terça-feira, janeiro 22, 2008

Teenage street kids among victims of ETimor turmoil

21.01.2008
18 hours ago

DILI (AFP) — Fifteen-year-old Dominggos Obe hawks colourful shaved ices from a three-wheeled cart in East Timor's capital, one of a stream of youths arriving here from his poor hometown seeking a better life.

Obe, who sports dyed yellow hair and gaudy earrings, left his home in Oecussi, about 12 hours by ferry or bus from Dili, in July 2006 after his labourer father said he could no longer support him.

"'Later, when you have money, you can continue your schooling,' my father told me," Obe tells AFP.

Obe's boss is an Indonesian in West Timor who pays him 40 dollars a month, but charges him eight dollars a day to rent the cart.

"If I am lucky and can get more than that, the rest is for me," says the teenager, who sleeps in a tent at a church, one of the camps for displaced people set up after East Timor's 2006 unrest.
The exodus from Oecussi began in earnest after the unrest in April and May 2006, which saw East Timor, already one of the world's poorest nations, suffer further as rival security factions clashed and spilled blood on the streets.

The violence killed 37 and forced more than 150,000 people to flee their homes, with most still living in camps despite the presence of international peacekeepers and UN police deployed to restore and maintain calm.

Oecussi is an impoverished area of some 2,700 square kilometres (1,080 square miles) surrounded by Indonesia's West Timor province.

The quirk of its existence is historical: Oecussi was the arrival point of Portuguese Dominican missionaries to Timor in the middle of the 16th century, from where they spread their Roman Catholic religion.

Though the colony was integrated into Indonesia without protest in 1976, politically it remained closely connected to East Timor and became part of it upon independence in 2002.

Rice is more expensive in the enclave -- 25 dollars a sack compared to 10 dollars in Dili, the children say -- because of transportation costs. Importing is difficult as nearby countries also seek to buy rice, UN officials have said.

-- 'I hope one day we can return to school'

In the sleepy seaside city of Dili, the scores of Oecussi teens are easy to find. Many pass in front of the seafront palace of Prime Minister Xanana Gusmao by day, and groups sleep by the national police headquarters by night.

Octo Tout, 15, left high school in Oecussi last September and says he wants to "make it" in Dili, though he clings to the hope that one day he can return to school, and then become a soldier.
"I hope that one day someone from the government will come, give us attention and help us to return to school," he says.

Tout arrived here with two brothers and together they ply the streets daily selling snacks, soft drinks, cigarettes and sweets. Tout's 17-year-old brother completed primary school but his younger brother, 14, had no schooling at all.

The three came to Dili with 60 dollars from their widowed mother and a three-wheeled cart, and rent a room for 15 dollars a month.

"My mother wasn't able to pay for our school anymore," Tout says.

"I'm sad, because I can't continue my education like other children and so I've lost the chance for a better future, but I have no other choice," he says.

With a profit of 10 to 15 dollars each day, the three can send around 150 dollars home to their mother each month.

Typically the money children send home supports not just their immediate but also extended families, which tend to be large in the mainly Catholic nation.

The pressure they feel to send all available cash is great and though the amount they earn can be high by national levels, it does not go far in Dili, where expenses quickly add up.

Justinho Babo Soares, from the Oratori Dom Bosco Catholic foundation, the only organisation focused on helping street children here, says the government should pay more attention to their plight and help them get back to school.

The children from Oecussi, however, pose a special challenge, he says.

"With children from Oecussi... we have tried to put them in school or give them training but it doesn't work because they are already too used to having money and so they go back to selling on the street," Soares says.

"This is because of the condition of their families, which are so poor that (the teenagers) feel they have to help support them," he says.

East Timor's President Jose Ramos-Horta says parents should play a role in bringing their children in from the streets, but he was working on the issue.

"Tomorrow and in the future, I will continue to look out for them and tell these children that the president will do his best so that they will no longer be on the streets," he tells AFP.

Tradução:

Adolescentes meninos de rua entre as vítimas da desordem em Timor-Leste

21.01.2008
18 horas atrás

DILI (AFP) —Dominggos Obe de quinze anos, vende pelas ruas cubos de gelo coloridos numa carreta com três rodas na capital de Timor-Leste, um dos muitos jovens que lá chegaram da sua pobre cidade natal à procura duma vida melhor.

Obe, que usa o cabelo pintado de amarelo e brincos berrantes, deixou a sua casa em Oecussi, acerca de 12 horas por ferry ou autocarro d Dili, em Julho de 2006 depois do seu pai trabalhador ter dito que já não podia apoiá-lo mais.

"'Mais tarde, quando tiveres dinheiro, podes continuar os teus estudos,' disse-me o meu pai," diz Obe à AFP.

O patrão de Obe é um Indonésio no Timor Oeste que lha paga 40 dólares por mês, mas que lhe leva oito dólares por dia pelo aluguer da carreta.

"Se tiver sorte e fizer mais do que isso, o resto é para mim," diz o adolescente, que dorme numa tenda numa igreja, num dos campos de deslocados montados depois do desassossego de 2006 em Timor-Leste.

O êxodo de Oecussi começou a sério em Abril e Maio de 2006, que viu Timor-Leste, já uma das nações mais pobres do mundo, a sofrer mais, quando facções rivais das forças de segurança se confrontaram e derramaram sangue nas ruas.

A violência matou 37 e forçou mais de 150,000 pessoas a fugirem das suas casas, com a maioria a viver ainda nos campos apesar da presença de tropas internacionais e da polícia da ONU destacada para restaurar e manter a calma.

Oecussi é uma área empobrecida de alguns 2,700 quilómetros quadrados (1,080 milhas quadradas) cercada pela província Indonénia do Timor Oeste.

O costume da sua existência é histórico: Oecussi foi o ponto de chegada dos missionários Dominicanos a Timor em meados do século 16t, a partir de onde espalharam a sua religião Católico Romana.

Apesar da colónia ter sido integrada na Indonésia sem protesto em 1976, politicamente manteve-se ligada a Timor-Leste e manteve-se parte dele quando da independência em 2002.

O arroz é maia caro no enclave -- 25 dólares a saca comparado com os 10 dólares em Dili, dizem as crianças – por causa dos custos dos transportes. A importação é difícil dado que os paízes vizinhoa tentam também comprar arroz, têm dito funcionários da ONU.

-- 'Tenho esperança que um dia possa voltar à escola'

Na cidade à beira mar ensonada, Dili, os bandos de adolescentes de Oecussi são fáceis de encontrar. Muitos durante o dia passam pelo palácio frente ao mar do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, e os grupos dormem à noite no quartel da polícia nacional.

Octo Tout, de 15 anos, deixou o liceu em Oecussi em Setembro ultimo e diz que quer "fazer-se " em Dili, apesar de se agarrar à esperança de um dia poder voltar à escola e depois tornar-se soldado.

"Tenho esperança que um dia venha alguém do governo, que nos dê atenção e que nos ajudem a voltar para a escola," diz.

Tout chegou aqui com dois irmãos e juntos brincam nas ruas e juntos correm as ruas diariamente a vender snacks, refrigerantes, cigarros e doces. O irmão de 17 anos de Tout completou a escola primária mas o seu irmão mais novo, não fez estudos nenhuns.

Os três vieram para Dili com 60 dólares da sua mãe viúva e uma carreta de três rodas, e alugaram um quarto por 15 dólares por mês.

"A minha mãe já não conseguia mais pagar a nossa escola," diz Tout.

"Estou triste porque não posso continuar a minha educação como as outras crianças e por isso perdi a oportunidade de um futuro melhor, mas não tenho outra escolha," diz.

Com um lucro de 10 a 15 dólares por dia, os três podem enviar à volta de 150 dólares para casa, para a mãe, todos os meses.

Habitualmente o dinheiro que as crianças mandam para casa apoio não apenas a sua família mais próxima mas também a mais afastada, que têm tendência a serem grandes em muitas nações Católicas.

É grande a pressão que sentem para enviarem todo o dinheiro disponível e apesar da quantia que ganham ser elevada de acordo com os níveis nacionais, isso não os leva longe em Dili, onde as despesas se acumulam rapidamente.

Justinho Babo Soares, da fundação Católica Oratori Dom Bosco, a única organização que se dedica a ajudar os meninos da rua aqui, diz que o governo devia prestar maior atenção à sua luta e ajudá-las a voltar à escola.

As crianças de Oecussi, contudo, colocam um desafio especial, diz.

"Com as crianças de Oecussi... tentámos pô-las na escola ou dar-lhes formação mas isso não resulta porque já se habituaram a ter dinheiro e por isso voltam para a venda nas ruas," diz Soares.

"Isso acontece por causa da condição das suas famílias, que são tão pobres que (os adolescentes) sentem que têm que os apoiar," diz.

O Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta diz que os pais devem ter um papel em trazer essas crianças das ruas, mas que está a trabalhar no assunto.

"Amanhã e no futuro, continuarei a olhar por eles e digo a essas crianças que o presidente fará o seu melhor para que não precisem mais de estar nas ruas," diz à AFP.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

"PNTL AINDA NÃO FOI BEM INFORMADA"

Blog Timor Lorosae Nação
Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

PNTL: ONDE ESTÁ O PLANEAMENTO DA DEMONSTRAÇÃO?

Afonso de Jesus sobre a demonstração

Esta afirmação foi feita pelo Comandante Interino da Polícia Nacional de Tmor Leste (PNTL) Afonso de Jesus, quando se referiu ao plano de demonstração a fazer na capital em Díli na próxima semana, não tendo ainda um relatório concreto..

Assim declara o Comandante Interino da PNTL ao Jornal Nacional Diário no edifício da PNTL do Distrito de Díli, após a cerimónia conjunta do Natal e do Ano Novo feita pelos membros da PNTL do Distrito de Díli, há pouco tempo, em Caicóli, Díli.

Mais acrescenta Afonso de Jesus , que há quem queira fazer a demonstração mas até agora a direcção do comando da PNTL desconhece o plano, pelo que, ainda procura obter a informação necessária..

“Ainda não possuimos relatório sobre a demonstração a ocorrer na capital mas sinto que isto é como um relatório preocupante que exige antecipação por nossa parte” acescenta Afonso de Jesus.O Comandante Interino da PNTL explica que como Comandante da PNTL espera que haja algum relatório sobre a acção a fazer dentro em breve, para fazer a monitorização, para evitar a acção violenta que poderá surgir na capital de Díli.“Continuamos a colocar os nossos elementos pelas vias de passagem, ordenaremos o patrulhamento com carros para antecipar a acção violenta na comunidade que quer fazer a sua actividade normal” assim disse.

Mais afirma Afonso de Jesus, que se houver alguma acção violenta como se questiona, por parte da polícia ele não duvida que não só a PNTL assegurará a segurança, mas também a Polícia das Nações Unidas em Timor – Leste (UNPOL), as Forças das Falintil e de Defesa de Timor Leste (F-FDTL) e haverá também assistência por parte da Força da Estabilidade Internacional (FSI).“Não duvidamos pela situação interna de segurança pois não só a PNTL que assegurará a sua antecipação mas como já várias vezes disse que nós e F-FDTL manteremos a segurança sem dúvida” assim mais declara Afonso de Jesus.Sobre as suas funções o Comandante da PNTL explica que como Polícia Nacional de Timor – Leste tem um plano para servir e proteger o povo segundo a lei vigente e executará este cargo com os seus elementos segundo a lei e a ordem em vigor em Timor – Leste, para assegurar a vivência democrática.

JNSemanário - Título TLN

Dili prosecutor refuses to question Xanana Gusmao

The Southeast Asian Times
From News Reports:

Dili, January 18:

East Timor's supposedly impartial Prosecutor General Longuinhos Monteiro has refused to investigate mutineer-deserter-and-murder-suspect Alfredo Reinado's allegation that president now-prime-minister Xanana Gusmao was the author of last year's disturbances that took the newly-independent country to the brink of civil war and a multi-national Australian-led military occupation.

Instead, Longuinhos Monteiro - who was quickly able to investigate ultimately false accusations against former prime minister Mari Alkatiri - says he needs advice from Gusmao's cheer-leader and foreign minister during the disturbances - the now president, Jose Ramos-Horta.

Why an independent prosecutor general would need the advice of a nominally ceremonial president is not explained.

The usually vociferous supporters of the Gusmao-Horta axis - the Australian corporate media - have been strangely quiet about the imbroglio although it did get to report the latter's call for his countrymen and women to pray for their former tormenter, General Soeharto, who is dying in Jakarta.

The request for Gusmao to be questioned is made in a letter to the Prosecutor General from Fretilin president

Francisco Guterres 'Lu-Olo' and follows distribution of a CD video throughout East Timor in which Alfredo Reinado makes his accusations against the president-prime minister.

The Southeast Asian Times reported the interview soon after it became public.

Longuinhos Monteiro has been quoted by East Timor's domestic media as saying that his office would not intervene because the contents of the video are too political.

He would also need to know what the president thought about what action should be taken.
Initially, the dubiously-appointed prime minister dodged East Timorese reporters who wanted his response to Alfredo Reinado's applications.

Now he has threatened to arrest them if and when instability re-emerges.

"You have to exercise more responsibility towards the environment of stability or instability. We close our eyes when in the case of small and big things you go and interview Alfredo," he said.
The Commander of the International Stabilisation Forces, Australian Brigadier General, John Hutcheson, said his troops will not be used to capture either Alfredo Reinado or his armed followers.

The Australian-trained mutineer-fugitive was an internal problem, he said.

What Reinado said:

In his speech widely reported inside East Timor but so far ignored by the foreign media, Reinado said Gusmao was behind the army protest movement known as the "petitioners" who deserted en masse in early 2006.

Reinado said: "He (Gusmao) calls us bad people, but it was he who created us, made us to be like this. He is the author of the petition. He was behind all of this. Now as a Prime Minister, he has changed his tune and is washing his hands.

"He has turned against us, those who were ordered and created by him. It was with his support that the petition emerged in the first place, it was his irresponsible speeches to the media that made people fight and kill each other until today and many more things, as he knows.

"I give my testimony as a witness, that Xanana is the main author of this crisis; he cannot lie or deny this. He will try anything and make all sorts of manoeuvres to save himself, but he will not succeed."

Reinado's broadside against Gusmao has been reported by newspapers which circulate mainly in the capital Dili and by Catholic Church radio which can be heard over most of the country.
East Timor's sole television station, the government-owned TVTL controlled by Gusmao supporters, has failed to broadcast footage of the speech though DVD copies are circulating in the capital.

Reinado also warned foreign companies not to invest in East Timor because the crisis remains unresolved.

Reinado is a former military police chief who spent several years in Australia and trained at the Australian Defence Academy in Canberra in 2005.

The following year he led an army mutiny against the Fretilin government of prime minister Mari Alkatiri who had angered Canberra by taking a tougher than expected stance in negotiations over oil and gas.

The mutiny sparked widespread violence, facilitated the dispatch of Australian troops to East Timor and forced the resignation of Alkatiri who was replaced by Jose Ramos Horta, a close ally of Gusmao.

Most Australian media acted as little more than a cheer squad for Gusmao and Horta, echoing Australian Prime Minister John Howard's argument that Alkatiri was to blame for the trouble.

Charges recommended

However a United Nations Independent Special Commission of Inquiry into the crisis recommended that Reinado be prosecuted and he was later charged with rebellion, eight counts of murder and 10 counts of attempted murder.

Despite the gravity of the alleged offences Reinado received open sympathy and covert support from Gusmao, who as president held the title of army commander in chief.

A correspondent for The Australian newspaper reported seeing a presidential order for Reinado and his fellow mutineers to base themselves in the town of Aileu, 50km southeast of the capital.
Following escalating violence in Dili, Reinado moved deeper into the mountains, establishing a base at the Poussada Hotel near Maubisse.

The Australian reported that operatives of Australia's Special Air Service went to the hotel to watch over Reinado who spent six weeks at the Poussada but moved out without settling his account.

The bill was paid by President Gusmao, hotel staff told The Australian.

Reinado was eventually arrested on July 27 2006 after Portuguese police discovered he and his men had moved back to the capital and were occupying houses across the street from Australian military headquarters.

The gang were jailed awaiting trial but broke out of prison a month later and went back to the mountains.

Despite his fugitive status Reinado remained in close and friendly contact with Australian troops. He was even photographed with a rocket launcher while attending a church-organised "peace seminar" in the presence of Australian soldiers.

Gusmao's Australian wife Kirsty Sword Gusmao came to the defence of the accused- murderer-turned- prison-escapee in an interview with ABC radio on September 6 2006.

"He (Reinado) has been portrayed somewhat incorrectly in the Australian media as being a renegade, a rebel," said the former schoolteacher turned charity queen.

"I think it's important to remember that when he defected from the military police, it was as a protest action against what he saw as terrible violations committed by our armed forces," she said.

Reinado took a step too far for Gusmao and Australia when he seized automatic weapons from police border posts in February last year.

Australian forces tried to recapture Reinado but he escaped from under their noses a second time, on March 4 2007, leaving behind the corpses of five of his supporters.

The stand-off between Reinado and the authorities has since descended into farce. President Horta - supposedly engaged in a "dialogue" with the rebel - has abused the judiciary for wanting to pursue murder charges against Reinado.

The Australian military commander in East Timor, Brigadier John Hutcheson, has been criticised by a judge and the country's main opposition party, Fretilin, for halting the operation to arrest Reinado on Horta's instructions.

The increasingly controversial role of Australian troops recently drew comment from an Australian Catholic priest Father Frank Brennan, a former director of the Jesuit Refugee Service in East Timor.

Brennan wrote: "There is a growing perception among local critics of the Timor government that the Australian troops are the personal troops of the President given their presence without full constitutional mandate and their ready response to Horta's arbitrary command, which showed little respect for the traditional separation of powers between the Executive and the judiciary."

Brennan noted that Fretilin supporters still feel cheated by Ramos Horta's decision to invite Gusmao to form a government, even though Fretilin outpolled Gusmao's party.

PHOTO:

East Timor mutineer-deserter-and-murder-suspect Alfredo Reinado has been often interviewed by the international and domestic media. But that was before named prime minister Xanana Gusmao as the architect of last year's disturbances in the newly-independent country. Now the former president has threatened reporters with arrest if they interview the fugitive

Chris Ray

Tradução:

Procurador de Dili recusa interrogar Xanana Gusmão

The Southeast Asian Times
De News Reports:

Dili, Janeiro 18:

O supostamente imparcial Procurador-Geral de Timor-Leste Longuinhos Monteiro tem-se recusado a investigar a alegação do suspeito de homicídio-desertor-amotinado Alfredo Reinado de que o presidente agora-primeiro-ministro Xanana Gusmão foi o autor dos distúrbios do ano passado que levaram o país recém-independente à beira da guerra civil e a uma ocupação militar liderada pelos Australianos.

Em vez disso, Longuinhos Monteiro – que foi rápido a investigar anteriormente falsas acusações contra o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri – diz que precisa do conselho do propagandista de Gusmão e ministro dos estrangeiros durante os distúrbios - o agora presidente, José Ramos-Horta.

Porque é que um procurador-geral independente precisaria do conselho de um presidente com um papel principalmente cerimonial não é explicado.

Os habitualmente barulhentos apoiantes do eixo Gusmão-Horta -os media corporativos Australianos – têm andado estranhamente calados sobre este imbróglio apesar de terem relatado o último apelo para os seus co-cidadãos rezarem pelo seu antigo torturador, o General Soeharto, que está a morrer em Jacarta.

O pedido para Gusmão ser interrogado foi feito numa carta do presidente da Fretilin ao Procurador-Geral

A carta de Francisco Guterres 'Lu-Olo'segue-se à distribuição de um CD video através de Timor-Leste onde Alfredo Reinado faz acusações contra o presidente-primeiro-ministro.

O The Southeast Asian Times noticiou a entrevista logo que ele caiu no domínio público.

Longuinhos Monteiro tem sido citado pelos media domésticos de Timor-Leste como tendo dito que não intervirá por que o conteúdo do vídeo é demasiadamente político.

E que precisaria ainda de saber o que presidente pensa da acção que deveria ser tomada.Inicialmente, o duvidosamente-nomeado primeiro-ministro fintou os repórteres Timorenses que queriam a sua resposta às alegações de Reinado.

Agora ele ameaçou prendê-los se e quando re-emergir a instabilidade.

"Têm de exercer mais responsabilidade em relação a um ambiente de estabilidade ou instabilidade. Fechamos os olhos nos casos de coisas pequenas e grandes quando vão entrevistar o Alfredo," disse ele.O Comandante das Forças Internacionais de Estabilização, o Brigadeiro Australiano, John Hutcheson, disse que as suas tropas não serão usadas para capturar quer Alfredo Reinado ou os seus seguidores armados.

Disse ele que o foragido-amotinado formados pelos Australianos era um problema interno.

O que disse Reinado:

No seu discurso amplamente relatado em Timor-Leste mas até agora ignorado pelos media estrangeiros, Reinado disse que Gusmão esteve por detrás do movimento de protesto nas forças armadas conhecido como os "peticionários” que desertaram em massa no princípio de 2006.

Disse Reinado: "Ele (Gusmão) chama-nos maus, mas foi ele que nos criou, que nos fez como somos. É ele o autor da petição. Ele esteve por detrás disto tudo. Agora como Primeiro-Ministro ele mudou de paleio e está a lavar as mãos.

"Ele virou-se contra nós, contra aqueles a quem ele deu ordens e a quem criou. Foi com o apoio dele que em primeiro lugar emergiu a petição, Foram os seus discursos irresponsáveis aos media que levaram as pessoas a lutar e a matarem-se umas contra outras e a muitas mais coisas, como ele bem sabe.

"Dou o meu testemunho como testemunha, que Xanana é o autor principal desta crise; Ele não pode mentir ou negar isto. Ele tentará tudo e fará todo o tipo de manobras para se salvar ele próprio , mas ele não se safará."

O discurso de Reinado contra Gusmão foi noticiado por jornais que circulam principalmente na capital Dili e pela radio da Igreja Católica que se pode ouvir na maior parte do país.

A única estação de televisão de Timor-Leste, a TVTL de propriedade do Governo e controlada por apoiantes de Gusmão, nada emitiu do discurso do vídeo que em cópias DVD andam em circulação na capital.

Reinado avisou também as companhias estrangeiras para não investirem em Timor-Leste porque a crise continua sem estar resolvida.

Reinado é um antigo chefe da polícia militar que passou vários anos na Austrália e se formou na Academia de Defesa Australiana em Canberra em 2005.

No ano seguinte ele liderou um motim nas forças armadas contra o governo da Fretilin do primeiro-ministro Mari Alkatiri que tinha zangado Canberra ao tomar uma postura mais dura do que a esperada nas negociações sobre o petróleo e o gás.

O motim desencadeou ampla violência, facilitada pelo destacamento das tropas Australianas para Timor-Leste e forçou a resignação de Alkatiri que foi substituído por José Ramos-Horta, um aliado estreito de Gusmão.Os media Australianos actuaram como uma claque para Gusmão e Horta, ecoando o argumento do Primeiro-Ministro Australiano John Howard de que o culpado dos problemas era Alkatiri.

Recomendadas acusações

Contudo uma Comissão Especial Independente de Inquérito da ONU à crise recomendou que Reinado fosse processado e mais tarde ele foi acusado de rebelião, de oito casos de homicídio e de dez casos de tentativa de homicídio.

Apesar da gravidade dos alegados crimes, Reinado recebeu a simpatia aberta e apoio encoberto de Gusmão, que como presidente tem o cargo de comandante das forças armadas .

Um correspondente do jornal The Australian noticiou ter visto uma ordem presidencial para Reinado e os seus colegas amotinados para se acantonarem na cidade de Aileu, a 50 km sudeste da capital.Após a violência ter escalado em Dili, Reinado mudou-se para as montanhas, criando uma base na Poussada Hotel perto de Maubisse.

O The Australian noticiou que operacionais do Serviço Aéreo Especial da Austrália foram para o hotel para manterem sob observação o Reinado que passou seis semanas na Poussada mas saíu sem pagar a conta.

A conta foi paga pelo Presidente Gusmão, disserem empregados do hotel ao The Australian.
Reinado acabou por ser preso em 27 de Julho de 2006 depois da polícia Portuguesa ter descoberto que ele e os seus homens se tinham mudado para a capital e estavam a ocupar casas do outro lado da rua frente ao quartel dos militares Australianos.


O gang foi preso e esperava julgamento mas um mês depois fugiu da prisão e voltou às montanhas.

Apesar do seu estatuto de foragido Reinado manteve-se em contacto estreito e amigável com as tropas Australianas. Chegou mesmo a ser fotografado com um lançador de mísseis enquanto atendia um “seminário da paz” organizado pela igreja na presença de soldados Australianos.

A mulher Australiana de Gusmão Kirsty Sword Gusmão veio em defesa do acusado de assassínio-foragido da prisão numa entrevista à ABC radio em 6 de Setembro de 2006.

"Ele (Reinado) tem sido retratado de modo incorrecto pelos media Australianos como sendo um desertor, um amotinado," disse a antiga professora primária convertida em rainha da caridade.
"Penso que é importante lembrar que quando ele desertou da polícia militar, foi numa acção de protesto contra o que achava terem sido violações terríveis cometidas pelas nossas forças armadas," disse ela.


Reinado deu um passo adiantado demais para Gusmão e para a Austrália quando tirou armas automáticas de postos da polícia na fronteira em Fevereiro do ano passado.

Forças Australianas tentaram recapturar Reinado mas ele escapou-se de debaixo dos seus narizes uma segunda vez, em 4 de Março de 2007, deixando para trás os corpos de cinco dos seus apoiantes.

O finca-pé entre Reinado e as autoridades desde então tornou-se uma farsa. O Presidente Horta – supostamente engajado num "diálogo" com o amotinado – tem insultado o sector judicial que quer manter as acusações de homicídio contra Reinado.

O comandante militar Australiano em Timor-Leste, Brigadeiro John Hutcheson, foi criticado por um juíz e pelo principal partido da oposição no país, a Fretilin, por ter parado a operação para a detenção de Reinado por instruções de Horta.

O cada vez mais controverso papel das tropas Australianas originou recentemente um comentário do padre da igreja católica Australiana, padre Frank Brennan, um antigo director do Jesuit Refugee Service em Timor-Leste.

Escreveu Brennan: "Há uma percepção crescente entre os críticos locais do governo de Timor que as tropas Australianas são as tropas pessoais do Presidente dada a sua presença lá sem mandato constitucional e a sua resposta pronta ao comando arbitrário de Horta, que pouco respeito mostrou pela tradicional separação de poderes entre o Executivo e o Judicial."
Brennan sublinhou que os apoiantes da Fretilin se sentem ainda enganados com a decisão de Ramos Horta de convidar Gusmão para formar governo, mesmo apesar da Fretilin ter tido mais votos que o partido de Gusmão.


FOTO:
O suspeito de homicídio-desertor-amotinado Alfredo Reinado tem sido muitas vezes entrevistado pelos media internacionais e domésticos. Mas isso era antes de ter dito que o primeiro-ministro Xanana Gusmão for a o arquitecto dos distúrbios do ano passado no país recentemente-independente. Agora o antigo presidente ameaçou os repórteres com prisão se eles entrevistarem o foragido.


Chris Ray

NOTA DE RODAPÉ:

Mais uma notícia que não é notícia para a LUSA...

Comentário à notícia anterior em Expresso.pt

(Andrade da Silva, 0:29 Domingo, 20 de Jan de 2008)

Segundo o Público de 19 Janeiro, o Sr. Presidente de Timor vai pedir ao Papa para que reze por sua alma.

Sr. Ramos Horta
Sr. Xanana Gusmão

EXCELÊNCIAS

Como plebeu compreendo a Santidade e a Bondade do filho primogénito de Deus – Jesus Cristo – ao evangelizar no sentido de que: “se te agredirem numa face, dá a outra”.

Respeito, louvo e venero os santos que a nível individual praticarem esta santa doutrina. Todavia, como cidadão discordo, de acordo com as sábias palavras do Prof. Orlando Lourenço, da Faculdade de Psicologia de Lisboa, que nas suas aulas de estudo da Moral, na perspectiva de Piaget e Selman, dizia : “ Todos temos o dever de sermos justos. Ser santo é uma devoção que só toca alguns”.

Pessoalmente considero que é muito mais difícil ser justo, do que santo. Todavia respeito em nome da fé dos terceiros os Santos.

Sr. Presidente da República e Sr. Primeiro-Ministro de Timor compreendo em termos pessoais que queiram seguir o exemplo maior dos santos, e que dêem sempre a vossa outra face, quando a gémea for agredida. Que Deus esteja sempre atento ao vosso sacrifício e o Povo de Timor!

Podem em termos de fé apresentarem essa proposta aos crentes, porém como lideres políticos e sociais, na minha opinião, na hora da morte do ditador deveriam recordar e chorar os milhares de mortos timorenses e outros que, sem dó, nem piedade, o ditador-carrasco Suharto provocou. Nenhum desenvolvimento justifica uma só morte, tanto pior os crimes contra a humanidade, o genocídio.

Na hora da morte dos ditadores, como homem, ser humano inteiro, quero propor que se chorem as vítimas e se reclame, segundo a fé de cada um, Justiça a Deus, para que o Ditador que, nunca foi julgado por cumplicidades e conveniências várias na Terra, não fique impune perante a justiça Divina.

Em nome das vítimas esta última justiça não pode falhar. É o último reduto da esperança dos plebeus, dos que foram assassinados e das suas famílias.

Choremos as vítimas, reclamemos justiça, e pensemos como é ainda possível ser ditador, trair a natureza humana, bestializar-se, destruir a epopeia dos homens livres com milhares de mortos, e nunca ser julgado, como é possível?

Como é possível ainda um tirano morrer tranquilamente sem remorsos e sem consciência dos seus crimes que fez morrer milhares de pessoas sob tortura e ou sempre grande dor e sofrimento?

A verdade é que é possível. Seria uma tragédia que o Deus dos crentes, ouvisse quem pede perdão para o ditador, em vez de pedir justiça.

Contrariamente a V. Exas., peço a Deus, pelos milhares de mortos de Timor e da Indonésia, para que não atenda às vossas preces, e seja rigoroso e severo na condenação eterna deste Homem que destruiu em si a grandeza do ser Humano, doada por Deus, e pior desrespeitou e assassinou a vida Humana em milhares de filhos de Deus.

PEÇO AO DEUS DE TODOS OS CRENTES A ABSOLVIÇÃO ETERNA PARA AS VÍTIMAS E A MAIS DURA, RIGOROSA, IRREVERSÍVEL, SEVERA E ETERNA CONDENAÇÃO PARA SUHARTO.

DEUS JUSTO QUE NADA ACALME A TUA IRA, E QUE ELA CAIA COM TODA A FORÇA SOBRE ESTE TIRANO DESALMADO QUE DEPOIS DE TANTO MAL TER FEITO AOS TEUS DILECTOS FILHOS VAI MORRER.

BENDITO SEJAIS NA VOSSA IRA! OUVI A DOR DOS QUE MORRERAM E NÃO OS TAMBORES E OS CLAMORES DOS PODEROSOS.

Andrade da Silva

Ramos Horta recebido pelo Papa

Expresso
Vaticano

O Sumo Pontífice Bento XVI recebe o presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, na segunda-feira, num encontro em que a criação de uma nova diocese deverá ser abordada.

18:10 Sábado, 19 de Jan de 2008

Lisboa, 19 Jan (Lusa) - O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, será recebido segunda-feira pelo Papa Bento XVI no Vaticano, noticiou a agência Ecclesia.

Uma das questões que o Nobel da Paz 1996 deverá abordar com o Papa é a aguardada criação de uma terceira diocese - além das de Díli e Baucau - que está dependente da divisão territorial de Timor.

Em 2007, quando foi eleito Presidente timorense, Ramos Horta agradeceu ao Papa a forma como comentou as eleições no país, depois de este ter destacado a "grande maturidade cívica" do povo de Timor-Leste.

Bento XVI exortou, na altura, os responsáveis políticos timorenses a promoverem uma "progressiva democratização da sociedade", para aumentar a participação de todos os grupos na vida pública.

Antes do escrutínio presidencial de 2007, o então Presidente, Xanana Gusmão, convidara o Papa a visitar o país, para "ajudar a restabelecer a paz nos corações" dos timorenses.

O anterior Papa, João Paulo II, esteve em Timor-Leste em 1989, quando o território ainda se encontrava sob o domínio da Indonésia.

PRESIDENTE ITINERANTE, NÃO OBRIGADO!

Domingo, 20 de Janeiro de 2008
Blog Timor Lorosae Nação

CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO É A SOLUÇÃO
Mane Kribas.

Pela forma como estamos a ver Timor ser governado e presidido considerei ser horas de me expressar neste blog e partilhar com os que o lêem e participam nos comentários as minhas opiniões sobre o nosso país e também sobre as duas principais personalidades: o PR Horta e o PM Xanana..

Recordo, para os que prevejo virem acusar-me de ser Fretilin, que pelo facto de se discordar e reprovar os procedimentos das personalidades actualmente dominantes e instaladas no governo isso não significa que estejamos de acordo com as personalidades e todas as acções do governo anterior.

Aliás, aquilo que mais importa actualmente em Timor-Leste é que a Constituição seja respeitada, o que não acontece com demasiada frequência. Quanto a mim, esse é o principal problema.

Cumprir e fazer cumprir a Constituição é a solução para a anarquia e abusos dos poderes instituídos assim como dos que aproveitam esse desrespeito para alegarem o direito de também nada nem ninguém respeitarem. Alfredo Reinado é o caso mais flagrante dessa prática.

A liberdade de expressão consagrada na Constituição da RDTL é contrária às declarações intimidatórias proferidas pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão – aos jornalistas - e se ele não o sabe deve informar-se antes de se pronunciar, para que não continue a pisar e repisar o disposto constitucionalmente.

Não passam de uma afronta à Constituição estas e outras declarações de Xanana com o seu ditatorial convencimento do posso, quero e mando. Xanana não pode continuar a estar acima da lei. Não pode continuar a fazer o que quer sem que o próprio PR não o chame à atenção, começando também ele a dar o exemplo e capacitar-se de quais são as suas competências, não as extrapolando.

Sabemos que no passado, enquanto PR, Xanana marimbou-se para os preceitos constitucionais e violou-os. Chegando a declarar que se estava “nas tintas” para a Constituição.

Mas, na sua tomada de posse, não juraram cumpri-la? Então porque não a cumprem? Porque não a respeitam?

Muito dos dissabores por que Timor está a passar deve-se exactamente aos atropelos que ambos têm cometido relativamente às disposições constitucionais.

Não é por outras razões mas sim por essas que cada vez mais timorenses reconhecem que os seus procedimentos inconstitucionais só têm trazido para o país complicações que causaram e continuam a causar a desgraça da população.

Os timorenses anseiam por paz e democracia mas concluem que afinal têm líderes absolutos que só lhes têm dado a “guerra”, a morte, a destruição, separação de famílias, que têm arrancado do seio dessas mesmas famílias os jovens para a violência, criminalidade, drogas e prostituição.

Horta e Xanana estão a prestar um péssimo serviço ao país, ao contrário do que propalam. É tempo de o reconhecerem e mudarem de rumo, de postura, de práticas ilegais, confusas e que só fomentam desentendimentos e divisões entre nós.

Todos sabemos que Horta, Xanana, Longuinhos Monteiro e muitos mais são cúmplices de tudo o que de errado tem ocorrido em Timor-Leste. Neste momento já ninguém duvida. Mas não será por estarem enterrados até ao pescoço em tantas ilegalidades que devem prossegui-las. É tempo de pararem. É tempo de governarem com responsabilidade e transparência no absoluto cumprimento da Constituição.

Também Ramos Horta, na qualidade de PR deve de deixar-se dos seus vícios de viajar e estar constantemente a abandonar o país para “arejar”, “descomprimir”, ser “bafejado pela civilização”, como o diz aos de sua confiança e intimidade. Não podemos continuar a ter um presidente itinerante.

Desta vez, Horta estará no Vaticano, em Roma. Depois irá para o Brasil, e depois? Certamente que levará duas ou três semanas afastado do país.

A pergunta que se impõe é a esperada: isto é normal?

Horta sabia ou não que um PR não é um MNE? Que o PR é o zelador do cumprimento da Constituição e de tudo que ocorre, devendo estar atento e agindo sempre em busca do consenso. Que tem de estar presente e não ausente por tempos inadmissíveis, com uma frequência inadmissível.

Se considera que está com “incivilizados”… pois que vá de vez para a civilização mas não nos baralhe mais o país!

AUSTRÁLIA “OBRIGADA” A FICAR EM TIMOR-LESTE

Blog Timor Lorosae Nação

Domingo, 20 de Janeiro de 2008
Peter Bonaventur

REINADO E PETICIONÁRIOS SÃO O PRETEXTO

A insistência com que os observadores militares australianos em Timor-Leste recomendam a permanência das suas forças no país está a vencer a vontade do governo do primeiro-ministro Kevin Rudd em prolongar essa permanência somente até Outubro/Novembro deste ano, devendo começar a redução dos efectivos militares a partir de Junho.

Contrariando estas intenções governamentais as chefias militares ordenaram a “conquista das populações timorenses” através dos seus serviços de acção psicológica, de engenharia e saúde, o que já se está a verificar. Será uma operação com o objectivo de cativar os timorenses e retirar o apoio popular a Reinado.

Salientam as fontes, ao comentarem estas evidências, que o propósito tem por pretexto a prevista durabilidade da instabilidade social e militar, principalmente causada pela presença de centenas de opositores armados que apoiam Alfredo Reinado e se sentem traídos pelo ex-presidente da República e actual primeiro-ministro Xanana Gusmão, o mesmo acontecendo em outros sectores das FDTL.

A Austrália não é apologista de ter de se confrontar com os militares rebeldes desde que eles se mantenham “inertes” e não ataquem de forma violenta as populações, as instituições ou os dirigentes legítimos de Timor-Leste.

Desconhece-se se o governo de Rudd já tem conhecimento destas análises e opções das chefias militares nem o que irá decidir, mas há indícios que isso mesmo já foi dado a conhecer a Xanana Gusmão e a José Ramos Horta, que se dispuseram a apelar ao governo australiano pela permanência dos militares por tempo indeterminado e eventual reforço "enquanto durar a crise Reinado e peticionários, que pode arrastar-se para além do final deste ano e quase eternizar-se”.

Deste modo, a “crise” agora provocada pela reacção do major Alfredo Reinado, ao rebelar-se contra o primeiro-ministro Xanana Gusmão, assim como a constatação de que a "autoridade de Xanana e de Horta não é reconhecida pelos peticionários", faz prever, segundo o relatórios dos Serviços de Inteligência Australiana, que a "situação está para durar, sendo imprevisível a sua evolução".

Resumindo, a presença dos militares australianos em Timor-Leste ainda poderá ser reforçada, dependendo das circunstâncias, adiantaram as fontes informativas, que consideram prematuras estas previsões.

“A não ser que as chefias saibam algo que não consta nesses relatórios”, adiantaram.

Ramos Horta no Vaticano

Agência Ecclesia
Octávio Carmo 19/01/2008 11:03

O presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, será recebido por Bento XVI na próxima Segunda-feira, 21 de Janeiro.

Em 2007, após as eleições presidenciais que tornaram Ramos Horta no novo presidente timorense, o prémio Nobel da Paz agradeceu as palavras com que o Papa comentou as eleições no país, destacando a "grande maturidade cívica" do povo do Timor-Leste.

Bento XVI pediu então que os responsáveis políticos de Timor-Leste promovam uma "progressiva democratização da sociedade", procurando aumentar a participação de todos os grupos na vida pública.

Antes destas eleições, Xanana Gusmão convidara o Papa a visitar o país com o intuito de "ajudar a restabelecer a paz nos corações" dos timorenses. João Paulo II esteve no país, em 1989, quando Timor ainda se encontrava sob o domínio da Indonésia.

Outra questão que deverá ser discutida é a aguarada criação de uma terceira Diocese, que está dependente da divisão territorial de Timor.

E o alerta continua...

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "AINDA A LUSA....":

"A rádio e a televisão públicas tem correspondentes em Timor pagos pelo dinheiro dos contribuintes, nós. Onde estão? Não há notícias sobre Timor que se percebam? Que se percebam, insisto."

Esta frase do José Pacheco Pereira (JPP) ajuda-nos a perceber que já ele próprio em 20 de Setembro de 2006 desconfiava da manipulação noticiosa sobre o que se passava em Timor-Leste.

À época nem faltavam muitas notícias sobre Timor-Leste, mas que eram todas tendenciosas, eram e para favorecer o lado Xanana/Horta e demonizar o lado da Fretilin.

E o JPP estava a pôr o dedo na ferida e a alertar.

sábado, janeiro 19, 2008

A INSTAURAÇÃO DO QUERO, POSSO E MANDO

Blog PORTUGAL DIRECTO
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

OS ABOMINÁVEIS MONSTROS DE TIMOR-LESTE

Timor-Leste está em efervescência assim como a blogosfera relacionada com aquele país. Só por esse motivo me debruço sobre o tema.

O caso é sério e é provável que me alongue em narrações e considerações mais extensas por considerar não ser possível fazê-lo de outro modo, com honestidade.

As peripécias protagonizadas por Xanana Gusmão e Ramos Horta, por certo em conluio com interesses estranhos ao país, já vêm de 2005 e tiveram o seu auge em 2006. Primeiro com um golpe de estado e derrube de um governo legítimo que só terminaria o seu mandato em 2007, depois com as falcatruas para a formação de governo, tendo ficado o partido mais votado, a Fretilin, excluída de quase tudo – excepto do Parlamento.

Xanana e Horta trocaram cadeiras e o que era primeiro-ministro, Horta, foi para presidente da República – através de eleições que venceu – enquanto o que era presidente da República, Xanana, foi empossado por Horta num governo feito à pressa e muita manha a que chamaram, Aliança para Maioria Parlamentar, AMP. Certamente que os que chegarem a este texto já sabem o resto da história.

Em toda esta salganhada existe também um militar das FDTL, Alfredo Reinado, que por ordens de Xanana Gusmão foi o Pitbul do golpe de estado e fez a agitação e mortes que bem entendeu sem que até agora os actuais “proprietários” de Timor-Leste se dignem encarcerá-lo. Em vez disso sempre causaram dificuldades à Justiça para o capturar – não autorizando que as forças de segurança cumprissem os mandatos de captura emitidos pelos juízes.

Por motivos que importa não especificar – para que a prosa não se alongue – Alfredo Reinado já anda a “monte” há cerca de um ano e meio e chegou ao estado de saturação que lhe confiou a clarividência de ter sido traído por Xanana Gusmão, o seu chefe-em-golpe-de-estado.

Assim conclui e logo reagiu: “Xanana Gusmão é o responsável pela crise de 2006”, afirmou Reinado para quem o quis ver e ouvir em vídeo.

Reinado trouxe para a praça pública aquilo que disse ser a verdade acabando por referir sobre os aliciamentos de Xanana Gusmão aos militares e que se saldou no derrube do governo de Alkatiri, cerca de três dezenas de mortes, dezenas de feridos e milhares de casa queimadas e destruídas – que deram origem a mais de 160 mil refugiados a que chamam agora deslocados. Importa salientar que desde 2006 até à presente data ainda existem cerca de 100 mil deslocados a viver em mais de 50 campos “humanitários” sem condições, principalmente no período das torrenciais chuvas.

FALSO HERÓI, VERDADEIRO COBARDE

Na sequência das declarações de Alfredo Reinado, que acusa inequivocamente Xanana Gusmão de ter cometido ilegalidades enquanto ainda era presidente da República o silêncio da Xanana tem sido tumular.

Há pouco mais de duas semanas que as acusações foram publicadas na comunicação social de Timor-Leste e da Austrália, assim como na blogosfera, mas Xanana… moita-carrasco, quer dizer, aquela boca não se pronunciou sobre isso, nunca, nunca.

Nunca, até anteontem, terça-feira, 15, Xanana Gusmão se tinha referido tão claramente sobre o assunto Alfredo Reinado, e para dizer o quê? Para fazer o quê?

Ameaçar os jornalistas que divulgaram através dos órgãos onde trabalham as declarações de Alfredo Reinado que o inculpavam!

Não estou sequer preocupado em reproduzir aqui as palavras exactas de Xanana porque aquilo que ressaltou e que é realmente importante foi a atitude de elemento que se revela ditatorial e prepotente que ameaça os jornalistas timorenses presentes com prisão sob o pretexto de se continuarem a informar sobre declarações de Reinado “vão presos”!

Simplesmente inadmissível, cobarde, repulsivo!

Na blogosfera que aborda com mais frequência os assuntos relacionados com Timor-Leste, será possível aos interessados em melhor perceber o que realmente se está a passar em Timor-Leste, entender os pormenores daquilo que aqui é superficialmente abordado – no final do texto terei o cuidado de deixar alguns dos links recomendados para o efeito.

Evidentemente que esta atitude do actual primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, poderá vir a ter consequência bastante nefastas para a sociedade timorense e será o maior prenúncio até agora da sua irreprimível tendência para se apossar dos destinos do país e do povo com mãos de ferro, ditatorialmente, com capa de democrata, juntamente com o seu comparsa Ramos Horta, o presidente da República que o empossou primeiro-ministro através de “engenharias constitucionais”.

De há cerca de dois anos a este tempo os acontecimentos em Timor-Leste não param de surpreender os que afinal consideravam Xanana Gusmão e Ramos Horta como os paladinos da libertação e liberdade dos timorenses. Um deles foi agraciado com o Nobel da Paz, Horta, e o outro, Xanana, com o Prémio Sahkarov… Imerecidas distinções, como agora se comprova.

Tanto mais que se assim ocorre agora, quando o governo AMP ainda nem sequer completou um ano de governação, o que não fará dentro de mais um ano. Será que Timor-Leste voltará a ter eleições livres? Por certo que não, se recordarmos que nestas, as segundas presidenciais e primeiras especificamente legislativas, já foram notadas irregularidades a que aos observadores tiveram de fechar os olhos para que Timor-Leste não voltasse a ficar a ferro e fogo com as desestabilizações e violências que grupos afectos a Reinado, à igreja e a Xanana provocaram.

Situação complexa sem dúvida e futuro bastante sombrio para um dos povos do mundo mais sofredores e que desde 1975 já viu perecerem dos seus talvez duas centenas de milhar ou um pouco mais.

Seria este o momento de a comunidade internacional interferir e pôr cobro ao que facilmente já se advinha para Timor: uma ditadura com faces aparentemente humanizadas, democráticas mas que por dentro encerram dois monstros nobel-sahkarov… para mundo ver. Perspectivas que poderão vir a ser ainda mais graves que as inexistentes democracias de Angola, Moçambique ou Guiné-Bissau de há uns anos.

Estão em incubação dois abomináveis monstros em Timor-Leste, resta saber quem os dominará… ou daqui por quantas décadas cairão por si.

Ai, Timor.

AINDA A LUSA....

Blog Timor Lorosae Nação
Sábado, 19 de Janeiro de 2008

TEREMOS DE METER EXPLICADOR PARA PERCEBER A LUSA?

Ainda a Lusa, sempre a Lusa enquanto não conseguirmos perceber o que anda a fazer em Timor-Leste.

Na sequência dos textos mais abaixo publicados, relacionados com os longos silêncios da Lusa relativamente ao que se vai passando em Timor-Leste e reforçando as opiniões de Klaudio Berek e outros mais, fomos encontrar nos comentários um artigo posto pela Margarida que comprova não ser de agora o comportamento de uma agência que em Timor pode ser de tudo menos de notícias. Pelo menos elas não chegam a Portugal de forma satisfatória que justifique aquilo que os contribuintes portugueses lhe pagam.

O texto que se segue é de autoria de José Pacheco Pereira, datado de 20 de Setembro de 2006 e foi publicado no seu blogue Abrupto - cujo link está mais em baixo.

De salientar que após tantos dias de silêncio a Lusa lá começou nestes dois últimos dias a mexer-se. Titubeante mas lá vêm aparecendo umas noticiazitas, apesar de não aparecerem os grandes trabalhos, nem nada relacionado com o "desaguisado" Xanana vs Reinado. Coisas da Lusa e de para quem trabalha...

Será que para perceber vamos ter de meter explicador, ou estará a acontecer o que dizem os tais "radicais" de que Berek fala mais em baixo?
.
O QUE SE PASSA EM TIMOR?

Continuamos sem saber, até um dia em que qualquer coisa grave aconteça. Não se percebe o nexo, a sequência, os protagonistas, os eventos, os interesses. Que fazem os nossos “bons”, Xanana e Ramos Horta? Que fazem os nossos “maus”, Alkatiri e Lobato? Que fazem os invasores australianos? Que fazem os nossos GNR? Ainda há “democracia”? Que fazem os portugueses que ficaram? Planeiam vir embora, porque não vale a pena? Planeiam ficar, porque não tem emprego cá? Querem ficar porque gostam da “causa” de Timor? Por onde anda o major Reinado e os seus militares e políticas revoltosos? O que é que fazemos em Timor, se é que fazemos alguma coisa? Já há alguma obra pública feita em Timor com os rios de dinheiro que os “doadores” deram, ou vai tudo para alimentar o aparelho das organizações internacionais e as ONG? Que é feito do dinheiro do petróleo?

A rádio e a televisão públicas tem correspondentes em Timor pagos pelo dinheiro dos contribuintes, nós. Onde estão? Não há notícias sobre Timor que se percebam? Que se percebam, insisto.

Informe-se aqui que desde dia 16 de Maio que relatamos diariamente o que se passa em Timor-Leste, com opiniões e notícias que traduzimos para português, visto que na nossa língua são cada vez menos.

E poderá perceber melhor porque a imprensa fez de Mari Alkatiri um dos "maus"...
...

PORQUE EM PORTUGAL QUASE NADA SE SABE DE TIMOR-LESTE?

Blog Timor Lorosae Nação
Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

LUSA - PERITA NAS NOTÍCIAS DO SILÊNCIO
Klaudio Berek


No final do ano de 2007 Reinado falou o que falou e que aqui, no TLN, está mais que falado, mas a prova de que em Portugal quase ninguém sabe o que se passa em Timor-Leste - apesar de se interessarem - tive-a agora com esta peripécia de Alfredo Reinado. O que não significa que já anteriormente o mesmo não tenha pressentido relativamente a outros casos que em Portugal não foram noticiados.

Considero-me insuspeito de ser um radical critico do que quer que seja. Sou daqueles que procura sempre os motivos porque acontece isto ou aquilo, ou então admito que os que parecem culpados podem ter as suas razões e procuro entender. Sou tolerante, creio eu.

O facto de o ser não significa que seja de todo parvo e não perceba que se isto ou aquilo acontece constantemente e é prejudicial para a maioria deve ser corrigido. Se não o fazem, se não corrigem, então é porque sempre o fizeram intencionalmente. A seguir deve-se procurar as causas, as vantagens, o porquê das aparentes más intenções.

Mas este individuo está a falar de quê? Perguntarão.

Estou a falar do trabalho, ou não trabalho, da Agência Lusa em Timor-Leste. Do seu sistemático silenciamento sobre o que em Timor se passa, a quase todos os níveis. A sua falta de cobertura do que ocorre no país, de como vivem, ou sobrevivem os timorenses.

Que coisa, não poderiam fazer umas reportagens que nos fizessem perceber melhor como é o quotidiano dos timorenses? Não dará para saírem de Díli e do Hotel Timor?

Mesmo em Díli, há campos de deslocados, há miséria, há quotidiano... E então, porque não?

Porque nada nos mostram e quando algo mostram é sobre os privilegiados políticos ou os privilegiados da ONU e... quase mais nada. Porque será?

Certamente que as causas não terão por responsável o jornalista da Lusa. Ele recebe ordens, como todos os outros. Se recebe ordens é para não trabalhar e estar no Hotel? Na praia? Que mistério.

Não irei tão longe quanto outros, que afirmam que a Lusa está em Timor-Leste para entrevistar políticos de vez em quando, principalmente Xanana e Horta. Já disse, não sou radical. Mas olhem que por vezes até parece que sim.

Neste caso das declarações de Alfredo Reinado, que os timorenses e os da blogosfera conhecem há duas semanas. Que os australianos interessados também o sabem há imenso tempo através da sua comunicação social, etc., só hoje chegou a Portugal, quero dizer, a um maior número de portugueses através de alguma comunicação social...

Porquê? Porque a Lusa de dignou trabalhar um pouco no calor húmido de Díli e entrevistou Mari Alkatiiri sobre Alfredo Reinado e as declarações em que acusa Xanana Gusmão de ter muitas responsabilidades pelos males acontecidos em Timor desde 2006. Responsabilidades na terrível crise.

Mesmo assim, veio aquela espécie de entrevista e caiu em seco. Compreenderíamos tal entrevista depois de os portugueses saberem mais em pormenor de que Reinado acusa Xanana, então a Lusa deveria procurar esclarecer com Xanana e só depois poderia ir onde quisesse recolher opiniões. Foi assim que aprenderam na universidade... ou não?!

Pois se Xanana não quisesse esclarecer, então sim, dir-se-ia da sua recusa em ser entrevistado sobre o assunto e lá viria Alkatiri e quem mais a Lusa considerasse de interesse.

Isto é fácil de entender. O difícil é perceber porque tal não acontece. Porquê Lusa? Porque os portugueses e os timorenses aqui vivendo, em Portugal, não têm direito de saber o que se passa em Timor-Leste se não tiverem internet?

Haverá quem, compreenda? Então expliquem-me, se fizerem o favor. Palavra que estes silenciamentos, para mim, são um mistério.

Ramos-Horta pede ao povo de Timor-Leste que perdoe os crimes do general Suharto

Público, 19.01.2008
Jorge Heitor

O primeiro-ministro Xanana Gusmão também diz que, embora desrespeitando os direitos humanos, o antigo ditador promoveu o desenvolvimento

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, pediu esta semana aos timorenses que perdoem ao antigo Presidente indonésio Mohammed Suharto, responsável por uma ditadura de 32 anos durante a qual se verificaram muitas centenas de milhares de mortos, incluindo mais de 200 mil no próprio território de Timor-Leste, que mandou invadir em Dezembro de 1975.

"Nenhum de nós deve guardar rancor. Oremos a Deus para que o receba no seu seio", disse José Ramos-Horta à agência Lusa e a outros órgãos de informação, em declarações que tiveram grande repercussão internacional. E acrescentou que iria pedir nos próximos dias ao próprio Papa Bento XVI, no Vaticano, que orasse pelo político que, há mais de uma semana, se encontra à beira da morte num hospital de Jacarta.

O primeiro-ministro Xanana Gusmão, durante a década de 90 julgado na Indonésia como chefe da resistência timorense e condenado a prisão perpétua, de onde viria a sair no fim de 1999, disse entretanto PÚBLICO, por e-mail, que Suharto não respeitara os direitos humanos, governara em ditadura e promovera a corrupção, mas tinha sido "também o promotor do desenvolvimento de um grande país, o que não era fácil".

"Ficará também na história pelo mal que fez ao povo de Timor e ao indonésio, mas a sua atitude não poderá deixar de ser contextualizada na época em que governou".

"Pressionado por generais"

Ontem, o antigo governador Mário Viegas Carrascalão, actual líder do Partido Social Democrata, considerou, em declarações por telefone, que "o grande erro de Suharto foi a invasão de Timor, sob pressão de quatro generais. O que ele queria era um Timor que mostrasse ao mundo que a Indonésia fazia mais por ele do que Portugal fizera".

Igualmente interrogada pelo PÚBLICO, a empresária Conceição de Araújo, dirigente do Partido Nacionalista Timorense, manifestou a opinião de que, ao ordenar a invasão, de que resultaram chacinas e abusos dos direitos humanos, o chefe do regime de Jacarta "foi mandado pelas outras nações", que não aceitou especificar. E agradeceu a Suharto o facto de ainda estarem vivos os seus familiares que em 1992 chegaram a ser capturados pelo ocupante indonésio.

Já a religiosa Guilhermina Marçal, madre da Congregação das Canossianas, lembrou "os muitos erros", mas também as "boas coisas" que Suharto teria feito por Timor-Leste, "como a construção e o desenvolvimento".

Por outro lado, o escritor timorense Luís Cardoso, a viver em Lisboa, não hesitou em afirmar que "os crimes de Suharto foram muito mais graves do que os do também ditador Pinochet [do Chile]".

"Tanto contra o próprio povo como contra o povo timorense. Espero que Deus faça justiça onde os homens não a fizeram", concluiu.

Os argumentos para a destituição do PR existem

Comentário na sua mensagem "Prosecutor won't probe Timor's PM":

It is about time the PGR is suspended at the very least for gross neglect of his duty.

But do we really expect any more from the man who part took in the conversation with Leandro Isaac and Agio Pereira in the presence of Xanana, and known to all the world now?

The PGR himself is "too political" thats what he means. Was it too political for him to immediately open an investigation against a Minister in the Alkatiri government and the Prime Minister himself at the time? Yes it was "too political".

Guests at the Esplanada Hotel could see the PGR regularly dining in the evenings of June 2006 with then Chief of Staff to the President Xanana Gusmao, in the leads up to the investigation against Lobato.

There is no justice in Timor-Leste. There are no laws being followed in Timor-Leste.

Starting with the Pres of the Republic to the PM to the PGR to the parliament, laws are trampled over, the constitution is disregarded and threats against the media and the judiciary are the order of the day.

Timor-Leste is in every sense a lawless dictatorship.

Timor-Leste is today devoid of any semblence of a dmocracy. There is no rule of law in Timor-Leste.

This far, there are at least four grounds for the parliament commencing proceedings to impeach the President.

1. The actions by the President in writing a travel auhtorization letter to Rainado when there was a warrant in existence of his arrest. This is a criminal act.

2. The President promulgated an unlawful and unconstitutional law, without exercising due care and responsibility when he signed without even an in depth analysis the budget law for the transtional budget which gave him funding for his anti poverty task force. This has been held by the court as being unlawful and unconstitutional. All embarrassment aside, which should be substantial, because he knew of FRETILIN's warnings that this was illegal. At the very least he should have referred it to the court of appeal for an opinion. But he was so gung ho in appeasing the illegitimate government that he did not care what his very seriuous legal and constitutional duties and responsibilites were.

3. The president's recent interference with the arrest warrant issued by the court. This is a criminal act. He can and should be indicted.

4. The President met last Sunday with fugitive Reinado. This is a total disregard for the position of the presidency and his duty to defend and preserve the constitution, which includes treating wanted fugitives as such and not as dialog partners.

It is beyond me why FRETILIN has not already moved in the parliament to impeach him. The international community waits leadership from FRETILIN right now in this regard. This charade must stop and the rule of law and the constitution must begin to prevail again...... otherwise Timor-Leste will forever be beyond help.

Tradução:

É tempo do PGR ser suspenso no mínimo por negligência séria das suas obrigações.

Mas esperamos realmente alguma coisa do homem que participou na conversa com Leandro Isaac e Agio Pereira na presença de Xanana, e que agora é do conhecimento de todos?

O próprio PGR é "demasiado político" é o que ele próprio quer dizer. Foi demasiado político ele próprio abrir imediatamente uma investigação contra um Ministro do governo de Alkatiri e contra o próprio Primeiro-Ministro na altura? Sim, isso foi "demasiado político".

Clientes do Esplanada Hotel podiam ver o PGR a jantar com regularidade nas noites de Junho de 2006 com o então Chefe de Gabinete do Presidente Xanana Gusmão, nos tempos antes da investigação contra Lobato.

Não há nenhuma justiça em Timor-Leste. Não há nenhumas leis que estejam a ser respeitadas em Timor-Leste.

A começar com o Presidente da República até ao PM, do PGR ao parlamento, as leis estão a ser espezinhadas, a constituição é desrespeitada e as ameaças contra os media e o judicial estão na ordem do dia.

Timor-Leste é em todos os sentidos uma ditadura sem lei.

Timor-Leste está hoje sem qualquer parecença com a democracia. Não há nenhuma aplicação da lei em Timor-Leste.

Até agora, há pelo menos quatro razões para o parlamento começar os procedimentos para impugnar o Presidente.

1. As acções do Presidente ao escrever uma autorização de viagem a Reinado quando havia um mandato para a sua prisão. Este é um acto criminoso.

2. O Presidente promulgou uma lei ilegítima e inconstitucional, sem exercer as cautelas devidas e sem responsabilidade quando assinou mesmo sem uma análise profunda a lei do orçamento do orçamento provisório que lhe deu financiamento para o seu grupo de trabalho anti-pobreza. Isto foi considerado pelo tribunal como ilegal e inconstitucional. Posto de lado o embaraço, que deve ser substancial, porque ele sabia dos avisos da FRETILIN de que isso era ilegal.

No mínimo ele devia ter remetido essa lei para o Tribunal de Recurso para uma opinião. Mas ele estava tão determinado em agradar ao governo ilegítimo que nem se preocupou em acautelar as suas muito sérias obrigações legais e constitucionais e as suas responsabilidades.

3. A recente interferência do presidente no mandato de captura emitido pelo tribunal. Este é um acto criminoso. Ele pode e deve ser indiciado.

4. O Presidente encontrou-se no Domingo passado com o foragido Reinado. Isto está em total desacordo com a posição da presidência e as suas obrigações de defender e preservar a constituição, que inclui tratar foragidos como tal e não como parceiros de diálogo.

Ultrapassa-me a razão por que a FRETILIN não se mexeu no parlamento para o impugnar.

Nesta altura a comunidade internacional espera a liderança da FRETILIN sobre isto. Esta charada tem de parar e deve começar a prevalecer outra vez a aplicação da lei e da constituição...... de outro modo Timor-Leste estará para sempre para além da ajuda.

Só uma pergunta... O Presidente de Timor nada diz?

Comentário na sua mensagem "E dizia Xanana ser contra a Lei da Difamação por n...":


Em primeiro lugar quero deixar o meu reconhecimento a todos aqueles que contribuem neste blog e nas suas vidas para que Timor concretize o sonho de ser um estado independente.

Sabemos que é um caminho tortuoso, mas quem conhece Timor e o seu povo, sabe que são puros, pessoas simples e humildes, oprimidas, mas ainda assim conservando a sua riqueza interior, cultural, lutando e acreditando que um futuro melhor lhes está reservado e para as suas famílias.

A minha pergunta é para o NOBEL; anterior Ministro..., actual Presidente da República. O Presidente da República tem um papel regulador quanto ao funcionamento e "comportamento" dos outros orgão do Estado. Ainda que assim não fosse, a lei em vigor em Timor-Leste o ordena, o PR devia actuar ou manifestar-se face a estas ultímas declarações do Primeiro Ministro Xanana.

Mas também enquanto cidadão com responsabilidades (acrescidas até pelo facto de ter sido laureado pelo Prémio Nobel da Paz...) no destino da vida do povo Timorense, nada tem a dizer quanto ao comportamento do executivo governamental do país que o elegeu para guardião dos valores mais nobres, concretizados na sua Constituição?

sexta-feira, janeiro 18, 2008

E dizia Xanana ser contra a Lei da Difamação por não garantir a Liberdade de Expressão...

Para quem não se lembra, Xanana Gusmão, na qualidade de Presidente da República, recusou promulgar o Código Penal aprovado no Parlamento pela maioria da FRETILIN, por não garantir a Liberdade de Expressão...

Com o apoio de Hasegawa, então RESG da UN e da embaixada americana...

Pois é...

Xanana Gusmão revela bem a hipócrisia que manifestou durante anos, quando acusava a FRETILIN de défice democrático.

E nunca a FRETILIN chegou aos calcanhares deste Governo e deste Presidente da República, nos atentados contra a Constituição ou a Lei de Timor-Leste, a que assistimos por parte de Xanana Gusmão e Ramos-Horta...

E o que diz agora a UNMIT ou os grandes defensores dos princípios democráticos e da liberdade de expressão? Nada.

O que diz Reinado

Atenção que Reinado não diz só que foi traído. Isso já nós sabíamos, desde que Xanana deixou de lhe pagar alojamento na pousada de Maubisse e de o convidar a tomar chá em Balibar. Isso é talvez o menos importante das suas declarações e são contas a acertar entre eles os dois.

Reinado diz que Xanana foi o autor da crise e da "petição". Estas, sim, são acusações muito graves, que mereciam ser investigadas porque vêm confirmar aquilo que a Fretilin sempre disse sobre o "golpe" de 2006.

Se a imprensa portuguesa tivesse reproduzido a entrevista de Reinado (ou pelo menos as partes mais importantes) em vez de só citar os comentários de Alkatiri, talvez isso permitisse aos leitores tirar conclusões pela sua própria cabeça, sem interferências.

Mas lembro que a célebre conversa entre Longuinhos, Leandro Isaac e Agio, elogiando Reinado ("ita-nia asuba'in") e atacando a Fretilin também nunca foi divulgada na imprensa portuguesa. Associando estes dois acontecimentos, facilmente concluímos que o PGR não tem isenção para fazer esta investigação. Talvez nem tenha condições para continuar nas funções de PGR.

Muito pior do que a censura do Estado Novo, que era institucional e transparente, é a actual censura invisível e impessoal que filtra cuidadosamente as notícias que são ou não publicadas, determinando assim aquilo que o povo sabe ou não sabe sobre um determinado assunto.

Lembro também os despachos do juíz Ivo Rosa relativos à interferência do PR no poder judicial, que nunca viram a luz do dia na imprensa escrita ou TV de Portugal.

Parece que a imprensa portuguesa também levou a sério a ameaça de Xanana e ficou com medo de ser presa...

Henrique Correia

Timor-Leste: "Reinado sentiu-se traído", diz Alkatiri

Declarações do ex-primeiro-ministro

PÚBLICO
17.01.2008 - 09h37

O major fugitivo Alfredo Reinado "sentiu-se traído e quer que os seus mandantes assumam também as suas responsabilidades", afirmou hoje à Lusa o secretário-geral da Fretilin e ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, .

"Alfredo Reinado veio dizer agora aquilo que nós sabíamos que tinha existido", declarou Mari Alkatiri numa entrevista à Lusa sobre a situação política em Timor-Leste.

Questionado sobre a aproximação recente de posições entre Alfredo Reinado e a Fretilin - de grande inimizade, durante e depois da crise de 2006, até uma convergência objectiva de posições contra Xanana Gusmão -, o ex-primeiro-ministro considerou-a "natural".

"Sempre dissemos que houve conspiração e que houve golpe", explicou Mari Alkatiri sobre as acusações feitas pelo major Alfredo Reinado na última entrevista conhecida.

Numa gravação vídeo que circula em Díli desde o início de Janeiro, divulgada em vários círculos afectos à Fretilin, o ex-comandante da Polícia Militar acusa o actual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, de ser o responsável pela crise de 2006.

"Reinado vem dizê-lo porque ele foi parte do golpe", afirmou Mari Alkatiri à Lusa.

"Agora o que ele quer é que os seus mandantes assumam também as suas responsabilidades, uma vez que ele tem que ir para a justiça", acrescentou o líder da Fretilin.

Sobre a credibilidade atribuída hoje pela Fretilin a Alfredo Reinado, Mari Alkatiri respondeu que "Reinado é tão credível como (foi Vicente da Conceição) 'Railós'", operacional da crise de 2006, apoiante das campanhas de José Ramos-Horta e de Xanana Gusmão em 2007 e detido em Outubro pelas autoridades timorenses.

"Eu sempre disse, desde o início, que não se devia deixar crescer uma cobra", respondeu Mari Alkatiri quando questionado pela Lusa sobre se Alfredo Reinado representa algum perigo.

"Alfredo Reinado é hoje mais perigoso", sublinhou Mari Alkatiri.

"Ele conseguiu o apoio dos peticionários (das Forças Armadas), ou pelo menos de parte deles, e tem o apoio de uma parte da juventude", referiu.

"Há uma certa camada da juventude que está a buscar novos heróis, tendo em consideração o descrédito dos velhos heróis, de Xanana fundamentalmente", considerou Mari Alkatiri.

"Esses jovens pensam em Reinado. Felizmente, não é a maioria dos jovens. Mas ainda é um grupo significativo", acrescentou o secretário-geral da Fretilin.

Mari Alkatiri chefiou o primeiro governo depois da independência de Timor-Leste, até ser levado a demitir-se em Junho de 2006, na sequência da crise política e militar.

Prosecutor won't probe Timor's PM

One News
TvNz.co.nz
Jan 18, 2008 8:45 PM

East Timor's prosecutor general will not investigate claims the country's prime minister was behind deadly unrest that erupted in 2006, saying the allegations are "too political".

Former prime minister Mari Alkatiri has called on current Prime Minister Xanana Gusmao to resign, amid claims he orchestrated the violence that plunged the country into crisis.

Alkatiri quit as prime minister in June 2006 after a request Gusmao, who was then the president, amid claims Alkatiri and some of his ministers gave instructions to arm civilian militia during the crisis.

But last week, rebel leader Alfredo Reinado alleged Gusmao was the "mastermind" who had fomented the 2006 unrest, which left 37 people dead and drove 100,000 from their homes.

Gusmao has refused to respond to Reinado's claims, saying he won't engage in a war of words with the rebel leader.

Prosecutor General Longuinhos Monteiro has told local media his office will not be investigating Reinado's claims about Gusmao's alleged involvement in the unrest because they are "too political".

He said his office would see how the situation with Reinado progresses before initiating any investigation.

East Timor's current President Jose Ramos Horta told ABC radio it was up to the prosecutor general, the ombudsman, and the parliament to investigate the claims.

He said he would not ask for Gusmao's resignation.

Ramos Horta met with Reinado last Sunday in Maubisse, 70 kilometres south of the capital Dili.

Reinado is refusing to disclose details of the meeting, saying it is up to Ramos Horta to inform the public.

Ramos Horta's office have confirmed the meeting took place, but are yet to comment on the details.

Last December, Gusmao announced he would give Reinado "one last chance" to engage in dialogue after the rebel army leader failed to turn up to a meeting.

Security forces have previously failed to apprehend Reinado - a key figure in the 2006 unrest who escaped from jail in August that year - in the hope of starting a dialogue.

Reinado led rebel soldiers after Alkatiri's government sacked more than a third of the country's defence force that year, sparking factional violence.

Source: AAP

Tradução:

Procurador não vai investigar o PM de Timor

One News
TvNz.co.nz
Jan 18, 2008 8:45 PM

O procurador-geral de Timor-Leste não investigará as afirmações de que o primeiro-ministro do país esteve por detrás do desassossego mortal que irrompeu em 2006, dizendo que as alegações são "demasiado políticas ".

O antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri clamou pela resignação do corrente Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, no meio de afirmações de que ele orquestrou a violência que mergulhou o país na crise.

Alkatiri demitiu-se do cargo de primeiro-ministro em Junho de 2006 depois duma exigência de Gusmão, que então era o presidente, no meio de afirmações de que Alkatiri e alguns dos seus ministros tinham dado instruções para armar milícias civis durante a crise.

Mas na semana passada, o líder amotinado Alfredo Reinado alegou que Gusmão foi o "organizador" que tinha fomentado o desassossego de 2006, que deixou 37 pessoas mortas e tirou 100,000 das suas casas.

Gusmão tem-se recusado a responder às afirmações de Reinado, dizendo que não se engajará numa guerra de palavras com o líder amotinado.

O Procurador-Geral Longuinhos Monteiro disse aos media locais que não investigará as afirmações de Reinado sobre o alegado envolvimento de Gusmão no desassossego porque são "demasiado políticas ".

Disse que o seu gabinete vai ver como progride a situação com Reinado antes de iniciar qualquer investigação.

O corrente Presidente de Timor-Lestw José Ramos Horta disse à ABC radio que competia ao procurador-geral, ao ombudsman, e ao parlamento investigarem as afirmações.
Disse que não pediria a resignação de Gusmão.


Ramos Horta encontrou-se com Reinado no Domingo passado em Maubisse, a 70 quilómetros a sul da capital Dili.

Reinado recusa divulgar detalhes do encontro, dizendo que compete a Ramos Horta informar o público.

O gabinete de Ramos Horta confirmou a ocorrência do encontro, mas não comentou ainda detalhes.

Em Dezembro passado, Gusmão anunciou que daria a Reinado "uma última oportunidade" para se engajar em diálogo depois do líder amotinado ter falhado a comparência num encontro.
Previamente as forças de segurança falharam a detenção de Reinado – uma figura chave no desassossego de 2006 que fugiu da prisão em Agosto desse ano – na esperança de começar um diálogo.


Reinado liderou soldados amotinados depois do governo de Alkatiri ter despedido mais de um terço da força de defesa do país nesse ano, desencadeando lutas de facções.

Fonte: AAP

PSD «não tem divergências em política externa» com Governo

Diário Digital / Lusa
18-01-2008 10:04:56

O PSD «não tem divergências» com o Governo em matéria de política externa, declarou hoje em Díli o dirigente social-democrata e antigo chefe da diplomacia portuguesa António Martins da Cruz.

«Não há divergências entre nós e o partido que sustenta o Governo», assegurou Martins da Cruz, questionado sobre a estratégia portuguesa em Timor-Leste.

António Martins da Cruz, que se encontra em Díli até sábado, referiu-se a Timor-Leste como «a prioridade da política externa e da cooperação portuguesa».

«Repetidas visitas de ministros portugueses a Timor-Leste têm manifestado o interesse continuado de Portugal neste país», afirmou, sublinhando que «a oposição deve reconhecer o que o Governo faz de bom quando é bem feito».

«Timor-Leste tem interesse para o PSD agora e quando ganharmos as eleições» legislativas, comentou também.

António Martins da Cruz é o novo presidente da Comissão de Relações Internacionais do PSD, após a eleição de Luís Filipe Menezes para a liderança do partido.

Para o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do XV Governo Constitucional, liderado por Durão Barroso, «o PSD pode ajudar Timor-Leste através da sua rede internacional».

Martins da Cruz recordou, a propósito, que o PSD faz parte do PPE, o maior grupo do Parlamento Europeu, e de duas organizações internacionais de partidos centristas e democratas cristãos.

«Esta rede pode ser útil a Timor-Leste para fazer passar mensagens por canais oficiosos», referiu.

«O PSD foi o partido português que mais se interessou por Timor-Leste durante 30 anos, mesmo quando esteve na oposição, e eu vim reafirmar esse interesse», defendeu António Martins da Cruz.

O dirigente do PSD foi portador de cartas de Luís Filipe Menezes para o chefe de Estado, o chefe de Governo, o vice-primeiro-ministro e o chefe da diplomacia timorenses.

António Martins da Cruz definiu a sua visita a Díli como sendo «do âmbito exclusivamente partidário».

No entanto, deslocou-se a Díli acompanhado por Rui Botica Santos, sócio-coordenador da sociedade portuguesa de advogados CRA (Coelho Ribeiro & Associados), de que é consultor.

A CRA Timor assinala hoje dois anos de actividade em Timor-Leste, onde tem como clientes operadores importantes dos sectores energético e de transitários, entre outros, e onde presta serviços de assessoria ao Estado.

Após a sua saída do Ministério dos Negócios Estrangeiros, António Martins da Cruz criou uma empresa de consultoria internacional, com clientes sobretudo na área financeira, incluindo o Carlyle Group, o maior grupo mundial de capital de investimento.

«Estivemos com todos», resumiu António Martins da Cruz sobre a agenda nos quatro dias em Díli: desde o Presidente da República ao primeiro-ministro, passando por todos os líderes dos principais partidos e o chefe da missão das Nações Unidas, além dos clientes que são mantidos em confidencialidade. «E vi os dois bispos», acrescentou.

Em Díli, manteve também reuniões com os embaixadores de Portugal, dos Estados Unidos da América, da Indonésia, da Austrália, da China e do Brasil.

«Timor vive no centro de uma tensão estratégica entre a Indonésia e a Austrália e é muitas vezes instrumental nessa tensão», afirmou António Martins da Cruz.

«Além disso, Timor-Leste é para o Vaticano um Estado de linha-da-frente», frisou, referindo que «é, ainda, um país independente após uma ocupação que devastou as elites».

«O país precisa de se afirmar no plano externo e de se reconstruir no plano interno», afirmou António Martins da Cruz sobre a situação actual.

«Isto leva gerações e pelo meio há acidentes de percurso. Certamente haverá mais», concluiu.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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