extend the State of Siege to the districts for 30 days. “During the State of Siege, the right of people to gather and hold meetings is temporarily suspended,” said PR Lasama.

PR Lasama has also decided to implement State of Emergency in the districts of Baucau, Dili, Lospalos, Viqueque, Manatuto for a period of 30 days. Oecusse and the Dili sub-district of Atauro will have neither a State of Siege nor State of Emergency as they are not considered security risks. The State of Siege and State of Emergency will be implemented from March 23 to April 22, 2008.

The Democratic Party MP, Adriano de Nascimento, has accepted the implementation of the State of Siege and Emergency in support of the F-FDTL/PNTL Joint Operation. However, Fretilin member of NP, Francisco Brancos said that the State of Siege has taken too long and is exposing the weaknesses of the State. He even suggested that this may put the nation on the path to dictatorship. However, Fretilin is continuing to support the Joint Operation.

On this, ASDT has asked the Government to give extra attention to the actions of the Joint Operation as they fear some members may take advantage of their position to settle personal grievances.

Rebels surrender with their weapons in Maubisse: Four rebels have surrendered themselves and their weapons to the Chief of the State [PM Gusmao] along with their weapons on Saturday (22/3) in Maubisse, Ainaro District. Prime Minister Xanana Gusmão said that this action by the rebels is very positive and will go a long way to resolving the problems faced in the country. One of the rebels, Paulo Neno, said that he feels that he has contributed to the justice process by surrendering.

PM: Joint Operation slow to get results in attempt to avoid death and trauma: In answer to the criticisms levelled at PM Gusmao by MPs that the Joint Operation has not produced any results, the PM has responded that the Joint Operation has been slow to obtain results as they have attempted to avoid unnecessary deaths or cause trauma to the public. However, the PM confirmed that the F-FDTL/PNTL Joint Operation would be in full military force after Easter to capture outstanding rebels.

Related to accusations that Joint Operation members have conducted themselves irresponsibly, the Prime Minister said that people should report such actions to the authorities in order for them to be investigated.

Print Coverage

Lasama: Attempts against State greatest crime: In a dialogue with the population of Lete-Foho, Ermera, Acting President Fernando Lasama de Araujo said that the attempts against the State made by the rebel groups of Alfredo Reinado and Gastão Salsinha can be considered as the greatest crime and should be resolved through the court system. President Lasama has appealed to the public to help convince Salsinha and other rebels to surrender.

Related to the rumours that Alfredo’s death was the result of a foreign-led conspiracy, PR Lasama said that the only people responsible were Timorese. “Never falsify and blame others. All the mistakes are ours and it’s time to solve these problems,” said PR. Lasama. (TP)

Ed: Four rebels surrender: The positive impacts of PR Ramos-Horta’s appeal on Wednesday (19/3) to Salsinha and his group were felt on Saturday (22/3) with the surrender of four rebels and their weapons to the state through the Prosecutor General, Longuinhos Monteiro. The surrenders were a good step towards resolving the issue and it a step that Salsinha should also take. Salsinha once said that he will only surrender once PR Horta returns to Timor-Leste- this is Salsinha’s right, but as PR Horta may still need to be in Darwin for a long time, Salsinha may need to rethink his decision. We cannot know his mind. The whole matter rests on Salsinha. As the PM once said, it is Salsinha’s decision whether to surrender, or die. (TP)

Lasama asks public to convince Salsinha to surrender: The Acting PR, Fernando de Araujo ‘Lasama,’ has asked the people of Lete-Foho to convince Salsinha to surrender, if they know where he is currently hiding. (DN)

TMR to pay close attention to soldiers who torture people: The Apprehension Operation’s General-Commander, Brigadier-General Taur Matan Ruak, has asked the public to report any cases of violations or torture from soldiers under the Joint Command. “Any of the victims who receive such treatment from the soldiers should report their case to the police so that the cases can be investigated and not just publicized thorough the Media,” said TMR on Wednesday (19/3) at Palacio da Cinzas, Dili. (DN and STL)

Lieutenant Colonel Filomeno Paixao says Apprehension Operation will not kill Salsinha: Lieutenant Colonel Filomeno Paixão has said that the Apprehension Operation currently operating in Lete-Foho, Ermera, is not out to kill Salsinha and his men, but to convince them to surrender. “The Apprehension Operation forces consider Salsinha and his men as brothers and not enemies, because they also contributed to the independence of this nation. Therefore we are here to call Salsinha and his men to surrender and submit themselves to justice,” he said. (DN)

Four of Salsinha’s men surrender: Four of Gastao Salsinha’s men have surrendered themselves along with one machine gun and two AK33 rifles. The men were received by the Prosecutor-General, Longuinhos Monteiro in Maubesse sub district on Saturday (16/3). The men were also presented to the Prime Minister, Xanana Gusmao, and Brigadier-General Taur Matan Ruak at the Government Palace. (DN)

Government and Timor Energy work together to build houses for IDPs: The Secretary of State for Solidarity and Natural Disasters, Rigoberto Gomes, said that the Government is currently working together with Timor Energy to provide 416 transitional houses for IDPs currently living at the compound of the National Hospital. “These houses are now ready for the IDPs. This is a temporary solution until their problems can be resolved," he said. (DN)

‘Lasama’ visits Lete-foho sub-district, Ermera: The Acting PR, Fernando de Araujo ‘Lasama’ has visited the Apprehension Operation forces in Lete-foho sub-district, Ermera on Saturday (22/3). The visit was aimed at seeing directly the conditions of the Apprehension Operation forces based in Lete-foho and to also listen to the community about the Apprehension Operation. “My objective here is to listen and see directly what people think about the Apprehension Operation during this time. It seems that there has been good collaboration and good cooperation among the operation and the community,” he said. (STL)

Justice Minister and State Secretary of Defence sign Accord to establish military prison: The Minister of Justice, Lucia Lobato, and the State Secretary of Defence, Julio Tomas Pinto, have signed an Accord regarding the establishment of a military prison in Timor-Leste.

“I would like to inform the public that starting from now if our military commits crimes they will be imprisoned in the military prison. The military prison is established following the cases of violence committed by the F-FDTL in 2006,” said Minister Lobato.

The State Secretary of Defence, Julio Tomas Pinto, said that the military prison is currently based in the F-FDTL HQ in Tasi Tolu, Dili and that four F-FDTL members are imprisoned there. “According to the mandate of the constitution, we do need to establish the military prison in our country,” said Mr Pinto. (TP)

National News Sources:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)

Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Segunda-feira, 24 Março 2008

"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e do seus conteúdo não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL Não houve Cobertura de Notícias

RTL Cobertura de Notícias

Lasama anuncia prolongamento do ‘Estado de Sítio’ e ‘Estado de Emergência’: O Presidente interino Fernando Lasama de Araújo declarou oficialmente o prolongamento do Estado de Sítio nos Distritos de Aileu, Ainaro, Manufahi, Covalima, Bobonaro, Liquica e Ermera. O PR Lasama disse que a decisão foi tomada a pedido do Governo e com a autorização do Parlamento Nacional.

O Presidente Lasama disse que depois de consultar o Conselho de Defesa e Segurança, tomou a decisão de prolongar o Estado de Sítio nesses distritos por 30 dias. “Durante o Estado de Sítio, estão temporariamente suspensos os direitos das pessoas de se juntarem e reunirem ,” disse o PR Lasama.

O PR Lasama decidiu também implementar o Estado de Emergência nos distritos de Baucau, Dili, Lospalos, Viqueque, Manatuto por um período de 30 diass. Oecusse e o sub-distrito de Dili Atauro não terão nem Estado de Sítio, nem Estado de Emergência porque não são considerados em risco de segurança. O Estado de Sítio e o Estado de Emergência serão implementados de 23 de Março a 22 de Abril 22, 2008.

O deputado do PD, Adriano de Nascimento, aceitou a implementação do Estado de Sítio e do Estado de Emergência em apoio à Operação Conjunta F-FDTL/PNTL. Contudo o deputado da Fretilin, Francisco Brancos disse que o Estado de Sítio está a demorar tempo demasiado e está a expor a fraqueza do Estade. Sugeriu mesmo que isso pode pôr a nação na via da ditadura. Contudo, a Fretilin continua a apoiar a Operação Conjunta.

Sobre isto, a ASDT pediu ao Governo para continuar a dar atenção extra aàs acções da Operação Conjunta dado que receia que alguns membros possam tirar vantagens das suas posições para resolver queixas pessoais.

Amotinados rendem-se com as suas armas em Maubisse: Quatro amotinados renderam-se e entregaram as armas ao Chefe do Estado [PM Gusmão] no Sábado (22/3) em Maubisse, Distrito de Ainaro. O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão disse que esta acção dos amotinados é muito positiva e que é o caminho para resolver os problemas enfrentados pelo país. Um dos amotinados, Paulo Neno, disse que sente que contribuiu para o processo da justiça ao entregar-se.

PM: Operação Conjunta vagarosa a obter resultados numa tentativa para evitar morte e traumatismo: Em resposta a críticas feitas contra o PM Gusmão por deputados que disseram que a Operação Conjunta não produziu quaisquer resultados, o PM respondeu que a Operação Conjunta tem sido vagarosa a obter resultados porque têm tentado evitar mortes desnecessárias e causar traumatismo à população. Contudo o PM confirmou que a Operação Conjunta F-FDTL/PNTL estará na sua força total depois da Páscoa para capturar amotinados importantes.

Em relação a acusações de membros da Operação Conjunta se terem conduzido de forma irresponsável, o Primeiro-Ministro disse que as pessoas devem reportar tais acções às autoridades para serem investigadas.

Cobertura Impressa

Lasama: Tentativas contra o estado o maior crime: Num diálogo com a população de Lete-Foho, Ermera, o Presidente interino Fernando Lasama de Araújo disse que as tentativas contra o Estado feitas pelos grupos de amotinados de Alfredo Reinado e Gastão Salsinha podem ser consideradas os crimes maiores e devem ser resolvidas através do sistema judicial. O Presidente Lasama apelou à população para convencerem Salsinha e outros amotinados a renderem-se.

Em relação a rumores de a morte de Alfredo ter sido o resultado duma conspiração liderada por estrangeiros, o PR Lasama disse que as únicas pessoas responsáveis eram Timorenses. “Nunca digam falsidades ou acusem outros. Todos os erros são nossos e é tempo de resolver estes problemas,” disse o PR. Lasama. (TP)

Ed: Quatro amotinados entregam-se: Os impactos positivos do apelo do PR Ramos-Horta na Quarta-feira (19/3) a Salsinha e ao seu grupo foram sentidos no Sábado (22/3) com a rendição de quatro amotinados e as suas armas ao Estado através do Procurador-Geral, Longuinhos Monteiro. As rendições foram um bom passo para se resolver a questão e um passo que Salsinha também devia dar. Salsinha disse uma vez que apenas se entrega quando o PR Horta regressar a Timor-Leste- esse é um direito de Salsinha, mas como o PR Horta pode precisar de ficar em Darwin durante um prazo longo, Salsinha pode precisar de repensar a sua decisão. Não podemos conhecer a sua mente. Toda a questão é da responsabilidade de Salsinha. Como disse uma vez o PM, é decisão de Salsinha entregar-se ou morrer. (TP)

Lasama pede à população para convencer Salsinha a entregar-se: O PR interino, Fernando de Araújo ‘Lasama,’ pediu à população de Lete-Foho para convencer Salsinha a entregar-se, se souberem onde ele está escondido correntemente. (DN)

TMR vai prestar atenção de perto a soldados que torturarem pessoas: O Comandante-Geral da Operação Apreensão, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, pediu à população para reportar quaisquer casos de violações ou de tortura de soldados sob o comando conjunto. “Qualquer das vítimas que receber tal tratamento de soldados deve reportar os seus casos à polícia para que os casos possam ser investigados e não apenas publicados nos media,” disse TMR na Quarta-feira (19/3) no Palácio das Cinzas, Dili. (DN e STL)

Tenente Coronel Filomeno Paixão diz que Operação Apreensão não matará Salsinha: O Tenente Coronel Filomeno Paixão disse que a Operação Operação a operar correntemente em Lete-Foho, Ermera, não é para matar Salsinha e os seus homens, mas para convencê-los a entregarem-se. “As forças da Operação Apreensão consideram Salsinha e os seus homens como irmãos e não inimigos, porque eles contribuiram também para a independência desta nação. Por isso estamos aqui a apelar a Salsinha e aos seus homens para se entregarem e sujeitarem-se à justiça,” disse. (DN)

Quatro dos homens de Salsinha entregaram-se: Quatro dos homens de Gastão Salsinha renderam-se juntamente com uma metralhadora e duas espingardas AK33. Os homens foram recebidos pelo Procurador-Geral, Longuinhos Monteiro no sub-distrito de Maubesse no Sábado (16/3). Os homens foram também apresentados ao Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, e Brigadeiro-General Taur Matan Ruak no Palácio do Governo. (DN)

Governo e Timor Energy trabalham juntos para construir casas para deslocados: O Secretário do Estado da Solidariedade e Desastres Naturais, Rigoberto Gomes, disse que o Governo está correntemente a trabalhar juntamente com Timor Energy para providenciar 416 casas transitórias para deslocados a viverem correntemente no complexo do Hospital Nacional. “Essas casas estão agora prontas para os deslocados. Esta é uma solução provisória at+e se poderem resolver os seus problemas," disse. (DN)

‘Lasama’ visita sub-distrito de Lete-foho, Ermera: O PR interino, Fernando de Araújo ‘Lasama’ visitou as forças da Operação Apreensão no sub-distrito de Lete-foho, Ermera no Sábado (22/3). A visita visava ver directamente as condições das forças da Operação Apreensão baseadas em Lete-foho e ouvir também a comunidade acerca da Operação Apreensão. “O meu objectivo aqui é ouvir e ver directamente o que as pessoas pensam acerca da Operação Apreensão durante esta altura. Parece que tem havido boa colaboração e boa cooperação entre a operação e a comunidade,” disse. (STL)

Ministra da Justiça e Secretário de Estado da Defesa assinam Acordo para estabelecer prisão militar: A Ministra da Justiça, Lúcia Lobato, e o Secretário de Estado da Defesa, Júlio Tomas Pinto, assinaram um Acordo sobre o estabelecimento duma prisão militar em Timor-Leste.

“Quero informar a população que a começar agora se os nossos militares cometerem crimes serão presos na prisão militar. A prisão militar foi estabelecida no seguimento dos casos de violência cometidos pelas F-FDTL em 2006,” disse a Ministra Lobato.

O Secretário de Estado da Defesa, Júlio Tomas Pinto, disse que a prisão militar está correntemente baseada no Quartel General das F-FDTL em Tasi Tolu, Dili e que quatro membros das F-FDTL estão presos lá. “De acordo com o mandato da constituição, precisamos de estabelecer a prisão militar no nosso país,” disse o Sr Pinto. (TP)

Fontes de Notícias Nacionais:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)

Bloody Easter in Atambua

03/24/08 02:06

Kupang, E Nusa Tenggara (ANTARA News) - Chaos broke out in Atambua, capital of Belu regency in the East Nusa Tenggara - Timor Leste border region, on Easter Sunday, following the killing of Paulino Lopes, a resident and former East Timorese refugee by allegedly drunk youths on the eve of Easter.

East Nusa Tenggara Police spokesman Commissioner Marthen Radja on Sunday night confirmed the incident, but he said he did not know exactly how it happened, as he was still contacting the Belu police chief for details.

In the meantime, ANTARA learnt from various sources in Atambua that when Lopes was going home from church on the eve of Easter, he was stopped by a group of drunk youngsters, who asked him for some money to buy more alcoholic drinks, but he refused. They then clubbered and kicked him, but Lopes managed to break lose from their grip and ran away to his family in Atambua.

Earlier, near the church on that Saturday evening, the youngsters made all kinds of noises, and Lopes told them to stop.

It appeared that they were not satisfied with what they had done to Lopes, whom they described as "big shot" when he told them to stop all the noises on that evening.

The unfinished fight was continued on Sunday (Easter), and being outnumbered, Lopes was several times hit with an iron rod on his head, and eventualy stabbed in the neck with a knife.

The helpless and profusely bleeding victim was rushed to a hospital by local residents, but he eventually succumbed to loss of blood when medical personnel were trying to close the gaping wound on his neck.

His relatives did not accept this fact, and launched a counter attack on the perpetrators in Motabuik, where they set fire to at least 11 houses.

The dead victim was a resident of Naibonat in East Kupang.

He went to Atambua to celebrate Easter with his relatives from Timor Leste who are living in the Belu regency capital.

Tradução:

Páscoa sangrenta em Atambua

03/24/08 02:06

Kupang, E Nusa Tenggara (ANTARA News) – No Domingo de Páscoa rebentou o caos em Atambua, capital da regência de Belu em East Nusa Tenggara – região de fronteira com Timor-Leste, após o assassinato de Paulino Lopes, um residente e refugiado Timorense por alegados jovens embriagados na véspera da Páscoa.

O porta voz da Polícia de East Nusa Tenggara Police Comissário Marthen Radja confirmou no Domingo à noite o incidente, mas disse que não sabia o que tinha acontecido exactamente, dado que estava ainda a contactar a polícia de Belu para conhecer detalhes.

Entretanto, ANTARA soube de várias fontes em Atambua que quando Lopes estava a ir para casa vindo da igreja na véspera da Páscoa, que foi travado por um grupo de jovens embriagados, que lhe pediram dinheiro para comprar mais bebidas alcoólicas, mas que ele recusou. Então agrediram-no e pontapearam-no, mas Lopes conseguiu libertar-se e correu para a sua família em Atambua.

Antes, perto da igreja nesse Sábado à noite, os jovens fizeram todo o tipo de barulho e Lopes disse-lhes para pararem.

Parece que não ficaram satisfeitos com o que fizeram a Lopes, que descreveram como "chefão" quando ele lhes disse para acabarem com o barulho naquela noite.

A luta interrompida continuou no Somingo (Páscoa), e estando em menor número, Lopes foi várias vezes agredido com barras de ferro na cabeça, e acabou de ser esfaqueado com uma faca no pescoço.

A vítima sem saída e a sangrar profusamente foi levada à pressa para o hospital por residentes locais, mas acabou por sucumbir por perda de sangue quando o pessoal médico tentava fechar o ferimento no pescoço.

Os familiares não aceitaram este facto, e lançaram um contra-ataque contra os perpetradores em Motabuik, onde deitaram fogo a pelo menos 11 casas.

A vítima morta era residente de Naibonat em East Kupang.

Foi a Atambua para celebrar a Páscoa com os seus familiares de Timor-Leste que estão a viver na capital da regência Belu.

Entrevista 4 - Experiências brasileiras podem ajudar no combate ao desemprego

Agência Brasil
23 de Março de 2008

Mylena Fiori
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Na quarta e última parte da entrevista exclusiva à Agência Brasil, o diplomata Édson Monteiro, que no próximo dia 25 assume a Embaixada do Brasil no Timor Leste, fala sobre um dos principais desafios do único país asiático que tem o português como língua oficial: o desemprego.

ABr - O desemprego é um problema grave entre os jovens timorenses. O que pode ser feito?

Monteiro - 40% dos jovens entre 18 e 25 anos estão desempregados. Muitos estão pelas cidades sem ter o que fazer, vítimas fáceis de campanhas, e aí começam as brigas que resultam em mais destruição, colocam fogo em casas e prédios públicos. É preciso que o país comece a gerar oportunidades de emprego para esta gente. Eles têm recursos, o petróleo já está gerando recursos que estão sendo investidos em um fundo enquanto o país não têm condições econômicas, sociais e até administrativas de usá-los. Eles sabem que não são capazes, ainda, de gerenciar um grande programa de desenvolvimento.

ABr - O Brasil pode ajudar?

Monteiro - Experiências como as que o Ministério do Desenvolvimento Agrário faz no Brasil, de criação de cooperativas, de melhoria de qualidade de sementes, de ajuda na comercialização... tudo isso pode ser feito lá como cooperação técnica ou como trabalho de governo. Pequenas indústrias poderiam fazer o aproveitamento destes produtos agrícolas que eles têm, quem sabe com a ajuda do Sebrae [Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas], por exemplo. O Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial] já está lá mas também é preciso criar capacidade empresarial. O Banco Mundial e o Bando da Ásia já propuseram uma série de atividades emergenciais para criar emprego, como as frentes de trabalho. Não precisamos inventar a pólvora.

ABr - Como seriam estas frentes?

Monteiro - Há todo um trabalho de reconstrução do país, de reconstrução de estradas, de limpeza, que pode ser feito com dois, três meses de trabalho intenso. O que se pagar a um jovem ou chefe de família nestes três meses pode ser suficiente parta mantê-lo o ano inteiro. Com pequenos projetos deste tipo pode-se criar condições de sobrevivência para uma grande quantidade de pessoas. E o governo tem recursos. Seria a forma mais rápida de gerar emprego enquanto não se criam as condições para investimentos, para criação de empresas... as coisas que serão uma solução permanente. Mas isto ainda está sendo pensado.

ABr - O investimento estrangeiro é necessário?

Monteiro - Há porto, eletricidade, matéria-prima e pessoas. Por que não investimento estrangeiro, aproveitando-se que há uma infra-estrutura sendo criada? Os australianos, os chineses, os indonésios, os malásios, os japoneses poderiam fazer.

ABr - Não há empresas brasileiras no Timor. Por que? Não vale o investimento?

Monteiro - Precisamos levar empresas brasileiras para lá. É um país distante que ainda tem uma atividade econômica muito pequena. A maior parte das pessoas vive do que produzem, 80% ainda dependem da agricultura de subsistência, portanto não há renda., não há um mercado. Quem vai lá? As empresas vizinhas da Indonésia, da China, da Malásia, da Austrália. Eles têm custos menores, fazem investimentos menores e podem ser lucrativos. Para as empresas brasileiras será sempre uma empreitada muito mais onerosa. Acho que é possível, mas é uma outra área que até agora não foi trabalhada. A essência do que fazemos lá é cooperação.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.