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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
OS ABOMINÁVEIS MONSTROS DE TIMOR-LESTE
Timor-Leste está em efervescência assim como a blogosfera relacionada com aquele país. Só por esse motivo me debruço sobre o tema.
O caso é sério e é provável que me alongue em narrações e considerações mais extensas por considerar não ser possível fazê-lo de outro modo, com honestidade.
As peripécias protagonizadas por Xanana Gusmão e Ramos Horta, por certo em conluio com interesses estranhos ao país, já vêm de 2005 e tiveram o seu auge em 2006. Primeiro com um golpe de estado e derrube de um governo legítimo que só terminaria o seu mandato em 2007, depois com as falcatruas para a formação de governo, tendo ficado o partido mais votado, a Fretilin, excluída de quase tudo – excepto do Parlamento.
Xanana e Horta trocaram cadeiras e o que era primeiro-ministro, Horta, foi para presidente da República – através de eleições que venceu – enquanto o que era presidente da República, Xanana, foi empossado por Horta num governo feito à pressa e muita manha a que chamaram, Aliança para Maioria Parlamentar, AMP. Certamente que os que chegarem a este texto já sabem o resto da história.
Em toda esta salganhada existe também um militar das FDTL, Alfredo Reinado, que por ordens de Xanana Gusmão foi o Pitbul do golpe de estado e fez a agitação e mortes que bem entendeu sem que até agora os actuais “proprietários” de Timor-Leste se dignem encarcerá-lo. Em vez disso sempre causaram dificuldades à Justiça para o capturar – não autorizando que as forças de segurança cumprissem os mandatos de captura emitidos pelos juízes.
Por motivos que importa não especificar – para que a prosa não se alongue – Alfredo Reinado já anda a “monte” há cerca de um ano e meio e chegou ao estado de saturação que lhe confiou a clarividência de ter sido traído por Xanana Gusmão, o seu chefe-em-golpe-de-estado.
Assim conclui e logo reagiu: “Xanana Gusmão é o responsável pela crise de 2006”, afirmou Reinado para quem o quis ver e ouvir em vídeo.
Reinado trouxe para a praça pública aquilo que disse ser a verdade acabando por referir sobre os aliciamentos de Xanana Gusmão aos militares e que se saldou no derrube do governo de Alkatiri, cerca de três dezenas de mortes, dezenas de feridos e milhares de casa queimadas e destruídas – que deram origem a mais de 160 mil refugiados a que chamam agora deslocados. Importa salientar que desde 2006 até à presente data ainda existem cerca de 100 mil deslocados a viver em mais de 50 campos “humanitários” sem condições, principalmente no período das torrenciais chuvas.
FALSO HERÓI, VERDADEIRO COBARDE
Na sequência das declarações de Alfredo Reinado, que acusa inequivocamente Xanana Gusmão de ter cometido ilegalidades enquanto ainda era presidente da República o silêncio da Xanana tem sido tumular.
Há pouco mais de duas semanas que as acusações foram publicadas na comunicação social de Timor-Leste e da Austrália, assim como na blogosfera, mas Xanana… moita-carrasco, quer dizer, aquela boca não se pronunciou sobre isso, nunca, nunca.
Nunca, até anteontem, terça-feira, 15, Xanana Gusmão se tinha referido tão claramente sobre o assunto Alfredo Reinado, e para dizer o quê? Para fazer o quê?
Ameaçar os jornalistas que divulgaram através dos órgãos onde trabalham as declarações de Alfredo Reinado que o inculpavam!
Não estou sequer preocupado em reproduzir aqui as palavras exactas de Xanana porque aquilo que ressaltou e que é realmente importante foi a atitude de elemento que se revela ditatorial e prepotente que ameaça os jornalistas timorenses presentes com prisão sob o pretexto de se continuarem a informar sobre declarações de Reinado “vão presos”!
Simplesmente inadmissível, cobarde, repulsivo!
Na blogosfera que aborda com mais frequência os assuntos relacionados com Timor-Leste, será possível aos interessados em melhor perceber o que realmente se está a passar em Timor-Leste, entender os pormenores daquilo que aqui é superficialmente abordado – no final do texto terei o cuidado de deixar alguns dos links recomendados para o efeito.
Evidentemente que esta atitude do actual primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, poderá vir a ter consequência bastante nefastas para a sociedade timorense e será o maior prenúncio até agora da sua irreprimível tendência para se apossar dos destinos do país e do povo com mãos de ferro, ditatorialmente, com capa de democrata, juntamente com o seu comparsa Ramos Horta, o presidente da República que o empossou primeiro-ministro através de “engenharias constitucionais”.
De há cerca de dois anos a este tempo os acontecimentos em Timor-Leste não param de surpreender os que afinal consideravam Xanana Gusmão e Ramos Horta como os paladinos da libertação e liberdade dos timorenses. Um deles foi agraciado com o Nobel da Paz, Horta, e o outro, Xanana, com o Prémio Sahkarov… Imerecidas distinções, como agora se comprova.
Tanto mais que se assim ocorre agora, quando o governo AMP ainda nem sequer completou um ano de governação, o que não fará dentro de mais um ano. Será que Timor-Leste voltará a ter eleições livres? Por certo que não, se recordarmos que nestas, as segundas presidenciais e primeiras especificamente legislativas, já foram notadas irregularidades a que aos observadores tiveram de fechar os olhos para que Timor-Leste não voltasse a ficar a ferro e fogo com as desestabilizações e violências que grupos afectos a Reinado, à igreja e a Xanana provocaram.
Situação complexa sem dúvida e futuro bastante sombrio para um dos povos do mundo mais sofredores e que desde 1975 já viu perecerem dos seus talvez duas centenas de milhar ou um pouco mais.
Seria este o momento de a comunidade internacional interferir e pôr cobro ao que facilmente já se advinha para Timor: uma ditadura com faces aparentemente humanizadas, democráticas mas que por dentro encerram dois monstros nobel-sahkarov… para mundo ver. Perspectivas que poderão vir a ser ainda mais graves que as inexistentes democracias de Angola, Moçambique ou Guiné-Bissau de há uns anos.
Estão em incubação dois abomináveis monstros em Timor-Leste, resta saber quem os dominará… ou daqui por quantas décadas cairão por si.
Ai, Timor.
sábado, janeiro 19, 2008
A INSTAURAÇÃO DO QUERO, POSSO E MANDO
Por
Malai Azul 2
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22:33
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AINDA A LUSA....
Blog Timor Lorosae Nação
Sábado, 19 de Janeiro de 2008
TEREMOS DE METER EXPLICADOR PARA PERCEBER A LUSA?
Ainda a Lusa, sempre a Lusa enquanto não conseguirmos perceber o que anda a fazer em Timor-Leste.
Na sequência dos textos mais abaixo publicados, relacionados com os longos silêncios da Lusa relativamente ao que se vai passando em Timor-Leste e reforçando as opiniões de Klaudio Berek e outros mais, fomos encontrar nos comentários um artigo posto pela Margarida que comprova não ser de agora o comportamento de uma agência que em Timor pode ser de tudo menos de notícias. Pelo menos elas não chegam a Portugal de forma satisfatória que justifique aquilo que os contribuintes portugueses lhe pagam.
O texto que se segue é de autoria de José Pacheco Pereira, datado de 20 de Setembro de 2006 e foi publicado no seu blogue Abrupto - cujo link está mais em baixo.
De salientar que após tantos dias de silêncio a Lusa lá começou nestes dois últimos dias a mexer-se. Titubeante mas lá vêm aparecendo umas noticiazitas, apesar de não aparecerem os grandes trabalhos, nem nada relacionado com o "desaguisado" Xanana vs Reinado. Coisas da Lusa e de para quem trabalha...
Será que para perceber vamos ter de meter explicador, ou estará a acontecer o que dizem os tais "radicais" de que Berek fala mais em baixo?
.
O QUE SE PASSA EM TIMOR?
Continuamos sem saber, até um dia em que qualquer coisa grave aconteça. Não se percebe o nexo, a sequência, os protagonistas, os eventos, os interesses. Que fazem os nossos “bons”, Xanana e Ramos Horta? Que fazem os nossos “maus”, Alkatiri e Lobato? Que fazem os invasores australianos? Que fazem os nossos GNR? Ainda há “democracia”? Que fazem os portugueses que ficaram? Planeiam vir embora, porque não vale a pena? Planeiam ficar, porque não tem emprego cá? Querem ficar porque gostam da “causa” de Timor? Por onde anda o major Reinado e os seus militares e políticas revoltosos? O que é que fazemos em Timor, se é que fazemos alguma coisa? Já há alguma obra pública feita em Timor com os rios de dinheiro que os “doadores” deram, ou vai tudo para alimentar o aparelho das organizações internacionais e as ONG? Que é feito do dinheiro do petróleo?
A rádio e a televisão públicas tem correspondentes em Timor pagos pelo dinheiro dos contribuintes, nós. Onde estão? Não há notícias sobre Timor que se percebam? Que se percebam, insisto.
Informe-se aqui que desde dia 16 de Maio que relatamos diariamente o que se passa em Timor-Leste, com opiniões e notícias que traduzimos para português, visto que na nossa língua são cada vez menos.
E poderá perceber melhor porque a imprensa fez de Mari Alkatiri um dos "maus"...
...
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Malai Azul 2
à(s)
22:27
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PORQUE EM PORTUGAL QUASE NADA SE SABE DE TIMOR-LESTE?
Blog Timor Lorosae Nação
Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008
LUSA - PERITA NAS NOTÍCIAS DO SILÊNCIO
Klaudio Berek
No final do ano de 2007 Reinado falou o que falou e que aqui, no TLN, está mais que falado, mas a prova de que em Portugal quase ninguém sabe o que se passa em Timor-Leste - apesar de se interessarem - tive-a agora com esta peripécia de Alfredo Reinado. O que não significa que já anteriormente o mesmo não tenha pressentido relativamente a outros casos que em Portugal não foram noticiados.
Considero-me insuspeito de ser um radical critico do que quer que seja. Sou daqueles que procura sempre os motivos porque acontece isto ou aquilo, ou então admito que os que parecem culpados podem ter as suas razões e procuro entender. Sou tolerante, creio eu.
O facto de o ser não significa que seja de todo parvo e não perceba que se isto ou aquilo acontece constantemente e é prejudicial para a maioria deve ser corrigido. Se não o fazem, se não corrigem, então é porque sempre o fizeram intencionalmente. A seguir deve-se procurar as causas, as vantagens, o porquê das aparentes más intenções.
Mas este individuo está a falar de quê? Perguntarão.
Estou a falar do trabalho, ou não trabalho, da Agência Lusa em Timor-Leste. Do seu sistemático silenciamento sobre o que em Timor se passa, a quase todos os níveis. A sua falta de cobertura do que ocorre no país, de como vivem, ou sobrevivem os timorenses.
Que coisa, não poderiam fazer umas reportagens que nos fizessem perceber melhor como é o quotidiano dos timorenses? Não dará para saírem de Díli e do Hotel Timor?
Mesmo em Díli, há campos de deslocados, há miséria, há quotidiano... E então, porque não?
Porque nada nos mostram e quando algo mostram é sobre os privilegiados políticos ou os privilegiados da ONU e... quase mais nada. Porque será?
Certamente que as causas não terão por responsável o jornalista da Lusa. Ele recebe ordens, como todos os outros. Se recebe ordens é para não trabalhar e estar no Hotel? Na praia? Que mistério.
Não irei tão longe quanto outros, que afirmam que a Lusa está em Timor-Leste para entrevistar políticos de vez em quando, principalmente Xanana e Horta. Já disse, não sou radical. Mas olhem que por vezes até parece que sim.
Neste caso das declarações de Alfredo Reinado, que os timorenses e os da blogosfera conhecem há duas semanas. Que os australianos interessados também o sabem há imenso tempo através da sua comunicação social, etc., só hoje chegou a Portugal, quero dizer, a um maior número de portugueses através de alguma comunicação social...
Porquê? Porque a Lusa de dignou trabalhar um pouco no calor húmido de Díli e entrevistou Mari Alkatiiri sobre Alfredo Reinado e as declarações em que acusa Xanana Gusmão de ter muitas responsabilidades pelos males acontecidos em Timor desde 2006. Responsabilidades na terrível crise.
Mesmo assim, veio aquela espécie de entrevista e caiu em seco. Compreenderíamos tal entrevista depois de os portugueses saberem mais em pormenor de que Reinado acusa Xanana, então a Lusa deveria procurar esclarecer com Xanana e só depois poderia ir onde quisesse recolher opiniões. Foi assim que aprenderam na universidade... ou não?!
Pois se Xanana não quisesse esclarecer, então sim, dir-se-ia da sua recusa em ser entrevistado sobre o assunto e lá viria Alkatiri e quem mais a Lusa considerasse de interesse.
Isto é fácil de entender. O difícil é perceber porque tal não acontece. Porquê Lusa? Porque os portugueses e os timorenses aqui vivendo, em Portugal, não têm direito de saber o que se passa em Timor-Leste se não tiverem internet?
Haverá quem, compreenda? Então expliquem-me, se fizerem o favor. Palavra que estes silenciamentos, para mim, são um mistério.
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Malai Azul 2
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22:25
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Ramos-Horta pede ao povo de Timor-Leste que perdoe os crimes do general Suharto
Público, 19.01.2008
Jorge Heitor
O primeiro-ministro Xanana Gusmão também diz que, embora desrespeitando os direitos humanos, o antigo ditador promoveu o desenvolvimento
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, pediu esta semana aos timorenses que perdoem ao antigo Presidente indonésio Mohammed Suharto, responsável por uma ditadura de 32 anos durante a qual se verificaram muitas centenas de milhares de mortos, incluindo mais de 200 mil no próprio território de Timor-Leste, que mandou invadir em Dezembro de 1975.
"Nenhum de nós deve guardar rancor. Oremos a Deus para que o receba no seu seio", disse José Ramos-Horta à agência Lusa e a outros órgãos de informação, em declarações que tiveram grande repercussão internacional. E acrescentou que iria pedir nos próximos dias ao próprio Papa Bento XVI, no Vaticano, que orasse pelo político que, há mais de uma semana, se encontra à beira da morte num hospital de Jacarta.
O primeiro-ministro Xanana Gusmão, durante a década de 90 julgado na Indonésia como chefe da resistência timorense e condenado a prisão perpétua, de onde viria a sair no fim de 1999, disse entretanto PÚBLICO, por e-mail, que Suharto não respeitara os direitos humanos, governara em ditadura e promovera a corrupção, mas tinha sido "também o promotor do desenvolvimento de um grande país, o que não era fácil".
"Ficará também na história pelo mal que fez ao povo de Timor e ao indonésio, mas a sua atitude não poderá deixar de ser contextualizada na época em que governou".
"Pressionado por generais"
Ontem, o antigo governador Mário Viegas Carrascalão, actual líder do Partido Social Democrata, considerou, em declarações por telefone, que "o grande erro de Suharto foi a invasão de Timor, sob pressão de quatro generais. O que ele queria era um Timor que mostrasse ao mundo que a Indonésia fazia mais por ele do que Portugal fizera".
Igualmente interrogada pelo PÚBLICO, a empresária Conceição de Araújo, dirigente do Partido Nacionalista Timorense, manifestou a opinião de que, ao ordenar a invasão, de que resultaram chacinas e abusos dos direitos humanos, o chefe do regime de Jacarta "foi mandado pelas outras nações", que não aceitou especificar. E agradeceu a Suharto o facto de ainda estarem vivos os seus familiares que em 1992 chegaram a ser capturados pelo ocupante indonésio.
Já a religiosa Guilhermina Marçal, madre da Congregação das Canossianas, lembrou "os muitos erros", mas também as "boas coisas" que Suharto teria feito por Timor-Leste, "como a construção e o desenvolvimento".
Por outro lado, o escritor timorense Luís Cardoso, a viver em Lisboa, não hesitou em afirmar que "os crimes de Suharto foram muito mais graves do que os do também ditador Pinochet [do Chile]".
"Tanto contra o próprio povo como contra o povo timorense. Espero que Deus faça justiça onde os homens não a fizeram", concluiu.
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Malai Azul 2
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17:08
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Os argumentos para a destituição do PR existem
Comentário na sua mensagem "Prosecutor won't probe Timor's PM":
It is about time the PGR is suspended at the very least for gross neglect of his duty.
But do we really expect any more from the man who part took in the conversation with Leandro Isaac and Agio Pereira in the presence of Xanana, and known to all the world now?
The PGR himself is "too political" thats what he means. Was it too political for him to immediately open an investigation against a Minister in the Alkatiri government and the Prime Minister himself at the time? Yes it was "too political".
Guests at the Esplanada Hotel could see the PGR regularly dining in the evenings of June 2006 with then Chief of Staff to the President Xanana Gusmao, in the leads up to the investigation against Lobato.
There is no justice in Timor-Leste. There are no laws being followed in Timor-Leste.
Starting with the Pres of the Republic to the PM to the PGR to the parliament, laws are trampled over, the constitution is disregarded and threats against the media and the judiciary are the order of the day.
Timor-Leste is in every sense a lawless dictatorship.
Timor-Leste is today devoid of any semblence of a dmocracy. There is no rule of law in Timor-Leste.
This far, there are at least four grounds for the parliament commencing proceedings to impeach the President.
1. The actions by the President in writing a travel auhtorization letter to Rainado when there was a warrant in existence of his arrest. This is a criminal act.
2. The President promulgated an unlawful and unconstitutional law, without exercising due care and responsibility when he signed without even an in depth analysis the budget law for the transtional budget which gave him funding for his anti poverty task force. This has been held by the court as being unlawful and unconstitutional. All embarrassment aside, which should be substantial, because he knew of FRETILIN's warnings that this was illegal. At the very least he should have referred it to the court of appeal for an opinion. But he was so gung ho in appeasing the illegitimate government that he did not care what his very seriuous legal and constitutional duties and responsibilites were.
3. The president's recent interference with the arrest warrant issued by the court. This is a criminal act. He can and should be indicted.
4. The President met last Sunday with fugitive Reinado. This is a total disregard for the position of the presidency and his duty to defend and preserve the constitution, which includes treating wanted fugitives as such and not as dialog partners.
It is beyond me why FRETILIN has not already moved in the parliament to impeach him. The international community waits leadership from FRETILIN right now in this regard. This charade must stop and the rule of law and the constitution must begin to prevail again...... otherwise Timor-Leste will forever be beyond help.
Tradução:
É tempo do PGR ser suspenso no mínimo por negligência séria das suas obrigações.
Mas esperamos realmente alguma coisa do homem que participou na conversa com Leandro Isaac e Agio Pereira na presença de Xanana, e que agora é do conhecimento de todos?
O próprio PGR é "demasiado político" é o que ele próprio quer dizer. Foi demasiado político ele próprio abrir imediatamente uma investigação contra um Ministro do governo de Alkatiri e contra o próprio Primeiro-Ministro na altura? Sim, isso foi "demasiado político".
Clientes do Esplanada Hotel podiam ver o PGR a jantar com regularidade nas noites de Junho de 2006 com o então Chefe de Gabinete do Presidente Xanana Gusmão, nos tempos antes da investigação contra Lobato.
Não há nenhuma justiça em Timor-Leste. Não há nenhumas leis que estejam a ser respeitadas em Timor-Leste.
A começar com o Presidente da República até ao PM, do PGR ao parlamento, as leis estão a ser espezinhadas, a constituição é desrespeitada e as ameaças contra os media e o judicial estão na ordem do dia.
Timor-Leste é em todos os sentidos uma ditadura sem lei.
Timor-Leste está hoje sem qualquer parecença com a democracia. Não há nenhuma aplicação da lei em Timor-Leste.
Até agora, há pelo menos quatro razões para o parlamento começar os procedimentos para impugnar o Presidente.
1. As acções do Presidente ao escrever uma autorização de viagem a Reinado quando havia um mandato para a sua prisão. Este é um acto criminoso.
2. O Presidente promulgou uma lei ilegítima e inconstitucional, sem exercer as cautelas devidas e sem responsabilidade quando assinou mesmo sem uma análise profunda a lei do orçamento do orçamento provisório que lhe deu financiamento para o seu grupo de trabalho anti-pobreza. Isto foi considerado pelo tribunal como ilegal e inconstitucional. Posto de lado o embaraço, que deve ser substancial, porque ele sabia dos avisos da FRETILIN de que isso era ilegal.
No mínimo ele devia ter remetido essa lei para o Tribunal de Recurso para uma opinião. Mas ele estava tão determinado em agradar ao governo ilegítimo que nem se preocupou em acautelar as suas muito sérias obrigações legais e constitucionais e as suas responsabilidades.
3. A recente interferência do presidente no mandato de captura emitido pelo tribunal. Este é um acto criminoso. Ele pode e deve ser indiciado.
4. O Presidente encontrou-se no Domingo passado com o foragido Reinado. Isto está em total desacordo com a posição da presidência e as suas obrigações de defender e preservar a constituição, que inclui tratar foragidos como tal e não como parceiros de diálogo.
Ultrapassa-me a razão por que a FRETILIN não se mexeu no parlamento para o impugnar.
Nesta altura a comunidade internacional espera a liderança da FRETILIN sobre isto. Esta charada tem de parar e deve começar a prevalecer outra vez a aplicação da lei e da constituição...... de outro modo Timor-Leste estará para sempre para além da ajuda.
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Malai Azul 2
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17:03
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Só uma pergunta... O Presidente de Timor nada diz?
Comentário na sua mensagem "E dizia Xanana ser contra a Lei da Difamação por n...":
Em primeiro lugar quero deixar o meu reconhecimento a todos aqueles que contribuem neste blog e nas suas vidas para que Timor concretize o sonho de ser um estado independente.
Sabemos que é um caminho tortuoso, mas quem conhece Timor e o seu povo, sabe que são puros, pessoas simples e humildes, oprimidas, mas ainda assim conservando a sua riqueza interior, cultural, lutando e acreditando que um futuro melhor lhes está reservado e para as suas famílias.
A minha pergunta é para o NOBEL; anterior Ministro..., actual Presidente da República. O Presidente da República tem um papel regulador quanto ao funcionamento e "comportamento" dos outros orgão do Estado. Ainda que assim não fosse, a lei em vigor em Timor-Leste o ordena, o PR devia actuar ou manifestar-se face a estas ultímas declarações do Primeiro Ministro Xanana.
Mas também enquanto cidadão com responsabilidades (acrescidas até pelo facto de ter sido laureado pelo Prémio Nobel da Paz...) no destino da vida do povo Timorense, nada tem a dizer quanto ao comportamento do executivo governamental do país que o elegeu para guardião dos valores mais nobres, concretizados na sua Constituição?
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Malai Azul 2
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16:50
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sexta-feira, janeiro 18, 2008
E dizia Xanana ser contra a Lei da Difamação por não garantir a Liberdade de Expressão...
Para quem não se lembra, Xanana Gusmão, na qualidade de Presidente da República, recusou promulgar o Código Penal aprovado no Parlamento pela maioria da FRETILIN, por não garantir a Liberdade de Expressão...
Com o apoio de Hasegawa, então RESG da UN e da embaixada americana...
Pois é...
Xanana Gusmão revela bem a hipócrisia que manifestou durante anos, quando acusava a FRETILIN de défice democrático.
E nunca a FRETILIN chegou aos calcanhares deste Governo e deste Presidente da República, nos atentados contra a Constituição ou a Lei de Timor-Leste, a que assistimos por parte de Xanana Gusmão e Ramos-Horta...
E o que diz agora a UNMIT ou os grandes defensores dos princípios democráticos e da liberdade de expressão? Nada.
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Malai Azul 2
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22:43
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O que diz Reinado
Atenção que Reinado não diz só que foi traído. Isso já nós sabíamos, desde que Xanana deixou de lhe pagar alojamento na pousada de Maubisse e de o convidar a tomar chá em Balibar. Isso é talvez o menos importante das suas declarações e são contas a acertar entre eles os dois.
Reinado diz que Xanana foi o autor da crise e da "petição". Estas, sim, são acusações muito graves, que mereciam ser investigadas porque vêm confirmar aquilo que a Fretilin sempre disse sobre o "golpe" de 2006.
Se a imprensa portuguesa tivesse reproduzido a entrevista de Reinado (ou pelo menos as partes mais importantes) em vez de só citar os comentários de Alkatiri, talvez isso permitisse aos leitores tirar conclusões pela sua própria cabeça, sem interferências.
Mas lembro que a célebre conversa entre Longuinhos, Leandro Isaac e Agio, elogiando Reinado ("ita-nia asuba'in") e atacando a Fretilin também nunca foi divulgada na imprensa portuguesa. Associando estes dois acontecimentos, facilmente concluímos que o PGR não tem isenção para fazer esta investigação. Talvez nem tenha condições para continuar nas funções de PGR.
Muito pior do que a censura do Estado Novo, que era institucional e transparente, é a actual censura invisível e impessoal que filtra cuidadosamente as notícias que são ou não publicadas, determinando assim aquilo que o povo sabe ou não sabe sobre um determinado assunto.
Lembro também os despachos do juíz Ivo Rosa relativos à interferência do PR no poder judicial, que nunca viram a luz do dia na imprensa escrita ou TV de Portugal.
Parece que a imprensa portuguesa também levou a sério a ameaça de Xanana e ficou com medo de ser presa...
Henrique Correia
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Malai Azul 2
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22:43
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Timor-Leste: "Reinado sentiu-se traído", diz Alkatiri
Declarações do ex-primeiro-ministro
PÚBLICO
17.01.2008 - 09h37
O major fugitivo Alfredo Reinado "sentiu-se traído e quer que os seus mandantes assumam também as suas responsabilidades", afirmou hoje à Lusa o secretário-geral da Fretilin e ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, .
"Alfredo Reinado veio dizer agora aquilo que nós sabíamos que tinha existido", declarou Mari Alkatiri numa entrevista à Lusa sobre a situação política em Timor-Leste.
Questionado sobre a aproximação recente de posições entre Alfredo Reinado e a Fretilin - de grande inimizade, durante e depois da crise de 2006, até uma convergência objectiva de posições contra Xanana Gusmão -, o ex-primeiro-ministro considerou-a "natural".
"Sempre dissemos que houve conspiração e que houve golpe", explicou Mari Alkatiri sobre as acusações feitas pelo major Alfredo Reinado na última entrevista conhecida.
Numa gravação vídeo que circula em Díli desde o início de Janeiro, divulgada em vários círculos afectos à Fretilin, o ex-comandante da Polícia Militar acusa o actual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, de ser o responsável pela crise de 2006.
"Reinado vem dizê-lo porque ele foi parte do golpe", afirmou Mari Alkatiri à Lusa.
"Agora o que ele quer é que os seus mandantes assumam também as suas responsabilidades, uma vez que ele tem que ir para a justiça", acrescentou o líder da Fretilin.
Sobre a credibilidade atribuída hoje pela Fretilin a Alfredo Reinado, Mari Alkatiri respondeu que "Reinado é tão credível como (foi Vicente da Conceição) 'Railós'", operacional da crise de 2006, apoiante das campanhas de José Ramos-Horta e de Xanana Gusmão em 2007 e detido em Outubro pelas autoridades timorenses.
"Eu sempre disse, desde o início, que não se devia deixar crescer uma cobra", respondeu Mari Alkatiri quando questionado pela Lusa sobre se Alfredo Reinado representa algum perigo.
"Alfredo Reinado é hoje mais perigoso", sublinhou Mari Alkatiri.
"Ele conseguiu o apoio dos peticionários (das Forças Armadas), ou pelo menos de parte deles, e tem o apoio de uma parte da juventude", referiu.
"Há uma certa camada da juventude que está a buscar novos heróis, tendo em consideração o descrédito dos velhos heróis, de Xanana fundamentalmente", considerou Mari Alkatiri.
"Esses jovens pensam em Reinado. Felizmente, não é a maioria dos jovens. Mas ainda é um grupo significativo", acrescentou o secretário-geral da Fretilin.
Mari Alkatiri chefiou o primeiro governo depois da independência de Timor-Leste, até ser levado a demitir-se em Junho de 2006, na sequência da crise política e militar.
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Malai Azul 2
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Prosecutor won't probe Timor's PM
One News
TvNz.co.nz
Jan 18, 2008 8:45 PM
East Timor's prosecutor general will not investigate claims the country's prime minister was behind deadly unrest that erupted in 2006, saying the allegations are "too political".
Former prime minister Mari Alkatiri has called on current Prime Minister Xanana Gusmao to resign, amid claims he orchestrated the violence that plunged the country into crisis.
Alkatiri quit as prime minister in June 2006 after a request Gusmao, who was then the president, amid claims Alkatiri and some of his ministers gave instructions to arm civilian militia during the crisis.
But last week, rebel leader Alfredo Reinado alleged Gusmao was the "mastermind" who had fomented the 2006 unrest, which left 37 people dead and drove 100,000 from their homes.
Gusmao has refused to respond to Reinado's claims, saying he won't engage in a war of words with the rebel leader.
Prosecutor General Longuinhos Monteiro has told local media his office will not be investigating Reinado's claims about Gusmao's alleged involvement in the unrest because they are "too political".
He said his office would see how the situation with Reinado progresses before initiating any investigation.
East Timor's current President Jose Ramos Horta told ABC radio it was up to the prosecutor general, the ombudsman, and the parliament to investigate the claims.
He said he would not ask for Gusmao's resignation.
Ramos Horta met with Reinado last Sunday in Maubisse, 70 kilometres south of the capital Dili.
Reinado is refusing to disclose details of the meeting, saying it is up to Ramos Horta to inform the public.
Ramos Horta's office have confirmed the meeting took place, but are yet to comment on the details.
Last December, Gusmao announced he would give Reinado "one last chance" to engage in dialogue after the rebel army leader failed to turn up to a meeting.
Security forces have previously failed to apprehend Reinado - a key figure in the 2006 unrest who escaped from jail in August that year - in the hope of starting a dialogue.
Reinado led rebel soldiers after Alkatiri's government sacked more than a third of the country's defence force that year, sparking factional violence.
Source: AAP
Tradução:
Procurador não vai investigar o PM de Timor
One News
TvNz.co.nz
Jan 18, 2008 8:45 PM
O procurador-geral de Timor-Leste não investigará as afirmações de que o primeiro-ministro do país esteve por detrás do desassossego mortal que irrompeu em 2006, dizendo que as alegações são "demasiado políticas ".
O antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri clamou pela resignação do corrente Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, no meio de afirmações de que ele orquestrou a violência que mergulhou o país na crise.
Alkatiri demitiu-se do cargo de primeiro-ministro em Junho de 2006 depois duma exigência de Gusmão, que então era o presidente, no meio de afirmações de que Alkatiri e alguns dos seus ministros tinham dado instruções para armar milícias civis durante a crise.
Mas na semana passada, o líder amotinado Alfredo Reinado alegou que Gusmão foi o "organizador" que tinha fomentado o desassossego de 2006, que deixou 37 pessoas mortas e tirou 100,000 das suas casas.
Gusmão tem-se recusado a responder às afirmações de Reinado, dizendo que não se engajará numa guerra de palavras com o líder amotinado.
O Procurador-Geral Longuinhos Monteiro disse aos media locais que não investigará as afirmações de Reinado sobre o alegado envolvimento de Gusmão no desassossego porque são "demasiado políticas ".
Disse que o seu gabinete vai ver como progride a situação com Reinado antes de iniciar qualquer investigação.
O corrente Presidente de Timor-Lestw José Ramos Horta disse à ABC radio que competia ao procurador-geral, ao ombudsman, e ao parlamento investigarem as afirmações.
Disse que não pediria a resignação de Gusmão.
Ramos Horta encontrou-se com Reinado no Domingo passado em Maubisse, a 70 quilómetros a sul da capital Dili.
Reinado recusa divulgar detalhes do encontro, dizendo que compete a Ramos Horta informar o público.
O gabinete de Ramos Horta confirmou a ocorrência do encontro, mas não comentou ainda detalhes.
Em Dezembro passado, Gusmão anunciou que daria a Reinado "uma última oportunidade" para se engajar em diálogo depois do líder amotinado ter falhado a comparência num encontro.
Previamente as forças de segurança falharam a detenção de Reinado – uma figura chave no desassossego de 2006 que fugiu da prisão em Agosto desse ano – na esperança de começar um diálogo.
Reinado liderou soldados amotinados depois do governo de Alkatiri ter despedido mais de um terço da força de defesa do país nesse ano, desencadeando lutas de facções.
Fonte: AAP
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PSD «não tem divergências em política externa» com Governo
Diário Digital / Lusa
18-01-2008 10:04:56
O PSD «não tem divergências» com o Governo em matéria de política externa, declarou hoje em Díli o dirigente social-democrata e antigo chefe da diplomacia portuguesa António Martins da Cruz.
«Não há divergências entre nós e o partido que sustenta o Governo», assegurou Martins da Cruz, questionado sobre a estratégia portuguesa em Timor-Leste.
António Martins da Cruz, que se encontra em Díli até sábado, referiu-se a Timor-Leste como «a prioridade da política externa e da cooperação portuguesa».
«Repetidas visitas de ministros portugueses a Timor-Leste têm manifestado o interesse continuado de Portugal neste país», afirmou, sublinhando que «a oposição deve reconhecer o que o Governo faz de bom quando é bem feito».
«Timor-Leste tem interesse para o PSD agora e quando ganharmos as eleições» legislativas, comentou também.
António Martins da Cruz é o novo presidente da Comissão de Relações Internacionais do PSD, após a eleição de Luís Filipe Menezes para a liderança do partido.
Para o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do XV Governo Constitucional, liderado por Durão Barroso, «o PSD pode ajudar Timor-Leste através da sua rede internacional».
Martins da Cruz recordou, a propósito, que o PSD faz parte do PPE, o maior grupo do Parlamento Europeu, e de duas organizações internacionais de partidos centristas e democratas cristãos.
«Esta rede pode ser útil a Timor-Leste para fazer passar mensagens por canais oficiosos», referiu.
«O PSD foi o partido português que mais se interessou por Timor-Leste durante 30 anos, mesmo quando esteve na oposição, e eu vim reafirmar esse interesse», defendeu António Martins da Cruz.
O dirigente do PSD foi portador de cartas de Luís Filipe Menezes para o chefe de Estado, o chefe de Governo, o vice-primeiro-ministro e o chefe da diplomacia timorenses.
António Martins da Cruz definiu a sua visita a Díli como sendo «do âmbito exclusivamente partidário».
No entanto, deslocou-se a Díli acompanhado por Rui Botica Santos, sócio-coordenador da sociedade portuguesa de advogados CRA (Coelho Ribeiro & Associados), de que é consultor.
A CRA Timor assinala hoje dois anos de actividade em Timor-Leste, onde tem como clientes operadores importantes dos sectores energético e de transitários, entre outros, e onde presta serviços de assessoria ao Estado.
Após a sua saída do Ministério dos Negócios Estrangeiros, António Martins da Cruz criou uma empresa de consultoria internacional, com clientes sobretudo na área financeira, incluindo o Carlyle Group, o maior grupo mundial de capital de investimento.
«Estivemos com todos», resumiu António Martins da Cruz sobre a agenda nos quatro dias em Díli: desde o Presidente da República ao primeiro-ministro, passando por todos os líderes dos principais partidos e o chefe da missão das Nações Unidas, além dos clientes que são mantidos em confidencialidade. «E vi os dois bispos», acrescentou.
Em Díli, manteve também reuniões com os embaixadores de Portugal, dos Estados Unidos da América, da Indonésia, da Austrália, da China e do Brasil.
«Timor vive no centro de uma tensão estratégica entre a Indonésia e a Austrália e é muitas vezes instrumental nessa tensão», afirmou António Martins da Cruz.
«Além disso, Timor-Leste é para o Vaticano um Estado de linha-da-frente», frisou, referindo que «é, ainda, um país independente após uma ocupação que devastou as elites».
«O país precisa de se afirmar no plano externo e de se reconstruir no plano interno», afirmou António Martins da Cruz sobre a situação actual.
«Isto leva gerações e pelo meio há acidentes de percurso. Certamente haverá mais», concluiu.
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Médicos cubanos aguardam autorização para fugir para os Estados Unidos
Lusa / AO online
Internacional 2008-01-18 12:07
Três médicos cubanos esperam há quase três meses em Díli autorização para fugir para os Estados Unidos, num caso que o embaixador de Cuba considera "parte de um plano americano para sabotar a cooperação médica" de Havana.
"Continuamos à espera de uma autorização do Governo timorense para sair de Timor-Leste para um terceiro país", afirmou hoje o médico Reidén López à Agência Lusa.
Reidén López Carrillo, a mulher e um outro médico cubano esperam autorização que lhes permita seguir para os Estados Unidos da América, país a que pediram asilo a 5 de Novembro de 2007.
A embaixada dos Estados Unidos em Díli "já emitiu os documentos de viagem para os três", disse o médico cubano à Lusa.
Como todos os cooperantes cubanos em serviço em Timor-Leste no âmbito de um acordo bilateral, os três médicos tiveram à chegada que entregar os seus passaportes à embaixada de Cuba em Díli.
"Atravessámos condições muito difíceis", declarou o médico entrevistado pela Lusa.
"Ficámos sem dinheiro, tivemos que dormir no chão e comer mal durante dois meses", contou Reidén López Carrillo.
"A situação deles ficou muito frágil a partir do momento em que decidiram não regressar a Cuba e esconder-se algures em Díli", contou à Lusa uma das pessoas envolvidas na resolução do seu caso.
"Tudo podia acontecer-lhes a qualquer momento porque Timor-Leste não quer correr o risco de melindrar as relações com Cuba e comprometer o programa de cooperação médica", adiantou a mesma fonte.
A situação dos três médicos cubanos chegou a Washington e aos gabinetes de figuras influentes no Senado e no Departamento de Estado, disse à Lusa uma fonte diplomática.
O senador hispano-americano Mel Martinez telefonou ao chefe da diplomacia timorense, Zacarias da Costa, intercedendo a favor dos médicos em fuga, referiu a mesma fonte.
O caso ainda pendente dos três médicos surgiu na sequência da saída para os Estados Unidos, em Outubro passado, de outra médica cubana em serviço em Timor-Leste.
O embaixador cubano em Díli, Ramón Hernández Vásquez, ouvido hoje pela Lusa, desvalorizou o caso colocando-o no contexto de "três médicos no meio dos 227 que actualmente Cuba tem em Timor-Leste".
"São os médicos cubanos que, sendo mais de 80 por cento dos profissionais de saúde em Díli, fazem funcionar o sistema de saúde timorense", salientou o diplomata.
"Os médicos cubanos já prestaram, em dois anos, dois milhões de consultas e cerca de 10 mil timorenses salvaram-se de doenças fatais graças à intervenção dos nossos médicos", acrescentou também Ramón Hernández Vásquez.
Para o embaixador, a situação dos três médicos em Timor-Leste "não é um caso político, mas apenas um caso de emigração económica".
O diplomata resume tudo "numa conspiração de George W. Bush [presidente dos EUA] para sabotar a cooperação médica de Cuba".
"Se estes médicos fossem à representação norte-americana em Havana, seriam recusados, mas indo à embaixada em Díli todas as portas lhes são abertas", acusou ainda o embaixador de Cuba.
O embaixador salientou também que Cuba acolhe neste momento mais de 600 estudantes timorenses nas faculdades de Medicina e que a Faculdade de Medicina em Díli é apoiada por um corpo docente cubano.
Apesar de tudo, "sabemos de uma autorização verbal da embaixada para a nossa saída de Timor-Leste", segundo Reidén López Carrillo.
Não foi possível à Lusa confirmar, junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense, a informação de uma fonte diplomática que dá conta "de uma autorização do ministério que carece apenas de um acordo final do primeiro-ministro", Xanana Gusmão, para que os três médicos cubanos possam deixar Timor-Leste.
Para os três médicos cubanos, a questão é simples, como explicou à Lusa Reidén López Carrillo: "Deixem-nos ir, é uma situação humanitária".
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Dos leitores
Comentário na sua mensagem "If Instability Emerges in Timor-Leste - Xanana: “W...":
The media isnt to blame for the instability of East Timor. Mr Xanana has supported the media for his own political gain in times of his so called achievement in East Timorese politics.
However it seems when the media has finally dug up dirt on his road to power he seems to threaten the media with arrest....this situation is obviously not new and has been used by tyrants such as HITLER, MOUSALINI.. well any dictator who seems under threat by the freedom of press.
There is more power in the media then Mr. xanana presidential powers, actually enough to take Mr.xanana out of government. I would love to see the arrest of the media and how it would look upon Mr.xananas reputaion within the world community.
Tradução:
Não se devem culpar os media pela instabilidade de Timor-Leste. O Sr Xanana apoiou os media para ganhar vantagens políticas nos tempos dos seus auto-denominados feitos para as políticas Timorenses.
Contudo, parece que quando os media finalmente desenterraram o lixo do seu caminho para o poder ele parece ameaçar os media com prisão....esta situação obviamente não é nova e tem sido usada por tiranos como HITLER, MOSSULINI.. bem por qualquer ditador que pareça estar sob ameaça por causa da liberdade de imprensa.
Há maior poder nos media do que nos poderes presidenciais do Sr. Xanana, na verdade o suficiente para remover o Sr.Xanana do governo. Adoraria ver a prisão nos media e o que isso faria à reputação do Sr.Xanana na comunidade mundial.
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ESTA PROSA NÃO FOI CENSURADA
Blog TIMOR LOROSAE NAÇÃO
Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008
NEM EU EXERCI AUTO-CENSURA
Ana Loro Metan
Não me quero prender com longos comentários à última atitude de Xanana Gusmão e a correspondente ameaça aos jornalistas timorenses.
O futuro virá comprovar que a partir daquelas palavras os jornalistas timorenses irão pensar duas vezes antes de escrever e publicar seja o que for. A auto-censura está em marcha.
Xanana sabe muito bem o que faz e porque o faz. Sabendo neste caso o que fez e porque o fez.
Disse Orlando Castro, e bem, que Xanana acabou por ser um pouco infantil ao não mandar alguém, por ele, deixar essa mensagem à socapa, como se faz no mundo moderno e desenvolvido.
Pois. Terá razão na sua óptica mas Timor é outra coisa. Se a intimidação viajasse até aos jornalistas através de mensageiros de Xanana não teria o impacto que teve entre os jornalistas.
É verdade que foi às descaradas e que isso contribuiu para as críticas justas que todos nós lhe fizemos e mais que surgirão, mas o que é certo é que foi um risco calculado que de certeza Xanana ponderou, tendo optado pelo que lhe daria mais vantagens.
Xanana sabe que o temem por ser tão poderoso, não temem o mensageiro como a ele.
Ora se as palavras e os olhos de Xanana conseguirem dizer “prendo-os” o efeito será aterrador – porque sabem que lhes pode acontecer algo de muito mau. Para eles e, se necessário, para as suas famílias.
Xanana pôs os jornalistas a equacionarem as desvantagens de o enfrentarem informando ou apaziguarem-no silenciando, ou fazendo como julgarem mais lhe agradar.
Não é por acaso que certos jornalistas quando se referem ao presidente Horta ou a Xanana fazem lembrar os tempos do colonialismo português ou o da ocupação indonésia. Reparemos que há quem se “derreta” e ocupe parte da prosa a escrever “o Senhor Doutor”, Sua Excelência o Presidente da República, Sua Excelência o Ministro, etc. Porque o fazem?
Porque – consta no meio – ouve “mensageiros” que chamaram alguns jornalistas à atenção sobre como se referiam desrespeitosamente aos poderosos da Nação. Os caganeirosos.
Certo é que uns quantos profissionais, menos experientes, mais temerosos ou mais oportunistas, puseram isso em prática imediatamente. Podemos vê-lo, em português, em alguns dos trabalhos do Semanário. Este é só um exemplo, porque há bem pior.
Que não se julgue que os “recados” não vão sendo dados aos jornalistas, mesmo da parte da Presidência da República, por Horta ser mais experiente, cínico e rebuscado. Sofisticado para o que não devia, se quiserem.
Neste caso, do Reinado, – que estou convencida que disse muitas verdades – impunha-se que fosse Xanana a dizê-lo. O que se pretendeu foi efeito imediato e duradouro. Veremos quantos o irão desafiar a partir desta passada terça-feira.
A auto-censura está declaradamente em marcha no nosso país. Adeus liberdade de informação!
DEUS NOS ACUDA!
Como ocupei um pouco mais de espaço a abordar o assunto quente da instauração oficial da auto-censura nos órgãos de informação, tentarei ser mais breve com a “vergonha-mor” deste governo e da ONU, UNMIT, ou saqueadores do humanitarismo nacional e internacional. Chamem-lhes o que quiserem. Esse é o preço de como engordam as suas contas bancárias.
Aquilo que importa também é abordar o caso dos deslocados e as últimas declarações de Reske-Nielsen.
Se bem que se nos tenha apresentado com jogos de palavras e ar de santinho muito eficiente, a verdade é que eles dizem que ainda temos 70 mil irmãos a viver nos campos de deslocados, sem condições, grite-se.
Disse este misterioso exemplar da ONU que afinal não se compromete a dizer que em 2008 vão acabar os malfadados campos. Não o pode fazer, provavelmente para ser “honesto”.
Pois, por este andar, é certo e sabido que nem em 2009 os campos vão acabar. Claro, isso não trará vantagens para uns quantos.
Este sujeito, Nielson, falou em 22 milhões, fora o resto, que foram gastos com os deslocados.
Então e todos estes milhões, fora o resto, não deram para combater a fome dos 20% que ele classificou como “carências alimentares”? E os outros 20%, que ele disse, em situação de risco?
Quer dizer: é reconhecido oficialmente pela ONU que quase metade da população timorense anda esfomeada e que 10 % não tem casa nem irá ter nos tempos mais próximos – e que já assim se encontra há quase dois anos.
Se isto não representa insuficiência de vergonha destes Mais Sabedores, o que representará?
Quando é que estes peritos na miséria dos outros, paridos pela ONU, são excomungados?
Quando é que o aparelho da ONU, neste e noutros sectores, se depura?
Com grande descaramento, o sujeito do mastodonte ONU, ainda vem dizer que “por uns tempos” vão reduzir a ajuda alimentar e que as rações diárias vão passar para meia-ração. Estaria ele a falar de pessoas… ou de animais?
Então, se 200 mil timorenses estão em situação de carência alimentar, com fome, a partir de agora vão passar a que classificação? Quase-mortos de fome? Com meia ração só poderá ser!
E os outros 200 mil que estão em “situação de risco”? Vão passar a “carentes alimentares”? Mas já o são!
Mas que fartote de se encherem… meus senhores da ONU, das ONGs, dos compadrios, do governo, etc, etc, etc.
Simplesmente revoltante, o que se está a passar com os nossos irmãos, que alguns, a viverem melhor, ainda têm a prosápia de criticar.
Deus nos acuda!
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JORNALISTA REPROVA PALAVRAS DO PRIMEIRO-MINISTRO
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Blog Timor Lorosae Nação
XANANA ATENTA CONTRA A LIBERDADE DE INFORMAÇÃO
A fim de melhor compreender a amplitude do significado das palavras proferidas por Xanana Gusmão, dirigidas aos jornalistas timorenses na passada terça-feira, procurámos saber o que os jornalistas pensam sobre tais declarações. Melhor que ninguém, os profissionais da informação poderão quilatar sobre o significado daquilo que Xanana Gusmão proferiu. O jornalista Orlando Castro, do Jornal de Notícias - também autor do Alto Hama na blogosfera - transmitiu-nos o seu parecer, que publicamos seguidamente:
Orlando Castro
"As palavras de Xanana Gusmão são um atentado à liberdade de informação e uma forma ditatorial de dizer aos jornalistas que só podem publicar o que o Governo, ou mais exactamente o primeiro-ministro, quer. Além disso violam de forma clara e inequívoca todas as regras de um Estado de Direito que, pelos vistos, não se aplicam a Timor-Leste.
As claras tendências ditatoriais de Xanana são igualmente comprovadas pelo facto de, mesmo depois de uma ameaça tão explícita e censória, não ter havido nenhuma reacção quer dos organismos internacionais ligados aos jornalistas, quer das próprias instituições internacionais, casos da ONU e da CPLP.
Assim, ao velho estilo do “quero posso e mando”, Xanana comporta-se como o principal inimigo da democracia e do pluralismo de opiniões (que quando lhe foi útil tão bem usou em seu proveito), querendo que a liberdade dos jornalistas termine onde começa a sua, mas esquecendo criminosamente que a sua liberdade também termina onde começa a dos jornalistas.
No entanto, Xanana revela igualmente alguma infantilidade política ao ser tão claro e incisivo nas ameaças. De facto, nas democracias ditas mais evoluídas ou estabilizadas (como é o caso de Portugal), o primeiro-ministro não diria o que disse Xanana. Ou mandaria alguém da sua confiança dizê-lo (ao estilo de atirar a pedra e esconder a mão) ou trataria de “comprar” quem manda nos jornalistas (ou até mesmo os jornalistas) para que estes ficassem calados.
É para mim evidente que Xanana só está interessado na divulgação da sua verdade, esquecendo que aos jornalistas cabe dar voz a quem a não tem, dar expressão a outras verdades não oficiais nas nem por isso menos verdades.
É claro que Xanana Gusmão pode mandar prender os jornalistas que se recusem a ser meras correias de transmissão da propaganda oficial. Pode fazer com que eles choquem contra uma bala perdida. Pode fazer com que passem a ficar desempregados. Pode tudo isso. Pode ele como podem todos os ditadores que, mesmo em democracia, têm o poder nas mãos.
No entanto, nunca os Xananas deste mundo conseguirão prender, matar ou desempregar a liberdade. E não o conseguirão porque a força da razão acaba sempre por vencer a razão da força."
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QUEM TEM MEDO DA VERDADE?
TIMOR LOROSAE NAÇÃO
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Gonçalo Tilman Gusmão
PORQUE AMEAÇA O PM PRENDER OS JORNALISTAS?
As declarações proferidas pelo primeiro-ministro Xanana Gusmão, na passada terça-feira, no Ministério da Solidariedade, em Dili, não ocorreram por acaso, foram devidamente programadas, e têm por objectivo silenciar os que divulgam afirmações de um seu opositor, de agora, que participou no despoletar e continuidade da “crise” desde 2006. Concretamente o opositor é o ex-major em fuga, da cadeia de Becora, Alfredo Reinado.
Com o pretexto hipócrita de querer evitar a violência, a instabilidade social e política, Xanana foi claro ao ameaçar com prisão os jornalistas presentes se insistissem em divulgar declarações de Reinado.
Ao actual PM já lhe conhecemos a faceta de dizer uma coisa mas pensar e fazer outra. Provado ficou durante o auge da “crise” de 2006 quando publicava em longos textos inverdades que instigavam desentendimentos e ódios para depois andar hipocritamente a apelar à tolerância e não violência, até em cerimónias tradicionais que mais não eram que a manipulação de crédulos timorenses, sensíveis a grandes cenários de hipocrisia.
Repare-se nas afirmações do PM Xanana Gusmão aos jornalistas quando os ameaça de prisão – como se fosse um cipaio iletrado.
Ele não diz que quem não cumprir escrupulosamente com as suas obrigações profissionais e violar a lei poderá ter de ser confrontado em tribunal, não, isso ele não diz.
Aquilo que diz, categoricamente, é que põe na prisão os que continuarem a divulgar declarações de quem se supõe conhecê-lo bem e estar envolvido em actos ilegais contra o Estado timorense, contra a Constituição timorense, contra a legalidade.
“Têm de exercer com mais responsabilidade em relação ao ambiente de estabilidade ou instabilidade. Fechamos os olhos quando o caso é pequeno e vão entrevistar o Alfredo. Talvez por causa disso pode emergir a instabilidade no país, por causa de vocês podemos ter de os prender.” Foram estas as suas palavras.
Tudo neste parágrafo é sintomático: “Fechamos os olhos quando o caso é pequeno e vão entrevistar o Alfredo.”
Quer dizer, NÓS até somos bonzinhos e “democráticos”, mas já chega… PODEMOS prendê-los.
“Talvez por causa disso pode emergir a instabilidade no país, por causa de vocês…” PODEMOS prendê-los.
Triste.
Se na realidade o PM não quer que a instabilidade não emerja opte por clarificar a situação. Negue as declarações de Reinado e explique ponderada e explicitamente como tudo se passou… ou não passou. Quem está inocente de acusações como estas, de Reinado, não deve temer clarificá-las. Essa é a atitude correcta que já devia de ter assumido, em vez de enveredar pela via da tentativa de silenciamento dos profissionais da comunicação social, ameaçando-os com prisão - certamente sumária e à revelia da Constituição ainda em vigor, mas que ele não sente ter de cumprir - como se vê nas várias ditaduras que atacam os jornalistas que cumprem a profissão.
Basta de tanta mentira e hipocrisia!
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É AQUILO QUE GUSMÃO QUER IMPLEMENTAR EM TIMOR-LESTE!
TIMOR LOROSAE NAÇÃO
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
O QUE É A CENSURA?
António Veríssimo
A notícia mais em baixo dará com certeza para que os que a lerem consigam perceber o alcance das palavras ditas e por dizer de Xanana Gusmão, numa desesperada tentativa de intimidar os jornalistas timorenses para que não noticiem aquilo que não lhe convém: as palavras que do alto das montanhas já ressoam por Timor-Leste e pelo mundo. Palavras de Alfredo Reinado que afirma com todas as letras o que já todos sabemos - Xanana é o principal causador da "crise" de 2006, em que foram mortas três dezenas de pessoas, mais de uma centena foram feridas e milhares de casas incendiadas.
Xanana Gusmão não quer que os jornalistas timorenses reproduzam as palavras de Alfredo Reinado, que o acusa categoricamente sobre as responsabilidades que tem nos terríveis acontecimentos daquele ano e dos seguintes, até hoje e o que mais se verá.
O que Xanana Gusmão quer implementar em Timor-Leste é a censura, ameaçando os jornalistas de prisão.
Querendo dar-lhes "lições" de como devem comportar-se... senão: prisão!
O desespero do líder de mentalidade maquiavélica está a revelar-se - o que manifestamente demonstra o seu receio das palavras de Reinado.
A máscara cai-lhe a toda a hora e é já inútil que se esforce por a repôr. Cada vez são mais os que percebem quem afinal é Alexandre Gusmão. Os seus dias de manipulações estão em contagem decrescente acelerada, assim como na ocupação do cargo que Ramos Horta lhe ofereceu de bandeja depois de o usurpar com atropelos para a democracia.
É indesmentível que este PM, a prazo, de Timor-Leste, vai em crescendo atemorizando os profissionais da informação. Desta vez, como em muitas outras, usou de argumentos estúpidos que por certo não atemorizarão os profissionais que presam a liberdade de informação e de expressão. Esperemos que assim seja.
Para que não restem dúvidas será bom recordar o que significa a censura, porque motivos e por quem ela é implantada, na generalidade dos casos.
Sem a necessidade de ir mais longe, basta recorrer ao que consta na Wikipédia, que aqui é transcrito em seguida.
Neste texto, encontramos facilmente o perfil de Alexandre Gusmão, um pretenso Xanana herói que está a perfilar-se como antidemocrático, boçal, prepotente.
Se há dúvidas o melhor será ler em seguida.
O PERFIL DO CENSOR ALEXANDRE GUSMÃO
Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas acções de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a consequente vontade de mudança. Desta forma, a censura é muito comum entre alguns grupos, como certos grupos de interesse e pressão (lobbies), religiões, multinacionais e governos, como forma de manter o poder. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam.
A censura pode ser explícita, no caso de estar prevista na lei, proibindo a informação de ser publicada ou acessível, após ter sido analisada previamente por uma entidade censora que avalia se a informação pode ou não ser publicada (como sucedeu na ditadura portuguesa através da PIDE), ou pode tomar a forma de intimidação governamental ou popular, onde as pessoas têm receio de expressar ou mostrar apoio a certas opiniões, com medo de represálias pessoais e profissionais e até ostracismo, como sucedeu nos Estados Unidos da América com o chamado período do McCartismo.Pode também a censura ser entendida como a supressão de certos pontos de vista e opiniões divergentes, através da propaganda, manipulação dos média ou contra-informação. Estes métodos tendem a influenciar e manipular a opinião pública de forma a evitar que outras ideias, que não as predominantes ou dominantes tenham receptividade.
Uma forma moderna de censura prende-se com o acesso aos meios de comunicação e também com as entidades reguladoras (que atribuem alvarás de rádio e televisão), ou com critérios editoriais discricionários (em que por exemplo um jornal não publica uma determinada notícia).Muitas vezes a censura se justifica em termos de protecção do público, mas na verdade esconde uma posição que submete os artistas ao poder do estado e infantiliza o público, considerado como incapaz de pensar por si próprio.Actualmente a censura pode ser contornada mais eficazmente, com o recurso à Internet, graças ao fácil acesso a dados sem fronteira geográficas e descentralizado e aos sistemas de partilha de ficheiros peer-to-peer, como a Freenet.O uso quotidiano da censura promove um movimento de defesa bastante corrosivo que é a auto-censura, quando os produtores culturais e formadores de opinião evitam tratar de questões conflituosas e divergentes.
Fonte: Wikipédia
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"REINADO SENTIU-SE TRAÍDO", diz Alkatiri
LUSA
O major fugitivo Alfredo Reinado "sentiu-se traído e quer que os seus mandantes assumam também as suas responsabilidades", afirmou hoje à Agência Lusa o secretário-geral da Fretilin e ex-primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri.
"Alfredo Reinado veio dizer agora aquilo que nós sabíamos que tinha existido", declarou Mari Alkatiri numa entrevista à Lusa sobre a situação política em Timor-Leste.
Questionado sobre a aproximação recente de posições entre Alfredo Reinado e a Fretilin - de grande inimizade, durante e depois da crise de 2006, até uma convergência objectiva de posições contra Xanana Gusmão -, o ex-primeiro-ministro considerou-a "natural".
"Sempre dissemos que houve conspiração e que houve golpe", explicou Mari Alkatiri sobre as acusações feitas pelo major Alfredo Reinado na última entrevista conhecida.
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Numa gravação vídeo que circula em Díli desde o início de Janeiro, divulgada em vários círculos afectos à Fretilin, o ex-comandante da Polícia Militar acusa o actual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, de ser o responsável pela crise de 2006.
"Reinado vem dizê-lo porque ele foi parte do golpe", afirmou Mari Alkatiri à Lusa.
"Agora o que ele quer é que os seus mandantes assumam também as suas responsabilidades, uma vez que ele tem que ir para a justiça", acrescentou o líder da Fretilin.
Sobre a credibilidade atribuída hoje pela Fretilin a Alfredo Reinado, Mari Alkatiri respondeu que "Reinado é tão credível como (foi Vicente da Conceição) `Railós`", operacional da crise de 2006, apoiante das campanhas de José Ramos-Horta e de Xanana Gusmão em 2007 e detido em Outubro pelas autoridades timorenses.
"Eu sempre disse, desde o início, que não se devia deixar crescer uma cobra", respondeu Mari Alkatiri quando questionado pela Lusa sobre se Alfredo Reinado representa algum perigo.
"Alfredo Reinado é hoje mais perigoso", sublinhou Mari Alkatiri.
"Ele conseguiu o apoio dos peticionários (das Forças Armadas), ou pelo menos de parte deles, e tem o apoio de uma parte da juventude", referiu.
"Há uma certa camada da juventude que está a buscar novos heróis, tendo em consideração o descrédito dos velhos heróis, de Xanana fundamentalmente", considerou Mari Alkatiri.
"Esses jovens pensam em Reinado. Felizmente, não é a maioria dos jovens. Mas ainda é um grupo significativo", acrescentou o secretário-geral da Fretilin.
Mari Alkatiri chefiou o primeiro governo depois da independência de Timor-Leste, até ser levado a demitir-se em Junho de 2006, na sequência da crise política e militar.
PRM/LUSA
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Lula da Silva recebe Ramos-Horta no dia 31, em Brasília
Notícias Lusófonas
18 Janeiro 2008
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, será recebido pelo chefe de Estado do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 31, no Palácio do Planalto, anunciou hoje o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
"É a manutenção de um diálogo estreito e fluido entre Brasil e Timor-Leste. Haverá um reforço no sentido de passar em revista os projectos de cooperação já existentes, como o da consolidação do ensino de língua portuguesa", afirmou a chefe do Departamento da Ásia e Oceânia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Regina Dunlop.
Segundo a diplomata, há actualmente 50 professores brasileiros a trabalhar em Timor-Leste.
Regina Dunlop manifestou ainda a confiança do governo brasileiro na consolidação institucional do Estado timorense.
"Timor-Leste é uma nação jovem, que obviamente enfrenta percalços para a consolidação institucional do Estado e precisa de contar com a ajuda internacional. O Brasil tem confiança de que Timor-Leste vai trilhar um caminho soberano e democrático rumo ao desenvolvimento", assinalou.
Actualmente, os três grandes problemas de Timor-Leste são os cerca de 100 mil deslocados, as cinco centenas de peticionários, a maioria armados, e o fugitivo major Alfredo Reinado, um dos protagonistas da crise político-militar de 2006.
O programa da visita de Ramos-Horta ao Brasil, que inclui o Rio de Janeiro e Brasília, está ainda a ser ultimado.
A previsão é de que Ramos-Horta chegue ao Rio de Janeiro no dia 28 de Janeiro, seguindo para Brasília no dia 30.
No Rio de Janeiro, o PR timorense terá encontros com o governador Sérgio Cabral, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e com o presidente do Comité Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman.
O desporto é uma das áreas de grande interesse do governo de Timor-Leste, que pretende desenvolver a prática desportiva nas escolas do país, pretendendo Ramos-Horta conhecer as potencialidades do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Pan-Americanos, em Julho passado.
O chefe de Estado timorense deverá chegar no dia 30 a Brasília, onde se reúne, no dia seguinte, com o Presidente Lula da Silva e o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
De acordo com o Itamaraty, não há ainda previsão de assinatura de acordos entre os dois países.
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«Não devemos guardar rancor» a Suharto, diz Ramos-Horta
Notícias Lusófonas
18 Janeiro 2008
O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje à Agência Lusa que não guarda "rancor" do antigo chefe de Estado indonésio Suharto apesar de ter sido responsável por milhares de mortos.
"Que Deus, o todo poderoso e misericordioso, o tenha em sua graça", comentou o chefe de Estado timorense a propósito do ex-ditador indonésio, de 86 anos, que continua hoje hospitalizado em estado grave, em Jacarta.
"O homem presidiu a uma ditadura que ensanguentou a Indonésia, com centenas de milhares de mortos, nos anos 60", recordou José Ramos-Horta.
Além disso, "presidiu à invasão e ocupação de Timor-Leste, durante 24 anos, responsável por dezenas de milhares de mortos", acrescentou.
No entanto, "nestas horas, nenhum de nós deve guardar rancor", afirmou José Ramos-Horta à Lusa.
"Oremos a Deus para que o receba no seu seio", disse.
Para o antigo representante da resistência timorense no exterior, "Timor contribuiu sem dúvida para a queda de Suharto".
A ocupação indonésia, entre 1975 e 1999, "foi uma das feridas que sangrou o prestígio indonésio e a sua economia", recordou José Ramos-Horta.
"Mas a queda do regime deveu-se à corrupção e má gestão do país", frisou o presidente timorense.
Segundo Ramos-Horta, "Suharto presidiu à recuperação económica da Indonésia, mas, ao fim de algum tempo, os êxitos que conseguiu na área económica foram comprometidos pela corrupção desenfreada da sua família e de centenas de beneficiários".
O chefe de Estado timorense considerou que "resta pouco da herança de Suharto na Indonésia de hoje, que é uma jovem e dinâmica democracia".
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "