quarta-feira, janeiro 23, 2008

Timor: Médicos cubanos indignados com declarações Ramos-Horta

Diário Digital / Lusa
23-01-2008 13:00:00

Os quatro médicos cubanos à espera de fugir de Timor-Leste para os Estados Unidos reagiram hoje com indignação às declarações do presidente timorense, que terça-feira classificou o caso de mera «oportunidade económica».

«José Ramos-Horta devia preocupar-se por um partido estrangeiro controlar, funcionar e dirigir dentro do seu próprio país o sistema de saúde, como está acontecendo», afirmou o médico Alexis Oriol Rodriguez à Agência Lusa em Díli.

«Isto é uma chantagem política e não deveria ser permitida por um governo de nenhum país que se autoproclame livre, independente ou democrático», acrescentou o médico.

Quatro dos 227 cooperantes da brigada sanitária cubana em Timor-Leste não querem voltar a Cuba.

Os médicos, entrevistados pela Lusa, acusam Havana de «exportar a tirania» através do controlo rigoroso do Partido Comunista Cubano (PCC) sobre cada um dos cooperantes em Timor-Leste.

Os quatro médicos, sem passaporte, vivem escondidos em Díli há cerca de três meses, aguardando que o Governo timorense os deixe sair do país.

«Há uma lei, passada pelo Congresso (norte-americano) que garante a qualquer médico cubano, quer esteja em Cuba ou noutro país a trabalhar, que se quiser ir para os EUA sem tratamento especial é automaticamente aceite», declarou José Ramos-Horta à Lusa comentando o caso.

Para o chefe de Estado timorense, torna-se, por isso, «natural» que, havendo um país, como Cuba, onde os médicos «ganham pouco», se surgirem os Estados Unidos a «oferecer privilégios de médico», tal «incentive e encoraje qualquer um».

«Se assim é, então alguém nos explique por que estamos ainda aqui», declarou hoje à Lusa a médica Irina Valdés Pérez.

«Já cumprimos o contrato de 2 anos de missão em Timor-Leste. Não devemos nada nem a Timor nem a Cuba. Só pedimos que respeitem a liberdade de movimentos de cada um de nós», acrescentou a médica.

Irina Valdés Pérez, o seu marido Raidén López Carrillo e Miriela Llanes Martínez já obtiveram da embaixada dos Estados Unidos em Díli o visto de entrada e os documentos que lhes permitem viajar até à América, «mesmo sem passaporte».

Quanto a Alexis Oriol Rodriguez, ainda não obteve o visto norte-americano.

Sobre as declarações de José Ramos-Horta, Raidén López Carrillo interroga-se «sobre a noção de direitos humanos do Presidente da República, que é também Prémio Nobel da Paz».

«Em Cuba tudo é político», sublinhou Irina Valdés Pérez sobre os motivos «económicos» da sua fuga para os Estados Unidos, país onde os quatro médicos ouvidos pela Lusa têm família.

«Esse é o tipo de argumento repetido pela Embaixada de Cuba», acrescentou a médica.

«O Governo de Cuba, na figura do seu embaixador em Timor-Leste, e o que é pior, agora na do senhor Ramos-Horta (sic), tenta esconder ao mundo o desacordo e a reprovação que muitos cubanos sentem por viver num país onde não existe liberdade, democracia nem direitos humanos, ao chamar de 'económicos'» os motivos dos quatro médicos, afirmou Alexis Oriol Rodriguez.

As declarações do chefe de Estado timorense, conclui o médico numa declaração escrita à Lusa, deixaram-lhe «repugnância e a mais profunda pena».

A Lusa tentou, sem sucesso, nos últimos dois dias, esclarecer junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense qual a situação dos médicos cubanos e a razão por que não saíram do país.

Um responsável da embaixada dos Estados Unidos em Díli, contactado a propósito do mesmo caso, remeteu para quinta-feira «uma resposta oficial» do Departamento de Estado.

A mesma fonte explicou à Lusa, no entanto, que os três médicos cubanos autorizados a entrar nos Estados Unidos «não são asilados políticos» e que a sua documentação de viagem foi concedida ao abrigo de um programa especial.

Quanto ao embaixador de Cuba em Díli, Ramón Hernández Vásquez, membro do Comité Central do PCC, afirmou terça-feira à Lusa que «tudo o que havia a dizer« sobre o caso já foi dito.

Para o diplomata cubano, a situação dos médicos que pretendem fugir para os Estados Unidos é «apenas um caso de emigração económica».

SHAME ON YOU, MR. RUDD!

"Last week, Commander of the Australian troops in East Timor Brigadier John Hutcheson said he would follow the orders of the state and the president, and would not execute the arrest warrant.

"The government is doing a very good job in dealing with Major Alfredo Reinado. He is not, in my mind, a security threat and it is a political issue to be resolved," Hutcheson said."

(AAP)

TRADUÇÃO:

"Na semana passada, o Comandante das tropas Australianas em Timor-Leste Brigadeiro John Hutcheson disse que seguiria as ordens do Estado e do presidente, e que não executaria o mandato de prisão.

"O governo está a fazer um muito bom trabalho a lidar com o Major Alfredo Reinado. Ele não é, na minha mente, uma ameaça de segurança e isso é uma questão política para ser resolvida," disse Hutcheson."


Respeita só as ordens do "Estado e do Presidente"? Ou as ordens ilegais do Presidente?!

O Estado não é o Presidente. Ou para o chefe das tropas australianas e para Ramos-Horta, "O Estado sou EU"?

Os tribunais são soberanos e os mandados para cumprir.

O comandante militar estrangeiro ignora a atribuição de poderes dos órgãos de soberania definidos pela Constituição, desrespeitando assustadoramente o Estado democrático.

E ainda vem dizer que o Governo está a fazer um bom trabalho? Depois de Reinado acusar o Primeiro-Ministro de ser o culpado da crise e reafirmar que não se entrega?

SHAME ON YOU, MR. RUDD!

Dos leitores

Maubere deixou um novo comentário na sua mensagem "Ana Gomes, também em silêncio?...":

Amigo H. Correia, porque era, e e será a eurodeputada Ana Gomes estando completamente alheia aos bicudos problemas de Timor Leste?

Porque ela apresenta-nos um rosto de duas facetas com dois pesos e duas medidas. Ela papagueia nos areópagos internacionais e europeus sobre a sua hipocrisia no que refere a democracia, liberdade, justiça e paz, porem tudo o que ela propala aos quatro ventos eram e continuam sendo meros parlapies com demagogia politica simplesmente para fazer agradar os masochistas despóticos, mitos e deuses intocáveis da liderança da RDTL, os chamados seus risonhos amorezinhos e favoritos Xanana e Horta.

Ana Gomes tanto como os jornalistas da agencia Lusa como as autoridades portuguesas são todos compadrios dos despóticos liderzecos Xanana e Horta, apesar de serem socialistas que gritam histericamente nos fóruns parlamentares governamentais de Bruxelas, Estrasburgo e São Bento sobre a democracia, a liberdade, os direitos humanos e cívicos de cada cidadão humano no mundo, porem tudo isso eram apenas uma mera parlapie que esta encobrindo a realidade dos factos e só servem melhor os interesses dos despóticos e tiranos políticos do que na realidade servem os interesses dos povos oprimidos e explorados do mundo e em particular de Timor Leste sob os grilhões dos malditos ditadores Horta e Xanana.

O Povo Maubere não perdoara as facínoras políticas dos masoquistas ditadores Xanana e Horta e seus compadrios espalhados pelo mundo fora e em particular os desgraçados filhos dos Povo irmão Português que são cúmplices do Xanana e Horta e que procuram prevalecer os seus domínios de exploração do homem pelo homem sobre o dorso do pobre e débil Povo Maubere neste recanto do mundo.

Maubere e a voz dos pobres e oprimidos do Povo mil vezes martirizado de Timor Leste.

Nas montanhas de Timor Leste, aos 23 dias do mês de Janeiro do ano de 2008.

UNMIT – MEDIA MONITORING - Wednesday, 23 January 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

TVTL news coverage

Alfredo not to appear at his second court hearing: Former Military Police Commander Major Alfredo Reinado said that he will not appear at his second court hearing in Dili District Court as he is preparing himself for dialogue with the government.

Alfredo’s lawyer, Benevides Barros said that his client, Reinado does not mean to not respect the court's decision, but he is preparing to have dialog with the Government in a short space of time.

RTL news coverage

* * *

SRSG Atul Khare visits UN project in Oecusse

Special Representative of the Secretary-General (SRSG) for Timor-Leste Atul Khare on Tuesday (22/1) held an official visit to Oecusse district to see the activities of various development projects, such as water sanitation, hospitals and schools funded by WFP, UNDP, UNICEF, and UNOPS.

“I came here to see the activities of development projects in Oecusse

“The programs of UNMIT, UN agencies, and local and international NGOs are always getting a positive response from the community since they are involved in the projects,” said the SRSG Khare.

SRSG Atul Khare also met with the local leaders to get their opinions about the work of the UN agencies in Oecusse. (STL)

Alfredo, petitioners and the government: commit to have dialogue

The State Secretary for Defence Julio Thomas Pinto said that Alfredo Reinado, the petitioners and the government have committed to continue the dialogue process.


As the state decided previously, the only way to solve Alfredo and the petitioners’ problems is through dialogue. (STL and DN)

Alfredo’s allegation: opposition pressuring Xanana to present to the NP

The opposition parties in the National Parliament (NP), PPT and KOTA, are pressuring Prime Minister (PM) Xanana Gusmão to present on the allegations of Alfredo Reinado that Xanana is the ‘intellectual’ author of the 2006 crisis.

“As the PM of Timor-Leste, Xanana Gusmão has to tell all people about the accusation by Alfredo Reinado which said that he is the ‘intellectual’ author of the 2006 crisis,” said Manuel Tilman in his political declaration on Tuesday (22/1) in the NP, Dili.

Furthermore, Adriano Nascimento from the Democratic Party (PD) asked PM Xanana to reveal the actions of the Task Force for the cases of Reinado and the petitioners. (STL and DN)

Bishop Basilio is surprised by the presence of the ISF in Baucau

Bishop Basilio Nascimento from Baucau Diocese said that he is surprised with the presence of the International Security Forces (ISF) who are walking around Baucau district.

“I am surprised when in see soldiers walking around. There was no helicopter in Baucau when the nation was in crisis. Now all is calm, there are Australian helicopters flying around us.

I get no explanation from the government, political parties or the NP why there are Australian soldiers all around in the country. Previously, they were only in Dili. I don’t know who decided this,” said Bishop Basilio on Friday (18/1) in Baucau. (TP)

NP to look into possibility of calling Xanana

The Vice President of the NP Vicente Guterres declared that the NP will look into the possibility of calling on current PM Xanana Gusmão to respond to opposition pressures related to the accusations made against him by Alfredo Reinado’s.

“We’ll find time to discuss with parties’ leaders in the NP whether we can invite PM Xanana Gusmão to come to the NP or not,” said Vice President NP Guterres in the NP, Dili.

NP member from Democratic Party (PD), Adriano Nascimento, also said that PM Xanana should give a political statement to the public to avoid confusion amongst the people (TP, TVTL and DN)

Afonso de Jesus: people in districts are calm

The Commander-Designate of the National Police of Timor-Leste (PNTL) Afonso de Jesus said that the people in thirteen districts around the country are living in calm thanks to the security situation which is guaranteed by the United Nations Police (UNPol), PNTL and the community of Timor-Leste.

Commander Afonso de Jesus said that the security situation has been calm thanks to the cooperation of the community with the PNTL in the New Year. (DN)

US: rejects providing uniform to Alfredo

The Ambassador of the United States of America in Timor-Leste Hans Klemm rejected the rumour that the recent US Ambassador in Timor-Leste was providing military uniforms to Alfredo Reinado and his group.

“The uniform might be the same as the uniform worn by the US military, especially the marine corps, but this is just a coincidence,” said Ambassador Hans on Tuesday (22/1) in a press conference in Farol, Dili.

Ambassador Hans asked the media to show a strong commitment to the truth and report responsibly. (DN)

Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – Quarta-feira, 23 Janeiro 2008

"A UNMIT não assume nenhuma responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e o conteúdo deles não indicam apoio ou endosso pela UNMIT expresso ou implícito. A UNMIT não sera responsável por qualquer consequência que resulte da publicação de, ou pela confiança em tais artigos e traduções."


Relatos dos Media Nacionais

TVTL cobertura de notícias

Alfredo não vai comparecer na segunda audiência do tribunal: O antigo Comandante da Polícia Militar Major Alfredo Reinado disse que não vai comparecer na segunda audiência no tribunal no Tribunal do Distrito de Dili porque se está a preparar para o diálogo com o governo.
O advogado de Alfredo, Benevides Barros disse que o seu cliente, Reinado não tem a intenção de faltar ao respeito da decisão do tribunal, mas que se está a preparar para ter o diálogo com o Governo dentro de pouco tempo.


RTL cobertura de notícias

* * *

SRSG Atul Khare visita projecto da ONU em Oecusse

O Representante Especial do Secretário-Geral (SRSG) para Timor-Leste Atul Khare na Terça-feira (22/1) teve uma visita oficial no distrito de Oecusse para ver as actividades de vários projectos de desenvolvimento, tais como sanidade da água, hospitais e escolas financiados pelo WFP, UNDP, UNICEF, e UNOPS.

“Vim aqui par ver as actividades dos projectos de desenvolvimento em Oecusse

“Os programas da UNMIT, agencies da ONU, e OGN’s locais e internacionais estão sempre a ter uma resposta positiva da comunidade desde que ela esteja envolvida nos projectos,” disse o SRSG Khare.

O SRSG Atul Khare encontrou-se ainda com líderes locais para saber das suas opiniões sobre o trabalho das agências da ONU em Oecusse. (STL)

Alfredo, peticionários e o governo: comprometidos a terem diálogo

O Secretário de Estado para a Defesa Júlio Thomas Pinto disse que Alfredo Reinado, os peticionários e o governo se comprometeram a continuar o processo do diálogo.

Conforme decidiu anteriormente o Estado, a única maneira de resolver os problemas de Alfredo e dos peticionários é através do diálogo. (STL e DN)

Alegações de Alfredo: oposição pressiona Xanana para se apresentar no PN

Partidos da oposição no Parlamento Nacional (PN), PPT e KOTA, estão a pressionar o Primeiro-Ministro (PM) Xanana Gusmão para se apresentar sobre as alegações de Alfredo Reinado que Xanana é o autor ‘intelectual’ da crise de 2006.

“Como PM de Timor-Leste, Xanana Gusmão tem de falar a todo o povo sobre as acusações de Alfredo Reinado que disse que ele é o autor ‘intelectual’ da crise de 2006,” disse Manuel Tilman na sua declaração política na Terça-feira (22/1) no PN, Dili.

Mais ainda, Adriano Nascimento do Partido Democrático (PD) pediu ao PM Xanana para revelar as acções do Grupo de Trabalho para os casos de Reinado e dos peticionários. (STL e DN)

Bispo Basílio está surpreendido com a presença da ISF em Baucau

O bispo Basílio Nascimento da Diocese de Baucau disse estar surpreendido com a presença das Forças Internacionais de Segurança (ISF) que andam à volta do distrito de Baucau.

“Estou surpreendido a over soldados a andarem por aí. Não houve nenhum helicóptero em Baucau quando a nação estava em crise. Agora que está calmo, há helicópteros Australianos a voarem por cima de nós.

Não obtenho nenhuma explicação do governo, partidos políticos ou do PN porque é que andam soldados Australianos pelo país. Anteriormente estavam só em Dili. Não sei quem decidiu isto,” disse o bispo Basílio na Sexta-feira (18/1) em Baucau. (TP)

PN a estudar a possibilidade de chamar Xanana

O Vice-Presidente do PN Vicente Guterres declarou que o PN estudará a possibilidade de chamar o corrente PM Xanana Gusmão para responder às pressões da oposição relativas às acusações feitas contra ele por Alfredo Reinado.

“Encontraremos tempo para discutir com líderes dos partidos no PN se podemos convidar o PM Xanana Gusmão para vir ao PN ou não,” disse o Vice-Presidente Guterres no PN, Dili.

O deputado do Partido Democrático (PD), Adriano Nascimento, disse também que o PM Xanana deve fazer uma declaração política ao povo para evitar a confusão entre o povo (TP, TVTL e DN)

Afonso de Jesus: povo nos distritos está calmo

O Comandante-Designado da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) Afonso de Jesus disse que o povo nos treze distritos do país está a viver com calma graças à situação da segurança que é garantida pela Polícia da ONU (UNPol), PNTL e a comunidade de Timor-Leste.

O Comandante Afonso de Jesus disse que a situação da segurança tem estado calma graces à cooperação da comunidade com a PNTL no Ano Novo. (DN)

USA: rejeita ter dado uniformes a Alfredo

O Embaixador dos Estados Unidos da América em Timor-Leste Hans Klemm rejeitou os rumores de que o recentemente nomeado Embaixador dos USA em Timor-Leste estava a dar uniformes militares a Alfredo Reinado e ao seu grupo.

“O uniforme pode ser igual aos uniformes usados pelos militares dos USA, especialmente pelos marines, mas isso é apenas uma coincidência,” disse o Embaixador Hans na Terça-feira (22/1) numa conferência de imprensa em Farol, Dili.

O Embaixador Hans pediu aos media para mostrar um forte compromisso com a verdade e para noticiar responsavelmente. (DN)

CONVITE AOS MEIOS DE INFORMAÇÃO

FRETILIN

Convida-se todos os meios de informação para uma conferencia de imprensa a ser concedida pelo Presidente da FRETILIN, Sr. Lu Olo e pelo Secretario Geral da FRETILIN, Dr. Mari Alkatiri, que terá lugar no Hotel Timor amanha, dia 24/1/08, pelas 10H00 sobre o seguinte tema:

"AMP" está a escangalhar o estado. FRETILIN defende com firmeza o estado de direito.


KONVITE BA MEDIA

FRETILIN konvida media tomak ba konferénsia imprensa ható hosi Presidente FRETILIN, Sr. Lu Olo no Sekretáriu Jeral FRETILIN , Dr. Mari Alkatiri , iha Hotel Timor, aban, loron 24/1/08, tuku 10.00 dedersan kona ba asuntuida ne'e:

“AMP” sobu estadu. FRETILIN hamrik metin defende nafatin estadu de direitu.

Departamento de Informação da FRETILIN (DEPIM – F)
Contacto: Filomeno Aleixo 734 0383

Itália vai aumentar ajuda ao Timor Leste, diz Ramos Horta

22-01-2008 21:19:47


Lisboa, 22 Jan (Lusa) - A Itália vai ajudar o Timor Leste a se tornar "auto-suficiente" em termos agrícolas, disse à Agência Lusa o presidente timorense, José Ramos Horta, indicando que Roma vai aumentar "significativamente" o auxílio a Díli.

Por telefone, Ramos Horta fez um balanço da visita oficial de dois dias à Itália, em que foi recebido, entre outras personalidades políticas, pelo presidente de República, Giorgio Napolitano, e pelo primeiro-ministro italiano, Romano Prodi.

Segundo o governante timorense, o chefe do Executivo italiano garantiu que Roma vai reforçar "significativamente" a sua ajuda ao país asiático, tanto no domínio agrícola como no da segurança alimentar, para que o país possa assegurar a "auto-suficiência".

O governante seguiu nesta terça-feira para a Suíça, em uma estada particular. Em seguida, Ramos Horta parte para o Brasil, onde inicia no próximo dia 26 uma visita oficial.

Ajuda

A cooperação de Roma, que definiu com "até hoje modesta", também vai beneficiar a área política timorense. Outra ajuda importante virá da prefeitura de Milão, após a prefeita Letizia Moratti afirmar que vai auxiliar o desenvolvimento agrícola no país asiático.

Como contrapartida, o Timor Leste dará todo o apoio à candidatura de Milão à exposição universal programada para 2013, cuja decisão final será conhecida em março.

Na área cultural, a prefeitura de Milão garantiu a oferta de uma unidade móvel de cinema, projeto idealizado pelo próprio chefe de Estado timorense, o que permitirá levar o cinema às aldeias remotas do Timor Leste.

"Trata-se de um projeto meu, a que chamei Cinema Paradiso", disse, lembrando a importância que o filme homônimo teve na sua vida. "Fez-me lembrar a minha infância no Timor", afirmou.

Vaticano

Outro resultado prático da viagem de Ramos Horta à Itália foi a visita ao Vaticano, onde foi recebido pelo papa Bento 16. Na audiência ficou acertada a criação, ainda este ano, de uma terceira diocese no país, que se juntará às de Díli e de Baucau.

"Informei sua santidade sobre a situação no Timor Leste e o papa Bento 16 ficou bastante agradado pelo fato desta ter melhorado e encorajou o Timor Leste a continuar o processo de diálogo e reconciliação nacional", disse Ramos Horta à Agência Lusa na segunda-feira.

Depois da audiência papal, o presidente timorense se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, que informou o presidente timorense da intenção da Santa Sé de abrir em Díli uma representação permanente.

Em relação à criação da terceira diocese no país, condição imprescindível para a constituição de uma Conferência Episcopal, Ramos Horta disse à Lusa que só falta o Vaticano escolher o futuro bispo.

A criação da terceira diocese, que segundo Ramos Horta "provavelmente deverá ficar no Suai", no sul do país, depende do avanço da nova divisão administrativa do país.

Reinado refuses to face murder charges

January 23, 2008 - 6:23PM
AAP

East Timor's fugitive rebel leader Alfredo Reinado has refused to attend a scheduled court hearing on Thursday to face murder and other charges related to a deadly outbreak of violence in 2006.

Reinado's lawyer Benevides Barros said the rebel leader would not submit to the judicial process until the government met several demands.

Reinado escaped from jail in the capital, Dili, in August 2006 and has been on the run ever since.
He had led rebel soldiers after the former government sacked more than a third of the country's defence force earlier that year, sparking unrest that left 37 people dead and drove 100,000 from their homes.

Barros said Reinado wanted to continue dialogue with the government to discuss issues of military discrimination and political issues that caused the 2006 crisis.

But Reinado would only participate in discussions if they took place in a military encampment set up in a location of his choice, with security provided by a neutral third party.

Reinado is also asking for a letter from the government recognising that he and his followers are still in the military.

He also wants his case heard by a military court, and refuses to allow foreign judges or foreign prosecutors to participate.

"He said he doesn't think the civil court will understand the military things," Barros said.

"The other issues he raised is because he doesn't trust the civil judges and prosecutor - he knows the court will put him in jail without a fair trial."

The court issued an arrest warrant for Reinado following his escape from prison, but last year President Jose Ramos Horta called off the warrant following a bungled attempt by the Australian military to arrest the rebel in Same, 50km south of Dili.

Five of Reinado's followers died in the mountain raid.

The judge presiding over Reinado's case later accused the president of violating the constitutional separation of powers by waiving the arrest warrant, saying the action was illegal.

Last week, Commander of the Australian troops in East Timor Brigadier John Hutcheson said he would follow the orders of the state and the president, and would not execute the arrest warrant.

"The government is doing a very good job in dealing with Major Alfredo Reinado. He is not, in my mind, a security threat and it is a political issue to be resolved," Hutcheson said.

Ramos Horta recently set May this year as a deadline to resolve issues with Reinado.

He said the deadline was not definitive.

© 2008 AAP

Tradução:

Reinado recusa enfrentar acusações de homicídio

Janeiro 23, 2008 - 6:23PM
AAP

O líder foragido amotinado de Timor-Leste Alfredo Reinado recusou-se atender uma audiência agendada no tribunal na Terça-feira para enfrentar acusações de homicídio e outras relacionadas com as explosão de violência mortal em.

O advogado de Reinado, Benevides Barros disse que o líder amotinado não se sujeitará ao processo judicial até o governo responder a várias exigências.

Reinado escapou duma prisão na capital, Dili, em Agosto de 2006 e tem andado em fuga desde então.Ele tinha liderado soldados amotinados depois do antigo governo ter despedido mais de um terço da força de defesa do país no princípio desse ano, desencadeando desassossego que deixou 37 pessoas mortas e levou 100,000 das suas casas.

Barros disse que Reinado quer continuar a dialogar com o governo para discutir questões de discriminação militar e questões políticas que causaram a crise de 2006.

Mas Reinado apenas participará em discussões que ocorrerem num acampamento militar montado num local da sua escolha, com a segurança feita por uma terceira parte.

Reinado está também a exigir uma carta do governo que reconheça que ele e os seus seguidores são ainda militares.

Quer também que o caso seja ouvido num tribunal militar e recusa a participação de juízes ou de procuradores estrangeiros.

"Ele disse que pensa que um tribunal civil não compreende as coisas militares," disse Barros.

"As outras questões que ele levantou são porque ele não confia em juízes e procuradores civis – ele sabe que o tribunal o porá na prisão sem um julgamento correcto."

O tribunal emitiu um mandato de prisão contra Reinado depois de se escapar da prisão, mas no ano passado o Presidente José Ramos Horta declarou o mandato sem efeito depois duma tentativa abortada dos militares Australianos para deterem o amotinado em Same, 50 km a sul de Dili.

Cinco dos seguidores de Reinado morreram no assalto na montanha.

Mais tarde o juíz do caso de Reinado acusou o presidente de violação da separação constitucional de poderes ao descartar o mandato de prisão, dizendo que esse acto era ilegal.

Na semana passada, o Comandante das tropas Australianas em Timor-Leste Brigadeiro John Hutcheson disse que seguiria as ordens do Estado e do presidente, e que não executaria o mandato de prisão.

"O governo está a fazer um bom trabalho a lidar com o Major Alfredo Reinado. Ele não é, no meu entender, uma ameaça à segurança e esta é uma questão política por resolver," disse Hutcheson.

Ramos Horta recentemente marcou Maio deste ano como a data limite para resolver as questões com Reinado.

Disse que a data limite não era definitiva.

© 2008 AAP

Conference to focus on rebuilding East Timor

23 January 2008
Charles Darwin University

The rebuilding process in East Timor will be the subject of an international conference in early February, hosted by Charles Darwin University, in conjunction with the Australian National University and the Timor Institute of Development Studies.

Entitled Democratic Governance in Timor Leste: Reconciling the Local and the National, the conference will be held on 7 and 8 February at CDU’s Casuarina campus.

The conference follows a successful one-day symposium in November 2006 and the subsequent book The Crisis in Timor-Leste: Understanding the Past, Imagining the Future.

Conference convenor, Associate Professor David Mearns said the 2008 event would focus on how the process of “nation building” might be envisaged given the international, national and local expectations that press upon the Timor Leste Government and parliament.

“The aim of this conference is to ask speakers to examine critically the emerging relations between the various levels of social, institutional and organisational practice that confront the politicians and ‘civil society’ during this critical phase of the country’s development,” he said.

“We are looking to address issues such as what space currently exists for the genuine expression and achievement of the citizens’ aspirations, and how might the situation be improved?”

The conference will be divided into four, half-day panels each led by a keynote speaker who will address specific aspects of the dynamic relations between central state and local governance systems in a new nation. The panels will cover a variety of themes essential to the rebuilding process in East Timor.

Visit the conference website at: www.cdu.edu.au/timorlesteconference/

Tradução:

Conferência com foco na reconstrução de Timor-Leste

23 Janeiro 2008
Charles Darwin University

O processo de reconstrução em Timor-Leste será o assunto duma conferência internacional no princípio de Fevereiro, que tem lugar na Universidade de Charles Darwin, in conjunção com a Universidade Nacional Australiana e o Instituto de Estudos de Desenvolvimento de Timor.

Com o título Governação Democrática em Timor-Leste: Reconciliar o Local e o Nacional, a conferência realiza-se em 7 e 8 Fevereiro no campus Casuarina da CDU.

A conferência segue-se a um simpósio com sucesso de um dia em Novembro de 2006 e ao livro subsequente A Crise em Timor-Leste: Compreendendo o Passado, Imaginando o Futuro.

O organizador da Conferência, o Professor Associado David Mearns disse que o evento de 2008 se focará em como o processo de “construção da nação” se pode encarar dadas as expectativas internacionais, nacionais e locais que pressionam o Governo e o Parlamento de Timor-Leste.

“O objective desta conferência é pedir aos participantes para examinarem seriamente as relações emergentes entre os vários níveis de práticas sociais, institucionais e organizativas com que se confrontaram os políticos e a ‘sociedade civil’ durante esta fase crítica do desenvolvimento do país,” disse.

“Queremos responder a questões como o espaço que existe correntemente para a expressão e realização genuína das aspirações dos cidadãos e como é que se pode melhorar a situação?”

A conferência estará dividida em quarto painéis de meio-dia e cada um deles é liderado por um orador chave que responderá a aspectos específicos das relações dinâmicas entre os sistemas de governação do Estado central e local numa nova nação. Os painéis cobrirão uma variedade de temas essenciais ao processo de reconstrução de Timor-Leste.

Visite o website da conferência em: www.cdu.edu.au/timorlesteconference/

terça-feira, janeiro 22, 2008

Ana Gomes, também em silêncio?...

A eurodeputada Ana Gomes que se exaltava contra o então Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, exigindo que o Xanana Gusmão o demitisse, agora não exige a Ramos-Horta que demita, pelas mesmas razões, o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão?

Pois não. Fica silenciosa...

Mais dois pesos e duas medidas?

E Reinado que denunciou o PM Xanana Gusmão não é notícia?

A LUSA continua sem fazer uma notícia sobre a denúncia que Reinado fez contra o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, acusando-o de ser o responsável pela crise de 2006 e de ter criado grupos que fomentaram a violência.

Ao contrário da imprensa presente em Timor-Leste e da imprensa australiana. E, ao contrário das acusações de Railos contra o ex-Ministro do Interior e o ex-Primeiro-Ministro, em 2006.


Mais dois pesos e duas medidas?

Timor-Leste: Médicos cubanos denunciam "tirania" de Havana em Díli

Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa, em Díli

Díli, 22 Jan (Lusa) - A brigada médica cubana em Timor-Leste reproduz no país o controlo e repressão do regime de Havana, afirmaram à Agência Lusa em Díli quatro médicos que pretendem fugir para os Estados Unidos.

Os médicos, que há três meses vivem escondidos em locais diferentes em Díli, acusam a sua embaixada de gerir a "exportação da tirania" de Cuba para Timor-Leste.

"O Partido Comunista Cubano (PCC) funciona em Timor-Leste", acusam os médicos, que citam um funcionário da embaixada cubana, também anestesista no Hospital Central Guido Valadares, em Díli, como o secretário do PCC no país.

"O Partido tem controlo absoluto sobre a brigada, incluindo a vida pessoal de cada médico", declararam à Lusa os quatro cubanos.

Um contingente de quase 230 médicos, a que Havana dá o nome de brigada, está desde 2005 em Timor-Leste, constituindo o pilar do sistema de saúde do país.

Do quotidiano da brigada fazem parte sessões de autocrítica, fixadas em acta, avaliações ideológicas permanentes e uma reunião mensal do PCC em Lahane, na periferia da capital.

"Chamam-lhe a reunião do Imortal para que os timorenses não percebam do que se trata", explicou o médico Alexis Oriol Caceres.

A reunião realiza-se no terceiro domingo de cada mês.

"Cuba reduz a sua estrutura de maioria silenciosa em cada brigada médica. É simples", explica Alexis Oriol Caceres sobre a lógica de reprodução do "totalitarismo".

"É muito eficiente e quase perfeito. Não deixa nenhuma liberdade. Todos nós somos jubilados no `Big Brother`", acrescentou o médico cubano

Alexis Oriol Caceres continua à espera dos documentos de viagem que pediu na embaixada dos Estados Unidos em Díli.

Como todos os cooperantes cubanos, teve que entregar o seu passaporte à embaixada de Cuba assim que chegou a Timor-Leste.

"No Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense disseram-me que eu sou um `indocumentado`", contou Alexis Oriol Caceres à Lusa.

"Eu não existo. A embaixada até fez desaparecer os meus registos do hospital".

"Limbo é uma palavra demasiado bonita para descrever a minha situação", concluiu o médico, especialista em bioinformática e ex-responsável (até cair em desgraça) pelas tecnologias de informação da embaixada de Cuba.

"Deixei de merecer confiança quando, em 2006, a embaixada descobriu que eu tinha um blogue", contou.

Outros três médicos cubanos vivem na clandestinidade em Díli. Comparando com Alexis Oriol Caceres, estão "um pouco melhor" face à burocracia.

Raidén López Carrillo, a sua mulher, Irina Valdés Pérez, e Miriela Llanes Martínez já obtiveram os documentos de viagem norte-americanos, mas falta-lhes uma autorização de saída do Governo timorense.

Todos, porém, vivem em condições dramáticas desde que abandonaram a brigada médica.

Os quatro têm uma história semelhante: vieram para um país de que mal tinham ouvido falar.

"Mandam-te e tu vens porque afinal é uma grande oportunidade", resume Irina Valdés Pérez.

Em Timor-Leste, cada brigadista ganha 250 dólares mensais (cerca de 173 euros).

"É muito", comparando com o ordenado mensal de um médico em Cuba: 25 dólares (menos de 18 euros).

De qualquer modo, não há escolha, explicam os médicos: "Quem recusa a mobilização já não tem carreira".

No melhor dos cenários, o cooperante cubano é colocado em Díli.

Miriela Llanes Martínez não teve tanta sorte. Foi colocada directamente num subdistrito de Covalima, sudoeste do país, "sozinha, sem saber falar tétum, sem água corrente, sem carro, sem televisão, sem cobertura de telemóvel e com uma bateria que só dava 4 horas de luz por dia".

Só depois de três meses foi colocado outro colega cubano nessa aldeia.

"Passava os dias a chorar. Não tinha com quem falar nem quem visitar. A única ajuda para os casos graves era chamar a Igreja", resumiu a médica.

As "penalizações" são de vária ordem: o não recebimento dos 4.800 dólares pelos dois anos de serviço, ou represálias sobre familiares.

Raidén López Carrillo foi insultado numa reunião do "Imortal", conta o médico, que teve a sua roupa e objectos pessoais "retirados do quarto sem autorização e queimados por ordem da embaixada".

Raidén López Carrillo recebeu o diploma das mãos do próprio líder cubano, Fidel Castro, em 2005, por ter sido o melhor aluno de Medicina da sua província.

Os quatro médicos afirmam que Timor-Leste "ignora" os contornos da repressão comunista na brigada médica.

Salientam, no entanto, que "não é uma coincidência que o embaixador de Cuba, Ramón Hernández Vásquez, membro do Comité Central do PCC, tenha visitado Timor-Leste pela primeira vez como convidado ao congresso da Fretilin em 2006".

Meses depois, apresentava as suas credenciais no Palácio das Cinzas.

"Sobre essa situação, já dissemos tudo o que havia a dizer", respondeu à Lusa o embaixador cubano em Díli, que a semana passada afirmou que a situação dos médicos que pretendem fugir para os Estados Unidos é "apenas um caso de emigração económica".

Lusa/Fim

Parabéns!

Ao blog TIMOR LOROSAE NAÇÃO pelo vosso primeiro aniversário!

Um abraço,

Malai Azul

TÃO GRANDE DOR

Timor fragilíssimo e distante
Do povo e da guerrilha
Evanescente nas brumas da montanha

Em frente ao pasmo atento das crianças
Assim contava o poeta Rui Cinatti
Sentado no chão
Naquela noite em que voltara da viagem

Timor
Dever que não foi cumprido e que por isso dói

Depois vieram notícias desgarradas
Raras e confusas
Violências mortes crueldade
E anos após ano
Ia crescendo sempre a atrocidade
E dia a dia - espanto prodígio assombro
Cresceu a valentia
Do povo e da guerrilha
Evanescente nas brumas da montanha

Timor cercado por um bruto silêncio
Mais pesado e mais espesso do que o muro
De Berlim que foi sempre falado
Porque não era um muro mas um cerco
Que por segundo cerco era cercado

O cerco da surdez dos consumistas
Tão cheios de jornais e de notícias

Mas como se fosse o milagre pedido
Pelo rio da prece ao som das balas
As imagens do massacre foram salvas
As imagens romperam os cercos do silêncio
Irromperam nos écrans e os surdos viram
A evidência nua das imagens.

Sophia de Mello Breyner, 20-09-99

(enviado por Fítun Taci)

Prime Minister Xanana Gusmao accused of instigating 2006 political crisis in East Timor

World Socialist Web Site

By Patrick O’Connor
22 January 2008


Former East Timorese major Alfredo Reinado has accused Prime Minister Xanana Gusmao of directly instigating the 2006 military mutiny, which triggered the political and social unrest that forced more than 100,000 people—10 percent of the population—to flee their homes. The violence was seized upon by Canberra as the pretext for dispatching an Australian-led military intervention and muscling former Fretilin prime minister Mari Alkatiri out of office.

The 2006 events unfolded as part of a “regime change” operation orchestrated by the former Australian government of John Howard and by Fretilin’s domestic political opponents. Canberra regarded the Alkatiri administration as being too closely aligned to strategic rivals, Portugal and China, and resented the concessions it had been forced to make during negotiations over the exploitation of the Greater Sunrise oil and gas field. Fretilin, a bourgeois nationalist organisation, was also opposed by rival sections of the Timorese elite. Its limited promises of social reform were viewed with hostility by business and landowning interests, particularly those with connections to the former Indonesian occupying forces, while the powerful Catholic Church resisted the Alkatiri government’s support for a separation between church and state.

Gusmao has long played a leading role in the political manoeuvres of these right-wing forces. But his public response to the 2006 crisis was particularly provocative. On March 23 he delivered a nationally televised speech in which he denounced Fretilin as corrupt and dictatorial, and stoked up regional resentments by accusing the government of favouring people from the eastern districts where Fretilin draws most of its support. The speech sparked widespread violence, marking a critical turning point in the crisis. The unrest became the pretext in May for the dispatch of Australian troops. In June, Gusmao—utilising a scurrilous documentary produced by the Australian ABC program “Four Corners” that falsely accused Alkatiri of arming a “hit squad” to assassinate his political opponents—then publicly threatened to resign as president unless Alkatiri stepped down. When Alkatiri eventually obliged, he was succeeded as prime minister by Gusmao’s close ally Jose Ramos-Horta.

Gusmao now stands accused not just of exploiting the soldiers’ mutiny for his own ends, but of direct responsibility for the crisis. Alfredo Reinado was one of the central figures in the military split. In April and May 2006, violent protests erupted in Dili in support of nearly 600 soldiers (known as the “petitioners”) who had abandoned their barracks after accusing the Alkatiri government of discriminating against Timorese from the western regions of the country. Reinado, the commander of East Timor’s military police, participated in some of the most violent clashes, including an unprovoked ambush on government soldiers and police. Currently facing eight murder charges and ten counts of attempted murder, Reinado and his armed followers have based themselves in the regional western districts and refused to accede to Gusmao’s demands to turn themselves in.

Negotiations between the East Timorese government and Reinado over the terms of the former major’s surrender appear to have broken down, provoking the public allegations against Gusmao.

Reinado recently recorded a video message that has been circulated on DVD in East Timor and released, in part, on the Internet. “I give my testimony as a witness, that Xanana is the main author of this crisis, he cannot lie or deny about this,” the former major declared. “Many things will happen backstage and he knows about that, it’s his responsibility and his links. He calls us bad people, but it’s him that created us, turned us to be like this—he is author of the petition. He was behind all of this... He turns against us, those ordered and created by him. It’s with his support that the petition exists in the first place, it’s his irresponsible speeches to the media that made people to be fighting and killing each other until this moment and he knows many more things—we will talk about this.”

Reinado is a dubious figure and his statement certainly cannot simply be taken on face value. He is yet to provide any supporting evidence. Nevertheless, his allegation dovetails with already-known information indicating that Gusmao was the leading Timorese figure in the calculated coup d’état against the democratically elected Fretilin administration.

Reinado is not the first person to have accused Gusmao of orchestrating violence. Former vice-commander of Dili’s district police, Abilio “Mausoko” Mesquita issued a statement after his arrest in 2006 alleging that Gusmao had ordered him to attack a house belonging to army Brigadier Taur Matan Ruak on May 25. Mesquita claims to have repeatedly told UN mission head Sukehiro Hasegawa that Gusmao was the author of the political crisis. Mesquita was sentenced to four years jail last August for his role in the attack on Brigadier Ruak’s house, despite Ruak asking the court to grant clemency and release him.

There is already evidence that Reinado had maintained communications with Gusmao as the crisis deepened in May 2006. On May 14 the two men met in Dili. On May 29—three days after the 1,300 Australian-led soldiers landed in East Timor—Gusmao sent Reinado a letter written on presidential letterhead which began with the greeting “Major Alfredo, Good Morning!” and encouraged him to pull back from the hills around the capital. “We have already combined with the Australian forces and you have to station yourself in Aileu,” it declared. Gusmao concluded with “embraces to all” and his signature. Senior staff at the Poussada lodge, where Reinado stayed for six weeks, told the Australian that Gusmao later paid Reinado’s hotel bill.

Significantly, Gusmao has refused to deny Reinado’s latest allegations. “I do not want to respond to this issue because there are legal implications and I do not want to engage in a war of words,” he declared on January 10. “Let whoever wants to scream about it scream... I am not paying any attention because I see it as irrelevant.”

The prime minister later issued an extraordinary threat to journalists in Dili covering the story. “You have to exercise more responsibility towards the environment of stability or instability,” he said last Tuesday. “We close our eyes when in the case of small and big things you go and interview Alfredo [Reinado]. Perhaps because of these things instability may emerge in the country—because of you—[so] we will arrest you.”

Former Prime Minister Alkatiri has demanded that Gusmao resign. “I never had any doubts that Xanana was behind, or in front of the crisis, and it was because of this that I have been saying right from the beginning that this has been a big conspiracy,” he said. “Now, because they are upset with one another Alfredo has revealed that this was in fact the case.”

These remarks stand in stark contrast to the way Alkatiri conducted himself during the 2006 crisis. The former prime minister then made no genuine attempt to expose the conspiracy against him, acquiesced to the Australian intervention, and resigned just as large numbers of Fretilin supporters began demonstrating in defence of his government. For Alkatiri and the Fretilin leadership, the prospect of a mass movement mobilised in defence of democratic rights developing beyond their control terrified them far more than a Gusmao-led right-wing coup.


Canberra’s role

The Australian media have buried Reinado’s allegations. The story was completely ignored for more than a week; only when the blackout could no longer be sustained did the broadsheet newspapers publish short reports describing Alkatiri’s demand that Gusmao resign and the prime minister’s threat to arrest Timorese journalists. Beyond this, however, there has been no detail and no analysis. This is certainly no accident or oversight. Almost every section of the media was complicit in Canberra’s destabilisation campaign against the Alkatiri administration. The press is now seeking to evade any serious examination of Gusmao’s role in the 2006 events because to do so would raise embarrassing questions about the former Howard government’s, and their own, involvement.

Gusmao has long-standing and close connections with Canberra. It is highly unlikely he would have moved against the Alkatiri administration without prior backing from Howard.

It is equally unlikely that Canberra was caught unaware by the split within the Timorese military. As the World Socialist Web Site noted in July 2006: “Given its long record of intrigue, there is no doubt that Australia had a direct hand in the political events leading up to its May 24 military intervention. The Howard government’s close relations with Gusmao and Ramos-Horta were undoubtedly augmented by a network of contacts established by Australian diplomatic staff, military personnel and intelligence operatives in Dili with opposition politicians, rebel soldiers and police, and even gang leaders. Canberra not only knew who was involved in the army protests in March, but, in all likelihood, encouraged them.”

Reinado’s claim that Gusmao was behind the “petitioners” uprising again raises questions regarding the former major’s Australian connections. Reinado lived in Australia in the 1990s, and his wife and children still reside in Perth. He returned to East Timor in 1999, and after joining the country’s armed forces, received military training in Canberra.

When Australian troops landed in Timor in May 2006, they made no effort to detain Reinado. SAS forces accompanied him to the hotel outside Dili where he stayed for six weeks, issuing regular denunciations of the Fretilin government and public messages of support for the Australian-led intervention force. In July, Portuguese police arrested Reinado in Dili on weapons charges. The illegal arms were being stored in a house directly opposite an Australian military base. A month later Reinado somehow managed to walk out of the Dili prison, which was being guarded by Australian and New Zealand forces.

After negotiations between Reinado and Ramos-Horta faltered over the terms of the former major’s surrender, Horta authorised an Australian military raid. The Howard government dispatched an additional 100 SAS troops for the operation on March 4, 2007 in which Australian and New Zealand forces attacked the former major’s base in the central mountain town of Same. Five of his followers were shot dead, although Reinado and the rest of his men somehow managed to escape. It has never been explained how the elite forces failed to apprehend Reinado. The only plausible explanation is that the operation was never aimed at capturing him.

In the aftermath of the raid, Australian military spokespeople ludicrously declared that the SAS remained “on the hunt” for Reinado but were unable to locate him. The former major meanwhile continued to grant interviews to TV crews and other media personnel. Remarkably, he declared that he did not blame Australian forces for killing five of his men and still supported the foreign military presence in East Timor.

Australian commander of the International Stabilisation Force (ISF) in East Timor, John Hutchison, confirmed last Wednesday that his forces would not arrest Reinado. Hutchison reportedly told a press conference in Dili that the Australian military does “not want to intervene in the internal problems” of East Timor. This remark merely underscores the depth of Canberra’s cynicism. The Fretilin leadership has complained that the ISF’s refusal to move against Reinado violates an active arrest warrant issued by the courts and rests on nothing but an arbitrary order of President Ramos-Horta, who has called for further negotiations.

The standoff is heightening opposition towards the Australian-led occupation within the East Timorese population. Australian Catholic priest Father Frank Brennan, a former director of the Jesuit Refugee Service in East Timor, warned last month: “There is a growing perception among local critics of the Timor government that the Australian troops are the personal troops of the president given their presence without full constitutional mandate and their ready response to Horta’s arbitrary command, which showed little respect for the traditional separation of powers between the executive and the judiciary.”

Popular hostility will only increase as the neo-colonial character of the Australian-led intervention becomes ever more apparent. Newly-elected Labor Prime Minister Kevin Rudd visited East Timor last month and pledged to maintain the Australian presence until at least 2009. However, the operation will almost certainly last much longer. President Ramos-Horta told the Australian that he expects the UN mission, backed by the Australian military, to continue until at least 2011.

The Australian Strategic Policy Institute has encouraged the Rudd government to go even further and look to install Australian personnel directly into East Timor’s state apparatus, as Canberra has done in other South Pacific countries. A report issued last November titled “After the 2006 Crisis: Australian interests in Timor-Leste” stated: “Expatriates in critical posts like chief of police, prosecutor general, and senior court appointments could provide a circuit-breaker from political interference as well as promote professional development and an ethos of public service complementing the political and economic advice and audits provided by UN missions and the IMF.”

That the prospect of an Australian takeover of East Timor’s police force and judiciary is now being actively discussed serves to demonstrate the real character of the tiny impoverished country’s so-called “independence”.

The WSWS invites your comments.

TRADUÇÃO:

Primeiro-Ministro Xanana Gusmão acusado de instigar a crise política de 2006 em Timor-Leste

World Socialist Web Site

Por Patrick O’Connor
22 Janeiro 2008


O antigo major Timorense Alfredo Reinado acusou o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão de ter instigado directamente o motim militar de 2006, que desencadeou o desassossego político e social que forçou mais de 100,000 pessoas—10 por cento da população—a fugir das suas casas. A violência foi aproveitada por Canberra como o pretexto para despachar uma força de militar de intervenção liderada pelos Australianos e remover pela força o antigo primeiro-ministro da Fretilin Mari Alkatiri.

Os eventos de 2006 desdobraram-se como parte duma operação de “mudança de regime” orquestrada pelo antigo governo Australiano de John Howard e pelos opositores políticos domésticos da Fretilin. Canberra considerava a administração Alkatiri como estando alinhada demasiado próxima de rivais estratégicos, Portugal e China, e ressentiu as concessões que fora forçada a fazer durante as negociações da exploração do campo de gás e petróleo do Greater Sunrise. A Fretilin, uma organização nacionalista pequeno-burguesa, era também oposta por facções rivais da elite Timorense. As suas promessas limitadas de reforma social eram vistas com hostilidade pelos interesses dos negócios e dos proprietários de terras, particularmente os que tinham conexões com as antigas forças ocupantes Indonésias, com a poderosa igreja católica a resistir ao apoio do governo de Alkatiri à separação entre a igreja e o Estado.

Gusmão há muito tempo que tinha um papel de líder nas manobras políticas dessas forças da ala direita. Mas foi particularmente provocador na sua resposta à crise de 2006. Em 23 de Março ele fez um discurso à nação pela televisão no qual denunciou a Fretilin como corrupta e ditatorial, e aumentou ressentimentos regionais ao acusar o governo de favorecer as pessoas dos distritos do leste onde a Fretilin tem a maioria do seu apoio. O discurso desencadeou violência alargada, marcando um ponto sério de viragem na crise. O desassossego tornou-se o pretexto em Maio para o destacar das tropas Australianas. Em Junho, Gusmão — utilizando um indecente documentário produzido pelo programa “Four Corners” da ABC Australiana que falsamente acusou Alkatiri de armar um “esquadrão de ataque” para assassinar os seus opositores políticos — ameaçou então publicamente resignar do cargo de presidente anão ser que Alkatiri saísse. Quando Alkatiri eventualmente condescendeu, foi sucedido no cargo de primeiro-ministro por Jose Ramos-Horta, aliado chegado de Gusmão.

Gusmão é agora acusado não apenas de explorar o motim dos soldados para benefício próprio, mas de responsabilidade directa na crise. Alfredo Reinado foi uma das figuras centrais da divisão militar. Em Abril e Maio de 2006, irromperam protestos violentos em Dili em apoio de quase de 600 soldados (conhecidos como os “peticionários”) que tinham abandonado os seus quartéis depois de acusarem o governo de Alkatiri de discriminar contra os Timorenses das regiões do oeste do país. Reinado, o comandante da polícia militar de Timor-Leste, participou nalguns dos confrontos mais violentos, incluindo uma emboscada não provocada a soldados e polícias do governo. A enfrentar correntemente oito acusações de homicídio e de dez tentativas de homicídio, Reinado e os seus seguidores armados acantonaram-se eles próprios nos distritos da região oeste e recusam ceder aos pedidos de Gusmão para se entregarem.

Negociações entre o governo Timorense e Reinado sobre os termos de rendição do antigo major parecem terem-se quebrado, provocando as alegações públicas contra Gusmão.

Reinado gravou recentemente uma mensagem em video que tem andado a circular em DVD em Timor-Leste e emitido, em parte, na Internet. “Dou o meu testemunho, como testemunha, que Xanana é o autor principal desta crise, ele não pode mentir ou negar isto,” declarou o antigo major. “Muitas coisas aconteceram nos bastidores e ele sabe disso, a responsabilidade e as ligações são suas. Ele chama.nos pessoas más, mas foi ele quem nos criou, que nos transformou naquilo que somos — é ele o autor da petição. Ele esteve por detrás disto tudo... ele virou-se contra nós, estes a quem ele deu ordens e que foram criados por ele. Foi com o seu apoio que petição existiu em primeiro lugar, foram os seus discursos irresponsáveis para os media que fizeram com que muita gente fosse lutar e matar-se uns aos outros até esta altura e ele sabe de muitas mais coisas — havemos de falar disso.”

Reinado é uma figura dúbia e as suas declarações não podem ser certamente tomadas como valor nominal. Ele não apresentou ainda evidência que as suporte. Contudo, as suas alegações juntamente com informações já bem conhecidas indicam que Gusmão foi a figura Timorense de topo do golpe de Estado planeado contra a administração da Fretilin eleita democraticamente.

Reinado não é a primeira pessoa a ter acusado Gusmão de ter orquestrado a violência. O antigo vice-comandante da polícia do distrito de Dili, Abilio “Mausoko” Mesquita emitiu uma declaração depois da sua prisão em 2006 alegando que Gusmão lhe tinha dado ordens para atacar a casa que pertence ao Brigadeiro da força armada Taur Matan Ruak em 25 de Maio. Mesquita afirma ter ditos repetidamente ao responsável da missão da ONU Sukehiro Hasegawa que Gusmão for a o autor da crise política. Mesquita foi condenado a quatro anos de prisão em Agosto passado pelo seu papel no ataque à casa do Brigadeiro Ruak, apesar de Ruak ter pedido ao tribunal para lhe perdoar e libertar.

Há já evidência que Reinado tinha mantido comunicações com Gusmão quando a crise se aprofundou em Maio de 2006. Em 14 de Maio os dois homens encontraram-se em Dili. Em 29 de Maio — três dias depois de 1,300 soldados liderados pelos Australianos terem aterrado em Timor-Leste — Gusmão mandou uma carta a Reinado em papel com timbre presidencial que começava com a saudação “Bom dia Major Alfredo!” e o encorajava a sair dos montes à volta da capital. “Já combinámos com as forças Australianas e deve acantonar-se em Aileu,” dizia. Gusmão concluiu com “abraços para todos” e a sua assinatura. Pessoal de topo da Pousada, onde Reinado ficou durante seis semanas, disseram ao The Australian que foi Gusmão quem mais tarde pagou a conta de hotel de Reinado.

Significativamente, Gusmão tem-se recusado a negar as últimas alegações de Reinado. “Não quero responder a essa questão porque há implicações legais e não quero engajar-me numa guerra de palavras ,” declarou ele em 16 de Janeiro. “Deixemos gritar sobre isso quem quiser gritar... não presto nenhuma atenção a isso porque vejo que isso é irrelevante.”

Mais tarde o primeiro-ministro emitiu uma ameaça extraordinária contra os jornalistas que em Dili cobriam a história. “Têm de exercer mais responsabilidade em relação a um ambiente de estabilidade ou instabilidade,” disse na Terça-feira passada. “fechamos os olhos no caso de coisas pequenas e grandes quando vão entrevistar Alfredo [Reinado]. Se talvez por causa destas coisas a instabilidade emergir no país — por causa de vocês—[então] prendê-los-emos.”

O antigo Primeiro-Ministro Alkatiri pediu que Gusmão resigne. “Nunca tive qualquer dúvida que Xanana estava por detrás, ou à frente da crise, e é por causa disso que tenho estado a dizer desde o princípio que isto tem sido uma grande conspiração,” disse. “Agora, como estão aborrecidos um com o outro Alfredo revelou que este era de facto o caso.”

Estes comentários estão em total contraste com o modo como Alkatiri se conduziu ele próprio durante a crise de 2006. Então, o antigo primeiro-ministro não fez nenhuma tentativa genuína para expor a conspiração contra ele, aceitou a intervenção Australiana, e resignou logo que um grande número de apoiantes da Fretilin começaram a manifestar-se em defesa do seu governo. Para Alkatiri e para a liderança da Fretilin, a perspectiva de um movimento de massas mobilizado em defesa de direitos democráticos se desenvolver para além do seu controlo aterrorizou-os mais do que o golpe da direita liderado por Gusmão.


Papel de Canberra

Os media Australianos enterraram as alegações de Reinado. A história foi completamente ignorada durante mais de uma semana; apenas quando não se pode aguentar mais o silenciamento é que os jornais publicaram relatos curtos descrevendo a exigência de Alkatiri para Gusmão resignar do cargo de primeiro-ministro e a ameaça de prender jornalistas Timorenses. Para além disto, contudo, não tem havido nem detalhes nem análises. Isto não acontece nem por acidente nem por descuido. Quase todas as secções dos media foram cúmplices com a campanha de desestabilização de Canberra contra a administração de Alkatiri. Agora a imprensa está a procurar evadir-se de qualquer exame sério ao papel de Gusmão nos eventos de 2006 porque fazê-lo levantaria questões embaraçosas acerca do antigo governo de Howard e do seu próprio envolvimento.

Gusmão tem conexões com Camberra desde há muito e estreitas . É altamente improvável que tivesse agido contra a administração de Alkatiri sem respaldo prévio de Howard.

É igualmente improvável que Canberra tenha sido apanhada desprevenida pela divisão no seio das forças militares Timorenses. Como World Socialist Web Site anotou em Julho de 2006: “Dado o seu longo historial de intriga, não há dúvida de que a Austrália teve uma mão directa nos eventos políticos que levaram à sua intervenção militar em 24 de Maio. As relações estreitas do governo de Howard com Gusmão e Ramos-Horta eram sem dúvidas aumentadas por uma rede de contactos estabelecidos por pessoal diplomático Australiano, pessoal militar e operacionais dos serviços de informações em Dili com políticos da oposição, soldados e polícias amotinados e mesmo líderes de gangues. Canberra não apenas conhecia quem estava envolvido nos protestos das forças armadas em Março, mas, com toda a probabilidade encorajou-os.”

A afirmação de Reinado de que Gusmão estava por detrás do levantamento dos “peticionários” levanta mais uma vez questões sobre as conexões Australianas do antigo major. Reinado viveu na Austrália nos anos 1990s, e a sua mulher e filhos residem ainda em Perth. Regressou a Timor-Leste em 1999, e depois de se juntar às forças armadas do país, recebeu formação militar em Canberra.

Quando as tropas Australianas aterraram em Timor em Maio de 2006, não fizeram nenhum esforço para deter Reinado. Forças SAS acompanharam-no no hotel for a de Dili onde esteve alojado durante seis semanas, emitindo denúncias regulares contra o governo da Fretilin e mensagens públicas de apoio à força de intervenção liderada pelos Australianos. Em Julho, a polícia Portuguesa prendeu Reinado em Dili com acusações de armas. As armas ilegais estavam armazenadas numa casa mesmo em frente à base militar Australiana. Um mês depois Reinado conseguiu sair pelo seu pé da prisão de Dili, que estava a ser guardada pelas forças Australianas e da Nova Zelândia.

Depois de negociações entre Reinado e Ramos-Horta falharem por causa dos termos para a rendição do antigo major, Horta autorizou que um assalto pelos militares Australianos. O governo de Howard despachou mais 100 tropas SAS para a operação em 4 de Março de 2007 onde forças Australianas e da Nova Zelândia atacaram a base do antigo major na cidade de Same nas montanhas do centro. Cinco dos seus seguidores foram mortos a tiro, apesar de Reinado e do resto dos seus homens terem conseguido escapar. Nunca foi explicado como é que as forças de elite falharam em apanhar Reinado. A única explicação plausível é que a operação nunca visou capturá-lo.

Depois do assalto, o porta-voz militar Australiano declarou enganosamente que as SAS se mantinham “na perseguição” a Reinado mas que eram incapazes de o localizar. Contudo o antigo major continuou a dar entrevistas a equipas de TV e a outro pessoal dos media. Extraordináriamente, ele declarou que não culpava as forças Australianas por terem matado cinco dos seus homens e que apoiava ainda a presença militar estrangeira em Timor-Leste.

O comandante Australiano da Força Internacional de Estabilização (ISF) em Timor-Leste, John Hutchison, confirmou na Quarta-feira passada que as suas forças não prenderiam Reinado. Disse Hutchison numa conferência de imprensa em Dili que os militares Australianos “não querem intervir nos problemas internos” de Timor-Leste. Este comentário apenas ressalta a profundidade do cinismo de Canberra. A liderança da Fretilin tem-se queixado que a recusa do ISF em agir contra Reinado viola um mandato de captura emitido pelos tribunais e repousa em nada a não ser numa ordem arbitrária do Presidente Ramos-Horta, que tem pedido mais negociações.

O finca-pé tem aumentado a oposição contra a ocupação liderada pelos Australianos no seio da população Timorense. O padre católico Australiano Frank Brennan, um antigo director do Jesuit Refugee Service em Timor-Leste, avisou o mês passado: “Há uma percepção crescente entre os críticos locais do governo de Timor que as tropas Australianas sãs as tropas pessoais do presidente dada a sua presença sem mandato constitucional e a sua resposta pronta ao comando arbitrário de Horta, que mostrou pouco respeito pela tradicional separação de poderes entre o executivo e o judicial.”

A hostilidade popular apenas aumentará à medida que o carácter neo-colonial da intervenção liderada pelos Australianos se tornar cada vez mais aparente. O acabado de eleger Primeiro-Ministro do Labor Kevin Rudd visitou Timor-Leste no mês passado e prometeu manter a presença Australiana até pelo menos 2009. Contudo, quase de certeza que a operação durará muito mais. O Presidente Ramos-Horta disse ao The Australian que espera que a missão da ONU, respaldada pelos militares Australianos, continue até 2011 pelo menos.

O Instituto Australiano de Política Estratégica encorajou o governo de Rudd a ir ainda mais longe e tentar instalar pessoal Australiano directamente no aparelho de Estado de Timor-Leste, como Canberra tem feito noutros países do Sul do Pacífico. Um relatório emitido em Novembro passado com o título “Depois da Crise de 2006: interesses Australianos em Timor-Leste” afirmava: “Expatriados em cargos críticos como chefes da polícia, procurador-geral, e nomeações de topo nos tribunais podem pôr um travão na interferência política e promover o desenvolvimento profissional e uma ética de serviço público completando os conselhos políticos e económicos e as auditorias providenciadas pela ONU e pelo FMI.”

Que a perspectiva duma tomada de poder Australiana da força da polícia e do sector judicial de Timor-Leste não estejam a ser discutidas activamente serve para demonstrar o carácter real da chamada “independência” do pequeno país empobrecido.

O WSWS convida-o a fazer comentários.

Desculpe?! Mas desde quando um governo prende alguém?

“…the NP member from the Social Democratic Party (PSD) said that Fretilin are just ‘playing politics’ and Fretilin should only complain if the Alliance Government starts putting journalists in jail or sanctioning them.”

Tradução:

“…o deputado do PN do Partido Social Democrático (PSD) disse que a Fretilin está apenas a ‘fazer política’ e que a Fretilin deve apenas queixar-se se o governo da Aliança começar a pôr os jornalistas na cadeia ou a castigá-los.”

(DN and TP)

NOTA DE RODAPÉ:

Impressionante a ignorância deste deputado do PSD. Continua a pensar que o governo detém o poder judicial e não entende a função fiscalizadora da oposição.

Afirmações como esta denunciam a falta de cultura democrática da maioria AMP.

E pensar que os mesmos diziam que o Governo da FRETILIN tinha défice democrático...

Cabo Verde: País "é principal parceiro da cooperação portuguesa" - João Gomes Cravinho

Cabo Verde: País "é principal parceiro da cooperação portuguesa" - João Gomes Cravinho
2008-01-21 20:33:56

Cidade da Praia, 21 Jan (Lusa) - Cabo Verde é o principal parceiro da cooperação portuguesa, que representa "um volume considerável" de dinheiro, sem contar com a colaboração em termos de recursos humanos, disso hoje o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Cravinho.

No primeiro dia de uma visita Cabo Verde, o secretário de Estado português lembrou que na quarta-feira será assinado o programa de cooperação para os próximos quatro anos, de 70 milhões de euros, e que foi recentemente acordado outro financiamento por parte do Ministério das Finanças que ascende a 140 milhões de euros.

A isto acrescenta-se o apoio a nível de pequenos projectos e o apoio técnico dado por Portugal, pelo que, reconheceu o responsável, "é difícil fazer a contabilização de tudo" mas que, quando se fazem contas, "fazem-se sempre pelo mínimo".

A ministra das Finanças de Cabo Verde, Cristina Duarte, assina em Lisboa, no próximo dia 31, um acordo de cooperação técnica entre os dois ministérios das Finanças, segundo o qual Portugal vai dar assistência técnica a todas as direcções-gerais deste ministério cabo-verdiano, estando envolvida uma verba de cerca de dois milhões de euros.

"Nos últimos dois anos a cooperação entre os dois ministérios tem sido muito significativa", disse Cristina Duarte hoje, depois de um encontro com João Cravinho.

Ao nível dos pequenos projectos, João Cravinho presidiu hoje também à cerimónia de entrega de cinco bibliotecas a outros tantos municípios de Cabo Verde, num total de 2.000 livros.

Serão beneficiadas, disse à Lusa o adido cultural da embaixada de Portugal na Cidade da Praia, João Neves, as câmaras de Santa Catarina (Santiago) e do Tarrafal e Ribeira Brava (S. Nicolau), e ainda as escolas de Praia Baixo e Santa Cruz (Santiago).

Paralelamente serão distribuídos centenas de livros escolares, resultado de uma recolha feita pelos alunos do Colégio Militar, em Lisboa.

"Entre o muito que nos une a língua portuguesa está em primeiro lugar", frisou o secretário de Estado português, afirmando que se sente gratificado por saber que, "com este pequeno gesto", milhares de páginas escritas em português serão lidas por jovens e adultos do interior de Cabo Verde.

As cinco bibliotecas contêm livros didácticos, como dicionários, mas também literatura estrangeira traduzida, livros juvenis (Harry Potter, por exemplo), livros infantis e também livros de escritores portugueses.

Já na tarde de hoje João Cravinho se tinha comprometido com a ministra da Educação, Filomena Martins, a apoiar Cabo Verde no ensino do português nas escolas primárias e na revisão curricular a nível do ensino universitário.

FP.

NOTA DE RODAPÉ:

Até há bem pouco tempo, o Secretário de Estado João Cravinho dizia o mesmo de Timor-Leste.

Finalmente assume o afastamento e o desinteresse por Timor-Leste...

EAST TIMOR: UN scaling down food distribution

ABC Radio Australia
22/01/2008

And now to East Timor where the UN is planning to scale down its food distribution programme for the tens of thousands of displaced people who are still living in camps throughout the country.

Presenter - Stephanie March Speaker - Finn Reske-Nielsen is the UN's Deputy Special Representative for the Secretary General; Jose Monteiro, camp resident.

Tradução:

TIMOR-LESTE: ONU reduz distribuição de comida

ABC Radio Australia
22/01/2008

E agora para Timor-Leste quando a ONU está a planear reduzir o seu programa de distribuição de alimentos para as dezenas de milhares de deslocados que vivem ainda em campos no país.

Apresentador - Stephanie March


Orador - Finn Reske-Nielsen é o Vice-Representante Especial do Secretário-Geral da ONU;

José Monteiro, residente no campo.



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Benedict XVI meets with presidents of Togo and East Timor

Vatican

Vatican City, Jan 21, 2008 / 10:40 am (CNA).

- In the past few days, the Holy Father has been engaged in diplomatic meetings with the presidents of the Republic of Togo and East Timor to discuss the happenings in their respective countries.

While meeting with Faure Gnassingbe, the president of the Republic of Togo on Saturday, the Pontiff discussed the strong relations “that exist between the Holy See and Togo, with particular emphasis on the contribution Catholics make to the integral progress of the Togolese people. The need to achieve complete national reconciliation was underlined as was the urgent importance of bringing aid to the numerous refugees and victims of last October's floods.”

Pope Benedict also met with the President of the Republic of East Timor Jose Manuel Ramos-Horta to discuss the “cooperation between the Catholic Church and the State in the fields of education, healthcare, and the struggle against poverty.”

“The political and social situation of the country was also examined, with particular emphasis given to the process of national reconciliation and to the support of the international community for the consolidation of democratic institutions.”

Tradução:

Bento XVI encontra-se com os presidentes do Togo e de Timor-Leste

Vaticano

Cidade do Vaticano, 21 Jan, 2008 / 10:40 am (CNA).

- Nos últimos dias, o Santo Padre tem estado engajado em encontros diplomáticos com os presidentes da República do Togo e de Timor-Leste para discutir os acontecimentos nos seus respectivos países.

Quando do encontro com Faure Gnassingbe, o presidente da República do Togo no Sábado, o Pontífice discutiu as fortes relações “que existem entre a Santa Sé e o Togo, com particular ênfase na contribuição que os católicos dão ao progresso integral do povo Togolês. A necessidade de alcançar a total reconciliação nacional foi sublinhada bem como a importância urgente de levar ajuda aos numerosos refugiados e vítimas das inundações de Outubro.”

O Papa Bento encontrou-se ainda com o Presidente da República de Timor-Leste José Manuel Ramos-Horta para discutir a “cooperação entre a igreja católica e o Estado nos campos da educação, cuidados de saúde e luta contra a pobreza.”

“A situação política e social do país foi também examinada, com ênfase particular dado ao processo de reconciliação nacional e ao apoio da comunidade internacional para a consolidação das instituições democráticas.”

UNMIT – MEDIA MONITORING - Tuesday, 22 January 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

SRSG Atul Khare: the Timorese should be responsible for their environment: The Special Representative of Secretary-General (SRSG) for Timor-Leste, Atul Khare, said that Timorese people should be environmentally responsible to help avoid natural disasters.

“We can only assist you for a short time. You have to be responsible for the environment,” said SRSG Khare when participating in the ceremony of planting seedlings on Monday (21/1) in Bonuk sub-village, Ainaro District.

It is expected that the planting programme may help avoid natural disasters in the next five to ten years in Timor-Leste.

To protect the environment, UNDP is giving 7000 seedlings to the community in sub-village Bonuk, Leolima village, sub-district Hatu-Udo in Ainaro District, to be planted in the seven-hectare community planting fields.

RTL news coverage

The President of the National Parliament (NP) appeals to all sectors of society to contribute to solving the problems of the country: The President of the National Parliament (NP) has appealed to all sectors of society to contribute towards solving the problems of the country.

The problems of Alfredo Reinado, the petitioners and IDPs are national problems that require the conscience and contribution of all sectors, including political parties.


* * *


SRSG Atul Khare: the Timorese should be environmentally responsible

The Special Representative of the Secretary-General (SRSG) for Timor-Leste, Atul Khare, said that Timorese people should be environmentally responsible in order to help avoid natural disasters.

“We can only assist you for a short time. You have to responsible for your environment. We have to force ourselves to end the problem of deforestation,” said SRSG Khare while participating in the ceremony of planting plants on Monday (21/1) in Bonuk sub-village, Ainaro District.

It is expected that the planting programme may help Timor-Leste avoid natural disasters in the next five to ten years. (TP)

UN raises US$22M for Timor-Leste

The Deputy Special Representative of the Secretary-General (DSRSG) of the United Nations Mission in Timor-Leste, Finn Reske-Nielsen, said that in 2007 UN organizations in Timor-Leste raised US$22M for the development of the country.

DSRSG Finn also said that US22M was provided by the international community.

“The fund has enabled the government to provide food and humanitarian assistance to the Internally Displaced People (IDPs) …,” said DSRSG Finn on Thursday (17/1) in Obrigado Barracks, Dili.

DSRSG Finn was responding to a journalist’s question about UN support in 2007. (DN)

Screening of the F-FDTL is a positive step

The decision of President (PR) José Ramos-Horta to screen the Defence Forces of Timor-Leste (F-FDTL) is a positive step that will help solve the political and military crisis of the country.

“… PR Ramos-Horta, as the Supreme Commander of F-FDTL, has made this decision to help find a solution to the problems of the petitioners, including Alfredo Reinado,” said Duarte Nunes, a member of the National Parliament (NP). (DN)

Branco: “Threatening journalists reveals a dictator’s attitude”

From a political statement in the NP, a NP member from Fretilin, Francisco Miranda, stated that the attitude of Prime Minister (PM) Xanana Gusmão is similar to that of a dictator who intends to curb press freedom, in light of his threatening comments to journalists.

“If he feels offended by a media publication, any citizen of this country may bring such a case to the court, but threatening is not acceptable,” said Mr. Miranda on Monday (21/1) in the plenary session of NP in Dili.

However, the NP member from the Social Democratic Party (PSD) said that Fretilin are just ‘playing politics’ and Fretilin should only complain if the Alliance Government starts putting journalists in jail or sanctioning them. (DN and TP)

Alfredo Reinado: “People can decide whether I’m a rebel or not”

Alfredo Reinado said that only the Timorese people can decide whether he is a rebel or not, not internationals, since he has never stood against them or their nations.

According to Reinado, contextually the internationals are the rebels because they have exploited the opportunity presented by the crisis.

Alfredo declared that he is not a rebel as long as he has not committed any action against the people. (STL)

Tilman: NP may invite Xanana to give his opinion on Alfredo’s CD

A member of the NP from KOTA, Manuel Tilman, said that he is asking the NP through the President of the NP Fernando Lasama to invite PM Xanana Gusmão to give his opinion on Alfredo’s CD which has spread widely in Dili and in which the PM was accused of being the author of the 2006 crisis.

“We all know that Xanana used to be the leader of the army, the clandestine movement and the diplomatic front, and then brought us a referendum to achieve independence. That’s why I request through the NP President that we invite PM Xanana to explain the political truth,” said Mr. Tilman on Monday (21/1) in the NP, Dili.

The Vice President of the NP, Maria Paixão, said that the suggestion will be discussed.

“There are many CDs from Alfredo’s, not only accusing Xanana, but also accusing other people, including PM Mari Alkatiri. We might ask all of them to come and explain the truth to the NP,” said Ms. Paixão. (DN)

Administrative reform: government signing an accord with UNDP

PM Xanana Gusmao on Monday (21/1) signed an accord with the United Nations Development Program (UNDP) to support the Ministry of State Administration in their project to reform public functions.

“We are working on a program and need to improve the capacity of public servants.

The accord is signed so that UNDP could assist the government’s work,” said PM Xanana in Dili.

The project is signed for five years, between the government of Timor-Leste and UNDP, until 2012 and entails supervising public servants to help them to deliver give good services to the people and the nation. (DN, TP and STL)

Tradução:

UNMIT – MONOTORIZAÇÃO DOS MEDIA - Terça-feira, 22 Janeiro 2008

"A UNMIT não assume nenhuma responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e o conteúdo deles não indicam apoio ou endosso pela UNMIT expresso ou implícito. A UNMIT não sera responsável por qualquer consequência que resulte da publicação de, ou pela confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

SRSG Atul Khare: os Timorenses devem ser responsáveis pelo ambiente:
O Representante Especial do Secretário-Geral (SRSG) para Timor-Leste, Atul Khare, disse que o povo Timorense deve ser responsável pelo ambiente para ajudar a evitar desastres naturais.

“Só os podemos assistir por um curto período de tempo. Têm de ser responsáveis pelo ambiente,” disse o SRSG Khare quando participava na cerimónia de plantação de mudas na Segunda-feira (21/1) na sub-aldeia Bonuk, Distrito de Ainaro.

Espera-se que o programa de plantação possa ajudar a evitar desastres naturais nos próximos cinco a dez anos em Timor-Leste.

Para proteger o ambiente, o UNDP está a dar 7000 mudas à comunidade na sub-aldeia Bonuk, aldeia de Leolima, sub-distrito Hatu-Udo no Distrito Ainarot, para serem plantados nos campos comunitários de sete hectares.

RTL cobertura de notícias

O Presidente do Parlamento Nacional (PN) apela a todos os sectores da sociedade para contribuírem para resolver os problemas do país:
O Presidente do Parlamento Nacional (PN) apelou a todos os sectores da sociedade para contribuírem para resolver os problemas do país.

Os problemas de Alfredo Reinado, peticionários e deslocados são problemas nacionais que requerem a consciência e a contribuição de todos os sectores, incluindo dos partidos políticos parties.


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SRSG Atul Khare: Os Timorenses devem ser responsáveis pelo ambiente

O Representante Especial do Secretário-Geral (SRSG) para Timor-Leste, Atul Khare, disse que os Timorenses devem ser responsáveis pelo ambiente de modo a poderem evitar desastres naturais.

“Apenas podemos assistir por um curto período de tempo. Têm de ser responsáveis pelo vosso ambiente. Temos de nos forçar nós próprios a acabar com o problema da deflorestação,” disse o SRSG Khare quando participava numa cerimónia de plantação de plantas na Segunda-feira (21/1) na sub-aldeia de Bonuk, Distrito de Ainaro.

É esperado que o programa de plantação possa ajudar Timor-Leste a evitar desastres naturais nos próximos cinco a dez anos. (TP)

ONU angaria US$22 M para Timor-Leste

O Vice-Representante Especial do Secretário-Geral (DSRSG) da ONU em Timor-Leste, Finn Reske-Nielsen, disse que em 2007 as organizações da ONU em Timor-Leste angariaram US$22 M para o desenvolvimento do país.

O DSRSG Finn disse também que US22 M foram doados pela comunidade internacional.

“O fundo permitiu que o governo desse alimentação e assistência humanitária aos deslocados …,” disse o DSRSG Finn na Terça-feira (17/1) em Obrigado Barracks, Dili.

O DSRSG Finn estava a responder a uma pergunta de um jornalista sobre o apoio da ONU em 2007. (DN)

Escrutínio das F-FDTL é um passo positivo

A decisão do Presidente (PR) José Ramos-Horta tde escrutinar as Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) é um passo positivo que ajudará a resolver a crise política e militar do país.

“… O PR Ramos-Horta, como Comandante-Supremo das F-FDTL, tomou a decisão de ajudar a encontrar uma solução para os problemas dos peticionários, incluindo Alfredo Reinado,” disse Duarte Nunes, um deputado do PN. (DN)

Branco: “ameaçar jornalistas revela uma atitude de ditador”

O deputado da Fretilin, Francisco Miranda, afirmou que a atitude do Primeiro-Ministro (PM) Xanana Gusmão é similar às de um ditador que tem a intenção de limitar a liberdade de imprensa, à luz do seu comentário a ameaçar os jornalistas.

“Se se sente ofendido por uma coisa que os media publicaram, qualquer cidadão deste país pode levar um tal caso a tribunal, mas as ameaças não são aceitáveis,” disse o Sr. Miranda na Segunda-feira (21/1) na sessão plenária do PN em Dili.

Contudo, um deputado do PSD disse que a Fretilin está apenas a “fazer política” e que a Fretilin deve apenas queixar-se se o Governo da Aliança começar a pôr jornalistas na prisão ou a castigá-los. (DN e TP)

Alfredo Reinado: “As pessoas podem decidir se eu sou amotinado ou não”

Alfredo Reinado disse que apenas o povo Timorense pode decidir se ele é ou não amotinado, não os internacionais, visto que ele nunca se levantou contra eles nas suas nações.

De acordo com Reinado, contextualmente são os internacionais que são os amotinados porque exploraram a oportunidade oferecida pela crise.

Alfredo declarou que não é um amotinado visto que não cometeu nenhuma acção contra o povo. (STL)

Tilman: PN pode convidar Xanana a dar a sua opinião sobre o CD de Alfredo

O deputado do KOTA, Manuel Tilman, disse que vai pedir ao PN através do Presidente do PN Fernando Lasama para convidar o PM Xanana Gusmão a dar a sua opinião sobre o CD de Alfredo que se espalhou por Dili e no qual o PM foi acusado de ser o autor da crise de 2006.

“Todos sabemos que Xanana costumava ser o líder das forças armadas, do movimento clandestino e da frente diplomática, e depois trouxe-nos um referendo para alcançarmos a independência. É por isso que peço através do Presidente do PN que ele convide o PM Xanana para explicar a verdade política,” disse o Sr. Tilman na Segunda-feira (21/1) no PN, Dili.

A Vice-Presidente do PN, Maria Paixão, disse que a sugestão será discutida.

“Há muitos CDs de Alfredo, não apenas o que acusa Xanana, mas que acusa também outras pessoas, incluindo o PM Mari Alkatiri. Podemos pedir a todos eles para virem explicar a verdade ao PN,” disse a Srª. Paixão. (DN)

Reforma Administrativa: governo assina um acordo com o UNDP

O PM Xanana Gusmão na Segunda-feira (21/1) assinou um acordo com o Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP) para apoiar o projecto de reforma das funções públicas do Ministério da Administração do Estado.

“Estamos a trabalhar num programa e precisamos de melhorar a capacidade dos funcionários públicos.

O acordo é assinado para que o UNDP possa assistir ao trabalho do governo,” disse o PM Xanana em Dili.

O projecto é assinado por cinco anos, entre o governo de Timor-Leste e o UNDP, até 2012 e engloba a supervisão dos funcionários públicos para ajudá-los a desempenhar bons serviços ao povo e à nação. (DN, TP e STL)

O Programa da Educação Cívica na Rádio RTL

Parlamento Nacional

Informa-se que amanhã, dia 23 de Janeiro de 2008, pelas 10h00, será transmitido pela Rádio Timor-Leste (RTL) o programa de Educação Cívica do Parlamento Nacional sobre o assunto seguinte " Uma Abordagem Geral ao Parlamento Nacional".

Este tema vai ser apresentado por Sua Exa. O Presidente do Parlamento Nacional, Sr. Fernando Lasama de Araújo.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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