Lusa - 2 de Novembro de 2007, 11:37
Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa
Díli - Quarta-feira, véspera de Todos-os-Santos, as crianças de Maubara (distrito de Liquiçá, a oeste de Díli) saíram das escolas, em festa, para limpar o cemitério da vila antes do Dia de Finados.
Em dia feriado, Timor-Leste assinala hoje, com particular intensidade, a data católica de Fiéis Defuntos.
À margem da romaria juvenil, à saída de Maubara, ficou um grupo de campas sem cemitério.
São campas rasas, várias sem nome, montículos de terra, cruzes de pau gastas pela chuva e gretadas pelo sol, entre o asfalto da estrada e o azul luminoso do mar que separa Timor da ilha indonésia de Alor.
"Ninguém toma conta das campas. As famílias estão nas montanhas, em aldeias isoladas", conta Christina Carrascalão à Agência Lusa.
"Aqui estão 11 vítimas do massacre de 17 de Abril de 1999, na nossa casa em Díli. Ali, há outros seis do massacre da igreja de Liquiçá, uma semana antes. E estes são os três que escaparam de Díli mas foram apanhados pelas milícias no regresso à aldeia".
"São 20. Com o meu irmão, 21".
O irmão de Christina Carrascalão, Manuel, ou Manelito (como era conhecido), foi o primeiro a morrer quando milícias pró-indonésias atacaram a casa da família em Lecidere, centro de Díli, num dos episódios mais brutais que antecederam o referendo de 30 de Agosto.
Manelito tinha 17 anos. Jovens eram também a maior parte das vítimas despejadas de um camião, quatro dias depois, "cortados e desmembrados, em caixões de cartão e embrulhados em plásticos", a seguir a Maubara.
"Mataram o meu irmão apenas porque não estava lá o meu pai", o septuagenário Manuel Viegas Carrascalão.
"Eles (as milícias) escolheram o alvo. E o alvo éramos nós", resume Christina Carrascalão.
Manelito morreu na vez de Manuel, ou seja, a adolescência de um nome morreu em vez da sua velhice biológica - e não o contrário.
Em Timor-Leste, entre fé católica e crenças animistas, o Dia de Finados serve, também, para apaziguar esta ordem perdida, onde aqueles que escaparam parecem o diminuitivo dos que desaparaceram.
Esta sobrevivência apoucada, quase vegetativa, salta à vista em Florindo de Jesus Brites, de Maubara: os seis golpes de catana que recebeu na casa dos Carrascalão deixaram-lhe um braço mais curto que o outro, descarnado; falta-lhe o anelar esquerdo; a mão direita, sem força, está virada para dentro, num ângulo fixo.
Santiago Cancela é outro exemplo do que, num homem, pode ficar defunto. Professor durante quase vinte anos antes de Abril de 1999, Cancela perdeu a capacidade de ler devido ao trauma.
"Eu olhava para as letras e não as conhecia", explicou o ex-professor à Lusa, na sua casa de palapa (madeira), em Lóis, ainda mais a oeste, na estrada para a fronteira com a Indonésia.
"Só em 2003 recuperei a linguagem", uma ressurreição também literal do sentido do mundo.
Santiago Cancela dedicou-se à pesca. Hoje, é o coordenador do programa de alfabetização no subdistrito de Maubara.
Florindo de Jesus Brites e Santiago Cancela integram a família alargada dos que, em Dia de Finados, homenageiam os parentes perdidos e dão graças por estar vivos.
Os dois perderam irmãos na grande casa de Lecidere, onde hoje funciona a delegação da Fundação Oriente.
Eles e outros sobreviventes ouvidos pela Lusa assinalam também o Dia de Fiéis Defuntos como oportunidade para reclamar dignidade para os mortos e justiça para os vivos.
"Se cuidarem dos nossos mortos, uma parte da justiça será feita. Mas não é suficiente", resume Florindo de Jesus Brites.
"Justiça e indemnização são coisas diferentes", sublinha o sobrevivente, notando que nenhuma das duas coisas foi até hoje providenciada.
Pelo menos, algumas das campas do 17 de Abril ganharam hoje a dignidade de túmulos de cimento, por iniciativa de Christina Carrascalão e de amigos de Manelito.
"Pensei que devia fazer alguma coisa", explica a irmã de Manelito, colaboradora do Centro de Estudos de Crimes de Guerra e Direitos Humanos da Universidade de Berkeley, Estados Unidos, e da Comissão de Acolhimento, Verdade e Reconciliação (CAVR) timorense.
"É bom para as famílias saber que alguém se preocupa com os seus entes queridos. É parte da sua cura, porque nós honramos os mortos muito a sério", acrescenta Christina Carrascalão.
Por vezes, até os mortos faltam: uma das campas selvagens de Maubara, a de Costadino Ramos, está vazia, contou à Lusa o tio do morto, Guido Ramos Ribeiro, chefe do suco Guguleuro, na montanha acima de Maubara.
"Ainda em Caicassa, antes da trasladação para a beira-mar, a campa do meu sobrinho foi aberta por internacionais das Nações Unidas, em 2002".
"Levaram os restos sem falar com ninguém da família ou da administração. Nunca os devolveram nem sabemos onde estão", acusa o tio dos três jovens.
Em vez dos restos de Costadino, a campa de Maubara tem "terra e pedras" da primeira campa em Caicassa, porque, para os timorenses, o lugar da decomposição é, também, uma parte do defunto.
É por isso que Manelito Carrascalão tem hoje flores frescas em duas campas: em Díli, onde primeiro foi sepultado, e na Fazenda Algarve, a plantação da família, nos montes de Liquiçá, no meio de campas dos massacres de 1975 e de árvores vivas onde alguém enxertou estranhas flores de plástico.
O Dia de Finados convoca, enfim, a aritmética incómoda de "um massacre que todos fazem o seu melhor por esquecer", diz Christina Carrascalão.
"Naquele dia, havia 120 refugiados na nossa casa. 12 foram mortos. 45 sobreviveram. Faça as contas. Então onde estão os outros?".
Lusa/fim
sábado, novembro 03, 2007
Timor-Leste: Em Maubara, uma história de fiés e defuntos
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sexta-feira, novembro 02, 2007
Dos Leitores
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Que se lixe a legalidade...":
Subscrevo a nota de rodapé. Comparado com isto, escutar telemóveis é uma brincadeira de crianças. Mas ninguém, começando pelo PR, se parece importar com isto ou com os aviões espiões, etc.
A propósito da gravação da conversa entre Longuinhos, Leandro e Agio, qualquer pessoa podia tê-la feito facilmente com um telefone celular modificado. Sendo assim, milhares de pessoas são potencialmente suspeitas, não se percebendo porque há-de a TT ser o bode expiatório.
Leiam mais sobre as escutas em telefonia celular aqui:
http://www.espykit.com/spy-security-articles/cell-phone-bug.php
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Malai Azul 2
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quinta-feira, novembro 01, 2007
Que se lixe a legalidade...
Hand Held Database Enhances Soldiers' Capability
(2007-11-02)
By: Department of Defence (Australia)
The Defence Science and Technology Organisation (DSTO) has developed a hand-held information tool to help Australian Defence Force personnel operate more effectively by using local knowledge during deployments overseas.
The device, known as the Synchronised Handheld Information & Local Observation Collator or SHIRLOC, was demonstrated to a large military audience at the recent Land Warfare Conference in Adelaide.
SHIRLOC is an information tool that runs on Personal Digital Assistants (PDA) and was initially designed for use by soldiers on peace keeping missions.
Acting Chief Defence Scientist Dr Nanda Nandagopal said SHIRLOC was developed for Australian troops in Timor-Leste to help them in compiling information on local criminal elements and illegal activities.
"In complex warfighting and peacekeeping operations, where local knowledge is becoming increasingly important, SHIRLOC improves awareness of mission-relevant information to assist troops in carrying out their dangerous tasks," he said.
"SHIRLOC consists of a database with a large number of records that can be readily referenced during patrols, providing soldiers with an enormous amount of information not previously accessible."
Records stored in the SHIRLOC database for persons of interest include cross-reference links to associated people, locations, events, groups and even vehicles. Searches in the SHIRLOC database can be carried out using variables of names and alias, age and group.
During the development of SHIRLOC, DSTO worked closely with the Australian Defence Force throughout the design process to create a user-friendly menu structure and interface.
"SHIRLOC is a flexible system and a recent successful usability trial and evaluation in Timor-Leste means that its capability could be extended to other theatres of operation," Dr Nandagopal said.
TRADUÇÃO:
Base de dados na mão reforça capacidades dos soldados
(2007-11-02)
By: Departamento da Defesa (Austrália)
A Organização de Tecnologia e Defesa da Ciência (DSTO) desenvolveu uma instrumento de usar na não para ajudar o pessoal da Força de Defesa Australiana a operar com mais eficácia usando o conhecimento local durante destacamentos além-mar.
O aparelho, conhecido como Detector Sincronizado Usado à Mão para Informação & Observação Local ou SHIRLOC, foi mostrado a uma grande audiência militar na recente Conferência em Adelaide sobre Guerra Terrestre.
SHIRLOC é um instrumento de informação que trabalha com Assistentes Digitais Pessoais (PDA) e que inicialmente foi previsto ser usado por soldados em missões de manutenção de paz.
O Chefe dos Cientistas da Defesa em exercício Dr Nanda Nandagopal disse que o SHIRLOC foi desenvolvido para as tropas Australianas em Timor-Leste para os ajudar a compilar informações sobre elementos criminosos locais e actividades ilegais.
"Em operações complexas de Guerra e de manutenção da paz, onde as informações locais se tornam crescentemente importantes, o SHIRLOC melhora o conhecimento de informação relevante para as missões para assistir as tropas a desenvolverem as suas tarefas perigosas," disse.
"SHIRLOC consiste de uma base de dados com um grande número de registos que podem ser prontamente referenciadas durante patrulhas, fornecendo aos soldados uma grande quantidade de informação não acessível anteriormente."
Registos armazenados na base de dados da SHIRLOC sobre pessoas de interesse incluem ligações cruzadas de referências a pessoas associadas, locais, eventos, grupos e mesmo veículos. As buscas na base de dados SHIRLOC podem fazer-se com variáveis de nomes e outros, idade e grupo.
Durante o desenvolvimento do SHIRLOC, o DSTO trabalhou de perto com a Força de Defesa Australiana através do processo de design para criar um interface e um menu de estrutura fácil de usar.
"O SHIRLOC é um sistema flexível e um teste recente do seu uso com sucesso e avaliação em Timor-Leste significa que a sua capacidade pode ser estendida a outros teatros de operações," disse o Dr Nandagopal.
NOTA DE RODAPÉ:
Que se lixem as liberdades individuais... ou que isto seja ilegal. Timor-Leste é cada vez mais o jardim das traseiras da Austrália.
E já agora, andaram tão preocupados com as escutas que incriminaram Agio Pereira e Longuinhos, mas ninguém se manifesta preocupado com as escutas australianas, que ao contrário da Timor Telecom, tem todos os meios e usam-nos todos os dias...
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Malai Azul 2
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21:55
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E Portugal, como principal doador do PNUD para o sector da Justiça, não diz nada?
E que tal Portugal questionar para onde vão os seus milhões que entrega ao PNUD para financiar o sistema judicial?
Ou nem isso faz por Timor-Leste para não incomodar os seus novos amigos australianos a quem entregou Timor?
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Malai Azul 2
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21:52
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Bullshit...
in UNMIT Weekly United Nations Integrated Mission in Timor-Leste Issue No 15 — 2 November 2007
“The Office of the Prosecutor General is a crucial part of the continuum in the justice system,” Mr. Tan told participants. He recalled that Timor-Leste has had to build its justice system from nothing after the crisis of 1999.
He said UNMIT would continue to support all efforts to rebuild the justice sector and root out impunity, as an effective justice sector was crucial for the security, safety, human rights and economic development of any country.
Deputy SRSG Eric Tan
TRADUÇÃO:
Na edição semanal da UNMIT Missão Integrada da ONU em Timor-Leste
No 15 — 2 Novembro 2007“
O Gabinete do Procurador-Geral é uma parte crucial da continuidade no sistema da justiça ,” disse o Sr. Tan aos participantes. Lembrou que Timor-Leste teve de construir o seu sistema da justiça do zero depois da crise de 1999.
Disse que a UNMIT continuará a apoiar todos os esforços para reconstruir o sector da justiça e para acabar com a impunidade, dado que um sector eficaz de justiça é crucial para a segurança, protecção, direitos humanos e desenvolvimento económico de qualquer país.
Vice-SRSG Eric Tan
NOTA DE RODAPÉ:
HA. HA. HA...
Que tal começarem por fazer cumprir a Lei? Que tal exigirem que os acordos assinados pelas Nações Unidas com as tropas australianas sejam cumpridos? Que tal se preocuparem verdadeiramente para que acabe a impunidade?
Ou é só conversa para conferências e seminários?
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Malai Azul 2
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21:39
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UNMIT Weekly newsletter
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The Communications and Public Information Office
All feedback and suggestions for stories are kindly welcomed. Please call Margaret Hanley on +670 731-1537 or on extension 5049 or email hanley@un.org
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E ninguém é capaz de lhes perguntar?
Haverá algum jornalista que consiga fazer estas perguntas ao Presidente Ramos-Horta e ao Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas?
Ou estão sempre indisponíveis?...
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Malai Azul 2
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21:33
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E o acordo trilateral entre as Nações Unidas, o Governo Timorense e Australiano não é para cumprir?
Timor-Leste: Juiz do caso Reinado escreve a brigadeiro australiano
Lusa - 30 de Outubro de 2007
…
"A detenção dos arguidos em fuga e apreensão das armas que estão na sua posse enquadra-se no âmbito das competências das ISF em Timor-Leste", escreveu o juiz Ivo Rosa numa carta endereçada ao brigadeiro John Hutcheson, comandante das ISF, e ao comandante da Polícia das Nações Unidas, Rodolfo Tor.
…
Na sua carta ao brigadeiro australiano, o juiz analisa os diversos acordos assinados entre Timor-Leste, a Austrália e as Nações Unidas sobre o mandato das ISF e as suas obrigações no país.
O primeiro documento citado é o pedido de assistência militar e policial formulado pelo Governo de Timor-Leste ao Governo da Austrália, em Maio de 2006.
O magistrado português recorda os contornos do Acordo entre Estados através da carta datada de 26 de Maio de 2006, subscrita pelo então chefe da diplomacia timorense, José Ramos-Horta, na sequência da nota 159-06 remetida pela embaixada da Austrália em Díli.
Foi através deste documento que o Acordo e respectivo Anexo foi aceite.
Ivo Rosa recorda também o posterior Acordo Trilateral, assinado em 26 de Janeiro de 2007 entre a Austrália, Timor-Leste e a missão da ONU (UNMIT), para a cooperação entre as ISF e a UNMIT.
"O destacamento que foi solicitado de elementos da Força de Defesa Australiana (Australian Defence Force, ADF) destina-se a prestar assistência a Timor-Leste no restabelecimento da segurança, confiança e paz em Timor-Leste, incluindo assistência no restabelecimento e manutenção da ordem pública", lembra o juiz Ivo Rosa sobre o acordo de Maio de 2006.
As Nações Unidas não dizem nada? E depois anda o PNUD, com a ajuda de Portugal a apoiar o sistema judicial timorense?
República das Bananas, com a ajuda preciosa e cúmplice das Nações Unidas.
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Malai Azul 2
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21:25
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E Horta confirma que deu ordens aos militares australianos para não cumprirem ordens do Tribunal?
Lusa - 31 Outubro 2007
Díli - As Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Timor-Leste "cessaram as operações para prender Alfredo Reinado", reafirmou hoje à Agência Lusa o comandante do contingente, brigadeiro John Hutcheson.
A suspensão das operações contra o major fugitivo "respondeu a uma abordagem específica do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta", explicou o comandante australiano.
"Regras formais sobre a detenção de Reinado foram recebidas em Julho e aplicadas desde essa altura", acrescentou o brigadeiro John Hutcheson, numa resposta detalhada a questões enviadas um dia antes pela Lusa.
Se isto é verdade, o Presidente da República Ramos-Horta, age contra a Constituição que jurou defender e não respeita os outros órgãos de soberania, os Tribunais, portando-se como um ditadorzeco com a cumplicidade das Nações Unidas, que noutras partes do mundo tanto se revoltam contra estas prepotências.
As Nações Unidas permitem que Timor-Leste não seja um Estado de Direito.
O golpe continua.
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Malai Azul 2
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21:14
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Timor-Leste: Forças internacionais terminaram operações contra Reinado - comandante australiano
Lusa - 31 Outubro 2007 - 10:56
Díli - As Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Timor-Leste "cessaram as operações para prender Alfredo Reinado", reafirmou hoje à Agência Lusa o comandante do contingente, brigadeiro John Hutcheson.
A suspensão das operações contra o major fugitivo "respondeu a uma abordagem específica do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta", explicou o comandante australiano.
"Regras formais sobre a detenção de Reinado foram recebidas em Julho e aplicadas desde essa altura", acrescentou o brigadeiro John Hutcheson, numa resposta detalhada a questões enviadas um dia antes pela Lusa.
O comandante das ISF, questionado sobre a carta do juiz do processo de Alfredo Reinado, "clarifica (de novo), a posição da Força em relação" ao militar em fuga.
"O comandante das ISF está em contacto estreito e permanente com o Presidente José Ramos-Horta e com o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, Atul Khare, sobre este assunto".
"Anteriores operações das ISF para prender Alfredo Reinado e os seus apoiantes mais próximos foram conduzidas a pedido da liderança timorense", sublinhou o brigadero John Hutcheson.
"As ISF continuam a sua missão em apoio do governo de Timor-Leste e da Polícia das Nações Unidas em providenciar segurança e estabilidade ao país", afirmou também o comandante do contingente australiano e neozelandês.
O juiz Ivo Rosa, que ordenou a captura de Alfredo Reinado, escreveu ao comandante das ISF explicando os fundamentos legais da obrigação da Força prender o major fugitivo, em respeito por uma decisão do tribunal.
"A detenção dos arguidos em fuga e apreensão das armas que estão na sua posse enquadra-se no âmbito das competências das ISF em Timor-Leste", escreveu o juiz internacional, em carta a que a Lusa teve acesso.
Alfredo Reinado evadiu-se de uma prisão em Díli a 30 de Agosto de 2006, com um grupo de homens que, "desde essa data, estão em fuga à acção da justiça sem que haja nos autos qualquer informação sobre o seu paradeiro", refere o juiz Ivo Rosa.
O ex-comandante da Polícia Militar timorense é acusado de crime de rebelião e de vários crimes de homicídio.
As ISF integram dois contingentes, australiano e neozelandês, com cerca de 1300 militares, vários veículos blindados de transporte de tropas e helicópteros de combate "Black Hawk" e "Iroquois".
PRM-Lusa/fim
NOTA DE RODAPÉ:
Shame on you, australian troops...
Mais uma vez os militares australianos desrespeitam os tribunais timorenses. Depois de terem aberto as portas da prisão a Reinado e fingido que o andavam a tentar capturar estes meses todos, confrontados com uma ordem do tribunal, vêm dizer que terminaram as operações de captura. As que nunca existiram.
Ou 1300 militares, vários veículos blindados de transporte de tropas e helicópteros de combate "Black Hawk" e "Iroquois", não chegavam para um punhado de bandidos?...
É claro que as tropas australianas não estam em Timor-Leste para cumprir o mandato que lhe foi dado. Mas sim para levar a cabo uma ocupação vergonhosa e criarem instabilidade, como se prova com os disparos contra refugiados.
Cobardolas...
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Malai Azul 2
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Timor-Leste: Durão Barroso em Díli por um dia
Lusa - 31 de Outubro de 2007, 14:33
Díli - O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, visita Timor-Leste a 24 de Novembro, disseram hoje à Agência Lusa fontes oficiais.
O programa de Durão Barroso não foi anunciado mas o presidente da Comissão Europeia deverá permanecer apenas um dia em território timorense.
Será a terceira vez que Durão Barroso visita Timor-Leste, depois de, em 2001, ali ter estado como líder do PSD e, depois, já primeiro-ministro, por ocasião da independência do país, a 20 de Maio de 2002.
PRM-Lusa/fim
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Timor-Leste: Timorense ferido por ISF
Lusa - 31 Outubro 2007 - 09:39
Díli - Um cidadão timorense foi hoje ferido pelas Forças de Estabilização Internacionais (ISF) num incidente registado no campo de deslocados do aeroporto de Díli, afirmou à Agência Lusa fonte policial.
O ferido, cuja identidade não foi revelada, deu entrada no Hospital Central Guido Valadares pouco antes das 18:00 (09:00 em Lisboa).
Contactado pela Lusa, o porta-voz das ISF não quis comentar a notícia nem confirmar quaisquer pormenores do incidente, que "está ainda a ser investigado".
Um forte dispositivo policial foi montado junto á rotunda do aeroporto, a oeste da cidade, onde é visível a presença de militares australianos das ISF.
PRM-Lusa/Fim
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Timor-Leste: ISF admite que um soldado disparou no campo de refugiados
Lusa - 31 de Outubro de 2007, 14:41
Díli - As Forças de Estabilização Internacionais (ISF) admitiram hoje que um soldado "disparou a sua espingarda" no campo de refugiados do aeroporto de Díli, onde um timorense foi ferido a tiro ao final do dia.
"Esta tarde, aproximadamente às 16:50" (07:50 em Lisboa), soldados australianos das ISF "responderam a distúrbios no campo de deslocados adjacente ao aeroporto de Díli", declarou à Agência Lusa o porta-voz do contingente, o tenente-coronel Robert Barnes.
"Durante o distúrbio, um grande número de pessoas envolveram-se numa luta à pedrada", acrescentou o porta-voz das ISF.
"Enquanto ajudava a Polícia das Nações Unidas na sua tentativa de dispersar a multidão, um soldado das ISF identificou uma pessoa apontando um dardo de fabrico caseiro às tropas das ISF".
"Estes dardos são letais", sublinhou o porta-voz.
"Observando a ameaça directa para ele e para os colegas, o soldado das ISF disparou a sua espingarda contra a pessoa que fazia pontaria com o dardo".
"As ISF têm conhecimento de notícias que referem que uma pessoa do campo de deslocados foi levada para o hospital com ferimentos que mostram ter sido causados por um tiro de espingarda", refere o mesmo porta-voz numa resposta escrita às questões da Lusa.
As ISF "operam sob regras de envolvimento muito estritas, que permitem aos soldados defenderem-se, bem como a outras pessoas que eles tenham recebido ordens de proteger".
Esta mesma resposta, para o mesmo tipo de incidente, foi repetida pelas ISF na sequência de uma intervenção militar no mesmo campo junto ao aeroporto, em Março, de que resultou a morte de dois deslocados.
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PR - COMUNICADO DA IMPRENSA
Palácio das Cinzas, 01 November 2007
Numa notícia da Central News Agency com origem em Taipé e datada de 29 de Outubro de 2007 afirma-se que o vice-presidente do Partido Democrático, Sr. João Boavida, é “colaborador próximo do presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta” e “deverá partilhar a experiência do seu país ao pressionar em favor da realizacão de um referendo para a independência durante uma conferência internacional promovida pelo grupo de reflexão Taiwan Thinktank em Taipé este fim de semana”.
O Presidente da República Democrática de Timor-Leste, José Ramos-Horta, informa que não tem nenhum conhecimento da referida conferência internacional.
O Sr. João Boavida não é colaborador do Presidente José Ramos-Horta nem é seu confidente a nenhum outro título.
Timor-Leste mantém relaçõеѕ diplomáticas com a República Popular da China de acordo com o princípio da existência de uma única China e não apoia a conferência internacional promovida em Taipé pelo Taiwan Thinktank.
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Timor-Leste: Quatro organizações estudam segurança alimentar no país
Lusa - 31 Outubro 2007 - 11:09
Díli - Quatro organizações internacionais estão a estudar o acesso da população timorense a alimentos para garantir as suas necessidades de nutrição, segundo um comunicado divulgado hoje em Díli.
Concerno Wolrldwide, CARE, Oxfam e Christian Children's Fund são as quatro organizações que, em conjunto, estão a estudar a capacidade das populações de sete distritos rurais de aceder a alimentos suficientes para atingir as necessidades de nutrição com vista a avaliar a segurança alimentar no território.
Os resultados do estudo serão a base dos programas de Segurança Alimentar financiados pela União Europeia e que as quatro organizações vão desenvolver de 2007 a 2010.
A primeira pesquisa começou em Julho e estará finalizada até ao final do ano.
O estudo incide sobre 1200 lares nos distritos de Bobonaro, Liquiçá, Manatuto, Covalima, Oécussi, Manufahi e Lautém e cada organização é responsável pela pesquisa de 300 famílias.
A informação é recolhida em inquéritos detalhados sobre a demografia, literacia, habitação e condições de vida, produção alimentar, diversidade de dieta, fontes de rendimento e outros factores.
"O objectivo é conhecer melhor o acesso aos alimentos, o uso dos géneros para alimentação ou rentabilização, padrões de consumo e estratégias de resistência durante períodos de carência", explica o comunicado das quatro organizações.
"Mais de três quartos das famílias rurais timorenses dependem da agricultura de subsistência para sobreviver", adiantam as organizações envolvidas no estudo.
"Fontes alternativas de alimentos são extremamente raras ou inexistentes" e "a incidência da pobreza em Timor-Leste continua a ser uma das mais elevadas na Ásia".
Cerca de 41 por cento dos timorenses vive abaixo do limiar de pobreza e nove em cada dez pessoas sofrem de carência alimentar pelo menos uma vez por ano, segundo relatórios das Nações Unidas.
PRM-Lusa/fim
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Timor-Leste: Ex-deputada do PSD chefia gabinete de Ramos-Horta
Lusa - 31 Outubro 2007, 13:58
Díli - Natália Carrascalão, empresária timorense e ex-deputada ao Parlamento português pelo PSD, toma posse na próxima semana como chefe de gabinete do Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta.
A escolha, ainda não oficializada pelo chefe de Estado, foi confirmada à Agência Lusa por fontes oficiais e por Natália Carrascalão.
A nova chefe de gabinete de José Ramos-Horta foi deputada à Assembleia da República portuguesa pelo PSD em três legislaturas, desde 1999, por três círculos diferentes.
Nos últimos dois anos, regressada a Timor-Leste, Natália Carrascalão tem-se dedicado à vida empresarial.
"Não estou filiada em nenhum partido timorense nem nunca desempenhei cargos políticos", explicou hoje à Lusa.
Natália Carrascalão é irmã do presidente do Partido Social Democrata (PSD) timorense e ex-governador de Timor-Leste sob a ocupação indonésia, Mário Viegas Carrascalão, e do presidente da União Democrática Timorense (UDT, um dos partidos históricos envolvidos na guerra civil de 1975), João Carrascalão.
PRM-Lusa/fim
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Push for more overseas doctors in Australia
ABC Radio Australia
Last Updated 01/11/2007, 19:48:54
The Overseas Trained Doctors Association says Australia's federal government has failed to take up an initiative which could quickly deliver up to 500 more doctors into the medical system.
The prime minister, John Howard, unveiled a $US280 million plan to boost the number of GP training places by 50 per cent.
However the president of the Association, Andrew Schwartz, says there are now more than 2,000 overseas trained people registered to sit Australian Medical Council exams.
He says three month intensive bridging courses have almost doubled the pass rates for overseas qualified doctors, and more should be made available.
"I would like to see both parties make a commitment to set up these type of courses to help people to pass these exams and integrate into the medical workforces much quicker," he said.
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quarta-feira, outubro 31, 2007
CHUVAS ALAGAM CAMPOS DE REFUGIADOS PERANTE A INDIFERENÇA DA ONU E DO GOVERNO TIMORENSE
Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
Blog Timor Lorosae Nação
ISF DISPARAM CONTRA TIMORENSES INDEFESOS
Campos de refugiados alagados, tendas que deixam passar águas das chuvas, dejectos espalhados pelos campos e total indiferença dos governantes timorenses assim como da ONU estão a dar origem a ondas de revolta que os militares australianos vão reprimindo violentamente, inclusive com disparos de automáticas.
Os campos de Metinaro e de Comoro são os que se encontram em condições mais desesperadas e que manifestaram o seu desagrado após o governo ter enviado retalhos de lonas em vez de tendas para abrigar convenientemente os milhares de timorenses que continuam nos campos de deslocados.
A escassez de alimentos também é causa dos protestos dos timorenses. A promessa de altos responsáveis sobre o envio de géneros alimentícios, arroz, não passou disso mesmo, tendo sido só promessa.
Um elemento da Comissão de Comoro denunciou a brutalidade com que os militares australianos atacaram os manifestantes dos campos, salientando que se registam dois feridos por via "de bala, que foram transportados para o hospital".
Este elemento de Comoro anunciou também a detenção do responsavel do campo de Metinaro, afirmando que amanhã se deslocarão ao Parlamento Nacional para expôr a situação, exigir a libertação do deslocado do campo de Metinaro e "reclamar pela grande violência com que os militares australianos actuaram frente a timorenses indefesos".
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TL/TLN
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Australianos disparam em campo de refugiados do aeroporto
Pelas 17:00 os militares australianos abriram fogo sobre civis no campo do aeroporto na sequência de distúrbios. Ainda não existe confirmação de quantas vítimas e do seu estado, mas existe pelo menos um ferido que foi transportado para o hospital de Díli.
Também houve distúrbios no campo de refugiados de Metinaro. O governo prometeu distribuir arroz e tendas e hoje e em vez disso hoje apenas tinha lonas...
O campo está inundado devido à chuva e as pessoas amontoam-se na estrada para dormir. O chefe do campo de Metinaro foi preso por desacatos.
Por
Malai Azul 2
à(s)
19:01
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "

