domingo, janeiro 27, 2008

ETIMOR: Media 'face arrest' over inaccurate reporting, PM warns

ABC Radio Australia

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25/01/2008

During a recent press conference in East Timor, Prime Minister Xanana Gusmao had been expected to discuss reports of a "stampede" outside a government office earlier this month, in which - according to local media - three people were killed and a dozen more were injured. But Mr Gusmao took a very different tack, denying the stampede took place and threatening to arrest members of the press if they publish or broadcast misinformation that might detabilise East Timor.

Presenter - Stephanie March Speaker - Mouzinho Lopes de Aroujo, Editor-in-Chief of the Timor Post.

Xanana Gusmao, East Timor Prime Minister, Mouzinho Lopes de Aroujo is the Editor-in-Chief of the Timor Post.

When Xanana Gusmao called a press conference last week, journalists were expecting a response from the country's Prime Minister about a report that three people died and twelve were injured in a "stampede" while waiting in line for a $100.00 government Small Business subsidy outside the offices of the Ministry of Social Solidarity.

Instead, the media heard this:

GUSMAO: My appeal to you, the media professionals: Crosscheck your information well. Because if you don't, we will say you're not professional.

According to PM Gusmao the incident outside the Minisrty never happened, but was fabricated by the opposition and propagated by the media.

He referred to it as an 'all time low' for the country, and made it clear that his government would not tolerate journalists publishing or broadcasting misinformation.

GUSMAO: For big things or little things, you have to go and check they are correct. We, [the government] close our eyes [to small mistakes].
But if instability happens because of you, we'll catch you.

Mouzinho Lopes de Aroujo is the Editor-in-Chief of the Timor Post, the daily newspaper that published the story that infuriated the Prime Minister.

He stands by his newspapers decision to print the story.

He says his journalist was simply reporting what the opposition said in Parliament about the deaths at the Ministry.

He says his journalist also found an eye-witness that confirmed the incident.


AROUJO: From that story the PM just came out and threat (sic) us that if there is instability we will arrest the press. So this is a big threat. It is dangerous for democracy and dangerous for the media.

Mr Aroujo admits the media in East Timor is far from perfect. There are no formal journalism courses available in the country so most reporters are young, and inadequately trained and mistakes are bound to happen.

But he also says that the country's leaders rarely make themselves available for the press to ask questions or cross check information.

Often the only time journalists have access to ministers is at official ceremonies where the leaders refuse to take questions on topics other than the reception itself.

AROUJO: Like what happened last week about our story that make PM nervous. It was because of, you know, mechanism in East Timor.
Sometimes when we want to interview the leaders, if we see them in a ceremony. So hard for us to call them, sometime we don't have to call them to interview directly so it is very, very difficulty (sic) in East Timor. 11.11

Another problem is favouritism. Mr Aroujo says leaders in East Timor are more inclined to give interviews with foreign journalists, than local ones.

AROUJO: Foreign journalists have very quick access to interview leaders of the country but for local journalists it is very hard for them to interview. For local journalists only depend on ceremony only depend on you know yeah, only ceremony during this time. It is the main opportunity. So our leaders discriminate journalists. Honestly I say that.

He said the leaders prefer to speak with international journalists because they are perceived to be more professional than local ones, and they fear inaccurate reporting by local journalists could lead to further instability in the young nation.

Mr Aroujo uses the example of a recent interview with President Jose Ramos-Horta about a video released by rebel fugitive Alfredo Reinado.

AROUJO: Mr President never talk to media about he video of Alfredo, but he talk to ABC. But I got information from ABC and I publish it.

That is one example of discrimination. Because I think Mr president was afraid that if he talk to local media broadcast it or publish it will create instability.

But Mr Aroujo says that increased training for journalist and the creation of a solid set of media laws, will help improve the media in East Timor's ability to report accurately keep the government accountable.

AROUJO: Australia has the freedom of information laws, so this I think it is quite easy for the journalists to get access, to get information from the government side very quickly but in East Timor, it is quite hard at the moment because we don't have regulation like that, we don't have an act like that.

Tradução:

TIMOR-LESTE: Media 'enfrenta prisão' por notícias inadequadas, avisa o PM

ABC Radio Australia

ouça o media >

25/01/2008

Durante uma recente conferência de imprensa em Timor-Leste, era esperado que o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão discutisse relatos dum "esmagamento" no exterior de um gabinete do governo no princípio deste mês, no qual – de acordo com os media locais – três pessoas foram mortas e mais uma dúzia ficou ferida. Mas o Sr Gusmão tomou um curso muito diferente, negando que o esmagamento acontecera e ameaçando prender os jornalistas se publicarem ou emitirem desinformação que possa desestabilizar Timor-Leste.

Apresentador - Stephanie March Speaker - Mouzinho Lopes de Araújo, Chefe-Editor do Timor Post.

Xanana Gusmão, Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Mouzinho Lopes de Araújo é o Chefe-Editordo Timor Post.

Quando Xanana Gusmão convocou uma conferência de imprensa na semana passada, os jornalistas estavam à espera duma resposta do Primeiro-Ministro do país sobre as três pessoas que morreram e as doze que ficaram feridas num “esmagamento” quando esperavam numa fila por um subsídio de $100.00 do governo para Pequenos Negócios no exterior do Ministério da Solidariedade Social .

Em vez disso, os media ouviram isto:

GUSMÃO: O meu apelo a vocês, os profissionais dos media : Confirmem bem a vossa informação. Porque se não o fizerem, diremos que não são profissionais.

De acordo com o PM Gusmão o incidente no exterior do Ministério nunca aconteceu, mas foi fabricado pela oposição e propagandeado pelos media.

Ele referiu-se a isto como um 'das mais baixas (jogadas) de todos os tempos' para o país, e deixou claro que o seu governo não tolerará que jornalistas publiquem ou emitam desinformação.

GUSMÂO: Para as coisas pequenas e grandes, têm de ir e confirmar se estão correctas. Nós, [o governo] fechamos os olhos [a pequenos erros].Mas se ocorrer instabilidade por causa de vocês, prendê-los-emos.

Mouzinho Lopes de Araújo é o Chefe-Editor do Timor Post, o jornal diário que publicou a história que enfureceu o Primeiro-Ministro.

Ele defende a decisão do seu jornal de publicar a história.

Diz que o seu jornalista estava simplesmente a noticiar o que a oposição disse no Parlamento acerca das mortes no Ministério.

Diz que o seu jornalista encontrou ainda uma testemunha ocular que confirmou o incidente.

ARAÚJO: Dessa história o PM apenas saiu a ameaçar-nos que se houver instabilidade vamos prender os jornalistas. Por isso isto é uma grande ameaça. É perigosa para a democracia e perigosa para os media.

O Sr Araújo admite que os media em Timor-Leste estão longe da perfeição. Não há cursos formais de jornalismo disponíveis no país assim a maioria dos repórteres são jovens e não adequadamente formados e assim os erros podem acontecer.

Mas ele diz também que os líderes do país raramente se disponibilizam para responder ou confirmar perguntas dos media.

Muitas vezes as únicas oportunidades que têm de acesso aos ministros é em cerimónias oficiais onde os líderes recusam perguntas sobre tópicos para além dos da própria cerimónia.

ARAÚJO: Como o que aconteceu na semana passada com a nossa história que deixou o PM nervoso. É por causa, destes mecanismos em Timor-Leste.Às vezes quando queremos entrevistar os líderes, só os vemos numa cerimónia. É tão difícil para nós contactá-los, outras vezes não temos de lhes ligar para os entrevistar directamente, as coisas são assim muito, muito difíceis em Timor-Leste. 11.11

Um outro problema é o favoritismo. O Sr Araújo diz que os líderes em Timor-Leste estão mais inclinados a dar entrevistas a jornalistas estrangeiros, do que aos locais.

ARAÚJO: Os jornalistas estrangeiros têm acesso muito rápido para entrevistar os líderes do país mas isso para os jornalistas locais é muito difícil. Os jornalistas locais estão dependentes das cerimónias, apenas dependem das cerimónias e dessa oportunidade. É a oportunidade principal. Assim os nossos líderes descriminam os jornalistas. Digo isto com honestidade.

Ele disse que os líderes preferem falar com jornalistas internacionais porque estes são percepcionados como sendo mais profissionais do que os locais, e receiam notícias não correctas feitas por jornalistas locais que podem levar a mais instabilidade na jovem nação.

O Sr Araújo usa o exemplo duma recente entrevista com o Presidente José Ramos-Horta acerca dum video emitido pelo foragido Alfredo Reinado.

ARAÙJO: O Sr Presidente nunca falou com os media acerca do video de Alfredo, mas falou à ABC. Mas eu obtive a informação da ABC e publiquei-a.

Isto é um exemplo de discriminação. Porque penso que o Sr presidente estava com medo que se falasse sobre isso com os media locais elas emitissem ou publicassem e que isso criaria instabilidade.

Mas o Sr Araújo diz que mais formação para os jornalistas e a criação de um conjunto sólido de leis dos media, ajudará a melhorar a capacidade dos media em Timor-Leste para noticiar correctamente e que tornem o governo responsável.

ARAÙJO: A Austrália tem leis de liberdade de imprensa, por isso penso que é bastante fácil para os jornalistas terem acesso, terem informação do lado do governo, rapidamente, em Timor-Leste, nesta altura, é bastante difícil porque não temos regulamentação como essa, não temos uma lei como essa.

Secretário-geral ONU propõe prorrogação da UNMIT por mais um ano

Lusa / SOL

26 Janeiro 2008

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, defendeu hoje a prorrogação do mandato da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) por mais um ano, num relatório de 19 páginas enviado ao Conselho de Segurança

Na sua proposta, Ban Ki-moon destaca a «situação frágil» ainda prevalecente em Timor-Leste e sublinha, em particular, a incapacidade da polícia de Timor-Leste em assumir responsabilidades pela segurança do país.

O actual mandato da UNMIT termina no final de Fevereiro e Ban Ki-moon defende que um novo mandato deve ser autorizado sem qualquer redução no pessoal da ONU em Timor-Leste.

O secretário-geral da ONU reconhece que a situação de segurança melhorou, «sem grandes incidentes de segurança ou de violência», mas as «persistentes diferenças e a falta de cooperação entre alguns dirigentes políticos e partidos impede o consenso de se resolverem algumas questões chave».

Destas, Ban Ki-moon destaca a questão dos cerca de 100 mil deslocados internos.

Para o secretário-geral da ONU, a «situação politica continua a ser frágil», e embora haja um empenho do governo em «assumir responsabilidades», o executivo liderado por Xanana Gusmão vai continuar a necessitar de ajuda.

Ban Ki-moon afirma ainda que neste momento «crítico» é essencial haver «um aumento do consenso nacional e apoio internacional sustentável para se consolidarem os avanços do último ano e assegurar que a cultura da democracia e da boa governação serão fortalecidas em Timor-Leste».

Depois de referir a melhoria da situação de segurança em Timor-Leste, Ban Ki-moon alude a problemas entre a polícia timorense e as forças policiais da ONU, afirmando que agentes da polícia timorense têm «resistido» à supervisão e aconselhamento pela polícia da UNMIT «por se considerarem prontos a assumir maiores responsabilidades operacionais».

O secretário-geral da ONU salientou ainda que vários dirigentes timorenses têm manifestado «preocupações» sobre a lentidão da «certificação» de agentes policiais timorenses e da entrega de responsabilidades à Polícia Nacional de Timor-Leste.

Contudo, Ban Ki-moon considera que a policia timorense ainda está longe de estar pronta a assumir maiores responsabilidades.

A polícia é uma das «instituições mais críticas» para Timor-Leste que «precisa de ajuda sustentável», para o que requer ainda «mais treino, desenvolvimento institucional e maiores capacidades para estar em posição de assumir responsabilidades totais para enfrentar potenciais situações de segurança voláteis».

Ban Ki-moon salienta que os agentes da força policial da ONU «continuam a ser necessários para responder aos confrontos entre grupos e distúrbios públicos».

«A ocorrência diária de distúrbios públicos faz sublinhar a necessidade da continuação da presença policial da UNMIT para levar a cabo interinamente a aplicação da lei até que a força policial nacional esteja totalmente reconstruída» , sustenta.

O secretário-geral da ONU faz ainda notar que «apesar de uma melhoria da situação de segurança em geral no país e outros avanços, Timor-Leste continua a fazer face a enormes desafios» e que «muito permanece ainda por fazer» nas diversas áreas de governação.

Ban Ki-moon propõe de seguida a extensão do mandato da UNMIT «por mais 12 meses na sua actual força e composição».

O documento faz notar que a Assembleia Geral da ONU aprovou a verba de 160,6 milhões de dólares (cerca de 108,7 milhões de euros) para os 12 meses de operação da UNMIT mas, até Setembro de 2007, os países membros da ONU apenas desembolsaram 82,7 milhões de dólares (56 milhões de euros).

Fontes diplomáticas na ONU disseram que o relatório de Ban Ki-moon deverá ser analisado «formalmente» em Fevereiro pelo Conselho de Segurança.

Timor: EUA «fizeram a sua parte» pelos médicos cubanos

Diário Digital / Lusa
24-01-2008 17:07:00

Os Estados Unidos da América «fizeram a sua parte» para resolver a situação dos médicos cubanos que não pretendem voltar a Cuba, afirmou hoje à Agência Lusa fonte diplomática em Díli.

Três elementos da brigada médica cubana em Timor-Leste obtiveram na embaixada norte-americana em Díli documentos que lhes permitem entrar em território norte-americano.

«Se eles ainda continuam em Timor-Leste é apenas por motivos que devem ser procurados junto do Governo timorense», afirmou a mesma fonte diplomática.

Raidén López Carrillo, a mulher Irina Valdés Pérez e Miriela Llanes Martínez obtiveram da embaixada dos Estados Unidos da América autorizações «equiparadas a visto» ao abrigo de um programa chamado «Special Public Benefit Parole».

Esta autorização é concedida «a título apenas provisório» por motivos humanitários ou por relevante interesse público, segundo um Dicionário de Imigração disponível na Internet.

Um outro médico cubano, Alexis Oriol Rodriguez, pediu e aguarda o mesmo tipo de autorização de entrada nos Estados Unidos da América.

Os quatro médicos estão, em qualquer caso, dependentes de uma autorização de saída do país das autoridades timorenses, até porque não possuem os seus passaportes, entregues à sua embaixada desde que aterraram em Díli, há dois anos.

Cuba tem, desde 2005, uma brigada de 227 médicos em Timor-Leste que assegura o funcionamento do sistema de saúde nacional.

O embaixador cubano em Díli, Ramón Hernández Vásquez, questionado pela Lusa na semana passada sobre a situação dos quatro cidadãos, considerou tratar-se de um caso de «imigração económica».

Já esta semana, o Presidente da República, José Ramos-Horta, pronunciou-se, no mesmo sentido, em declarações à Lusa.

«Não estou a gostar nada dessa brincadeira dos nossos amigos americanos», afirmou José Ramos-Horta, para quem a política norte-americana em relação a Cuba «é absurda» e «ditada pelo eleitorado cubano na Flórida».

A Lusa não conseguiu obter, até agora, qualquer esclarecimento oficial do Governo timorense sobre este caso dos médicos cubanos.

Fretilin exige eleições antecipadas

Jornal de Notícias, 25/01/08

O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, exigiu, ontem, a demissão do primeiro-ministro Xanana Gusmão e a convocação de eleições legislativas antecipadas em Timor-Leste em 2009.

"Temos mantido contactos informais com a AMP", a Aliança para Maioria Parlamentar que apoia o Governo, anunciou Mari Alkatiri numa conferência de imprensa em Díli. O secretário-geral da Fretilin ressalvou tratar-se de contactos "como cidadãos" entre dirigentes da oposição e dos partidos que apoiam o Governo. "Que isto não seja entendido como acordo. Não há acordo. Nem tão-pouco (se entenda) que a Fretilin quer integrar o Governo", esclareceu Mari Alkatiri.

A Fretilin venceu as eleições legislativas de 30 de Junho de 2007, sem maioria absoluta. O chefe de Estado, José Ramos-Horta, indigitou Xanana Gusmão para formar governo com o apoio da AMP, que reúne os outros quatro partidos mais votados.

Mari Alkatiri e o presidente do partido, Francisco Guterres "Lu Olo", recordaram que o seu partido "não reconhece a constitucionalidade" do executivo liderado por Xanana Gusmão. "Não queremos só a estar a criticar. Queremos saídas", declarou Mari Alkatiri.

UNMIT – MEDIA MONITORING - Friday, 25 January 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

TVTL news coverage


Fretilin accuses the Alliance Government of failing to defend the State

President of Fretilin Francisco Guterres Lu-Olo has accused the current government of being irresponsible in defending and empowering institutions of the state.

“Alfredo Reinado is walking freely in the mountains even though he is indicated for crimes against the state.

Security forces could not provide security as each institution is under different directions.

Furthemore, IDPs can not return home as there is no security for them,” said Mr. Lu-Olo on Thursday (24/1) in Hotel Timor, Dili.

Reinado intends to cause a revolution

Judge Ivo Rosa of the Dili district Court said the military uniforms and weapons used by Alfredo Reinado and his groups in a video recording shown by the Public Prosecution shows he wants to revolt against the state.

Paulo Remeidos, legal advisor for Reinado said rejects the video recording, as it does not fit with the facts and has no relation to the allegations against his client.

However, Prosecutor Felismino Cardoso said the video recording does contain facts relevant to the allegation, especially in relation to military uniforms and weapons used by Reinado and his group.

RTL news coverage

The American Embassy in Timor-Leste launches a new assistance package for Timor-Leste to respond the consequences of 2006 crisis:

The Ambassador of USA in Timor-Leste, Hans Klemm said the friendship between the US government and Timor-Leste is based on supporting Timor-Leste and strengthening democracy.

Furthermore, Ambassador Klemm said that the US will also support the government of Timor-Leste to provide security for its people.

* * *

US, ready to support the government solving Alfredo’s problem

The United States of America (USA) has signalled its readiness to support the government of Timor-Leste to solve the problems of Alfredo Reinado and the petitioners.

The Ambassador of USA in Timor-Leste, Hans G. Klemm declared that the USA will offer support when needed.

“We will continue to support the President José Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmão to continue the process of dialogue to find a good solution for the problems in Timor-Leste,” said Ambassador Klemm on Thursday (24/1) in Pantai Kelapa, Dili. (TP)

The High Level will strengthen security in TL

The High Level Coordination Committee has decided to strengthen security situation in the whole territory of Timor-Leste to increase calm and peace.

“The Trilateral meeting held between us and Prime Minister Xanana Gusmão is to strengthen security in Timor-Leste between Defence Forces of Timor-Leste, the National Police of Timor-Leste, the International Security Forces (ISF) and UNPol and to discuss how to create a secure and stable situation for the people,” said State Secretary of Security Francisco Guterres on Thursday (24/1) in the Government Palace, Dili.

The High Level meeting was also attended by the Special Representative of Secretary-General (SRSG) for Timor-Leste Atul Khare. (TP)

Alfredo’s trial, moved to March 2008

The trial for Alfredo Reinado has been adjourned until March 2008 due to Alfredo Reinado not appearing in court.

During yesterday’s hearing, the Court saw a video with Alfredo Reinado. He is been indicted for his alleged role in the crisis of April and May 2006. (TP and DN)

Alkatiri: dictator Xanana-TL to be a fail state

The Secretary-General of Fretilin Mari Alkatiri has compared Prime Minister Xanana Gusmão’s leadership to that of a dictator and has warned that Timor-Leste will become a failed state.

“Fretilin has called his leadership to come to an end,” said Mr. Alkatiri in the Fretilin press conference on Thursday (24/1) in Hotel Timor, Dili.

Mr. Alkatiri also said that Fretilin has proposed to the Secretary-General of United Nations Ban Ki-Moon during a visit in December that Fretilin should have a high level place in solving the problems of the country.

“Those problems include security, justice, Reinado, the petitioners, IDPs, public administration reform, and the reform and restructure of the F-FDTL and PNTL,” said Mr. Alkatiri. (TP)

LDP, asking PR to dissolve the Task Force

The Progressive Democratic League (LDP) has joined other political parties in asking the Prime Minister José Ramos-Horta to dissolve the current Task Force on Reinado and establish a new one with new and independent members.

The Spokesperson of LDP Hermenegildo Lopes ‘Kupa’ said that the current Task Force is politically influenced.

LDP is asking President Ramos-Horta to dissolve the current one a form a new one with members who are not politically influenced. (TP and DN)

Alfredo’s CD, evidence to make down PM Xanana

Fretilin is now considering a video featuring Reinado, shown in the Dili District Court yesterday, as evidence that will remove the current Government.

Fretilin considers that the allegations contained within the video are the same as those made by Vicente ‘Railos’ against Mari Alkatiri that forced the former Prime Minister to resign from his position in 2006.

“It’s clear that Reinado’s video is evidence for Fretilin, as Railos’ video became evidence to force Alkatiri to resign, both allegations are the same,” said President of Fretilin Francisco Guterres Lu-Olo in Hotel Timor, Dili.

However, Fretilin has expressed concern that the Prosecutor-General Longuinhos Monteiro has ignored Reinado’s allegation for the reason that it is too political.

Mr. Lu-Olo said that when Fretilin was in Government, all NGOs and independent institutions screamed for justice, but when injustice occurs, nobody in the current government says a thing.
(TP)

Ana Pessoa, leaders should have principles of the truth

The Fretilin Member of the National Parliament Ana Pessoa said leaders have to adhere to principles’ of truth to solve the current problems of Timor-Leste.

“The nation’s problems, such as, Reinado and the Petitioners, IDPs and other development problems will be solved positively when all the institutions and leaders of the nation, including Fretilin sit together and find cohesion,” said Ms. Pessoa on Thursday (24/1) in the National Parliament in Dili. (DN)

Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Sexta-feira, 25 Janeiro 2008

"A UNMIT não assume nenhuma responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e o conteúdo deles não indicam apoio ou endosso pela UNMIT expresso ou implícito. A UNMIT não sera responsável por qualquer consequência que resulte da publicação de, ou pela confiança em tais artigos e traduções."
Relatos dos Media Nacionais


TVTL cobertura de notícias

Fretilin acusa o governo da aliança de falhar na defesa do Estado

O Presidente da Fretilin Francisco Guterres Lu-Olo acusou o governo corrente de ser irresponsável na defesa e suporte das instituições do Estado.

“Alfredo Reinado anda em liberdade nas montanhas mesmo apesat de ter sido acusado de crimes contra o Estado.

As forças de segurança não podem providenciar segurança dado que cada instituição está sob diferentes direcções.

Mais ainda, os deslocados não podem regressar a casa porque não têm segurança,” disse o Sr. Lu-Olo na Quinta-feira (24/1) no Hotel Timor, Dili.

Reinado tem a intenção de fazer uma revolução

O Juiz Ivo Rosa do Tribunal do Distrito de Dili disse que os uniformes militares e as armas usadas por Alfredo Reinado e pelo seu grupo numa gravação video mostrada pelo Ministério Público mostra que ele se quer revoltar contra o Estado.

Paulo Remédos, conselheiro legal de Reinado disse que rejeita a gravação video, dado que não condiz com os factos e não tem relação com as alegações contra o seu cliente.

Contudo, o Procurador Felismino Cardoso disse que a gravação video contém factos relevantes para a alegação, especialmente em relação com os uniformes militares e armas usados por Reinado e pelo seu grupo.

RTL cobertura de notícias

A Embaixada Americana em Timor-Leste lança um novo pacote de assistência paraTimor-Leste responder às consequências da crise de 2006:

O embaixador dos USA em Timor-Leste, Hans Klemm disse que a amizade entre os governos dos USA e de Timor-Leste tem por base apoiar Timor-Leste e reforçar a democracia.

Mais ainda, o Embaixador Klemm disse que os USA também apoiarão o governo de Timor-Leste a providenciar segurança para o seu povo.

* * *

USA pronto a apoiar o governo a resolver o problema de Alfredo

Os Estados Unidos da América (USA) t^^em sinalizado a sua prontidão em apoiar o governo de Timor-Leste a resolver os problemas de Alfredo Reinado e dos peticionários.

O Embaixador dos USA em Timor-Leste, Hans G. Klemm declarou que os USA oferecerão apoio quando for necessário.

“Continuaremos a apoiar o Presidente José Ramos-Horta e o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão para continuarem o processo de diálogo para encontrar uma boa solução para os problemas em Timor-Leste,” disse o Embaixador Klemm na Quinta-feira (24/1) em Pantai Kelapa, Dili. (TP)
O Alto Nível reforçará a segurança em TL


O Comité de Coordenação de Alto Nível decidiu reforçar a situação do sector da segurança em todo o território de Timor-Leste para aumentar a calma e a paz.

“O encontro Trilateral realizado entre nós e o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão é para reforçar a segurança em Timor-Leste entre as Forças de Defesa de Timor-Leste, a Polícia Nacional de Timor-Leste, e as Forças Internacionais de Segurança (ISF) e a UNPol e para discutir como criar uma situação segura e estável para o povo,” disse o Secretário de Estado da Segurança Francisco Guterres na Quinta-feira (24/1) no Pal´´acio do Governo, Dili.

O encontro de Alto Nível foi também atendido pelo Representante Especial do Secretário-Geral (SRSG) para Timor-Leste Atul Khare. (TP)

Julgamento de Alfredo passou para Março de 2008

O julgamento de Alfredo Reinado foi adiado até Março de 2008 por Alfredo Reinado não ter comparecido no tribunal.

Durante a audiência de ontem, o Tribunal viu um video com Alfredo Reinado. Ele foi acusado pelo seu alegado papel na crise de Abril e Maio de 2006. (TP e DN)

Alkatiri: com ditador Xanana-TL será um Estado falhado

O Secretário-Geral da Fretilin Mari Alkatiri comparou a liderança do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão com a de um ditador e avisou que Timor-Leste se pode tornar um Estado falhado.
“A Fretilin pediu que se ponha fim à sua liderança,” disse o Sr. Alkatiri na conferência de imprensa da Fretilin na Quinta-feira (24/1) no Hotel Timor, Dili.


O Sr. Alkatiri disse também que a Fretilin propôs ao Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-Moon durante a sua visita em Dezembro que a Fretilin devia ter um lugar de alto nível na resolução dos problemas do país.

“Esses problemas incluiem a segurança, justiça, Reinado, peticionários, deslocados, reforma da administração pública e a reforma e reestruturação das F-FDTL e PNTL,” disse o Sr. Alkatiri. (TP)

LDP, pede ao PR para dissolver o Grupo de Trabalho

A Liga Progressiva Democrática (LDP) juntou-se a outras forças políticas a pedir ao Primeiro-Ministro José Ramos-Horta para dissolver o corrente Grupo de Trabalho sobre Reinado e para criar uma outra com membros novos e independentes.

O porta-voz da LDP Hermenegildo Lopes ‘Kupa’ disse que o Grupo de Trabalho corrente é politicamente influenciado.

O LDP está a pedir ao Presidente Ramos-Horta para dissolver o corrente e formar um novo com membros que não estejam influenciados políticamente. (TP e DN)

CD de Alfredo, evidência para derrubar o PM Xanana

A Fretilin considera agora que o vídeo de Reinado, mostrado ontem no Tribunal do Distrito de Dili, como evidência que removerá o Governo corrente.

A Fretilin considera que as alegações contidas no video são do mesmo tipo das feitas por Vicente ‘Railos’ contra Mari Alkatiri que forçou o antigo Primeiro-Ministro a resignar do seu cargo em 2006.

“Está claro que o vídeo de Reinado é evidência para a Fretilin, como o vídeo de Railos se tornou evidência para forçar Alkatiri a resignar, ambas as alegações são iguais,” disse o Presidente da Fretilin Francisco Guterres Lu-Olo no Hotel Timor, Dili.

Contudo a Fretilin expressou preocupação que o Procurador-Geral tenha ignorado as alegações de Reinado pela razão de serem demasiado políticas.

O Sr. Lu-Olo disse que quando a Fretilin estava no Governo, todas as ONG's e instituições independentes gritavam por justiça, mas quando ocorrem injustiças, ninguém no governo corrente diz nada.(TP)

Ana Pessoa, líderes devem ter princípios de verdade

A deputada da Fretilin no ParlamentoNacional Ana Pessoa disse que os líderes têm de aderir aos princípios da verdade para resolverem os problemas correntes de Timor-Leste.

“Os problemas da nação, como os de Reinado e peticionários, deslocados e outros problemas de desenvolvimento serão resolvidos positivamente quando as instituições e líderes da nação, incluindo a Fretilin se sentarem juntos para encontrar coesão,” disse a Srª Pessoa na Quinta-feira (24/1) no Parlamento Nacional em Dili. (DN)

PN - AGENDA N.º 55/II

Plenário

REUNIÃO PLENÁRIA DE SEGUNDA-FEIRA
28 DE JANEIRO DE 2008

9H00 ABERTURA

PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA

1.Informação sobre justificação de faltas do Sr. Deputado José Manuel C.V. Carrascalão;

2. Autorização ao Sr. Deputado Paulo Fátima Martins para prestar depoimento, na qualidade de testemunha, em processo judicial.


10H00 ORDEM DO DIA


1. Eleição de membro efectivo e membro suplente para o Conselho Superior da Magistratura Judicial;


2. Continuação da discussão e votação na especialidade e votação final global do Projecto de Lei n.o 1/II (Regime Jurídico do Financiamento dos Partidos Políticos).

10H45 INTERVALO

11H00 Continuação


12H30 INTERVALO/ALMOÇO


15H00 Continuação


16H15 INTERVALO


16H30 Continuação

18H00 ENCERRAMENTO

sexta-feira, janeiro 25, 2008

E ninguém reparou que na audiência...

... o Juiz leu um despacho que envia para o Ministério Público, o filme do Reinado, que tinha acabado de ser visionado, para se instaurar processo crime contra Alfredo Reinado e pessoas por ele referidas.

Isto é, também, Xanana Gusmão.

Esquisito como nem a LUSA, nem a EFE, repararam neste despacho. Ou será que levaram a sério as ameaças do PM Xanana Gusmão e têm medo de represálias?

Não me digam que isto não é notícia, meus caros...

E já agora, para os iluminados, que defendem o indefensável, que dizem que as alegações do Alfredo Reinado não podem ser levadas a sério (apesar de os mesmos terem considerado que as acusações contra Mari Alkatiri, de um bandido da mesma espécie, Railos, justificavam a demissão do antigo Primeiro-Ministro), aqui se faz prova, EM SEDE PRÓPRIA, O TRIBUNAL, de qual a importância, ou não, das declarações de Reinado em vídeo.

Porque, insistimos para os mais distraídos, o poder judicial é o órgão de soberania a quem compete decidir sobre estas questões concretas e que tem a última palavra.

Quer Deus, o Presidente, o poder executivo ou o poder legislativo, queiram, ou não.

Num Estado Direito, claro. Numa ditadura, manda o poder das armas.


Mas ninguém reparou?... Ou não estavam lá?


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Tribunal viu «entrevista» de Reinado, julgamento adiado

Notícias Lusófonas
24.01.2008

Alfredo Reinado não compareceu hoje à segunda sessão do seu julgamento em Díli, mas o Tribunal de Recurso de Timor-Leste visionou uma "entrevista" do major fugitivo num vídeo de 59 minutos.

Devido à ausência de Alfredo Reinado, principal arguido no processo, o julgamento foi adiado para 04 de Março.

Apenas estiveram presentes no Tribunal de Recurso dois arguidos que se encontram em prisão preventiva, Nixon Galucho e José Soares.

Alfredo Reinado, figura relevante da crise de 2006 em Timor-Leste, é acusado dos crimes de homicídio, rebelião contra o Estado e posse ilegal de material de guerra.

No vídeo, que tem sido divulgado em disco e pela Internet e que se pode comprar nas ruas de Díli, Alfredo Reinado faz acusações graves contra o actual primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

"Ele é o autor da crise", acusa o militar fugitivo.

"Ele planeou tudo. Se eu for para a cadeia, ele irá também por muito mais tempo", afirma o ex-comandante da Polícia Militar sobre Xanana Gusmão, a quem chama de "mentiroso".

O major fugitivo, falando em tétum e em inglês, faz várias ameaças e pede "aos jovens lorosae e aos jovens loromonu (dos distritos ocidentais e dos distritos orientais do país) que não adorem um governo que (os) traiu".

"Ouçam, esperem. Se houver festa, eu dou-vos convite", pede Alfredo Reinado, insistindo no seu "direito de levantamento pela pátria".

"Não sabemos se pode surgir uma guerra civil", diz.

"Temos que nos levantar juntos e salvar a nação", afirma ainda Alfredo Reinado.

"Esta é uma democracia já velha e azeda, mas há muitos líderes que ainda são bons", acrescenta.

O major fugitivo avisa os investidores estrangeiros "a porem o seu dinheiro noutro local qualquer".

Para resolver "a crise", Alfredo Reinado pede à ONU que "dissolva o Governo, entregue o poder ao Presidente da República (José Ramos-Horta) e dê escolha ao povo" através de um referendo como o de 1999.

O presidente do colectivo de juízes, Ivo Rosa, decidiu pelo visionamento integral em audiência do vídeo de Alfredo Reinado depois do Ministério Público pedir a junção da gravação ao processo.

Só dessa maneira, explicou o magistrado, se podia apurar se o filme era ou não relevante como meio adicional de prova.

O colectivo deferiu o pedido do Ministério Público.

Além de dois longos monólogos de Alfredo Reinado, a gravação inclui imagens do major com o seu grupo de homens armados, numa paisagem montanhosa.

"Trata-se de uma mera entrevista do arguido em data que se desconhece, (com um) entrevistado que se desconhece, certamente para acontecimentos muito posteriores à data da acusação", argumentou o advogado de Alfredo Reinado, Paulo dos Remédios, após o visionamento.

O advogado, que é também assessor da Presidência da República, defendeu que o vídeo "não traz elementos novos probatórios".

O tribunal, no entanto, considerou que a gravação é relevante porque confirma que o grupo de Alfredo Reinado "continua na posse de armas e de uniformes supostamente pertencentes ao Estado timorense" e ao seu Exército.

Antes da audiência, no exterior do Tribunal de Recurso, ocorreu um incidente entre elementos da unidade que foi comandada por Alfredo Reinado, a Polícia Militar (PM), e oficiais das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Polícia das Nações Unidas (UNPol).

A discussão começou após a revista feita por elementos da PM a elementos das F-FDTL, incluindo o tenente-coronel Falur.

Na sequência da discussão, um membro australiano da UNPol foi agredido por um militar timorense.

Elementos da UNPol ordenaram a vários jornalistas presentes que "apagassem as imagens" do incidente.

Posteriormente, um polícia da UNPol tentou obter cópia das mesmas imagens junto da delegação da RTP em Díli.

Ficou sem resposta um pedido da Lusa à UNPol sobre a natureza do incidente junto ao Tribunal de Recurso e a origem da ordem policial junto dos jornalistas.

(LUSA)

Fretilin exige demissão de Xanana Gusmão e eleições em 2009

AO Online
Internacional 2008-01-24 08:49

O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, exigiu hoje a demissão do primeiro-ministro Xanana Gusmão e a convocação de eleições legislativas antecipadas em Timor-Leste em 2009.

"Temos mantido contactos informais com a AMP", a Aliança para Maioria Parlamentar que apoia o Governo, anunciou Mari Alkatiri numa conferência de imprensa em Díli.

O secretário-geral da Fretilin ressalvou tratar-se de contactos "como cidadãos" entre dirigentes da oposição e dos partidos que apoiam o Governo.

"Que isto não seja entendido como acordo. Não há acordo. Nem tão-pouco (se entenda) que a Fretilin quer integrar o Governo", esclareceu Mari Alkatiri.

A Fretilin venceu as eleições legislativas de 30 de Junho de 2007, sem maioria absoluta.

O chefe de Estado, José Ramos-Horta, indigitou Xanana Gusmão para formar governo com o apoio da AMP, que reúne os outros quatro partidos mais votados.

Mari Alkatiri e o presidente do partido, Francisco Guterres "Lu Olo", recordaram na conferência de imprensa que o seu partido "não reconhece a constitucionalidade" do executivo liderado por Xanana Gusmão.

"Não queremos só a estar a criticar. Queremos saídas", declarou Mari Alkatiri.

"O Governo já demonstrou não saber governar", acusou o ex-primeiro-ministro ao fazer um retrato demolidor do primeiro semestre do executivo.

"Tem um Orçamento (Geral do Estado) sem plano e uma execução do orçamento sem relatório", acusou Mari Alkatiri.

Entre outras acusações ao Governo de Xanana Gusmão, o líder da Fretilin enumerou "a incompetência generalizada, a caça às bruxas, o esbanjamento, a corrupção generalizada e nepotismo e a interferência inaceitável na justiça".

"A crise é a desestruturação do Estado", referiu também Mari Alkatiri.

"Não têm plano nem têm programa. Pensam que a única forma é transformar Estado em instituição de misericórdia, dando esmolas", afirmou.

"Isto é o golpe de misericórdia no desenvolvimento nacional. É tempo de pôr fim a isso", considerou o secretário-geral da Fretilin.

Mari Alkatiri acrescentou que o Governo da AMP compromete a independência nacional ao "criar novas dependências", citando a criação de "task-forces" em vários ministérios.

"Vamos ter um país de pensionistas e um povo que vive de subsídios".

Em relação à política do Governo para os deslocados da crise de 2006, "o dinheiro é insuficiente e não há um programa claro".

Mari Alkatiri referiu que "os únicos deslocados que regressaram foram os do (campo do) Jardim (em Díli), para Ermera", no final de Dezembro de 2007.

"Isso foi mais graças ao Alfredo Reinado que ao Governo", comentou.

Sobre as acusações feitas recentemente num vídeo de Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar em fuga da justiça, Mari Alkatiri considerou-as "sérias, vindas de uma pessoa que era um instrumento de quem ele alega".

No vídeo, Alfredo Reinado acusa Xanana Gusmão de ter "planeado" a crise de 2006.

Estas "alegações", explicou o líder da Fretilin, são suficientes para forçar a "resignação" de Xanana Gusmão "e limpar a sua imagem respondendo à justiça".

À mesma hora da conferência de imprensa, decorria no Tribunal de Recurso de Díli a segunda sessão do julgamento de Alfredo Reinado, que foi adiado para 04 de Março por ausência do principal arguido, durante a qual foi visionado o vídeo do ex-comandante da Polícia Militar timorense.
Lusa/AO

VIAGENS DE ESTADO OU DE RECREIO?

Blog Timor Lorosae Nação
Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

RAMOS HORTA, O PRESIDENTE GOVERNANTE

Mane Kribas

Mais uma vez o nosso presidente da República ausentou-se do país para estabelecer contactos com líderes internacionais que possibilitem canalizar mais e melhores auxílios á depauperada Nação timorense, um desses contactos foi com Bento XVI, SS o Papa.

Evidentemente que ao estar tão ao lado da Suíça também considerou uma óptima oportunidade avistar-se com os líderes que estão na Cimeira de Davos. Sempre são os mais importantes líderes do planeta.

Depois vem o Brasil. É uma autêntica volta ao mundo!

Estas constantes viagens de José Ramos Horta são permanentemente criticadas pelos que afirmam que ele não consegue permanecer durante muito tempo em Timor-Leste. Poderá ser verdade, mas o mais grave não é esse facto, em minha opinião. O mais grave é que ele não reconhece capacidades ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa, para tratar dos assuntos relacionados com a sua pasta neste governo da AMP.

Um presidente da República ocupado com coisas da governação por reconhecida incapacidade de elementos do governo, tem, neste caso, alguns aspectos que importa apurar de quem é a responsabilidade de assim estar a acontecer.

Evidentemente que todas as conclusões a que possamos chegar inculpam o próprio PR, que aceitou nomear um governo que tem elementos incapazes de exercerem os seus cargos de forma satisfatória.

Responsabilizemos então Ramos Horta por isso e compreendamos que aquilo que ele está a fazer é “tapar os buracos” que o governo do primeiro-ministro Xanana Gusmão deixa perceber existirem, através da sistemática ineficiência e incompetência de alguns dos elementos que escolheu para ocuparem cargos na governação, com a concordância de Ramos Horta.

Outro dos aspectos bastante criticados é o dos acompanhantes do presidente nestas viagens infindas. Muita quantidade e baixa qualidade, afirmam. “Eles vão é passear, dar a volta ao mundo!”, dizem.

Na realidade, Horta integra nas suas comitivas elementos que não lembra ao diabo, não encontrando os críticos razões para se fazer acompanhar por quem nada faz supor constituir justificação para andar “no passeio em volta do mundo”.

Qual será o critério? Nesta viagem passeias tu, tu e ela, na próxima irão outros. Será assim? Se não é, qual é o critério? Quais as razões de irem uns quantos “pendurados” nas comitivas que vão ao estrangeiro com o PR? Será uma compensação pelos bons serviços prestados?

Estranha forma de presidir. Ou será estranha forma de governar, na sombra?

Ficam as dúvidas, que jamais serão esclarecidas.

UNMIT – MEDIA MONITORING - Thursday, 24 January 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports


TVTL news coverage

TL-Malaysia: signing maintenance on the vehicles of F-FDTL:

The government of Timor-Leste will sign an accord with the Malaysian governmentfor vehicles maintenance on Wednesday (23/1) in the Government Palace in Dili.

The State Secretary of Defence Julio Thomas Pinto said that the objective of the Accord is to obtain vehicle maintenance and training on maintenance. (DN, STL, TP and TVTL)

RTL news coverage

Alfredo Reinado will not appear in his second trial in the court:

Alfredo Reinado Alves said that he will not appear in court today for his second trial as the judicial system of Timor-Leste does not follow the public's interest, rather it only follows and fulfills the political interests of certain people.

Reinado also said that the Court is not impartial in dealing with people who were directly involved in the 2006 crises as they have still not been charged.

Reinado said he will not appear in court until the country’s legal system is improved as he wants a military court with Timorese judges.


* * *

Carrascalão: should form new Task Force for Alfredo’s case

The President of the Social Democratic Party (PSD) Mario Carrascalão has stated that a new and improved independent Task Force is needed to solve the Alfredo Reinado and petitioners’ problems.

According to Mr. Carrascalão the recent Task Force has no credibility and neutrality to solve such case.

“… to have a good solution, the Task Force should be formed with independent persons to find common ways between two paths,” said Mr. Carrascalão on Wednesday (23/1). (TP and DN)

Allegation to Alkatiri and Xanana: same form, vague objective

The Fretilin Member of the National Parliament (NP) Joaquim dos Santos said that the allegation by Alfredo Reinado against the Prime Minister Xanana Gusmão as the author of 2006 crisis and Mari Alkatiri as the weapons distributor are old.

He said the two allegations are the same as old allegations. He said the reasons for him repeating them are not clear and as allegations, they have a vague objective. (DN)

Pope Bento XIV, happy with a calm situation in Timor-Leste

President (PR) José Ramos-Horta ha met Pope Bento XVI and briefed him about the situation in Timor-Leste and his efforts to have reconciliation in the country.

PR Ramos-Horta said that the Pope expressed contentment with the situation and encouraged Timor-Leste to continue the process of dialogue and the national reconciliation. (DN)

Arsenio Bano: “PM Xanana needs to give response to the allegation of Alfredo”

Fretilin Vice President Arsenio Bano said that PM Xanana Gusmão might not be arrogant, but he should respect people by responding to the allegation made against him by Alfredo Reinado.

Mr Bano’s comments follow President Ramos-Horta’s intention to reconcile Fretilin with the Majority Alliance Party to solve national problems.

“Fretilin proposed a grand inclusive government last year but was rejected but now we are being called upon to help solver the challenges, said Mr. Bano on Wednesday (23/1) in the NP.

He also said that the problems of Alfredo Reinado, the Petitioners and the IDPs will not solved within a year as promised by a recent government campaign. (DN)

Arsenio Bano: Benevides, a politician or lawyer?

Vice President of Fretilin Arsenio Bano said that the lawyer of Alfredo Reinado, Mr. Benevides Barros seemed to be a politician by giving constant political statements to the public.

Mr. Bano was responding the comments made by Alfredo’s lawyer, Benevides Barros who asked some parties to use his client to create confusion and instability in the country. (DN)

Adriano Nascimento: Task Force’s work should explain to the people

The Parliamentary Member from the Democratic Party, Adriano Nascimento said that the government needs to explain the work of the Task Force working to solve the Reinado and the Petitioners problems.

Mr. Nascimento said that as a representative of the people, the NP should know the work of Task Force which has taken 5 months but gives no sign that the problems Alfredo Reinado and the Petitioners are going to be solved. (DN)

Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – Quinta-feira, 24 Janeiro 2008

"A UNMIT não assume nenhuma responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e o conteúdo deles não indicam apoio ou endosso pela UNMIT expresso ou implícito. A UNMIT não sera responsável por qualquer consequência que resulte da publicação de, ou pela confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL cobertura de notícias

TL-Malaysia: assina a manutenção dos veículos das F-FDTL:

O The governo de Timor-Leste assinará um acordo com o governo da Malásia para a manutenção dos veículos na Quarta-feira (23/1) no Palácio do Governo em Dili.

O Secretário da Defesa Júlio Thomas Pinto disse que o objective do Acordo era a manutenção e a formação em manutenção dos veículos. (DN, STL, TP e TVTL)

RTL cobertura de notícias

Alfredo Reinado não aparecerá pela segunda vez no julgamento no tribunal:

Alfredo Reinado Alves disse que não aparecerá pela segunda vez no julgamento dado que o sistema judicial de Timor-Leste não segue o interesse público, e que em vez disso só segue e preenche os interesses políticos de certas pessoas.

Reinado disse ainda que o tribunal não é imparcial a lidar com as pessoas que estiveram directamente envolvidas na crise de 2006 visto que elas não foram ainda acusadas.

Reinado disse que não aparecerá no tribunal até haver melhorias no sistema legal do país dado que ele quer um tribunal militar com juízes Timorenses.


* * *

Carrascalão: deve-se formar novo Grupo de Trabalho para o caso de Alfredo

O Presidente do PSD Mário Carrascalão afirmou que é preciso um novo e melhorado Grupo de Trabalho independente para resolver os problemas de Alfredo Reinado e dos peticionários.

De acordo com o Sr. Carrascalão o recente Grupo de Trabalho não tem nenhuma credibilidade e neutralidade para resolver tais casos.

“… para haver uma boa solução, o Grupo de Trabalho deve ser formado com pessoas independentes para encontrarem um terreno comum entre dois caminhos,” disse o Sr. Carrascalão na Quarta-feira (23/1). (TP e DN)

Alegações de Alkatiri e Xanana: a mesma forma, objectivos vagos

O deputado da Fretilin no Parlamento Nacional (PN) Joaquim dos Santos disse que a alegação de Alfredo Reinado contra o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão de ser o autor da crise de 2006 e de Mari Alkatiri de ser o distribuidor de armas são velhas.

Disse que ambas as alegações são as mesmas velhas alegações. Disse que não são claras as razões para ele as repetir e que como alegações têm um objectivo vago. (DN)

Papa Bento XIV, contente com a situação calma em Timor-Leste

O Presidente (PR) José Ramos-Horta encontrou-se com o Papa Bento XVI e informou-o sobre a situação em Timor-Leste e os seus esforços para haver reconciliação no país.

O PR Ramos-Horta disse que o Papa expressou contentamento com a situação e encorajou Timor-Leste a continuar o processo de diálogo e de reconciliação nacional. (DN)

Arsénio Bano: “PM Xanana precisa de dar resposta às alegações de Alfredo”

O Vice-Presidente da Fretilin Arsénio Bano disse que o PM Xanana Gusmão pode não ser arrogante, mas que deve respeitar o povo respondendo às alegações feitas contra ele por Alfredo Reinado.

Os comentários do Sr Bano seguem-se à intenção do Presidente Ramos-Horta de reconciliar a Fretilin com o Partido da Aliança da Maioria para resolver os problemas nacionais.

“No ano passado a Fretilin propôs um governo de grande inclusão que foi rejeitado mas agora estamos a ser chamados para resolver os desafios, disse o Sr. Bano na Quarta-feira (23/1) no PN.

Disse ainda que os problemas de Alfredo Reinado, peticionários e deslocados não se resolvem num ano como foi prometido pela campanha recente do governo. (DN)

Arsénio Bano: Benevides, um politico ou um advogado?

O Vice-Presidente da Fretilin Arsénio Bano disse que o advogado de Alfredo Reinado, Sr. Benevides Barros parece ser um político por estar constantemente a fazer declarações políticas em público.

O Sr. Bano estava a responder aos comentários feitos pelo advogado de Alfredo, Benevides Barros que pediu a alguns partidos para usarem o seu cliente para criar confusão e instabilidade no país. (DN)

Adriano Nascimento: o trabalho do Grupo de Trabalho deve ser explicado ao povo

O deputado do Partido Democrático, Adriano Nascimento disse que o governo precisa de explicar o trabalho do Grupo de Trabalho para resolver os problemas de Reinado e dos peticionários.

O Sr. Nascimento disse que como representante do povo, o PN deve conhecer o trabalho do Grupo de Trabalho que já demora cinco meses mas que não dá qualquer sinal que os problemas de Alfredo Reinado e dos peticionários vão ser resolvidos. (DN)

Further UN support crucial In Timor-Leste

Thursday, 24 January 2008, 11:24 am
Press Release: United Nations

Further UN support crucial as Timor-Leste tackles ‘manifold’ challenges – Ban

23 January 2008 – Despite an improvement in the overall security situation throughout Timor-Leste, the country the United Nations helped shepherd to freedom in 2002 continues to face enormous challenges that will require long-term support, Secretary-General Ban Ki-moon says in a new report issued today.

Mr. Ban notes that Timor-Leste is building on the gains of last year’s peaceful election and working to restore normalcy following the crisis that engulfed the fledgling nation in 2006, when fighting, attributed to differences between the eastern and western regions, led to the deaths of at least 37 people and the displacement of about 155,000 others – or 15 per cent of the population.

“However, the first year of the new Government and Parliament remains a delicate time for the country,” the Secretary-General writes in his latest report to the Security Council on the UN Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT), covering the period from 21 August 2007 to 7 January 2008. “The population has high expectations for tangible improvements in the quality of their daily lives, still marked by widespread poverty and unemployment,” he adds.

The Security Council mission that visited the country last year highlighted several challenges that remain, including rebuilding the population’s confidence in State institutions, addressing the issue of internally displaced persons (IDPs), security sector reform, economic development, restoring stability, strengthening democratic structures and improving governance and the rule of law.

Mr. Ban says that the national police service is one of the most critical institutions warranting sustained assistance, “given the continuing fragile environment in Timor-Leste and the level of confidence among the Timorese population in their security institutions.”

He adds that daily public disturbances highlight the need for a continued UN police presence to carry out law enforcement duties until the national police is fully reconstituted, and that progress in the phased handover of policing responsibility will be one of the key elements in making any future adjustments to UNMIT’s police strength.

Along with strengthening national police, Mr. Ban cites the “vital need” for sustained support to bolster the justice sector. While the UN and other key partners have contributed to strengthening judicial institutions and addressing gender and juvenile justice issues, the capacities of the national judicial and corrections institutions “are still insufficient to meet the country’s needs,” he points out.

The Secretary-General recommends a 12-month extension of UNMIT’s mandate, stressing that its continuation “is crucial not only to ensure that the gains of the past year are not jeopardized, but also to support Timorese-owned solutions and self-reliance in addressing the many challenges ahead.”

Bolstered following the 2006 crisis, UNMIT currently has strength of 341 international staff, 806 national staff, 1,480 police officers and 33 military liaison and staff officers.

ends

Tradução:

É crucial mais apoio da ONU em Timor-Leste

Quinta-feira, 24 Janeiro 2008, 11:24 am
Comunicado de Imprensa: Nações Unidas

Ban - É crucial mais apoios da ONU quando Timor-Leste cuida de ‘múltiplos’ desafios

23 Janeiro 2008 – Apesar da melhoria na situação geral de segurança em Timor-Leste, o país que as Nações Unidas ajudaram a guiar para a liberdade em 2002 continua a enfrentar enormes desafios que vão requerer apoio a longo prazo, diz o Secretário-Geral Ban Ki-moon num novo relatório emitido hoje.

O Sr. Ban nota que Timor-Leste está a construir nos ganhos das eleições pacíficas do ano passado e a trabalhar para restaurar a normalidade depois da crise que engolfou a jovem nação em 2006, quando lutas, atribuídas a diferenças entre as regiões do leste e do oeste, levaram às mortes de pelo menos 37 pessoas e à deslocação de 155,000 outras – ou de 15 por cento da população.

“Contudo, o primeiro ano do novo Governo e Parlamento mantém-se um tempo delicado para o país,” escreveu o Secretário-Geral no seu último relatório ao Conselho de Segurança sobre a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT), cobrindo o período de 21 Agosto 2007 a 7 Janeiro 2008. “A população tem elevadas expectativas para melhorias tangíveis na qualidade da sua vida diária, ainda marcada por pobreza e desemprego amplamente espalhados,” acrescenta.

A missão do Conselho de Segurança que visitou o país no ano passado sublinhou vários desafios que se mantém, incluindo a reconstrução da confiança da população nas instituições do Estado, a resposta à questão dos deslocados, a reforma do sector da segurança, o desenvolvimento económico, a restauração da estabilidade, o reforço das estruturas democráticas e a melhoria da governação e da aplicação da lei.

O Sr. Ban diz que o serviço nacional da polícia é uma das instituições mais críticas que precisa de assistência sustentada, “dada a continuação do frágil ambiente em Timor-Leste e o nível de confiança entre a população Timorense nas suas instituições de segurança.”

Acrescenta que distúrbios públicos diários sublinham a necessidade da continuação da presença da polícia da ONU para desenvolver as suas funções de aplicação da lei até a polícia nacional estar totalmente reconstituída, e que os progressos na devolução faseada da responsabilidade de policiamento será um dos elementos chaves para fazer quaisquer ajustamentos futuros na força da polícia da UNMIT.

Ao lado do reforço da polícia nacional, o Sr. Ban cita a “necessidade vital” de um apoio sustentado para reforçar o sector da justiça. Conquanto a ONU e outros parceiros chave têm contribuído para reforçar as instituições judiciais e a responder a questões de justice de género e juvenil, as capacidades do sector judicial nacional judicial e das instituições de correcção “ainda são insuficientes para responderem às necessidades do país,” apontou.

O Secretário-Geral recomenda um prolongamento de 12 meses do mandato da UNMIT, sublinhando que a sua continuação “é crucial não apenas para assegurar que os ganhos do ano passado não sejam postos em perigo, mas também para apoiar soluções dos próprios Timorenses e auto-estima nas respostas a muitos desafios futuros.”

Reforçado depois da crise de 2006, a UNMIT tem correntemente 341 empregados internacionais, 806 empregados nacionais, 1,480 oficiais da polícia e 33 oficiais de ligação militar e empregados.

Fim

Timor-Leste: Julgamento de Alfredo Reinado adiado para Março

Diário Digital / Lusa
24-01-2008 7:21:00

O julgamento do major fugitivo Alfredo Reinado foi hoje adiado para dia 04 de Março, por falta de comparência do principal arguido.

Foi a segunda vez que o colectivo de juízes adiou o julgamento, iniciado a 03 de Dezembro de 2007.

A segunda sessão do julgamento consistiu no visionamento de um vídeo recente em que Alfredo Reinado acusa o actual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, de ser o principal responsável da crise de 2006.

Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, está acusado dos crimes de homicídio, rebelião contra o Estado e posse ilegal de material de guerra.

Timor-Leste: julgamento de comandante rebelde Reinado é adiado

24/01 - 06:05 - EFE

Díli, 24 jan (EFE).- O julgamento do comandante rebelde Alfredo Reinado e de 17 de seus seguidores, acusados de homicídio e outros crimes, foi adiado hoje para o dia 4 de março, depois de eles não comparecerem à audiência.

Reinado, foragido desde agosto de 2006, tinha anunciado que não compareceria ao julgamento, porque desconfiava do sistema judiciário do país, que disse "servir aos interesses políticos e não ao povo que busca por justiça".

"Sou apenas um peão nesta grande crise, na qual aquelas pessoas que deveriam ser levadas à Justiça têm, atualmente, bons cargos dentro do sistema como primeiro-ministro, ministros e parlamentares", disse Reinado, expulso do Exército com outros 598 militares por desobediência em 2006.

O atual presidente do país, José Ramos Horta, era ministro de Assuntos Exteriores quando explodiu a crise em abril de 2006, e o hoje primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, ocupava a chefia do Estado, enquanto o então chefe do Governo, Mari Alkatiri, lidera a oposição no Parlamento após as eleições do ano passado.

As autoridades contam desde meados de 2006 com a ajuda da ONU e da Força Internacional de Segurança, composta por tropas de Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal.

O Timor-Leste alcançou sua independência no dia 20 de maio de 2002.

EFE flg/mh

“O Governo AMP não consegue defender o estado”, afirma a FRETILIN

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
Rua dos Mártires da Pátria, Comoro, Dili, Timor-Leste

Dili, 24 Janeiro 2008

A FRETILIN, o maior partido político de Timor-Leste, acusou hoje o governo “AMP”de ter falhado totalmente por não ter assumido a sua responsabilidade de defender e reforçar as instituições chaves do estado de Timor-Leste como nação independente.

Em conferência de imprensa que decorreu hoje em Dili, o Secretário-Geral da FRETILIN, Mari Alkatiri disse que, nas últimas semanas, registaram-se várias actuações ilegítimas e irresponsáveis do Governo de Xanana Gusmão.

“Quase diariamente verificamos que são tomadas decisões ilegais e inconstitucionais, especialmente no tocante à forma como são feitas as despesas públicas e à utilização dos bens públicos”, disse Alkatiri.

“Na semana passada, milhares de hectares da escassa área de terras agrícolas foram concedidos aos investidores estrangeiros para a produção da cana-de-acúcar sem consulta prévia às comunidades locais e sem qualquer referência ao plano de uso e desenvolvimento de terras para fins agrícolas”.

Alkatiri continuou: “ Os processos de aprovisionamento não são transparentes. Os Ministros não consultam os seus Directores antes de tomarem decisões. Utilizam task force em vez das instituições já existentes aumentando assim a nossa dependência em relação às assessorias externas”.

O Presidente da FRETILIN, Lu Olo, reforçou a declaração de Alkatiri afirmando: “ O sector de justiça é claramente menosprezado”, disse Lu’Olo. “Reinado continua a viver em liberdade apesar de ser acusado de ter cometido crimes graves contra o estado. As forças de segurança não podem providenciar segurança e não podem defender o estado de direito porque os nossos órgãos de soberania emitem orientações diferentes.

Os deslocados não regressarão às suas casas se não houver segurança”.

A FRETILIN exige que haja investigação dos casos de má administração, incluindo a demissão ou despromocão de funcionários públicos sem recurso a processos devidos; selecção inapropriada de funcionários públicos; gastos excessivos dos membros do governo nos serviços de protecção pessoal; viagens ao estrangeiro realizadas sem programas claros; ataques à liberdade de imprensa e ao Parlamento.

“O Parlamento é uma instituição chave na democracia”, disse Lu Olo. “O governo AMP não respeita o Parlamento, utiliza a maioria para forçar a aprovação de propostas indevidamente discutidas e viola os regulamentos do Parlamento. O orçamento geral do estado foi aprovado apesar de o processo de execução do mesmo não ser transparente.

Alkatiri concluiu: “Timor-Leste corre o risco de se tornar num estado falhado. A FRETILIN tem propostas claras para travar isto. Apresentamos a nossa proposta ao Secretário-Geral das Nações Unidas para a criação de Comissões de alto nível que incluam a FRETILIN, para investigar e resolver os problemas principais, incluindo a Segurança, a Justiça, Reinado e os peticionários, e as Reformas na Administração Pública, PNTL e F-FDTL”.

Para mais informações, contactar com Arsénio Bano pelo telefone 733 9416

Espaço humorístico...


East Timor govt hopeful of Reinado resolution
Last Updated 24/01/2008, 15:16:58
ABC Radio Australia

East Timorese fugitive Alfredo Reinado is due to face court on Thursday to face multiple charges, including eight counts of murder, relating to the violence in 2006 that plunged the country into crisis.

According to his lawyers, he will not be appearing in court until the government meets certain demands, including accepting him and the 600 deserting soldiers back into the military.

East Timor's state secretary for security, Francisco De Costa Gutteres, has told Radio Australia's Stephanie March the government thinks the situation with Reinado can still be resolved peacefully.

"One positive thing that I see from Alfredo is his willingness to submit to the dialogue," he said.

"He decided everything should be resolved through the dialogue."

East Timor: Expert calls for end to legal language barriers

Dili, 24 Jan. (AKI) - East Timor’s laws should be translated into the local Tetun language to give people a better understanding and respect for the law, according to one of the country's legal experts.

In an interview with Adnkronos International (AKI), Warren Wright, editor of the East Timor Law Journal, commended the Asia Foundation’s access to justice program – which is translating the laws.

But he claimed that this action was not enough.

“Access to the law in a language that one understands is a fundamental democratic right that has not always been a salient feature in East Timor,” Wright told AKI.

“Through laws, citizens get to know their legal rights and obligations in relation to each other and to the state, as well as the nature of the legal conflict resolution mechanisms."

However, Wright stated that more needs to be done to make the laws accessible to East Timor’s one million people, half of whom cannot read or write.

“It is still also necessary to inform ordinary people about the meaning of the laws. The government should carry out public information campaigns about important new laws, and how they affect society,” he said.

The Asia Foundation’s program includes a public legal information campaign. The program uses talkback radio programs, public meetings in rural areas, and posters and brochures to educate citizens about the country’s evolving legal framework.

Among the new Tetun-language publications is a reference volume for the court of appeal, an explanation of court responsibilities, and brochures explaining key provisions of the new penal procedures code.

Most of East Timor’s laws were written in Portuguese, the language of the former colonizer.

Portuguese and Tetun are two official languages in East Timor but the former is now only understood by, and associated with, a tiny political elite residing in Dili.

The language barrier in understanding the laws mirrors similar difficulties faced by East Timorese in obtaining jobs in public administration, where Portuguese is often required.

Most of the young, educated East Timorese studied in Indonesian-run schools during Jakarta’s 24-year long occupation of the former Portuguese colony.

The language issue has often been mentioned as one of the main reasons for the alienation of the young and the violence that still pervades East Timor.

NOTA DE RODAPÉ:

Apostamos que os "expertos" não falam tetum...

Português assumirá embaixada da Ordem de Malta em Timor

23-01-2008 14:41:09

Dili, 23 jan (Lusa) - A Ordem de Malta nomeou um português para ser seu representante diplomático em Timor Leste, disse nesta quarta-feira à Agência Lusa um membro da organização em Dili.

A nomeação recaiu sobre Damião Martins Pereira de Menezes Vellozo Ferreira, anunciou o tenente-coronel Anthony Heath, das Forças de Defesa Australianas (ADF), adjunto australiano para as Forças de Defesa de Timor Leste.

O oficial das ADF, membro da Ordem de Malta, dirigiu nesta quarta-feira, na capital timorense, a entrega de dois contêineres de material cirúrgico e hospitalar, destinado ao hospital central da cidade e a outras unidades de saúde e instituições sociais de Dili.

A Ordem de Malta já entregou cerca de US$ 2,5 milhões em ajuda humanitária a Timor Leste, provenientes, sobretudo, da Austrália, acrescentou Anthony Heath.

A origem da Soberana Ordem Militar Hospitalar de S. João de Jerusalém, de Rodes e Malta, chamada de Ordem de Malta, remonta a 1048 e tem relação com as Cruzadas cristãs.

A Ordem foi fundada antes da conquista de Jerusalém, em 1099, na Primeira Cruzada. A entidade surgiu como uma ordem monástica de assistência aos peregrinos na Palestina.

A Ordem de Malta tem um estatuto particular. Ela é, ao mesmo tempo, uma ordem religiosa, uma ordem de cavalaria e um Estado soberano que mantém relações diplomáticas com 96 países, além de possuir representação permanente nas Nações Unidas.

O atual representante da Ordem de Malta em Timor Leste é o militar anglo-australiano James Dominguez, de Sydney, Austrália.

Damião Vellozo Ferreira é membro do conselho da Assembléia dos Cavaleiros Portugueses e administrador da revista Filermo, órgão oficial da organização em Portugal.

A escolha do representante diplomático foi feita em 2007, mas ainda não foi concretizada pelo Ministério das Relações Exteriores timorense.

Reunião do Conselho de Ministros de 23 de Janeiro de 2008

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE

IV Governo Constitucional
COMUNICADO À IMPRENSA


O Conselho de Ministros reuniu-se esta Quarta-feira, 23 de Janeiro, 2008, na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, e aprovou:


1- Resolução que aprova a Criação da Comissão Nacional para a preparação do II Plano de Desenvolvimento Nacional.
O Conselho de Ministros decidiu, na sua reunião de hoje, aprovar a Criação da Comissão Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento, que fica sob a tutela do Ministro da Economia e Desenvolvimento, e que tem por tarefa principal preparar e elaborar o Relatório do Estado da Nação de Timor Leste, projectar a macro economia de médio prazo e inventariar os estudos relativos ao desenvolvimento do país realizados desde 1999.

2- Decreto-Lei que estabelece a Orgânica do Ministério da Solidariedade Social.

O presente diploma estabelece a Orgânica do Ministério da Solidariedade Social (MSS), que define as atribuições e a estrutura necessária ao respectivo funcionamento.
O Ministério da Solidariedade Social, como órgão central do Governo, deve desenvolver e implementar políticas aprovadas pelo Conselho de Ministros para as áreas da segurança social, assistência social, gestão de desastres e dos Combatentes da Libertação Nacional.

3- Decreto-Lei que estabelece a Orgânica do Ministério da Administração Estatal e do Ordenamento do Território.

O Decreto-Lei n.º 7/2007, de 5 de Setembro, institui a nova orgânica do Ministério da Administração Estatal e Ordenamento do Território (MAEOT), passando a incorporar actividades que eram anteriormente da competência de outros órgãos governamentais. A revisão desta estrutura implicou a reformulação do diploma orgânico do MAEOT, de forma a tornar-se mais adequado ao cumprimento da sua missão.

O MAEOT é o departamento governamental responsável pela concepção, execução, coordenação e avaliação da política nacional aprovada para a administração estatal nas áreas da função pública, administração nacional e local, ordenamento do território, apoio ao processo eleitoral e publicação e preservação dos documentos oficiais.

4- Resolução que nomeia o Presidente do Conselho de Administração do SAMES.

O Conselho de Ministros nomeou o senhor Gil da Costa para o exercício das funções de presidente do Conselho de Administração do Serviço Autónomo de Medicamentos e Equipamentos de Saúde (SAMES).
O SAMES tem como principal objectivo assegurar o abastecimento de medicamentos, bens de consumo médico e equipamentos médicos ao sistema de saúde e, em especial, ao Serviço Nacional de Saúde.

5- Projecto Piloto “Bolsa da Mãe”

O Conselho de Ministros aprovou a política alinhavada para a transferência de fundos para a área da educação às viuvas e órfãos vulneráveis, com base no projecto piloto “Bolsa da Mãe”, visando um total de 4.680 pessoas, com um orçamento de USD 663,750.00.

6- Situação na região de Oecusse

O Secretário de Estado da Região de Oecusse apresentou uma síntese da estratégia de desenvolvimento social, económico e político para a região. O Conselho de Ministros considerou este esboço como uma referência positiva para futuros estudos no âmbito do desenvolvimento de uma política administrativa e um regime económico especiais para o enclave.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

LU OLO E ALKATIRI EM CONFERÊNCIA NO HOTEL TIMOR

Blog Timor Lorosae Nação
Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

LU OLO E ALKATIRI EM CONFERÊNCIA NO HOTEL TIMOR

FRETILIN VAI DENUNCIAR DEGRADAÇÃO DO ESTADO DE DIREITO

A Fretilin anunciou ontem a realização de uma conferência de imprensa que ocorrerá esta manhã, às 10 horas, no Hotel Timor, em Dili, e que, segundo conseguimos apurar, irá reflectir as apreensões daquele partido político em relação “à degradação do estado de direito" timorense, substantivamente comprovado pelos últimos acontecimentos relacionados com declarações do foragido Alfredo Reinado, assim como “um último caso que terá a ver com a “crise” dos médicos cubanos”, que profusamente a Lusa tem divulgado e a que o presidente Ramos Horta já se referiu durante a sua estada em Itália..

O convite foi feito a todos os órgãos de comunicação social em Timor-Leste, referindo que na conferência de imprensa vão estar presentes Lu Olo, presidente da Fretilin, e Mari Alkatiri, secretário-geral.

LU OLO E ALKATIRI EM CONFERÊNCIA NO HOTEL TIMOR

Blog Timor Lorosae Nação
Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

LU OLO E ALKATIRI EM CONFERÊNCIA NO HOTEL TIMOR

FRETILIN VAI DENUNCIAR DEGRADAÇÃO DO ESTADO DE DIREITO

A Fretilin anunciou ontem a realização de uma conferência de imprensa que ocorrerá esta manhã, às 10 horas, no Hotel Timor, em Dili, e que, segundo conseguimos apurar, irá reflectir as apreensões daquele partido político em relação “à degradação do estado de direito" timorense, substantivamente comprovado pelos últimos acontecimentos relacionados com declarações do foragido Alfredo Reinado, assim como “um último caso que terá a ver com a “crise” dos médicos cubanos”, que profusamente a Lusa tem divulgado e a que o presidente Ramos Horta já se referiu durante a sua estada em Itália..

O convite foi feito a todos os órgãos de comunicação social em Timor-Leste, referindo que na conferência de imprensa vão estar presentes Lu Olo, presidente da Fretilin, e Mari Alkatiri, secretário-geral.

A ANEDOTA DO ANO...

H Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Reinado refuses to face murder charges":


Ramos Horta [...] set May this year as a deadline to resolve issues with Reinado.
He said the deadline was not definitive.

Ramos Horta recentemente marcou Maio deste ano como a data limite para resolver as questões com Reinado.
Disse que a data limite não era definitiva.


Janeiro 23, 2008
AAP

HA HA HA...

Nova geração de escritores quer pôr de lado «mistificações» em relação ao passado

Lusa/SOL
23 Janeiro 2008

Literatura Lusófona

A nova geração de escritores do espaço lusófono, em que se incluem Paulo Bandeira Faria, Joaquim Arena ou Luís Cardoso, afirma-se disposta a pôr de lado as «mistificações» e as «mágoas» e «juízos» históricos, ainda hoje instaladas no campo literário.

«A geração do [escritor moçambicano Luís Carlos] Patraquim queimou tudo naquela fornalha da revolução [pós-independência] e não deixou nada para nós» afirmou hoje o jovem escritor luso-cabo-verdiano Joaquim Arena, um dos oradores convidados para o colóquio Para Além da Mágoa: Novos Diálogos Pós-Coloniais, na Casa Fernando Pessoa em Lisboa.

Autor de A Verdade de Chindo Luz, romance publicado pela editora Oficina do Livro que é considerado o único recente sobre a vivência das comunidades dos países africanos lusófonos em Portugal, Arena afirma-se mais interessado em continuar a explorar «a questão do desenraizamento», rejeitando a existência de «uma consciência traumática» na relação entre ex-colonizador e Cabo Verde.

«Em Cabo Verde, ainda hoje há uma ligação profunda a Portugal, principalmente no interior. Tenho a certeza de que se tivesse havido um referendo sobre a independência, hoje Cabo Verde ainda seria Portugal, como Martinica é francesa», afirmou hoje Arena.

Esta ligação, juntamente com a antiga e numerosa presença da comunidade cabo-verdiana em Portugal, será uma das razões porque o primeiro livro recente sobre comunidades africanas seja assinado por um escritor com origens em Cabo Verde, e não em Angola ou Moçambique.

«Sou um filho dessa comunidade [cabo-verdiana em Lisboa, nos anos 60 e 70], mas apesar de nascido em Cabo Verde toda a minha cultura é portuguesa, por isso senti que estava apto a escrever», disse Arena.

Para Joaquim Arena, «o Romance ainda pode ser a janela de entrada para as comunidades», onde há diferentes «filões literários» a explorar, como o do universo dos retornados, já abordado em A Verdade de Chindo Luz, e também o dos jovens descendentes de africanos, que nos bairros sociais de periferia das grandes cidades «não se sentem portugueses nem cabo-verdianos».

Para Paulo Bandeira Faria, autor de As Sete Estradinhas de Catete (Quidnovi), África «não é mágoa», nem «exotismo ou saudosismo» mas apenas um conjunto de circunstâncias para alguém que passou parte da infância em Angola.

«Escrevi um livro sobre um triângulo amoroso, não sobre África, e a única razão porque coloquei a acção em África foi porque me pareceu interessante fazer o paralelismo entre o ruir de uma família e o ruir de um império. Não me sinto culpado de nada, tive uma passagem por África até bastante divertida», afirmou o escritor.

A este comentário, Margarida Paredes, investigadora do Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Letras, respondeu na assistência, confessando sentir dificuldades em lidar com o passado colonial, particularmente em relação à escravatura, algo que os três oradores afirmaram não partilhar.

«Interessa-me abordar a temática que escolho sem fazer julgamentos de valores. Não olhar para trás, mas para a frente, denunciando preconceitos e coisas que me irritam, como o racismo», retorquiu Bandeira Faria.

«Os africanos que querem ter uma opinião sobre a matéria devem erradicar a escravatura que ainda existe em África. São inteligentes e maiores de idade. Devem viver e desenvolver a sua história. A mim interessam-me mais questões da actualidade. Interessa-me mais perceber porque é que há escravatura na Costa do Marfim, por exemplo», adiantou.

Para o escritor timorense Luís Cardoso, a questão da «culpa» é frequentemente «uma forma de políticos que estão à frente dos seus respectivos países se descartarem das suas responsabilidades e das suas impotências».

«É fácil [em Timor-Leste] dizer que a culpa é dos portugueses ou dos indonésios, atribuir as situações a um passado longínquo, em vez de as resolvermos», afirmou o autor do recente Requiem para o Navegador Solitário, publicado pela Dom Quixote.

Cardoso confessou-se ainda incomodado com «as mistificações» existentes em Portugal sobre o «maravilhoso» de Timor-Leste, que tornam «difícil» discutir as questões do país asiático.

«Não me sinto depositário do afecto que têm por Timor. Toda a minha escrita é uma outra coisa. Tento fazer desmistificação de tudo isso», afirmou Cardoso.

Livia Apa, professora universitária italiana convidada para moderar o debate na Casa Fernando Pessoa, evocou o romance Equador de Miguel Sousa Tavares como exemplo de uma «grande tentativa de reconciliação com a História e redenção pós-colonial com o passado», sintomático de um período em que no campo literário «se tenta criar uma ideia moderna de Portugalidade», depois do «trauma» das independências.

Esta tendência literária, afirmou, é «importante para a reflexão do Portugal contemporâneo», que, segundo afirmava Eduardo Lourenço, perdeu com a descolonização «o âmago do seu âmago».

Maioria das doenças pode ser tratada

Correio da Manhã
2008-01-22 - 13:25:00

Dez milhões de crianças morrem anualmente
Cerca de 26 mil crianças morrem todos os dias no mundo

Cerca de 9,7 milhões de crianças morrem todos os anos antes do quinto ano de vida devido a doenças como a pneumonia ou a malária, alerta esta terça-feira a UNICEF, na apresentação do relatório “A Siutação Mundial da Infância 2008: A Sobrevivência Infantil”, em Genebra, Suíça.

A cada dia, 26 mil crianças morrem devido a doenças, a maioria das quais evitável, através da sua prevenção. África, Ásia do Sul e o Médio Oriente são as zonas onde a taxa de mortalidade infantil é mais elevada, com dois terços do total de crianças mortas.

De acordo com o relatório da UNICEF, na região africana do Sub-Sahara, uma em cada seis crianças tem a possibilidade de sobreviver além dos cinco anos de vida. Apenas Cabo Verde, Eritreia e nas Seichelles devem atingir em 2015 a meta de sobrevivência de crianças, apontada pela UNICEF, reduzindo a mortalidade infantil para metade.

A UNICEF destaca a importância de promover tratamentos de prevenção, nomeadamente em doenças como a pneumonia, diarreia, malária, mal-nutrição e HIV, que poderiam ser desenvolvidos através de vacinação. Água imprópria para consumo e sistemas sanitários deficientes são as principais causas apontadas para a propagação deste tipo de doenças.

A organização mundial salienta ainda o desenvolvimento de sistemas nacionais de saúde que “podem salvar a vida” de muitas crianças. De acordo com o relatório, “Um factor comum no número de mortes de crianças é a saúde das mães, das quais mais de 500 mil morrem anualmente devido a complicações associadas à gravidez ou parto”.

A UNICEF aponta com exemplos os casos de Timor-Leste, Nepal, Haiti e Etiópia que conseguiram reduzir a taxa de mortalidade infantil, apesar dos seus níveis de pobreza.

Timor-Leste/Cuba: "Não estou a gostar nada das brincadeiras dos nossos amigos americanos", diz Ramos-Horta

Lisboa, 22 Jan (Lusa) - O Presidente timorense afirmou hoje que não está nada satisfeito com a política dos Estados Unidos em relação a Cuba, "ditada", no seu entender, "pelo eleitorado cubano na Flórida".

Em declarações à Agência Lusa, José Ramos-Horta comentava o recente episódio ocorrido em Timor-Leste, em que quatro médicos cubanos pediram asilo político aos Estados Unidos, alegando que a "brigada sanitária" em que estão inseridos reproduz no país o controlo e repressão do regime de Havana.

Os médicos, que há três meses vivem escondidos em locais diferentes em Díli, acusam a sua embaixada de gerir a "exportação da tirania" de Cuba para Timor-Leste.

"Não acredito nada nesta história de asilo político. Com toda a franqueza, pessoalmente, não acredito nada no argumento do pedido de asilo", frisou o Presidente timorense a partir de Milão (Itália), depois de contactado pela Lusa via telefone.

"Há uma lei, passada pelo Congresso (norte-americano) que garante a qualquer médico cubano, quer esteja em Cuba ou noutro país a trabalhar, que se quiser ir para os EUA sem tratamento especial é automaticamente aceite", acrescentou.

No seu entender, torna-se, assim, "natural" que, havendo um país, como Cuba, onde os médicos "ganham pouco", se surgirem os EUA a "oferecer privilégios de médico", tal "incentive e encoraje qualquer um".

"Não estou a gostar nada dessa brincadeira dos nossos amigos americanos", afirmou Ramos-Horta, para quem a política norte-americana em relação a Cuba "é absurda" e "ditada pelo eleitorado cubano na Flórida".

"Andam a aproveitar-se de um país pobre, como Cuba, que ajuda imenso países pobres da América Latina e Timor-Leste, com centenas de médicos, tudo a expensas deles. E vêm os americanos, por trás, a acenar dólares para tentar fazer fugir médicos cubanos.

Não tem nada a ver com política, é sim oportunidade económica. Não tem nada a ver com o regime em Cuba", salientou.

Ramos-Horta, que pensa deslocar-se a Washington em Abril próximo, a convite de "amigos senadores e de (o cantor e compositor) Paul Simon", adiantou à Agência Lusa que, nessa altura, repetirá em solo norte-americano o que pensa sobre a política dos Estados Unidos sobre Cuba.

"Em Washington repetirei o que, para mim, constitui a política norte-americana em relação a Cuba, que é um absurdo e ditada pelo eleitorado cubano na Flórida", insistiu.

Segundo Ramos-Horta, a questão do pedido de asilo político "deixa, assim, de fazer sentido".

"(Os médicos cubanos) estão em Timor-Leste, que é um país democrático, livre e sem quaisquer problemas. Vieram com contrato e alguns deles até vão passar férias a Cuba.

Vão e voltam a Timor-Leste. Depois, alegadamente, pedem asilo político?", questionou.

Um contingente de quase 230 médicos, a que Havana dá o nome de brigada, está desde 2005 em Timor-Leste, constituindo o pilar do sistema de saúde do país.

Do quotidiano da brigada fazem parte sessões de autocrítica, fixadas em acta, avaliações ideológicas permanentes e uma reunião mensal do PCC em Lahane, na periferia da capital.

JSD/PRM.

Lusa/Fim

O Yes, Mr. President...

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem ""Last week, Commander of the Australian troops in ...":

O Sr. brigadeiro Hutcheson, apesar da dura, exigente e extenuante tarefa de comandar uma "brigada" em Timor-Leste, lá conseguiu arranjar uns minutinhos para dizer mais uma vez que não vai cumprir o mandado de captura de Reinado.

Começa a ser fastidioso ouvir sempre a mesma coisa e o Sr. brigadeiro começa a parecer um papagaio. Começo até a duvidar se ele conhece alguma outra frase para além dessa.

No entanto, e para que não restem dúvidas, é importante verificar que ele sublinha o facto de estar a cumprir ordens do "president". Ora como a Austrália não tem "president", este só pode ser Ramos Horta. Já percebo porque é que o "president" está sempre a pedir aos australianos que mantenham a tropa em Timor.

Como diz o outro, "Eu é que não sou parvo!". Ou "Homem prevenido vale por dois". Ou como dizem os anglófonos, "I'll scratch your back and you'll scratch mine"...

Mas a parte mais interessante do seu discurso são os bitaites que emite sobre o desempenho do Governo timorense e, sobretudo, quando diz que no seu entender Reinado não é uma ameaça para a segurança, antes um problema político.

É caso para dizer: penso, logo existo.

Mas quem é que lhe encomendou o sermão??

Ahern to visit world's newest nation

2008 ireland.com
Last Updated: 23/01/2008 18:04


Minister for Foreign Affairs Dermot Ahern is expected to pay an official visit to the world's youngest nation, Timor Leste, next month.

The country, which was previously known as East Timor, won independence in 2002 after more than 400 years of occupation by Portugal and Indonesia.

Timor Leste will receive five million euro in Irish Aid funding this year. Foreign Affairs Department officials are still working on the detail of Mr Ahern's visit in mid-February.

The itinerary will be subject to local security assessments. Irish troops participated in UN peacekeeping operations in Timor Leste between 1999-2004.

Aid agency Concern has been working in the Asian state since 1999 mainly on education, malnutrition and rural development programmes.

Trocaire has also been supporting projects run by local NGOs in the country since 2000. The Government provided €4.6 million in aid to the country last year.

PA

Tradução:

Ahern vai visitar a mais nova nação do mundo

2008 ireland.com
Última actualização: 23/01/2008 18:04


O Ministro dos Negócios Estrangeiros vai visitar a mais nova nação do mundo, Timor-Leste, no próximo mês.

O país, antes conhecido como o leste de Timor ganhou a independêncua em 2002 depois de mais de 400 anos de ocupação por Portugal e Indonésia.

Timor-Leste receberá cinco milhões de euros em financiamentos da Irish Aid este ano. Funcionários do Departamento dos Negócios Estrangeiros estão ainda a trabalhar os detalhes da visita do Sr Ahern em meados de Fevereiro.

O itinerário estará sujeito a avaliação da segurança local. Tropas Irlandesas participaram nas operações de manutenção da paz da ONU em Timor-Leste entre 1999-2004.

A agência de ajuda Concern tem estado a trabalhar no Estado Asiático desde 1999 principalmente em programas de educação, má-nutrição e desenvolvimento rural.

A Trocaire tem também estado a apoiar projectos dirigidos por ONG's locais no país desde 2000. O Governo providenciou €4.6 milhões em ajuda para o país o ano passado.

PA

Psst, Mr. Rudd...

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Conference to focus on rebuilding East Timor":

Será que vão também analisar o desrespeito do Governo pela separação de poderes, designadamente do poder judicial?

NOJO GLOBAL

Blog DESPERTAR CONSCIÊNCIAS
23 Janeiro 2008

TIMOR E OS SALTEADORES DO PAÍS PERDIDO

Apesar de a nível nacional haver muito para abordar e opinar deparei-me com um facto que certamente acontece a muitos portugueses: estou enjoada e enojada da política nacional imposta por estes ditos socialistas, por estes políticos de salve-se “quem puder e eu sou um deles”, por este egoísmo nacional que nos é revelado por empresários e tecnocratas que viram a casaca logo que os compram para exercerem poderes, por mais ínfimos que esses poderes sejam. Mantém-se o “quem se lixa é o mexilhão”!

Exactamente por isso, por estar já tão enojada e dar por mim sem a possibilidade de honestamente poder referir alguma medida positiva, para nós, plebe, que os “mandantes” tomem, optei por abordar outros temas, noutras latitudes.

Aviso desde já que aquilo que vou abordar também é triste e certamente que enojará os que se dedicam a abordar o que agora me proponho fazer indelevelmente, mas acho que vale a pena.

Timor e os timorenses valem sempre a pena. Estão cá no nosso coração e isso viu-se há uns bons anos atrás.

Tenho andado em pesquisas, em consultas, descobrindo e lendo vários blogs sobre Timor-Leste – podem crer que há muitos – e considero que entendi algumas coisitas sobre o país e sobre aquilo que já se passou nos tempos imediatamente posteriores à independência, em 2002, e o que presentemente por lá se está a passar.

Preparem-se porque vem lá mais nojice. É que os nojentos existem por toda a parte do globo e estão associados em autênticos sindicatos mafiosos que dominam os mercados das drogas, do armamento, do petróleo, do gás natural, da prostituição, das fundações humanitárias, organizações não governamentais de “ajuda”, etc, etc, etc.

Meus amigos, esta coisa é do piorio.

Ora, aquilo que conclui sobre o tão massacrado Timor-Leste é que continua a ser massacrado, vilipendiado e que nas causas do prolongamento do massacre estão também, imagine-se, Xanana Gusmão e José Ramos Horta – esse, os tais galardoados com um Sakarov e um Nobel da Paz, respectivamente.

Como não gosto de iniciar uma jornada com ideias feitas li e vi de tudo, de todas as tendências político-partidárias e ideológicas, e considero que “bebi” de muitas fontes, arredando os escolhos que me poderia deturpar a perceptibilidade.

Vejamos.

Para começar e situar os que não sabem muito bem o que lá se passa, como eu não sabia, vamos saber:

Timor-Leste tinha um herói, Xanana, e um Nobel da Paz. Para além desses ainda tinha outras forças representadas pela Fretilin e a UDT. Horta e Xanana foram da Fretilin mas demitiram-se e assumiram posições presumivelmente aglutinadoras e obreiras dos consensos timorenses.

Afirmei presumivelmente porque nada disso foi o que aconteceu nem é o que está a acontecer. Já lá vamos.

Mari Alkatiri sempre foi, desde a morte de Nicolau Lobato – abatido na luta contra os indonésios – a figura dirigente da Fretilin. Ainda hoje é. A Fretilin sempre foi o partido mais votado e das preferências dos timorenses. Ainda hoje é.

João Carrascalão e Mário Carrascalão, irmãos, eram da UDT. Actualmente Mário Carrascalão é dirigente do PSD de Timor e figura muito controversa pelas suas técnicas de “golpes de rins” – lembrem-se que durante a ocupação indonésia foi Governador de Suharto para aquela “província indonésia” ocupada.

João Carrascalão continua como dirigente da UDT, partido pouco representativo, como provaram as últimas eleições.

Após a independência emergiram outros partidos políticos, imensos, dos quais o mais representativo é o PD, Partido Democrático, dirigido por um indivíduo chamado Fernando Araújo, a que chamam também Lasama de Araújo, sendo actualmente o presidente do Parlamento timorense.

Ora o que aqui mais interessa para o caso, sem estar a arrastar demasiado a prosa mas procurando rememorar a história recente de Timor o melhor possível, é o que se tem passado para que concluamos que Ramos Horta e Xanana Gusmão estejam a comportar-se de modo antagónico ao que propalavam e todo o mundo esperava deles.

Pois. Pelas provas concludentes que cada vez mais surgem Xanana Gusmão foi a mente perversa de um golpe de estado que derrubou um governo legítimo, em 2006, quando ainda era presidente da República. A intenção foi catapultar-se para os poderes de decisão derrubando Mari Alkatiri e a Fretilin, que tinha sido o partido político mais votado e possuía uma ampla maioria. Eleições de 2002, salvo erro.

Xanana não derrubou e feriu a democracia por acaso mas sim pela sua constatação de que um PR não tem os poderes que ele, por via da sua ignorância, imaginava. O homem sentiu-se um bibelô.

Não esqueçamos que é casado com uma australiana – pelo que se lê, suspeita de estar ao serviço de interesses petrolíferos do seu país – mantendo relações de amizade com nacionais daquele país que podem ter influenciado a drástica decisão de encabeçar um golpe de estado para derrubar um governo que estava a proteger os legítimos interesses timorenses no Mar de Timor em prejuízo dos interesses australianos e norte-americanos.

É sempre a mesma coisa. Onde há petróleo… os traidores enriquecem, roubam, e os povos sobrevivem nas piores misérias.

Não se trata de aqui desnudar e debater se o governo então vigente, da Fretilin, estava ou não governando convenientemente em todos os sectores da governação, mas mesmo que não estivesse não deve ser com um golpe de estado que se derruba um governo, é com eleições.

Muito menos quando o golpe de estado é protagonizado por um Chefe de Estado cobardemente oculto por detrás dos que com ele colaboraram e deram a cara, incluindo a Igreja timorenses, os seus padres e Bispos, o embaixador dos EUA, militares, elementos das antigas e assassinas milícias indonésias, etc.

Vergonha é o que Xanana Gusmão deve ter sempre que se olhar ao espelho.

Quanto a Ramos Horta, pelo que se percebe, é um incondicional adulador de padres e Bispos.

Não é religioso mas sim um doentio beato. Sabemos que todos os beatos são extremamente interesseiros e hipócritas, para não por mais na escrita. Os portugueses que o digam por experiência antes e depois de 25 de Abril de 1974. Aliás, os procedimentos da igreja católica vaticana estão cada vez mais retrógrados e virados para os bens terrenos. Em vez o estarem para a mensagem de Deus e procedimentos concordantes com essa mensagem. Olhemos o Papa e o Vaticano assim como o poderio que representam e tudo se torna muito mais claro.

Para resumir sobre este Nobel da Paz, Horta, verdade foi que após o golpe de estado foi nomeado primeiro-ministro, cargo que suspendeu passado algum tempo para se candidatar para a Presidência da República. Eleições que disputou com um candidato da Fretilin mas que venceu por ter o apoio da igreja timorense, descaradamente, de Xanana Gusmão, que ainda era PR e dos sectores mais retrógrados de uma elite timorenses putrefacta - apátrida a não ser pelo cifrão.

Vencidas as eleições e Horta presidente, dança Xanana para um partido político que formou, o CNRT, candidatando-se às eleições legislativas que se realizaram pouco tempo depois das presidenciais.

Nessas eleições, pasmemos, o partido mais votado voltou a ser a Fretilin, com quase 30 por cento dos votos…

Mas, voltemos a pasmar-nos, não foi a Fretilin o partido indigitado para indicar o primeiro-ministro e propor governo. Nada disso. Isso é que era bom. Então e porque é que fizeram o golpe de estado? Para voltar tudo ao mesmo? E o petróleo? Os dólares? Os amigos estrangeiros?

Lá têm os timorenses de suportar mais uns salteadores de um país perdido.

Xanana Gusmão é actualmente o primeiro-ministro de Timor-Leste, foi a ele, do CNRT, que Ramos Horta escolheu para ser primeiro-ministro. Isto depois de umas quantas “arquitecturas” de Cínico Horta.

Pois é, mas o escrito vai longo e eu tenho de deixar estas conclusões para próxima oportunidade.

Desculpem por isso ou, então, desculpem por estar para aqui a escrever que me desunho e afinal todos sabem isto e ninguém me explicava.

Olhem, desculpem qualquer coisinha. Se acharem por bem que não vale a pena escrever uma segunda parte sobre o tema façam o favor de avisar. Escrever para o boneco é que não, muito menos se vos estou a enfadar.

Sabem, vou ver o que a Paula Pereira tem de novo nas suas belas-artes. Nos seus lindos trabalhos, que connosco partilha no Decoração & Arte.

Vão lá também… e avisem se vos estou a aborrecer com esta história sobre Timor, é que sempre gostava de saber se entendi ou não as confusões que por lá têm existido.

Até à próxima…. Se calhar… sobre Timor. Gostava de acabar as minhas conclusões para ver se percebo este nojo global.

Postado por Susana Charrua

GNR de partida para Timor-Leste

SIC
22-01-2008 16:18 Última actualização: 23-01-2008 12:07

Quinto contingente inclui mulheres pela primeira vez

Na próxima semana partem para Díli 140 militares da GNR. O 5º contingente do sub-agrupamento Bravo é o primeiro a incluir mulheres na missão em Timor-Leste.

Raquel Loureiro
Jornalista


Os 140 militares do 5º contingente do sub-agrupamento Bravo da GNR estão prontos para seguir para Timor-Leste. Partem com o objectivo de ajudar na restauração da paz e ordem pública em território timorense.

Do grupo fazem parte seis militares do sexo feminino. É a primeira vez que um contingente em missão em Timor inclui mulheres. Tal não acontecera antes por não haver condições de alojamento.

A missão portuguesa tem sido elogiada em Timor-Leste. O Presidente Ramos-Horta defende mesmo que a GNR é modelo de referência para a polícia timorense.

O contingente parte para o território no próximo dia 29, em substituição dos 142 militares da GNR que se encontram em Díli.


BENVINDOS, BRAVOS E BRAVAS!!!

Só o Bispo de Baucau não quer ver?...

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "UNMIT – MEDIA MONITORING - Wednesday, 23 January 2...":

"Afonso de Jesus said that the people in thirteen districts around the country are living in calm"

Por isso é que o país está a ser ocupado gradualmente pela tropa australiana...

Helloooo?...

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "UNMIT – MEDIA MONITORING - Wednesday, 23 January 2...":

"Bishop Basilio Nascimento from Baucau Diocese said that he is surprised with the presence of the International Security Forces (ISF) who are walking around Baucau district."

"O bispo Basilio Nascimento da Diocese de Baucau disse que estava surpreendido com a presença das Forças Internacionais de Segurança (ISF) que andam à volta do distrito de Baucau."

E ainda vai ficar mais surpreendido. Isto é só o começo. E chama-se OCUPAÇÃO ESTRANGEIRA.

"I don’t know who decided this"

"Não sei quem decidiu isto"

Eu sei. Não foi o próprio Hutcheson que afirmou só receber ordens do "president"?

LUSA dorme?

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "E Reinado que denunciou o PM Xanana Gusmão não é n...":

A Lusa a dormir? Não, anda até muito atarefada na cruzada ideológica da Embaixada dos USA em Díli. E por isso não teve tempo sequer de fazer um textozinho - nem um para amostra! - sobre as acusações que há mais de um mês o Alfredo fez de o Xanana ser o autor não apenas da violência de 2006 como até da petição. O coitado do jornalista nem deve ter tido tempo ainda para ver o tal vídeo que toda a gente viu e que Portugal - pela sua imprensa - nem sabe que existe.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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