Dili, 23 Mar (Lusa) - O estado de sítio em vigor em todo o território de Timor-Leste, com recolher obrigatório entre as 22:00 e as 06:00 desde os atentados de 11 de Fevereiro, foi hoje aligeirado em cinco distritos do país, deixando totalmente de vigorar em dois outros.
A decisão foi anunciada através da rádio e televisão nacionais pelo presidente em exercício, Fernando La Sama Araújo, que justificou a redução das medidas de excepção por uma "evolução significativa da segurança interna".
O estado de sítio é mantido em sete distritos onde decorrem operações conjuntas militares/policiais para a captura dos autores dos atentados de 11 de Fevereiro e nos distritos limítrofes. No distrito de Oe-cusse e no sub-distrito de Ataúro foi restabelecida a normalidade, deixando de vigorar ali qualquer estado de excepção.
As horas de recolher obrigatório variam, agora, entre os distritos abrangidos pelo estado de sítio e pelo estado de emergência.
"Durante o Estado de Sítio mantém-se a suspensão do exercício do direito de manifestação, de reunião e do direito à inviolabilidade de domicílio, permitindo-se a realização de buscas domiciliárias durante a noite, desde que com o competente mandado judicial", anunciou La Sama.
Segundo a declaração presidencial, em Aileu, Ermera, Bobonaro, Covalima, Ainaro, Liquiçá e Manufahi o exercício do direito de livre circulação é também suspenso, havendo recolher obrigatório, todos os dias, entre as 22:00 e as 06:00.
Ainda de acordo com o pedido do Governo, sob aprovação do Parlamento Nacional e depois de ouvido o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa e Segurança, foi declarado o estado de emergência (menos rigoroso do que o estado de sítio), por 30 dias, nos distritos de Dili, Baucau, Lautém, Manatuto e Viqueque.
Nestes distritos, haverá recolher obrigatório apenas entre as 23:00 a as 05:00.
Relativamente ao distrito de Oe-cusse e ao sub-distrito de Ataúro, deixa de haver quaisquer medidas restritivas por não haver, agora, risco especial de segurança, segundo a declaração lida por Fernando La Sama Araújo.
As condições do estado de sítio e do estado de excepção hoje decretadas em Timor-Leste vigorarão até 22 de Abril.
Segundo La Sama, "continua em fuga um grupo fortemente armado, na posse de equipamento militar e suspeito de autoria ou participação nos atentados de 11 de Fevereiro. Este grupo resiste a entregar-se às autoridades, ao contrário de muitos outros, que já se entregaram".
Segundo o presidente em exercício, nos distritos onde há operações do Comando Conjunto e nos distritos vizinhos é necessário manter ainda o Estado de Sítio. Nos distritos mais afastados da zona de operação do Comando Conjunto, "as medidas especiais podem ser reduzidas e é suficiente decretar o Estado de Emergência".
"Durante o Estado de Sítio e o Estado de Emergência, os cidadãos de Timor-Leste continuam a dispor da protecção da Constituição da nossa República, da protecção das leis, da protecção dos Tribunais e da protecção do Provedor dos Direitos Humanos e Justiça", referiu La Sama na sua declaração ao país.
JMS.
Lusa/Fim
domingo, março 23, 2008
Estado de emergência aligeirado em cinco distritos e levantado em outros dois
Por
Malai Azul 2
à(s)
23:45
0
comentários
Ramos Horta goes to church to give thanks
The Age
Lindsay Murdoch
March 24, 2008
Advertisement
EAST Timor's President Jose Ramos Horta went to church yesterday, his first public outing since being shot and seriously wounded, and thanked God for saving his life.
The visit to Darwin's St Mary's Catholic Cathedral came as Gastao Salsinha, one of the rebel leaders responsible for the attacks in Dili last month, negotiated his surrender to a church in East Timor's mountains.
Mr Ramos Horta said after the Easter Sunday service that he was pretty tired but well after being discharged from a Darwin hospital last week.
He said he wanted his first public outing to be to the cathedral, where he could thank the people of Australia, the people of Darwin and God for saving his life.
Accompanied by his mother, Natalina, 80, and other relatives, Mr Ramos Horta knelt and prayed in the church's front row and received Holy Communion. Worshippers later lined up to shake the hand of the Nobel laureate who was shot at his Dili home on February 11.
A Timorese army commander in East Timor's central mountains yesterday told The Age by telephone that Mr Salsinha had been negotiating his surrender to the Catholic Church in the town of Maubesi. Four of his men surrendered on Saturday.
Mr Salsinha has failed to show up after negotiating two previous surrenders. But East Timor leaders have insisted that Mr Salsinha, a former East Timor army lieutenant who led 600 sacked soldiers in 2006, should be given every opportunity to surrender so he can testify about who was behind the February 11 attacks.
Urging hundreds of soldiers and police who are hunting Mr Salsinha to help facilitate the surrender, the country's acting president, Fernando Lasama, was quoted as saying it would be in the interests of some people if Mr Salsinha died, as he would also bury with him all the information he had.
Mr Salsinha led an attack on Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unharmed.
Alfredo Reinado, who led a group of rebels to Mr Ramos Horta's home, was shot dead.
Investigators believe that still unidentified figures were behind the attacks, which plunged the country into a new crisis. They have traced money given to the rebels to a bank account in Dili.
Mr Ramos Horta is not expected to be strong enough to return to Dili for several weeks.
This story was found at: http://www.theage.com.au/articles/2008/03/23/1206206926138.html
Tradução:
Ramos Horta vai à igreja agradecer
The Age
Lindsay Murdoch
Março 24, 2008
O Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta foi ontem à igreja, a sua primeira saída pública desde que foi ferido a tiro com gravidade e agradeceu a Deus por ter salvo a sua vida.
A visita à Catedral Católica de St Mary em Darwin ocorre quando Gastão Salsinha, um dos líderes amotinados responsáveis pelos ataques em Dili no mês passado, negociou a sua rendição numa igreja nas montanhas de Timor-Leste.
Depois do serviço no Domingo de Páscoa o Sr Ramos Horta disse que estava cansado mas bem depois de ter tido alta dum hospital de Darwin na semana passada.
Disse que quis que a sua primeira saída pública fosse à catedral,onde pode agradecer ao povo da Austrália, ao povo de Darwin e a Deus por ter salvo a sua vida.
Acompanhado pela mãe, Natalina, 80, e outros familiares, o Sr Ramos Horta ajoelhou-se e rezou na primeira fila da igreja e receber a sagrada comunhão. Mais tarde os crentes alinharam-se para apertar a mão ao laureado do Nobel que foi baleado na sua casa de Dili em 11 de Fevereiro.
Um comandante das forças armadas Timorenses nas montanhas centrais de Timor-Leste disse ao The Age por telefone que o Sr Salsinha tinha estado a negociar a sua rendição à igreja católica na cidade de Maubesi. Quatro dos seus homens entregaram-se no Sábado.
O Sr Salsinha falhou depois de negociar duas rendições anteriores. Mas os líderes de Timor-Leste têm insistido que o Sr Salsinha, um antigo temente das forças armadas de Timor-Leste que liderou 600 soldados despedidos em 2006, devia ter todas as oportunidades para se render para que possa testemunhar sobre quem esteve por detrás dos ataques de 11 de Fevereiro.
Urgindo a centenas de soldados e polícias que perseguem o Sr Salsinha para ajudar a facilitar a rendição, o presidente interino do país, Fernando Lasama, foi citado como tendo dito que seria do interesse de algumas pessoas se o Sr Salsinha morresse, dado que levaria com ele para a cova as informações que tivesse.
O Sr Salsinha liderou um ataque ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, que escapou ileso.
Alfredo Reinado, que liderou um grupo de amotinados à casa do Sr Ramos Horta, foi morto a tiro.
Investigadores acreditam que figuras não identificadas ainda estiveram por detrás dos ataques, que mergulharam o país numa nova crise. Eles seguiram a pista de dinheiro dado aos amotinados e encontraram uma conta bancária em Dili.
Não se espera que o Sr Ramos Horta tenha suficientes forças para voltar a Dili durante algumas semanas.
Esta história foi descoberta em: http://www.theage.com.au/articles/2008/03/23/1206206926138.html
Por
Malai Azul 2
à(s)
23:44
1 comentários
Timor-Leste aligeira estado de sítio em parte do território
Oe-cusse e Ataúro regressam à normalidade
23.03.2008 - 11h44 PÚBLICO
O estado de sítio em Timor-Leste é aligeirado a partir de hoje. Em cinco distritos do país passa a estado de emergência e em duas áreas deixa mesmo de vigorar qualquer estado de excepção, anunciou a Presidência da República timorense.
O estado de sítio mantém-se em sete distritos, abrangendo aqueles onde decorrem operações para a captura dos autores dos atentados de 11 de Fevereiro e os limítrofes destes. As horas de recolher obrigatório variam, agora, entre os distritos abrangidos pelo Estado de Sítio e pelo Estado de Emergência.
No distrito de Oe-cusse e no subdistrito de Ataúro é restabelecida a normalidade, deixando de vigorar ali qualquer estado de excepção. Oe-cusse é um enclave em território vizinho da República da Indonésia e Ataúro é uma ilha que pertence ao distrito de Díli e que fica frente à capital timorense, a duas horas de viagem por barco.
A 11 de fevereiro tiveram lugar dois atentados, um contra o Presidente José Ramos-Horta (ainda a acabar de recuperar do estado crítico em que ficou), e outro contra o primeiro-ministro Xanana Gusmão, que saiu ileso.
O Presidente José Ramos-Horta foi transportado de emergência para a Austrália e internado num hospital da cidade de Darwin, onde foi submetido a cinco intervenções cirúrgicas, encontrando-se agora livre de perigo e em convalescença.
Presidência fala em “resultados positivos”
O aligeiramento das medidas especiais de segurança hoje anunciado pelo Presidente em exercício, Fernando La Sama de Araújo, justifica-se pelos “resultados positivos” obtidos até agora pela operação do Comando Conjunto, que persegue os fugitivos.
Da operação militar/policial conjunta, desencadeada após 11 de Fevereiro, resultou a entrega voluntária de mais de uma dezena de fugitivos. Neste fim-de-semana de Páscoa entregaram-se voluntariamente às autoridades outros quatro elementos.
Por outro lado, cerca de 650 militares que saíram dos quartéis em princípios de 2006, os “peticionários”, em divergência com as suas chefias, aceitaram nas últimas semanas a oferta do Governo e acorreram ao local de acantonamento por este estabelecido, tendo em vista serem apoiados pelo Estado na sua inserção na vida civil.
Por
Malai Azul 2
à(s)
17:35
0
comentários
DECLARAÇÃO DO ESTADO DE SÍTIO E DO ESTADO DE EMERGÊNCIA
Presidência da República
POR S.E. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM EXERCÍCIO, FERNANDO LA SAMA DE ARAÚJO
EM 23 DE MARÇO DE 2008
Povo de Timor-Leste.
Cidadãs e cidadãos.
Recebi do governo um pedido para renovar o estado de sítio nos distritos de Aileu, Ermera, Bobonaro, Covalima, Ainaro, Liquiçá e Manufahi e para reduzir as medidas especiais e declarar o estado de emergência nos distritos de Baucau, Lautém, Manatuto, Viqueque, Dili, com excepção do Sub-distrito de Ataúro.
O governo confirma que se tem registado uma evolução significativa da segurança interna do nosso país. A operação do Comando Conjunto F-FDTL/PNTL tem tido resultados positivos. O modelo adoptado para desenvolver esta missão das F-FDTL/PNTL prova que as Forças de Defesa e de Segurança obtêm bons resultados quando trabalham em coordenação.
Mas continua em fuga um grupo fortemente armado, na posse de equipamento militar, e que é suspeito de autoria ou participação nos atentados de 11 de Fevereiro. Este grupo resiste a entregar-se às autoridades, ao contrário de muitos outros, que já se entregaram.
A ameaça deste grupo armado é diferente em diferentes regiões do país. Nuns lugares, é necessário desenvolver operações militares de segurança pelo Comando Conjunto, noutros lugares não há operações militares de segurança.
Nos distritos onde há operações do Comando Conjunto e nos distritos vizinhos é necessário manter ainda o Estado de Sítio. Nos distritos mais afastados da zona de operação do Comando Conjunto, as medidas especiais podem ser reduzidas e é suficiente decretar o Estado de Emergência.
Depois do pedido que recebi do Governo, da autorização aprovada pelo Parlamento Nacional e depois de ter reunido e ouvido as opiniões do Conselho de Estado e do Conselho Superior de Defesa e de Segurança, decidi renovar o Estado de Sítio, por 30 dias, nos distritos de Aileu, Ermera, Bobonaro, Covalima, Ainaro, Liquiçá e Manufahi.
Durante o Estado de Sítio mantém-se a suspensão do exercício do direito de manifestação, de reunião e do direito à inviolabilidade do domicílio, permitindo-se a realização de buscas domiciliárias durante a noite, desde que com o competente mandado judicial.
Em Aileu, Ermera, Bobonaro, Covalima, Ainaro, Liquiçá e Manufahi o exercício do direito de livre circulação é também suspenso, havendo recolher obrigatório, todos os dias, entre as 22 horas e as 6 horas da manhã.
Ainda de acordo com o pedido do Governo, a autorização aprovada pelo Parlamento Nacional e depois de ouvido o Conselho de Estado e o Conselho Superior de Defesa e Segurança, decidi declarar o Estado de Emergência, por 30 dias, nos distritos de Baucau, Lautém, Manatuto, Viqueque e Díli, com excepção do subdistrito de Ataúro.
Durante o Estado de Emergência fica suspenso o exercício do direito de manifestação, de reunião e do direito à inviolabilidade do domicílio, permitindo-se a realização de buscas domiciliárias durante a noite, desde que com o competente mandado judicial.
Mas o direito de circulação será menos limitado. Nos distritos de Baucau, Lautém, Manatuto, Viqueque e Díli, com excepção do subdistrito de Ataúro, haverá recolher obrigatório apenas entre as 23 horas e as 5 horas da manhã.
Relativamente ao distrito de Oe-cusse e ao subdistrito de Ataúro, não haverá nenhum estado de excepção, por não haver, agora, risco especial de segurança.
O estado de sítio e o estado de excepção que agora são decretados estão em vigor entre hoje, dia 23 de Março, e o dia 22 de Abril de 2008.
Nos termos do Comando Conjunto criado pelo Governo em 17 de Fevereiro, cabe às F-FDTL/PNTL a execução das operações de segurança decorrentes do Estado de Sítio e do Estado de Emergência, incluindo as medidas necessárias para restabelecimento da normalidade da vida democrática.
A renovação parcial do Estado de Sítio e o Estado de Emergência têm o objectivo de defender a ordem constitucional do Estado e de prevenir a perturbação da ordem pública, mas com a preocupação de limitar ao mínimo indispensável a restrição dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
Durante o Estado de Sítio e o Estado de Emergência, os cidadãos de Timor-Leste continuam a dispor da protecção da Constituição da nossa República, da protecção das leis, da protecção dos Tribunais e da protecção do Provedor dos Direitos Humanos e Justiça. As instituições têm o dever de fazer tudo para proteger o Estado e a segurança do público, evitando todos os abusos.
Ao povo, a todos os cidadãos e cidadãs, peço que ajudem à defesa do país, cumprindo a lei.
Boa noite. Muito obrigado a todos.
Por
Malai Azul 2
à(s)
17:01
2
comentários
Goff to make Easter visit to Timor Leste
scoop.co.nz
Sunday, 23 March 2008, 2:06 pm
Press Release: New Zealand Government
Hon Phil Goff
Minister of Defence
23 March 2008
Media statement
Goff to make Easter visit to Timor Leste
Defence Minister Phil Goff is to leave for Timor Leste tomorrow where he will spend three days visiting New Zealand troops on the ground and holding talks with the country’s leaders.
“The armed attacks on President Jose Ramos Horta and Prime Minister Xanana Gusmao on 11 February demonstrate the ongoing fragility of the situation in Timor Leste, which is also true of other countries in our region,” Mr Goff said.
“Had the assassination attempts succeeded they would have deprived Timor Leste of its most experienced leaders and led to chaos in the country. The attacks are evidence of the need for the continuing presence of New Zealand troops and police to assist security.
“This visit is my ninth to Timor Leste in nine years. It reinforces New Zealand’s commitment to our friends and the democratically elected Government in Timor Leste, as the country seeks to build its own capability and deal with the huge social, political and economic challenges it faces.
“The visit will allow me to meet New Zealand troops, the International Stabilisation Force leadership and the United Nations head of mission. I hope to accompany a New Zealand patrol to assess first hand the security situation. The visit gives me an opportunity to acknowledge on behalf of all New Zealanders the excellent work our Defence Force personnel continue to do in Timor Leste and the importance of the role they are playing.
“I will be meeting with Prime Minister Xanana Gusmao and acting President Fernando Lasama in Dili, and will call on Opposition leader Mari Alkatiri. I also plan to visit in Darwin President Jose Ramos Horta, who I have known and worked with for a long time. He has been discharged from hospital but remains in Australia while he recovers.
“New Zealand is the second largest contributor to the International Security Force in Timor Leste. We have a company of 142 personnel and have recently extended the deployment of two UH-1H Iroquois helicopters and 32 air crew and support personnel. We also contribute 25 police and a small number of advisors to the United Nations mission and the Timor Leste military,” Phil Goff said.
ENDS
Tradução:
Goff faz visita de Páscoa a Timor-Leste
scoop.co.nz
Domingo, 23 Março 2008, 2:06 pm
Comunicado de Imprensa: Governo da Nova Zelândia
Phil Goff
Ministro da Defesa
23 Março 2008
Declaração aos Media
Goff faz visita de Páscoa a Timor-Leste
O Ministro da Defesa Phil Goff está de partida amanhã para Timor-Leste onde passará três dias de visita às tropas da Nova Zelândia no terreno e terá conversas com líderes do país.
“Os ataques armados ao Presidente José Ramos Horta e Primeiro-Ministro Xanana Gusmão em 11 de Fevereiro mostram a fragilidade em curso da situação em Timor-Leste, que é também verdade para outros países na nossa região,” disse o Sr Goff.
“Tivessem tido sucesso as tentativas de assassínio, teriam privado Timor-Leste dos seus líderes mais experientes e teriam levado o caos ao país. Os ataques são a prova da necessidade para a continuação da presença das tropas e da polícia da Nova Zelândia para assistir na segurança.
“Esta é a minha nona visita a Timor-Leste em nove anos. Ela reforça o compromisso da Nova Zelândia com os nossos amigos e com o governo democraticamente eleito em Timor-Leste, quando o país tenta construir a sua própria capacidade e lidar com os enormes desafios sociais, políticos e económicos que enfrenta.
“A visita permitirá encontrar-me com as tropas da Nova Zelândia, a liderança da Força Internacional de Estabilização e o responsável da missão da ONU. Espero acompanhar uma patrulha da Nova Zelândia para avaliar em primeira mão a situação da segurança. A visita dá-me uma oportunidade para conhece em nome de todos os Neo-zelandeses o excelente trabalho que o pessoal da nossa Força da Defesa continua a fazer em Timor-Leste e a importância do papel que estão a jogar.
“Encontrar-me-ei com o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão e o Presidente interino Fernando Lasama em Dili, e ligarei ao líder da Oposição Mari Alkatiri. Planeio visitar também em Darwin o Presidente José Ramos Horta, que conheço e com quem trabalhei desde há muito tempo. Ele teve alta do hospital mas mantém-se na Austrália enquanto recupera.
“A Nova Zelândia é o segundo maior contribuidor para a Força Internacional de Segurança em Timor-Leste. Temos uma companhia de 142 pessoas e recentemente prolongámos a estadia de dois helicópteros UH-1H Iroquois e 32 tripulantes e pessoal de apoio. Contribuímos também com 25 polícias e um pequeno número de conselheiros para a missão da ONU e para a força militar de Timor-Leste,” disse Phil Goff.
FIM
Por
Malai Azul 2
à(s)
02:21
2
comentários
Rebeldes que participaram de ataque a líderes se entregam
Último Segundo
22/03 - 08:52 – EFE
Sydney (Austrália), 22 mar (EFE).- Quatro militares rebeldes do grupo que participou dos ataques contra os líderes do Timor-Leste se entregaram hoje às forças de segurança, afirmou o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
Os rebeldes se renderam pouco depois do meio-dia em uma delegacia de Polícia nos arredores de Aileu, localidade ao sul de Díli, a capital timorense.
Em declarações divulgadas pela imprensa australiana, Gusmão disse que os quatro soldados rebeldes reconheceram, após se entregar, que haviam participado dos ataques cometidos em 11 de fevereiro contra o próprio premiê e o presidente timorense, José Ramos Horta.
Em um dos ataques, Ramos Horta ficou gravemente ferido após levar três tiros.
O primeiro-ministro, que saiu ileso do ataque contra ele, ressaltou que esta rendição pode incentivar os outros militares rebeldes a decidir se entregar.
Na semana passada, Gusmão disse que o diálogo com os rebeldes, agora liderados por Gastão Salsinha, estava esgotado e que a via militar era a única saída.
Salsinha era o braço direito do ex-chefe rebelde Alfredo Reinado, morto a tiros durante o ataque a Ramos Horta, que na segunda-feira passada recebeu alta do Hospital Real de Darwin, onde estava internado.
Os tribunais timorenses emitiram 23 ordens de detenção contra militares rebeldes que teriam participado dos dois ataques.
EFE aus/an
Por
Malai Azul 2
à(s)
02:14
1 comentários
Four E Timor rebels surrender to Gusmao
The Age
March 22, 2008 - 9:29PM
Four of the rebels believed to have been involved in attacks on East Timor's president and prime minister last month handed themselves in to authorities the mountain town of Maubisse in the country's centre.
Prime Minister Xanana Gusmao laughed and joked with the four rebels, whose names were not given, as they presented themselves to him at the government palace in Dili.
Gusmao thanked the four men for surrendering peacefully and told them they were looking fit and healthy.
"We all think that the way they've chosen is the best way ... we don't want suffering, we don't want to cause our mothers and fathers to suffer," he said.
The prime minister refused to confirm if the four - who are among 30 rebels the prosecutor general has issued arrest warrants for - were directly involved in the attacks on February 11 which left President Jose Ramos Horta wounded, and rebel leader Alfredo Reinado dead.
Dressed in army fatigues and carrying magazine rounds in their pockets, the rebels handed over weapons to the Prime Minster, the Prosecutor General and the leaders of the police and military.
The prime minister said one of the automatic weapons handed over was believed to be one of those stolen from the President's guards during the February attacks.
The four rebels joined Gusmao and his deputy Jose Luis Gutteres for tea and cake at government palace after the ceremony.
Gusmao said that it is better to try and resolve the problem with the remaining rebels through dialogue, not through violence.
"The state of Timor is like a family, and the state is looking to have dialogues to resolve the problem.
"The door is always open if the other [rebels] want to turn themselves in." Despite his plea for peaceful resolution, he expressed his confidence in the joint police and military operation, and said they would take "more action" after the Easter weekend to apprehend the remainder of the rebels who remain on the run.
Over 450 of East Timor's police and military are deployed in the country's western districts, with orders to capture not to kill the remaining rebels, including their leader Gastao Salsinha.
AAP
Tradução:
Quatro amotinados de Timor-Leste entregam-se a Gusmão
The Age
Março 22, 2008 - 9:29PM
Quatro dos amotinados que se pensa terem estado envolvidos nos ataques ao presidente e primeiro-ministro de Timor-Leste no mês passado entregaram-se às autoridades na cidade montanhosa de Maubisse no centro do país.
O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão riu e brincou com os quatro amotinados, cujos nomes não foram dados, quando se apresentaram eles próprios a ele no palácio do governo em Dili.
Gusmão agradeceu aos quatro homens por se terem entregue pacificamente e disse que eles pareciam em forma e saudáveis.
"Todos pensamos que o caminho que escolheram é o melhor ... não queremos sofrimento, não queremos que os vossos pais e mães sofram," disse.
O primeiro-ministro recusou confirmar se os quatro – que estão entre os 30 amotinados para quem o procurador-geral emitiu mandatos de captura – estiveram directamente envolvidos nos ataques em 11 de Fevereiro que deixou o Presidente José Ramos Horta ferido, e o líder amotinado Alfredo Reinado morto.
Vestidos em uniformes das forças armadas e carregando munições nas algibeiras, os amotinados entregaram as armas ao Primeiro-Minstro, Procurador-Geral e líderes da polícia e dos militares.
O primeiro-ministro disse que uma das armas automáticas entregues acreditava ser uma das roubadas aos guardas do Presidente nos ataques de Fevereiro.
Os quatro amotinados juntaram-se a Gusmão e eo seu Vice José Luis Guterres para bolos e chá no palácio do governo depois da cerimónia.
Gusmão disse que é melhor tentar resolver o problema com os amotinados restantes através do diálogo, não através da violência.
"O Estado de Timor é como uma família e o Estado está a procurar o diálogo para resolver o problema.
"A porta está sempre aberta se outros [amotinados] se quiserem entregar." Apesar do seu apelo por resolução pacífica, expressou a sua confiança na operação conjunta da polícia e militares, e disse que tomaria "mais acção" depois do fim-de-semana de Páscoa para apreender os restantes amotinados em fuga.
Mais de 450 polícias e militares de Timor-Leste estão destacados nos distritos do oeste do país, com ordens para capturar, não para matar os restantes amotinados, incluindo o líder deles Gastão Salsinha.
AAP
Por
Malai Azul 2
à(s)
02:06
2
comentários
sábado, março 22, 2008
Dos leitores
Blog Na'in deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor Leste its own worst enemy?":
The New Straits Times is a Malaysian government mouthpiece, what do you expect? In November 2003, the same John Teo said that he could "empathise [!]" with his Indonesian friend, who said that Indonesia "probably saved the abandoned territory from communist-inspired mayhem".
Empathise? I don't recall Malaysia ever having to invade a smaller neighbour - in fact, it happily expelled Singapore from its federation in 1965.
Thankfully, with the demise of Mahathir and the recent poor showing of UMNO at the recent election, another nail has been hammered in the coffin of so-called "Asian Values".
What Teo forgets to tell us is that Suharto refused to countenance any form of autonomy for East Timor, which Alatas said made his job far harder. And NGOs campaigning on East Timor made it harder still.
It wasn't Portugal's intransigence that was to blame, but Indonesia's.
***
Alatas on E. Timor: RI Underestimated Power of NGOs The Jakarta Post Thursday, August 10, 2006
Alatas' Book Teaches RI Not to Repeat Timor Leste Tragedy
Abdul Khalik, The Jakarta Post, Jakarta
photo: In His Own Write: Former foreign minister Ali Alatas (left) autographs a copy of his memoirs Wednesday for the chairwoman of the Duta Bangsa Education Institute Mien R. Uno (center), while The Jakarta Post's Senior Editor Sabam Siagian looks on. Alatas launched The Pebble in the Shoe: The Diplomatic Struggle for East Timor at the National Archive building in Central Jakarta. (JP/R. Berto Wedhatama)
Ali Alatas learned how to navigate his way around the corridors of power as a highly respected diplomat, including serving as foreign minister in the Soeharto and Habibie administrations.
Those diplomatic skills were put to the test in the thorny problem of the then East Timor, with Alatas detailing his struggle in the aptly titled The Pebble in the Shoe -- The Diplomatic Struggle for East Timor.
It was officially launched at the National Archives building in West Jakarta on Wednesday, with remarks by noted journalist Aristides Katoppo, Indonesia's former permanent representative to the UN Nugroho Wisnumurti and former ambassador to Australia and director of The Jakarta Post Sabam Siagian.
Katoppo is also a representative of both Aksara Kurnia and United in Diversity that published the book.
Foreign Minister Hassan Wirayuda, prominent figures and several foreign ambassadors attended the Wednesday's launching ceremony.
Indonesia's former foreign minister "said the case of Timor Leste showed that Indonesia should never underestimate the power of non-governmental organizations when they united behind a particular cause. They could influence their respective governments, he added, and had showed that Timor Leste was not 'a mere pebble anymore but became something that burdened Indonesia.'"
Nugroho praised the factual strength of the 330-page book, with more new details than previous books on Timor Leste, including on why Indonesia decided to enter East Timor, the series of diplomatic meetings and negotiations between Indonesia, Portugal and the UN, and the how decision was made to give Timor Leste what a popular consultation that led to its independence from Indonesia and establishment as Timor Leste.
Sabam said the book was part of the effort to give a complete account of Timor Leste, with a vivid description of how the Foreign Ministry and then foreign minister were bypassed by Habibie and his advisers on the East Timor referendum.
Despite Alatas' assertion that the book was not intended to refute misrepresentations about Timor Leste in many previous books, he wrote in the foreword: " ... Here and there in my reading (of many other books) I have come across a few versions and details that do not correspond to what I believe actually transpired."
With almost all of the other East Timor works authored by foreign observers, Alatas believed it was time for a book based on the perspective of an Indonesian citizen intimately involved in the Timor Leste question for all of the 25 years of his experience.
Alatas said the Indonesian public needed to know what happened during Indonesia's struggle to retain Timor Leste, especially the closed-door negotiations from 1983 to 1999, to avoid false myths and accusations that it was a struggle between good -- meaning East Timor -- on the one side, and bad -- Indonesia -- on the other.
"It is to be hoped that valuable lesson will be learned and to be used to develop our nation," he told the audience.
Alatas underlined that the most important aspect that Indonesian political leaders can learn from Timor Leste for the future was how to treat areas vulnerable to secession, such as Papua and Nanggroe Aceh Darussalam.
He also said the case of Timor Leste showed that Indonesia should never underestimate the power of non-governmental organizations when they united behind a particular cause. They could influence their respective governments, he added, and had showed that Timor Leste was not "a mere pebble anymore but became something that burdened Indonesia".
Presidential spokesman Dino Patti Djalal, who was also an Alatas aide for Timor Leste, said the book taught many valuable lessons.
This included, he added, that Indonesia failed to win the hearts and minds of the Timor Leste people by simply pouring money into the province, and letting the military and intelligence play a greater role in the area.
Indonesia occupied the former Portuguese colony in 1975. In a UN-sponsored referendum in 1999, the people overwhelmingly voted for separation from Indonesia. In May 2002, it became an independent state.
Tradução:
O New Straits Times é um megafone do governo Malásio, o que é que esperava? Em Novembro de 2003, o mesmo John Teo disse que podia "ter empatia [!]" com o seu amigo Indonésio, que disse que a Indonésia "provavelmente salvou o território abandonado de confusão inspirado por comunistas".
Ter empatia? Não me lembro de a Malásia ter alguma vez de invadir um vizinho mais pequeno – de facto, expulsou satisfeita a Singapura da sua federação em 1965.
Felizmente, com a saída de Mahathir e a recente má prestação do UMNO nas eleições recentes, um outro prego foi pregado no caixão dos chamados "Valores Asiáticos".
O que Teo se esquece de nos dizer é que Suharto recusou contemplar qualquer forma de autonomia para Timor-Leste, o que Alatas disse tornou mais difícil o seu trabalho. E as campanhas das ONG's sobre Timor-Leste tornaram ainda mais difícil.
Não era a intransigência de Portugal que se devia acusar, mas a da Indonésia.
***
Alatas sobre Timor-Leste: RI subestimou o poder das ONG's
The Jakarta Post Quinta-feira, Agosto 10, 2006
Livro de Alatas ensina a RI a não repetir a tragédia de Timor-Leste
Abdul Khalik, The Jakarta Post, Jakarta
foto: Pela sua própria escrita: O antigo ministro dos estrangeiros Ali Alatas (esquerda) autografou uma cópia das suas memórias na Quarta-feira para a presidente do Instituto de Educação Duta Bangsa Mien R. Uno (centro), while O Editor Senior do The Jakarta Post Sabam Siagian olha. Alatas lançou A Pedra no Sapato: A Luta Diplomática por Timor-Leste no edifício do Arquivo Nacional em Central Jacarta. (JP/R. Berto Wedhatama)
Ali Alatas aprendeu a navegar à sua maneira nos corredores do poder como um diplomata altamente respeitado, incluindo servir como ministro dos estrangeiros nas administrações de Soeharto e Habibie.
Essas capacidades diplomáticas foram postas à prova no problema espinhoso do então Leste de Timor, com Alatas a dar detalhes no seu livro intitulado correctamente A Pedra no Sapato – A Luta Diplomática por Timor-Leste.
Foi lançado oficialmente no edifício do Arquivo Nacional no Oeste de Jacarta na Quarta-feira, com comentários pelo famoso jornalista Aristides Katoppo, o antigo representante permanente da Indonésia na ONU Nugroho Wisnumurti e o antigo embaixador na Austrália e director do The Jakarta Post Sabam Siagian.
Katoppo é também representante de ambos Aksara Kurnia e United in Diversity que publicou o livro.
O Ministro dos Estrangeiros Hassan Wirayuda, figuras proeminentes e vários embaixadores estrangeiros estiveram presentes na cerimónia de lançamento na Quarta-feira.
O antigo ministro dos estrangeiros da Indonésia "disse qu o caso de Timor-Leste mostrou que a Indonésia nunca devia subestimar o poder das organizações não-governamentais quando se unem por detrás duma causa particular. Elas podem influenciar os governos respectivos, acrescentou, e isso mostrou que Timor-Leste não era 'já uma mera pedra mas que se tornou em algo que pesou na Indonésia.'"
Nugroho louvou o tamanho factual do livro com 330 páginas, com mais detalhes novos do que livros anteriores sobre Timor Leste, incluindo sobre as razões porque a Indonésia decidiu entrar em Timor-Leste, as séries de encontros diplomáticos e negociações entre a Indonésia, Portugal e a ONU e como foi tomada a decisão para dar uma consulta popular a Timor-Leste que levou à sua independência da Indonésia e à criação de Timor-Leste.
Sabam disse que o livro era parte do esforço de dar um relato completo de Timor-Leste, com uma descrição viva sobre como o Ministério dos Estrangeiros e o então ministro dos estrangeiros foram ultrapassados por Habibie e seus conselheiros sobre o referendo em Timor-Leste.
Apesar da afirmação de Alatas que o livro não tinha a intenção de refutar deturpações sobre Timor-Leste em muitos livros anteriores, ele escreveu no prefácio: " ... Aqui e ali nas leituras (de muitos outros livros) encontrei algumas versões e detalhes que não correspondem ao que acredito de facto transpirou."
Com quase todos os outros trabalhos sob Timor-Leste da autoria de observadores estrangeiros, Alatas acreditava que estava na hora para um livro baseado na perspectiva dum cidadão Indonésio intimamente envolvido na questão de Timor-Leste durante a sua experiência de 25 anos.
Alatas disse que a população Indonésia precisava de saber o que acontecera durante a luta da Indonésia para reter Timor-Leste, especialmente as negociações à porta fachada de 1983 até 1999, para evitar falsos mitos e acusações que essa foi uma luta entre os bons -- significando Timor-Leste – num lado e os maus -- Indonésia – no outro.
"Espera-se que lições valiosas sejam aprendidas e que sejam usadas para desenvolver a nossa nação," disse à audiência.
Alatas sublinhou que o aspecto mais importante que os líderes políticos Indonésios podem aprender de Timor-Leste para o futuro era como tratar áreas vulneráveis à sucessão, tais como a Papua e Nanggroe Aceh Darussalam.
Disse também que o caso de Timor-Leste mostrava que a Indonésia nunca devia subestimar o pode de organizações não-governamentais quando se unem por detrás duna causa particular. Podem influenciar os governos respectivos, acrescentou, e isso mostrava que Timor-Leste já não era mais "uma mera pedra mas que se tornou algo que pesou na Indonésia".
O porta-voz Presidencial Dino Patti Djalal, que era também um ajudante de Alatas para Timor Leste, disse que o livro ensinava muitas lições valiosas.
Isto incluiu, acrescentou, que a Indonésia falhou em ganhar os corações e as mentes do povo de Timor-Leste canalizando simplesmente dinheiro para a província, e deixando os militares e os serviços de informações terem um maior papel na área.
A Indonésia ocupou a antiga colónia Portuguesa em 1975. Num referendo patrocinado pela ONU em 1999, as pessoas votaram predominantemente pela separação da Indonésia. Em Maio de 2002, tornou-se um Estado independente.
Por
Malai Azul 2
à(s)
17:30
1 comentários
Alatas não pode ter razão...
Comentário na sua mensagem "Timor Leste its own worst enemy?":
Está nas mãos dos Timorenses, saliento o T em letra grande, demonstrar que não são os próprios o problema, mas parte activa e interessada em ultrapassar as suas divergências e construir um ambiente onde cresça e floresça um verdadeiro Estado.
Mas que são indomáveis, bem...lá isso é verdade, para além de uma filosofia de resolução das questões muito própria ... direi para um ocidental incompreensível.
Como exemplo é a ideia de Estado, com leis,regras e justiça verso a atitudes da tribo, do clã, da família ...quem conhece Timor Leste no duro sabe que é assim mesmo ... a mudança é por isso imprescindível, por isso todos esperamos, pelo desejado País da Esperança, que tarda, por uma mudança efectiva, atrevo-me a dizer, esperamos uma revolução das mentalidades e do comportamento.
A ONU tem-se empenhado e muitas ONGs, mas sinceramente é urgente que façam uma reflexão séria e um balanço da sua performance, verão quanto ineficaz é a sua organização e ineficiente a suas políticas, em nome de um mundo melhor, também é urgente que mudem as mentalidades e o modo de agir.
Quanto à geoestratégia da Austrália, não haja nenhuma ilusão, é também evidente que desde muito antes de 1975, em 1999 e agora prossegue a defesa dos seus interesses de defesa territorial e económica.
Distante, mas no coração um Portugal sentimentalão, neste mundo de interesses, mas mesmo o sentimento terá que ser claro, transparente e eficiente dentro de um quadro de desenvolvimento económico, educativo, militar como só os Portugueses, que respeitam os outros povos sabem fazer e bem mas só quando se organizam.
Portugal também terá que apreender com a difícil situação de Timor Leste e ajudar ao entendimento e à pacificação ... sem o paternalismo do passado, mas ao contrário deverão com o seu comportamento prespectivar e evidenciar uma visão de longo prazo.
Alatas não pode ter razão...
Malai X
Por
Malai Azul 2
à(s)
17:28
0
comentários
A quem servem os argumentos do autor?...
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor Leste its own worst enemy?":
O que este autor descreve como "a surgical operation against the Timorese rebels" foi, na realidade, uma invasão de um país estrangeiro. Se nesse país existiam "rebeldes" ou não, isso não dizia respeito à Indonésia.
A "integração" de Timor-Leste na Indonésia só foi reconhecida por um país - A Austrália. E no entanto, Portugal é que é qualificado de "intransigente" neste artigo, que volta a desenterrar os mitos de que os timorenses são impossíveis de "pacificar" e que a Indonésia até trouxe "melhoramentos" económicos, sociais e físicos (!) aos timorenses. E mais não foi por causa das "intermináveis atrocidades" da "guerrilha".
Quanto à pacificação, não ouvi nunca nenhum timorense dizer que queria ser "pacificado" pela Indonésia. Mesmo que fosse impossível "pacificar" os timorenses, isso é um assunto que só a eles diz respeito.
Quanto aos "melhoramentos", onde estão eels? São as novas "urbanizações" de Comoro, sem saneamento básico e em cujas "ruas" não passa um carro dos bombeiros? O corte indiscriminado das acácias? A constituição de inúmeras empresas de generais indonésios que sugaram os recursos naturais de Timor durante 24 anos? As máquinas novinhas em folha da Moniz da Maia Serra & Fortunato roubadas? O "controlo de natalidade" que fez a população diminuir de 600.000, no último censo da administração portuguesa, para 500.000 no primeiro feito pelos indonésios? O antigo hospital de Dili e as melhores escolas de Timor transformadas em quartéis? O petróleo do Mar de Timor oferecido de mão beijada à Austrália? O aniquilamento cultural e etnológico do povo timorense? A "inovação" de se comer com a mão, em vez de usar talheres? O tabaco kretek?
Quanto às "intermináveis atrocidades", elas não foram da guerrilha, mas do Estado javanês, ao longo de 24 anos: Choques eléctricos nos órgãos genitais, decapitações, queimaduras de cigarro, arranque de unhas, violações, morte de bebés nas barrigas das mães, abertas à catanada, etc.
Será que o Sr. Alatas se esqueceu de referir isso, ou tem alguma "pedra no sapato"?
Por
Malai Azul 2
à(s)
17:25
0
comentários
sexta-feira, março 21, 2008
Timor Leste its own worst enemy?
NST online
2008/03/21
By : John Teo
In his book 'The Pebble in the Shoe: The Diplomatic Struggle for East Timor', Ali Alatas, Indonesia's former foreign minister and ambassador to the United Nations, traces events from the Indonesian invasion in 1975 to the army’s exit in September 1999, and the transfer of control to a UN peacekeeping force.
THERE just does not seem to be any end in sight to the troubles besetting our region's newest country, Timor Leste, now convulsed in the grim aftermath of the armed attacks on its top two leaders.
The country appears to be its own worst enemy, and that storyline is pretty much unchanged in more than three decades of its recent violent history.
A refreshing non-Western perspective of the long and bloody struggle for an independent Timor Leste is now given by someone with a ringside seat in managing that tragedy throughout: Ali Alatas, Indonesia's ambassador to the United Nations in Geneva, then New York and later foreign minister till 1999.
The Pebble in the Shoe: The Diplomatic Struggle for East Timor recounts Alatas' dogged, almost heroic struggle to come to an equitable solution that satisfied, on the one hand, Timor Leste's disparate population (divided between those who would settle for nothing short of independence and those supporting integration with Indonesia) and, on the other hand, an Indonesia that felt it had invested too much in lives and treasure in a problem it never wanted, and, on the third hand, a Portugal perhaps racked more by guilt over its centuries of neglect of its former colony than real concern for the ultimate fate of Timor Leste.
Serious armed revolt broke out in then Portuguese Timor in 1975 just as Portugal itself was embroiled in revolution and a chastened United States was winding down its ill-fated intervention in Indochina. It must have felt like a good-neighbourly act when Indonesian president Suharto moved in to quell the serious fighting by leftist Fretilin forces threatening anarchy just two days after US president Gerald Ford and his secretary of state Dr Henry Kissinger left Jakarta.
As two of the world's largest anti-communist countries then, both the United States and Indonesia must have agreed that a surgical operation against the Timorese rebels would be a nifty solution to an unavoidable and pesky little local problem.
Nobody ever envisioned what only now becomes apparent: that the Timorese are perhaps impossible to pacify. The Indonesians could claim some success in bringing about improvements in the dire economic, social and physical condition of the Timorese population. But much good work was negated by an unending series of bloody atrocities in a debilitating guerilla war.
On the diplomatic front, Indonesia launched an epic campaign through the tenures of four successive UN secretaries-general, tortuous negotiations and countless agreements that managed to progressively whittle down support for an annual UN vote on the Timor question.
Having worn down the intransigence of Portugal through fine diplomatic footwork, Alatas was finally on the cusp of an overall settlement of the Timor problem on Indonesia's own terms when the economic crisis of 1997 hit, and with it political tumult that saw Suharto resigning and B.J. Habibie becoming president.
Alatas, retained as foreign minister by Habibie, saw a promising opening to push for real political autonomy as part of the comprehensive package to settle the Timor diplomatic logjam once and for all.
Unfortunately, by then, an inexperienced president no longer regarded the cautious Alatas as the indispensable arbiter for Indonesia on the Timor problem. An ill-timed if well-meaning letter from Australian prime minister John Howard provoked an Indonesian sense of betrayal and only exacerbated Alatas' difficulties.
What Alatas regarded as an attainable final solution leaving East Timor as part of Indonesia was to be pushed further beyond reach by Habibie's sometimes inexplicable missteps. Another bloody new chapter in the history of East Timor was set to be written; one that would seal the short-lived presidency of Habibie and end in the birth of Asia's newest nation in 2002.
There is a sobering lesson here: Timor Leste is but a tiny territory that occupied an oversized space in international consciousness extending several decades, but what difference did all the attention make to the lives of ordinary people there? Timor Leste may be a damning indictment of Indonesian diplomacy, but it is also - perhaps even more shamefully - an indictment of the international community working through the UN.
Tradução:
Timor Leste é o seu pior inimigo?
NST online
2008/03/21
Por : John Teo
No seu livro 'A pedra no sapato: a luta diplomática por Timor-Leste', Ali Alatas, antigo ministro dos estrangeiros da Indonésia e embaixador nas Nações Unidas, traça eventos desde a invasão pelos Indonésios em 1975 até à saída dos militares em Setembro de 1999, e a transferência do controlo para uma força de capacetes azuis da ONU.
Parece não haver fim à vista para os problemas que afligem constantemente o mais novo país da nossa região, Timor-Leste, agora chocado com as consequências amargas dos ataques armados aos dois líderes de topo.
O país parece ser o seu próprio pior inimigo, e a linha dessa história praticamente não mudou em mais de três décadas da sua recente história violenta.
Uma perspectiva não-Ocidental refrescante da luta longa e sangrenta por um Timor- Leste independente é dada agora por alguém dum lugar próximo do ringue na gestão durante toda essa tragédia: Ali Alatas, Embaixador da Indonésia nas Nações Unidas em Geneve, depois em Nova Iorque e mais tarde ministro dos estrangeiros até 1999.
A pedra no sapato: a luta diplomática por Timor-Leste conta a luta teimosa, quase heróica de Alatas para chegar a uma solução justa que satisfizesse, por um lado, a variada população de Timor-Leste (dividida entre os que apenas aceitariam a independência e os que apoiavam a integração com a Indonésia) e por outro lado, uma Indonésia que sentia que tinha investido demasiado em vidas e dinheiro num problema que nunca quis e, num terceiro lado, um Portugal talvez mais movido por sentimentos de culpa por séculos de negligência da sua antiga colónia do que por real preocupação pelo destino final de Timor-Leste.
Em 1975 rebentou uma revolta armada séria na então colónia Portuguesa exactamente quando o próprio Portugal estava mergulhado numa revolução e uns Estados Unidos castigados estavam a engolir a sua falhada intervenção na Indochina. Deve ter parecido como uma acção de boa vizinhança quando o presidente Indonésio Suharto entrou para acalmar uma luta séria entre as forças esquerdistas da Fretilin que ameaçavam anarquia dois dias apenas depois do presidente dos USA Gerald Ford e do seu secretário de Estado Dr Henry Kissinger deixarem Jacarta.
Sendo então dois dos maiores países anti-comunistas do mundo, ambos os Estados Unidos e a Indonésia devem tar concordado que uma operação cirúrgica contra os rebeldes Timorenses seria uma solução atraente para um inevitável e importuno pequeno problema local.
Nunca ninguém sequer imaginou o que apenas agora se tornou aparente: que os Timorenses são impossíveis de pacificar. Os Indonésios podem reinvindicar alguns sucessos em levar algumas melhorias às miseráveis condições económicas, sociais e físicas da população Timorense. Mas muito bom trabalho foi anulado por uma série sem fim de atrocidades sangrentas numa debilitante guerra de guerrilha.
Na frente diplomática, a Indonésia lançou uma campanha épica através dos mandatos de quatro sucessivos secretários-gerais da ONU, negociações tortuosas e um número sem fim de acordos que acabaram por progressivamente reduzir o apoio numa votação anual na ONU à causa de Timor.
Tendo desgastado a intransigência de Portugal através de óptimo trabalho diplomático, Alatas estava finalmente na ponta dum acordo geral do problema de Timor conforme os próprios termos da Indonésia quando a crise económica de 1997 atingiu, e com ela um tumulto político que levou à resignação de Suharto e a subida de B.J. Habibie a presidente.
Alatas, retido como ministro dos estrangeiros por Habibie, viu uma abertura prometedora para empurrar para uma real autonomia política como parte dum pacote geral para arrumar o puzzle diplomático de Timor uma vez por todas.
Infelizmente, nessa altura, um presidente sem experiência já não mais olhava o cauteloso Alatas como o árbitro indispensável para a Indonésia para o problema de Timor. Uma carta enviada em má altura , mesmo se bem-intencionada, pelo primeiro-ministro Australiano John Howard provocou um sentimento de traição e apenas exacerbou as dificuldades de Alatas.
O que Alatas via como solução final, deixar Timor-Leste como parte da Indonésia foi empurrado para trás pelos por vezes inexplicáveis maus passos de Habibie. Um outro novo capítulo na história sangrenta de Timor-Leste estava prestes a ser escrito; um que selaria a curta presidência de Habibie e que acabaria no nascimento da mais nova nação da Ásia em 2002.
Há nisto uma lição moderada: Timor-Leste não passa dum pequeno território que ocupou um espaço exagerado na consciência internacional durante várias décadas, mas que diferença é que fez toda essa atenção nas vidas das pessoas comuns de lá? Timor-Leste pode ser uma acusação condenável da diplomacia da Indonésia, mas é também – talvez ainda mais vergonhosamente – uma acusação da comunidade internacional a trabalhar através da ONU.
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:29
5
comentários
Timor da minh’Alma
Tenho uma flor
mas não uma qualquer flor:
é uma flor de Timor.
tenho ainda uma negra pedra
apanhada na praia de Díli.
e um búzio
e muitas conchas…
…e alguns corais
polidos pela água e pelo vento
corroídos pela incerteza das marés
que num vaivém constante
me sussurram ao ouvido
me deixam numa angústia paranóica
porque não sei…
se volto
se fico
ou se morro.
Tenho ainda em mim
a poeira de Santa Cruz
a luz do nascer do Sol
os azuis do Tatamailau
e a neblina de Ataúro!
Mas na Alma!
Ah! Na Alma!..
entranhada no meu coração:
está a Alma daquela gente!
Palmira Marques, Coimbra
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:24
2
comentários
Kla'ak Semanal
New Kla'ak Semanal (weekly) edition (Ed. 9) out now, online.
http://klaak-semanal.blogspot.com/
Por
Malai Azul 2
à(s)
01:43
0
comentários
Parlamento aprova renovação do estado de sítio
Lisboa, 20 Mar (Lusa) - O parlamento timorense aprovou hoje por maioria a proposta do Governo de renovação do estado de excepção, decretado a 11 de Fevereiro, após os ataques ao Presidente da República e ao primeiro-ministro, segundo um comunicado parlamentar.
Assim, a partir de segunda-feira, vigora o estado de sítio nos distritos do Oeste, onde se concentram as operações para a entrega do grupo do ex-tenente Salsinha, envolvido nos atentados de 11 de Fevereiro.
O estado de sítio permanece em Ailéu, Ermera, Bobonaro, Covalima, Ainaro, Liquiçá e Manufahi.
Nesses distritos, o recolher obrigatório aplica-se entre as 22:00 e as 06:00 e não são permitidas manifestações ou reuniões.
Nos restantes distritos, todos a Leste da capital, a medida de excepção aplicada é o estado de emergência, que obriga ao recolher entre 23:00 e as 05:00.
"Na prática, o estado de sítio é mais gravoso e é aplicado quando a ordem constitucional pode estar em causa. Prevê que as Forças Armadas possam agir interinamente e tomar conta da operação, hierarquizando-se à polícia", disse fonte parlamentar.
No entanto, a fonte sublinhou que em Timor-Leste isso nunca aconteceu, porque a "operação militar que foi desenhada para fazer caça ao grupo armado (responsável pelos ataques contra Ramos-Horta e Xanana Gusmão) sempre teve um comando conjunto entre o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas e o comandante da Polícia".
"O estado de emergência destina-se mais a restabelecer a ordem pública, estando prevista a utilização das Forças Armadas em coordenação com a polícia", indicou a fonte parlamentar.
Sem qualquer estado de excepção vai estar a ilha de Ataúro e o enclave de Oecusse.
A proposta do Governo foi aprovada com 35 votos a favor, 16 contra e 11 abstenções.
Na Sessão Plenária Extraordinária que hoje se realizou esteve presente o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
O estado de sítio foi decretado em Timor-Leste após os ataques, a 11 de Fevereiro, contra o Presidente da Republica, José Ramos-Horta, e contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
MCL.
Lusa/fim
Por
Malai Azul 2
à(s)
00:43
1 comentários
Ramos-Horta está a recuperar "surpreendentemente bem" e já comeu pastéis de nata
Lisboa, 20 Mar (Lusa) - O Presidente timorense, José Ramos-Horta, está a recuperar "extremamente bem", mostra-se bem disposto, já comeu pasteis de nata e irá regressar em breve a Timor-Leste, disse hoje à Agência Lusa a sua chefe de gabinete.
"O Presidente está bem disposto e está a recuperar muito bem, extremamente bem, na sua própria casa (em Darwin, Austrália)", disse por telefone à Lusa Natália Carrascalão.
Contactada a partir de Lisboa, a chefe de gabinete não precisou uma data para o regresso de Ramos-Horta a Timor-Leste, mas disse que, segundo o seu médico pessoal, "se quisesse (o presidente) poderia regressar hoje, não teria problemas nenhuns"
"Mas vais ficar mais uns dias a descansar", acrescentou.
Natália Carrascalão disse ainda que o chefe de Estado timorense está "cheio de força, fica bastante tempo a falar com as pessoas e tem a família toda ao seu redor".
Sublinhando a rápida recuperação do Presidente timorense face à gravidade dos ferimentos que teve, a chefe de gabinete atribuiu-a à força e à boa forma física de Ramos-Horta que "caminha e exercita-se bastante".
Apesar de ainda não ter conseguido saborear os pastéis de Belém originais que pediu assim que se recuperou do ataque, José Ramos-Horta já comeu uns pastéis de nata, que uma amiga lhe levou de Sydney.
"Houve um problema com uma mala do comandante da GNR que lhe trazia pastéis de Belém. Ficou retida na Holanda", explicou divertida, acrescentando que o Presidente é um "grande apreciador" deste bolo português.
José Ramos-Horta foi ferido a tiro durante um ataque contra a sua residência em Díli, a 11 de Fevereiro.
Nesse mesmo dia, após ter sido inicialmente assistido em Díli, foi transferido para um hospital de Darwin, norte da Austrália, onde foi submetido a várias intervenções cirúrgicas e onde recebeu alta na quinta-feira.
MCL.
Lusa/Fim
Por
Malai Azul 2
à(s)
00:41
0
comentários
quinta-feira, março 20, 2008
IDPs begin to return home as security improves
DILI, 20 March 2008 (IRIN) - A month after the attacks in Timor-Leste that left rebel leader Alfredo Reinado dead and President Jose Ramos Horta wounded, some of the 30,000 internally displaced people (IDPs) living in camps throughout Dili, the capital, are returning home.
The security situation appears to have improved considerably, according to UN and government sources, since the death of Reinado and many of his followers. The 600 former defence force troops with grievances against the government are now negotiating settlements, easing fears of renewed fighting. In addition, the offer of a government relocation package - including assistance to reconstruct houses - has prompted at least 43 families (380 people) to return home in the past week.
Vicente da Silva and his family piled all their worldly possessions - buckets, clothes and cooking pots - on to a truck and waved goodbye to the Dominican Sisters IDP camp they had called home for almost two years.
"I feel about 75 percent safe in my neighbourhood, because the security situation is
better and it’s calmer now,” Da Silva told IRIN. “The police are regularly patrolling the areas, and there are not really any problems.”
Da Silva received US$5,000 from the government to rebuild his two homes, which were damaged in the 2006 crisis when tensions erupted between the police and military. He has only just received the money, and will live in a tent on his property, not far from the IDP camp, until he finishes rebuilding his houses.
Safety first
Many IDPs say they feel safer since the police and military merged several weeks ago under a joint command as it demonstrates that the two groups, who were once enemies, can now work together peacefully.
"I saw after the government took the PNTL [national police] and FDTL [national defence force] and put them together … that they are working together very well,” Da Silva said. “I now have faith in the institutions."
But the merger is only temporary, and analysts, including those from the International Crisis Group, fear the situation may not remain calm for ever. They say any renewed violence could see those who are relocating swiftly return to the safety of IDP camps.
"The challenge now is to make sure that people are informed, and make an informed decision about their return," Luis Vieria, chief of mission of the International Organization for Migration, told IRIN.
He said the government was working hard on a system to monitor the returnees and defuse any potential tensions.
For Da Silva, making peace with his neighbour, who attacked him with a machete over a bag of rice during the crisis, will be vital to the success of his relocation.
"Two years ago it was difficult and everyone was hungry. Now I will try to work on the relationship with my neighbour … as it is better living at home than under a tent."
But not all the IDPs feel safe returning home. "For some people, living next to the person who threatened your life will not be an option, no matter how hard we try," said Vieria.
So far, only a handful of the 100,000 displaced throughout the country are showing an interest in returning home.
Plans on how to deal with those who are unwilling to return home are being developed, but, for the moment, the government is focusing on those IDPs who are willing to leave, and those who pose particular problems, such as some 1,500 people living in the corridors of the national hospital, who are causing safety and health concerns.
The Norwegian Refugee Council and the government have built transitional shelters on a new site in the Becora section of Dili, and are arranging for the relocation of IDPs from the hospital.
"Dialogue is ongoing both within the camp and also between the camp residents and the receiving community at the new site to make sure that everything is in order to make sure people can move," said Vieria.
Da Silva feels that many more IDPs will soon start thinking about leaving.
"From what I have seen, the majority of IDPs do want to go home,” said Da Silva,
because they now have seen they are getting support from the government.”
sm/bj/mw
Theme(s): (IRIN) Conflict, (IRIN) Health & Nutrition, (IRIN) Refugees/IDPs
[ENDS]
Tradução:
Deslocados começam a regressar a casa à medida que a segurança melhora
DILI, 20 Março 2008 (IRIN) – Um mês depois dos ataques em Timor-Leste que deixaram morto o líder amotinado Alfredo Reinado e ferido o Presidente José Ramos Horta, alguns dos 30,000 deslocados a viverem em campos espalhados por Dili, a capital, estão a regressar a casa.
A situação de segurança parece ter melhorado consideravelmente, de acordo com fontes da ONU e do governo, desde a morte de Reinado e de muitos dos seus seguidores. Os 600 antigos membros das forças de defesa com queixas contra o governo estão agora a negociar arranjos, acalmando receios de lutas renovadas. A acrescentar a oferta dum pacote de relocalização pelo governo – incluindo assistência à reconstrução de casas – levou pelo menos 43 famílias (380 pessoas) a voltarem a casa na semana passada.
Vicente da Silva e a sua família amontoaram todas as suas posses terrenas - baldes, roupas e tachos - num camião e disseram adeus ao campo de deslocados das irmãs Dominicanas que foi a sua casa durante quase dois anos.
"Sinto-me 75 por cento seguro no meu bairro, porque a situação da segurança está melhor e está mais calmo agora,” disse da Silva à IRIN. “A polícia está a patrulhar a área com regularidade e realmente não há problemas.”
Da Silva recebeu US$5,000 do governo para reconstruir as suas duas casas, que foram danificadas na crise de 2006 quando irromperam tensões entre polícias e militares. Acabou de receber o dinheiro e viverá numa tenda na sua propriedade, não muito longe do campo de deslocados até acabar a reconstrução da casa.
Primeiro a segurança
Muitos deslocados dizem que se sentem mais seguros desde que a policia e os militares se juntaram há várias semanas atrás sob um comando conjunto dado que isso mostra que os dois grupos, que já foram inimigos podem agora trabalhar juntos pacificamente .
"Vejo que depois que o governo pegou na PNTL [polícia nacional] e na FDTL [força de defesa nacional] e as pôs juntas… que estão a trabalhar muito bem,” disse da Silva. “Agora tenho fé nas instituições."
Mas a junção é apenas temporária e analistas, incluindo os do International Crisis Group, receiam que a situação possa não ficar calma para sempre. Dizem que qualquer nova violência pode ver os que se estão a relocalizar a regressar rapidamente para a segurança dos campos de deslocados.
"O desafio agora é ter a certeza que as pessoas estão informadas, e tomarem decisões informadas acerca do regresso," Luis Vieira, chefe da missão da Organização Internacional das Migrações disse à IRIN.
Disse que o governo está a trabalhar muito num sistema para monitorizar os retornados e aliviar quaisquer tensões potenciais.
Para da Silva, fazer a paz com os seus vizinhos que o atacaram com uma machete por causa de um saco de arroz durante a crise, será vital para o sucesso da sua relocalização.
"Há dois anos atrás era difícil e toda a gente tinha fome. Agora vou tentar melhorar as relações com o meu vizinho … pois que é melhor viver em casa do que numa tenda."
Mas nem todos os deslocados se sentem seguros para voltar a casa. "Para algumas pessoas viver ao lado da pessoa que ameaçou a sua vida não será uma opção, independentemente de quanto nos esforçarmos," disse Vieira.
Até agora, apenas uma mão cheia dos 100,000 deslocados espalhados pelo país mostrou algum interesse em voltar a casa.
Planos sobre como lidar com aqueles que não querem voltar a casa estão a ser desenvolvidos, mas, nesta altura, o governo está a focar nos deslocados que querem partir, e nos que colocam problemas particulares, como cerca de 1,500 pessoas a viverem nos corredores do hospital nacional, que estão a causar preocupações de segurança e de saúde.
O Conselho Norueguês de Refugiados e o governo construíram abrigos transitórios num novo local em Becora, Dili, e estão a tratar da relocalização dos deslocados do hospital.
"O diálogo está em curso tanto dentro do campo mas também entre os residentes do campo e a comunidade receptora no novo sítio para ter a certeza que tudo está em ordem e que as pessoas se podem mudar," disse Vieira.
Da Silva sente que muitos mais deslocados em breve começarão a pensar sair.
"Pelo que tenho visto, ta maioria dos deslocados quer voltar a casa,” disse da Silva, porque agora estão a ver que estão a obter apoio do governo.”
sm/bj/mw
Theme(s): (IRIN) Conflict, (IRIN) Health & Nutrition, (IRIN) Refugees/IDPs
[ENDS]
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:34
1 comentários
UNMIT – MEDIA MONITORING - Thursday, 20 March 2008
"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."
National Media Reports
TVTL News Coverage
Ramos-Horta appeals to Salsinha and his group to surrender: PR José Ramos-Horta has said it’s time for Salsinha and his group to surrender in order to contribute to the stability of the nation. “To Mr. Salsinha and his group, please surrender and submit your weapons,” said PR Horta.
TMR appeals to people to report abuses: F-FDTL Commander Brigadier-General Taur Matan Ruak is encouraging members of the public to report any cases of abuse committed by the Joint Operation.
“We are ready to receive any reports from any of the victims if they have been tortured by the soldiers, so that the cases can be investigated and not just publicized through the media,” said TMR on Wednesday (19/3) at Palacio da Cinzas, Dili.
RTL News Coverage
Horta appeals to F-FDTL and PNTL to guarantee nation’s security: PR José Ramos-Horta has appealed to the F-FDTL and the PNTL to cooperate together to guarantee the security of the country. The President said that crises within these institutions impacts gravely on civilians. “I ask the F-FDTL and PNTL to continue working hand in hand. The 2006 crisis was caused by these two institutions. Some escaped with weapons and they were killing each other. This should not happen again. Timor-Leste is only one. Not two or three. There is no west and east. Those who use west and east to divide Timor-Leste are those who do not want peace in this country,” said PR Horta.
PR Horta also thanked the state, government and international agencies in Timor-Leste who prayed for his recovery.
PR Ramos-Horta appeals to Salsinha and his group to surrender: President Ramos-Horta has appealed to Salsinha and his group to surrender to the F-FDTL/PNTL Joint Operation. He said that if they did not surrender, they would lose their rights. “If we want to kill or hurt people and burn houses, we lose everything. So I ask Mr. Salsinha and his members to submit themselves along with their weapon to face justice. The only way for them is surrender,” said PR Horta.
Print Coverage
Fretilin does not accept State of Siege: One of the members of the Fretilin party, Fransisco Miranda Branco, said Fretilin party’s members did not vote for the Stage of Siege which has been approved by the AMP in the National Parliament because of the negative impact it will have on the liberty of people.
“Fretilin members will not vote for the extension of the “State of Siege” to a “State of Emergency” because it will have a huge impact on the nation’s economy and reduce citizens’ fundamental liberties,” said Branco on Wednesday (19/3) in the National Parliament, Dili.
However, the Fretilin party is continuing their support for the Apprehension Operation which is being carried out by the PNTL and F-FDTL. (STL)
Brigadier-General Taur Matan Ruak asks people to report their cases to the police: The Apprehension Operation’s General-Commander, Brigadier-General Taur Matan Ruak, said people should report their cases to the police if they are abused by soldiers so that the commander can take action.
“We are ready to receive any reports from any of the victims if they are tortured by the soldiers, so that the cases can be investigated, not just to publicized thorough the media,” said Matan Ruak on Wednesday (19/3) at Palacio da Cinzas, Dili. (STL)
In the eyes of the National Parliament, PNTL are not Professional: In the eyes of members of the National Parliament, PNTL are not professional. Therefore, the National Parliament has recommended that the United Nations provide more training for the PNTL so that they can become more professional.
The recommendation was made during the meeting with a group of experts from the UN’s Department of Peacekeeping Operations.
Meanwhile, the first Vice-Acting President of the National Parliament, Maria Paixao, said to the journalists that during the meeting, the members of National Parliament also asked members of the United Nations Police from 41 countries in Timor Leste to respect East Timorese traditions.
“It is not easy for the people of 41 countries in Timor Leste to understand and respect the culture of Timor-Leste. Therefore as representatives of the Timorese in the National Parliament, we ask the United Nations to train them before they enter the country,” said Paixao on Wednesday (19/3) in the National Parliament, Dili. (STL)
Fretilin does not accept the State of Siege: One of the members of the Fretilin party, Fransisco Miranda Branco, said Fretilin party’s members did not vote for the Stage of Siege which has been approved by the AMP in the National Parliament because of the negative impact it will have on people’s liberty. “Fretilin members will not vote for the extension of “State of Siege” to “State of Emergency” because it will have a huge impact on the nation’s economy and reduce citizens’ fundamental liberties,” said Branco on Wednesday (19/3) in the National Parliament, Dili. However, the Fretilin party is continuing their support for the Apprehension Operation which is being carried out by the PNTL and F-FDTL. (STL)
Brigadier-General Taur Matan Ruak asks Salsinha to follow past examples: The Apprehension Operation’s General-Commander, Brigadier-General Taur Matan Ruak, has asked former Lieutenant Gastao Salsinha to follow the good examples set in the past during his struggles against the Indonesian occupation. TMR said that Salsinha should believe that his only course is to surrender. These comments were made as Salsinha escaped another apprehension attempt. TMR has said that the Apprehension Operation is aware of where they are currently hiding.
“Progress is underway and we hope this will continue and hopefully he will come down to face justice,” said TMR on Wednesday (19/3) at Palacio da Cinzas, Dili. (TP)
Julio Pinto has accused foreigners of meddling in national politics: The State Secretary for Defence, Julio Pinto, has said that government has a list of people who have meddled in the country’s internal politics. Mr Pinto said that he is currently trying to find more information on these foreigners. “We already have a list. Now we are trying to find more information on these foreigners who are involved in the political situation in Timor Leste so that they can be submitted for an investigation,” said Mr Pinto. (TP)
National News Sources:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)
Tradução:
UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Quinta-feira, 20 Março 2008
"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e do seus conteúdo não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."
Relatos dos Media Nacionais
TVTL Cobertura de Notícias
Ramos-Horta apela a Salsinha e ao seu grupo para se renderem: O PR José Ramos-Horta disse que já é tempo para Salsinha e o seu grupo se renderem de modo a contribuirem para a estabilidade da nação. “Ao Sr. Salsinha e ao seu grupo, por favor rendam-se e entreguem as vossas armas,” disse o PR Horta.
TMR apela às pessoas para relatarem abusos: O Comandante das F-FDTL Brigadeiro-General Taur Matan Ruak está a encorajar os membros da população a relatarem quaisquer casos de abusos cometidos pela Operação Conjunta.
“Estamos prontos para aceitar quaisquer relatos de qualquer vítima se foram torturados pelos soldados, para que os casos possam ser investigados e não apenas divulgados pelos media,” disse TMR na Quarta-feira (19/3) no Palácio das Cinzas, Dili.
RTL Cobertura de Notícias
Horta apela à F-FDTL e PNTL para garantirem a segurança da nação: O PR José Ramos-Horta apelou à F-FDTL e PNTL para cooperarem juntas para garantir a segurança do país. O Presidente disse que crises dentro dessas instituições tiveram graves impactos sobre civis. “Peço à F-FDTL e PNTL para continuarem a trabalhar mão na mão. A crise de 2006 foi causada por essas duas instituições. Alguns escaparam com armas e mataram-se uns aos outros. Isto não deve tornar a acontecer outra vez. Timor-Leste é apenas um. Não dois ou três. Não há oeste e leste. esses que usam o oeste e o leste para dividirem Timor-Leste são os que não querem paz neste país,” disse o PR Horta.
O PR Horta agradeceu também ao Estado, governo e agências internacionais em Timor-Leste que rezaram pela sua recuperação.
PR Ramos-Horta apela a Salsinha e ao seu grupo para se renderem: O Presidente Ramos-Horta tem apelado a Salsinha e ao seu grupo para se renderem à Operação Conjunta F-FDTL/PNTL. disse que se não se renderem, perderão os seus direitos. “Se quisermos matar ou agredir as pessoas e queimar casas, perdemos tudo. Assim peço ao Sr. Salsinha e aos membros do seu grupo para se renderem e entregarem as armas para enfrentarem a justiça. O único caminho que têm é a rendição,” disse o PR Horta.
Cobertura Impressa
Fretilin não aceita Estado de Sítio: Um dos membros da Fretilin, Fransisco Miranda Branco, disse que os deputados da Fretilin não votaram pelo Estado de Sítio que foi aprovado pela AMP no Parlamento Nacional por causa do impacto negativo que terá na liberdade do povo.
“Os membros da Fretilin não votarão o prolongamento do “Estado de Sítio” para um “Estado de Emergência” porque isso terá um enorme impacto na economia da nação e reduz as liberdades fundamentais dos cidadãos,” disse Branco na Quarta-feira (19/3) no Parlamento Nacional, Dili.
Contudo, a Fretilin continua a apoiar a Operação de Apreensão que está a ser conduzida pela PNTL e F-FDTL. (STL)
Brigadeiro-General Taur Matan Ruak pede às pessoas para levarem os casos à polícia: O Comandante-General da Operação Conjunta, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, disse que as pessoas devem levar os seus casos à polícia se forem abusadas por soldados para que o comandante possa actuar.
“Estamos prontos para receber qualquer relato das vítimas se tiverem sido torturadas por soldados, para que os casos possam ser investigados, não apenas relatados pelos media,” disse Matan Ruak na Quarta-feira (19/3) no Palácio das Cinzas, Dili. (STL)
Aos olhos do Parlamento Nacional a PNTL não é Profissional: Aos olhos de membros do Parlamento Nacional a PNTL não é profissional. por isso o Parlamento Nacional recomendou que a ONU dê mais formação à PNTL para que se possam tornar mais profissionais.
A recomendação foi feita durante o encontro com um grupo de peritos do Departamento de Manutenção da Paz da ONU.
Entretanto, a primeira Vice-Presidente interina do Parlamento Nacional, Maria Paixão, disse aos jornalistas que durante o encontro, membros do Parlamento Nacional pediram aos membros da Polícia da ONU de 41 países em Timor Leste para respeitarem as tradições Timorenses.
“Não é fácil a pessoas de 41 países que estão em Timor-Leste entenderem e respeitarem a cultura de Timor-Leste. Por isso como representantes dos Timorenses no Parlamento Nacional, pedimos à ONU para os formar antes de entrarem no país,” disse Paixão na Quarta-feira (19/3) no Parlamento Nacional, Dili. (STL)
Fretilin não aceita o Estado de Sítio: Um dos deputados da Fretilin, Fransisco Miranda Branco, disse que os deputados da Fretilin não votaram o Estado de Sítio que foi aprovado pela AMP no Parlamento Nacional por causa do impacto negativo que terá na liberdade das pessoas. “Os deputados da Fretilin não votarão o prolongamento do “Estado de Sítio” para “Estado de Emergências” “porque isso terá um enorme impacto na economia da nação e reduz as liberdades fundamentais dos cidadãos,” disse Branco na Quarta-feira (19/3) no Parlamento Nacional, Dili. Contudo a Fretilin continua a apoiar a Operação Apreensão que está a ser conduzida pela PNTL e F-FDTL. (STL)
Brigadeiro-General Taur Matan Ruak pede a Salsinha para seguir exemplos do passado: O Comandante-Geral da Operação Apreensão, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, pediu ao antigo Tenente Gastão Salsinha para seguir os bons exemplos dados no passado durante a sua luta contra a ocupação Indonésia. TMR disse que Salsinha deve acreditar que o seu único caminho é a rendição. Estes comentários foram feitos quando Salsinha escapou doutra tentativa para o capturar. TMR tem dito que a Operação Apreensão sabe onde ele está correntemente escondido.
“Progressos estão em curso e esperamos que continuem até ele descer para enfrentar a justiça,” disse TMR na Quarta-feira (19/3) no Palácio daa Cinzas, Dili. (TP)
Júlio Pinto tem acusado estrangeiros de se intrometerem na política nacional: O Secretário de Estado da Defesa, Júlio Pinto, disse que o governo tem uma lista de pessoas que se intrometeram na política interna do país. O Sr Pinto disse que correntemente está a tentar obter mais informações sobre esses estrangeiros. “Já temos uma lista. Agora estamos a tentar obter mais informações sobre estes estrangeiros que estão envolvidos na situação política em Timor-Leste para que possam ser submetidos a uma investigação,” disse o Sr Pinto. (TP)
Fontes de Notícias Nacionais:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:30
6
comentários
UNPOL Weekly Security Brief 15-20 March 2008
Unmit PIO
This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.
15-20 March 2008
The security situation across the country remains stable but fragile.
The curfew declared following the events of February 11 has been relaxed over the Easter weekend to allow people to attend religious gatherings. The new curfew times for March 20, 21, 22 and 23 are between 1am and 6am.
During the past week, a total of 34 security incidents were reported for the whole country; most of those were in Dili. The majority of security incidents continue to be low-level assaults and minor public disturbances. There were no incidents of group fighting. A total of 155 arrests were made, primarily for curfew violations.
The United Nations Police and the PNTL are continuing active patrols over all areas of the city.
There have been no security incidents at the IDP camps.
There have been no serious security incidents at Aitarak-laran.
The Police wish everyone a happy and safe Easter and remind people to take care on the roads.
******
The police advise to avoid travelling during the night to the most affected areas. Please report any suspicious activities. You can call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.
Tradução:
UNPOL Resumo Semanal da Segurança 15-20 Março 2008
Unmit PIO
Esta é uma emissão da polícia da ONU em Timor-Leste para lhe dar informação acerca da situação da segurança pelo país.
15-20 Março 2008
A situação da segurança pelo país mantém-se estável mas frágil.
O recolher obrigatório declarado após os eventos de 11 de Fevereiro foi relaxado no decurso da semana da Páscoa para permitir que as pessoas participem em ajuntamentos religiosos. O novo horário para o recolher obrigatório entre 20, 21, 22 e 23 de Março são entre 1 am e 6 am.
Durante a semana passada, foram relatados um total de 34 incidentes de segurança em todo o país; a maioria deles ocorreram em Dili. A maioria dos incidentes de segurança continuam a ser de assaltos de nível baixo e distúrbios públicos menores. Não houve incidentes de lutas de grupo. Foram feitas 155 detenções no total, principalmente por violações ao recolher obrigatório.
A UNPOL e a PNTL continuam o patrulhamento activo nas áreas da cidade.
Não houve incidentes de segurança nos campos de deslocados.
Não houve nenhum incidente sério de segurança em Aitarak-laran.
A Polícia deseja a todos uma feliz e segura Páscoa e lembra às pessoas para terem cuidado nas estradas.
******
A polícia avisa a evitarem viajar durante a noite para as áreas mais afectadas. por favor relate qualquer actividade suspeita. Pode ligar 112 ou 7230365 para contactar a polícia 24 horas por dia, sete dias por semana.
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:29
1 comentários
"UNMIT Weekly" No. 34 / "UNMIT Semanál" Núm: 34
Unmit PIO
The English language version of the "UNMIT Weekly" No. 34 is now available on-line. Featured stories this week:
. UN Police experts arrive in Timor-Leste to review progress
. Warehouse rehabilitated by WFP helps safeguard food
. Q & A: How can UNMIT develop the intelligence sector?
. Dili gathering marks one year anniversary of Outreach Meetings
. Staff member retires after 34 years of service to the UN
. Upcoming UN Events and Observances – March & April 2008
To view the newsletter, click on the link below. If your e-mail software does not allow this, simply paste this URL into your browser's location bar.
http://www.unmit.org/unmisetwebsite.nsf/192bda2f4f2cbc284925739500311c4c/$FILE/34.weekly.english.240308.pdf
The Communications and Public Information Office
All feedback and suggestions for stories are kindly welcomed. Please call Margaret Hanley on +670 731-1537 or on extension 5049,
or send an e-mail to: hanley@un.org
Tradução:
"UNMIT Semanal" No. 34 / "UNMIT Semanál" Núm: 34
Unmit PIO
A versão em Inglês do "UNMIT Semanal" No. 34 está agora disponível on-line. Histórias apresentadas nesta semana:
. Peritos da Polícia da ONU chegam a Timor-Leste para rever progressos
. Armazém reabilitado pelo WFP ajuda a proteger comida
. P & R: Como é que a UNMIT pode desenvolver o sector dos serviços de informações?
. Ajuntamento em Dili marca um aniversário de Encontros Outreach
. Membro do pessoal reforma-se depois de 34 anos ao serviço da ONU
. Próximos Eventos Observâncias da ONU – Março & Abril 2008
Para visionar o boletim, click no link em baixo. Se o seu e-mail software não permitir isso, cole simplesmente este URL na sua barra de endereços.
http://www.unmit.org/unmisetwebsite.nsf/192bda2f4f2cbc284925739500311c4c/$FILE/34.weekly.english.240308.pdf
O Gabinete de Comunicações de de Informação Pública
São bem-vindas todas as sugestões e comentários. Por favor ligue a Margaret Hanley no +670 731-1537 ou na extensão 5049,
ou envie um e-mail para: hanley@un.org
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:26
1 comentários
Recolher obrigatório reduzido entre hoje e domingo de Páscoa (ACTUALIZADA)
Lisboa, 20 Mar (Lusa) - O recolher obrigatório em Timor-Leste será reduzido entre hoje e domingo, passando a vigorar entre as 01:00 e as 06:00, para permitir que os timorenses celebrem a Páscoa, revelou o Presidente da República interino.
A informação foi prestada por Fernando La Sama de Araújo num pequeno texto que leu aos jornalistas em Dili, na tarde de quarta-feira.
"Esta foi uma medida tomada pelo Presidente da República interino sem necessidade de ulterior intervenção do Parlamento ou de outros órgãos", disse à Lusa um assessor do Presidente da República.
O estado de sítio em vigor anteriormente determinava que a população tivesse um recolher obrigatório entre as 22:00 e as 06:00.
"Relativamente à época da Páscoa, a redução do período de recolher obrigatório visa não dificultar as procissões e outras celebrações litúrgicas pascais que, tradicionalmente, em Timor-Leste, decorrem também à noite, até tarde, em igrejas e nos amplos espaços públicos adjacentes", disse a fonte.
"A participação popular nas celebrações da semana santa é muito grande em Timor-Leste", sublinhou.
"Após os festejos da semana santa, a renovação do Estado de Excepção, para os 30 dias a seguir à Páscoa, que vai ser pedida ao parlamento, deverá incluir novos aligeiramentos das provisões especiais em relação ao que tem vigorado desde o dia dos atentados, em 11 de Fevereiro", acrescentou a fonte da presidência da república
O estado de sítio foi decretado após os ataques, a 11 de Fevereiro, contra o Presidente da Republica, José Ramos-Horta, e contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Segundo fonte do parlamento, este órgão deverá aprovar o estado de sítio ou de emergência, dependendo do distrito.
"Na prática, o estado de sítio é mais gravoso e é aplicado quando a ordem constitucional pode estar em causa. Prevê que as Forças Armadas possam agir interinamente e tomar conta da operação, hierarquizando-se à polícia", disse.
No entanto, a fonte sublinhou que em Timor-Leste isso nunca aconteceu, porque a "operação militar que foi desenhada para fazer caça ao grupo armado (responsável pelos ataques contra Ramos-Horta e Xanana Gusmão) sempre teve um comando conjunto entre o chefe de Estado-Maior das Forças Armadas e o comandante da Polícia".
"O estado de emergência destina-se mais a restabelecer a ordem pública, estando prevista a utilização das Forças Armadas em coordenação com a polícia", indicou a fonte parlamentar.
A mesma fonte disse ainda que o estado de excepção vai ser retirado à ilha de Atauro e ao enclave de Oecusse.
SRS/MCL.
Lusa/fim
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:26
0
comentários
Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "