Comentário na sua mensagem "UMA SÓ RAÍZ, UM SÓ PENSAMENTO E UMA SÓ CASA":
As an international Police Officer I was astounded to see the Prime Minister of the country visiting an accused person in the watchhouse so soon after his arrest. It happened the same morning of his arrest. I would not have believed it if I had not seen it with my own eyes. I had heard alot of things about how tight things were woven in East Timor, especially between Xanana and these guys who ran around armed and shot up anyone or everyone who opposed their goals. Now I can see how many think this is true.
These guys who regard themselves as the leaders of these people have alot to answer for. I hope they get dragged into court and some smart lawyer gets his day examining them and their role in the crisis which engulfed this country last year. It seems that everyone including the Australian media was trying to pin the blame on others including Alkatiri, when in fact they should have been asking other questions. I am an experienced cop and I know crims when I see them. i saw two together on one morning last month.
God help the Timorese people. Their current political leaders wont.
From "Just Concerned"
TRADUÇÃO:
VISITA SECRETA DE XANANA A RAILOS NO DIA DA SUA PRISÂO
Como oficial da Polícia internacional fiquei espantado ver o Primeiro-Ministro do país visitar uma pessoa acusada na casa de detenção logo após a sua prisão. Isso aconteceu na mesma manhã da sua prisão. Não teria acreditado se não visse isso com os meus próprios olhos. Tinha ouvido muitas coisas acerca de como se “cozinhavam” as coisas em Timor-Leste, especialmente entre Xanana e esses tipos que que andam por aí armados e que disparam contra qualquer um que se oponha a eles ou contra toda a gente que se opõe aos seus objectivos. Agora posso ver como muitas dessas coisas são verdadeiras.
Esses tipos que se chamam a si próprios líderes dessa gente têm muito porque responder. Tenho esperança que sejam levados a tribunal e que alguns advogados espertos tenham a possibilidade de os interrogar e de inquirir sobre o seu papel na crise que ocorreu neste país no ano passado. Parece que toda a gente incluindo os media Australianos tentaram pôr as culpas noutros incluindo em Alkatiri, quando de facto deviam ter feito outras perguntas. Sou um polícia com experiência e sei o que são crimes quando os vejo. E vi os dois juntos numa manhã no mês passado.
Deus ajude o povo Timorense. Os seus correntes líderes políticos não ajudarão.
De "Simplesmente Preocupado"
domingo, outubro 28, 2007
XANANA'S SECRET VISIT WITH RAILOS ON THE DAY OF HIS ARREST
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Malai Azul 2
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22:26
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East Timor MPs seek answers from prosecutor general
The Southeast Asian Times
From News Reports:
Dili, October 26: The two major parties in East Timor's Parliament - Fretilin and Cnrt - have recommended that the judiciary investigate Prosecutor General Longuinhos Monteiro intercepted "political" talk with former MP Leandro Isaac and Xanana Gusmao's former chief of staff Hermenigildo, "Agio" Pereira, reports The Timor Post.
The decision in favour of the investigation was made at a plenary session of parliament and followed questions raised by Fretilin about the association between the prosecutor general, Isaac and Pereira, it says.
The trio's association was revealed through intercepted mobile phone calls published in East Timor's newspapers.
Pereira, who spent most of the years of resistance to Indonesia's annexation of East Timor in northern Australia, was supposed to have been a witness at the trial of former Defence Minister Rogerio Lobato.
But the need to seek "urgent" medical treatment in Darwin enabled him to avoid such a public appearance.
Isaac is an admitted confidante of still-at-large mutineers from the East Timor army.
The Timor Post says that parliament believes the "political conversation" between Longuinhos, Isaac and Pereira was contrary to the prosecutor general's supposed independence and impartiality.
It quotes Cnrt MP Cecilio Caminha as telling parliament that he agreed with Fretilin that the call itself was more important than identifying who recorded it.
Fretilin says the republic's new president, Jose Ramos Horta, should dismiss Longuinhos because of the political role he played in last year's coup that led to the downfall of the Alkatiri government.
TRADUÇÃO:
Deputados de Timor-Leste esperam respostas do procurador-geral
The Southeast Asian Times
De News Reports:
Dili, Outubro 26: Os dois maiores partidos do Parlamento de Timor-Leste - Fretilin e CNRT – recomendaram que o sector judicial investigue a interceptada conversa 'política' entre o Procurador-Geral Longuinhos Monteiro, o antigo deputado Leandro Isaac e o antigo Chefe de Gabinete de Xanana Gusmão Hermenigildo, "Agio" Pereira, relata The Timor Post.
A decisão em favor da investigação foi tomada numa sessão plenária do parlamento e seguiu-se a questões levantadas pela Fretilin acerca da associação entre o procurador-geral, Isaac e Pereira, diz.
A associação do trio foi revelada por uma conversa de telemóvel interceptada e que foi publicada nos jornais de Timor-Leste.
Pereira, que passou a maior parte dos anos da resistência à anexação de Timor-Leste pela Indonésia no norte da Austrália, era suposto ter sido uma testemunha no julgamento do antigo Ministro do Interior Rogério Lobato.
Mas a necessidade de procurar tratamento médico "urgente" em Darwin possibilitou-lhe escapar a tal aparição pública.
Isaac é um assumido homem de confiança dos ainda foragidos amotinados da força armada de Timor-Leste.
The Timor Post diz que o parlamento acredita que a "conversa política" entre Longuinhos, Isaac e Pereira é contrária à suposta independência e imparcialidade do procurador-geral.
Cita o deputado do CNRT Cecilio Caminha como tendo dito ao parlamento que concorda com a Fretilin que é mais importante a própria conversa telefónica do que identificar quem é que a gravou.
A Fretilin diz que o novo presidente da República, José Ramos Horta, devia demitir Longuinhos por causa do papel político que teve no golpe do ano passado que levou à queda do governo de Alkatiri.
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Malai Azul 2
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UMA SÓ RAÍZ, UM SÓ PENSAMENTO E UMA SÓ CASA
FRETILIN
COMUNICADO
De 25 a 28 de Outubro de 2007, a FRETILIN, reuniu em Retiro Nacional em Fahi-Luhan, Suko Holarua, no distrito de Manufahe (Same).
O retiro teve como tema “Desafios do passado, do presente e futuro”, com os seguintes objectivos específicos:
1 – Retrospectiva histórica do Partido, Afirmação para a Construção do Estado de Direito e consequências do plano e do golpe contra o Governo da FRETILIN, que teve início no dia 4 de Dezembro de 2002 até à crise de 28 de Abril de 2006.
Posição da FRETILIN acerca do governo actual.
2 – Perspectivas do Partido para a consolidação do Estado de Direito Democrácrito, Soberania e Independência Nacionais e relações de Timor-Leste com o Sudeste Asiático, principalmente Austrália e Indonésia, Pacífico, e o resto do mundo.
Durante dois dias, representantes dos treze distritos, em conjunto com a Direcção do Partido, debateram os assuntos acima referidos e analisaram os muitos desafios que o Partido hoje enfrenta, bem como os desafios futuros.
Os participantes analizaram também as fraquezas que o Partido enfrenta e as acções necessárias para responder a estes desafios.
As muitas intervenções durante o retiro, identificaram os seguintes problemas:
- Necessidade de reajustamento imediato das Estruturas do Partido na base;
-Necessidade de revisão do método de implementação das decisões já tomadas pelo Órgão Central do Partido;
- Difundir informação de modo sistemático ao público e principalmente aos militantes e simpatizantes na base;
- Necessidade de restabelecer o pagamento da quota, decisão já tomada, segundo o Estatuto do Partido, de forma a garantir recursos financeiros para o Partido;
- Aumentar a capacidade da organização nas bases ainda fracas;
- Desenvolver as actividades do Partido segundo o Regulamento e Estatuto do Partido;
- Definir um Plano de Acção e Estratégia para responder à situação actual e garantir a defesa do interesse nacional de acordo com a Constituição da RDTL;
- Desenvolver o ambiente de confiança mútua dentro do Partido para eliminar o desentendimento entre os quadros e entre os militantes;
- Aumentar a capacidade dos quadros e militantes através de formação política;
- Aumentar a participação da mulher, Organizações de Massas Juvenis, Veteranos e Antigos Combatentes nas actividades políticas do Partido, a todos os níveis;
- Aumentar a consciencialização Patriótica do Povo Maubere para o avanço da Marcha da Paz no contexto da segunda luta de Libertação Nacional;
- Combater o sentimento regionalista e desenvolver o sentimento partidário;
Durante os dois dias a Direcção e os Representantes do Partido dos 13 distritos, decidiram:
1 – Promover Diálogo Aberto em todos os distritos para:
1.1 - Consolidar as Bases de Apoio do Partido (Caixas Clandestinas, Antigos Combatentes e Veteranos).
1.2 – Mobilizar e organizar a Marcha Nacional Para a Paz, Defesa dos Direitos Democráticos, Justiça, Liberdade e Integridade Nacional.
2 – Recomendar à liderança do Partido para decidir a respeito da reestruturação/reajustamento estrutural do Partido nos níveis Médios e de Base.
3 – Recomendar à Direcção do Partido, principalmente ao Comité Central da FRETILIN e Comissão Política Nacional para emitir uma Declaração que o futuro Governo da FRETILIN não reconhece e fará uma revisão caso a caso de todos os compromissos internacionais, como eventuais dívidas ao Banco Mundial, FMI e outras nações, que comprometam a soberania nacional, exploração de petroleo, gaz, e outros, que o governo inconstitucional e de facto, liderado pelo senhor José Alexandre Gusmão concluir durante a sua governação inconstitucional.
4 – Apelar aos militantes do Partido e ao Povo Maubere para se manterem calmos e afastados de qualquer tipo de violência que provoque instabilidade em Timor-Leste.
5 - Solidificar as alianças com as forças políticas já existentes como AD (KOTA e PPT), PDRT, CPDR-DTL, e outros;
6 - Desenvolver relações com outras forças políticas internas e externas que acreditam no interesse comum.
7 – Reafirmar o apoio incondicional ao apelo da Direcção do Partido para a Paz e Estabilidade Nacional.
Manufahe, 27 de Outubro de 2007
Francisco Guterres “Lu-Olo” Mari Bin Amude Alkatiri
- Presidente - - Secretário Geral -
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Sobrevivente de massacre no Timor quer lista de mortos
27-10-2007 15:53:12
Díli, 27 Out (Lusa) - Passados 16 anos do massacre de Santa Cruz, em Díli (capital do Timor Leste), ainda "faltam muitos mortos" que não foram encontrados e identificados, afirmou à Agência Lusa o ex-deputado do Parlamento timorense, Gregório Saldanha, um dos sobreviventes do incidente.
"Continua por fazer a lista verdadeira das vítimas e dos sobreviventes" do massacre de 12 de novembro de 1991, disse Saldanha, durante uma vigília na igreja de Motael, em Díli.
Ex-deputado da Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin), Saldanha é um dos coordenadores da Comissão Conjunta da Juventude da Resistência Nacional, que pretende investigar os incidentes, encontrar os corpos e homenagear as vítimas.
A vigília deste sábado lembrou o estudante Sebastião Gomes, morto por milícias timorenses em 28 de outubro de 1991, depois de tentar se refugiar na igreja com um grupo de colegas.
Duas semanas depois, uma manifestação pacífica de protesto contra a morte de Sebastião Gomes organizada por Gregório Saldanha desencadeou a repressão por tropas indonésias no cemitério de Santa Cruz.
"A Anistia Internacional concedeu uma lista de 271 mortos mas não é um número correto porque, na realidade, algumas pessoas se esconderam após o 12 de novembro e as famílias informaram que eles tinham morrido", disse Saldanha.
Ainda segundo o ex-deputado da Fretilin, "é preciso distinguir os mortos que tombaram no cemitério e outros que morreram depois, por doença, traição dos inimigos etc".
Investigação
A Comissão Conjunta da Juventude da Resistência Nacional exigiu na sexta-feira que a Indonésia revele os locais onde foram depositados os corpos das vítimas de Santa Cruz.
De acordo com Gregório Saldanha, dois especialistas internacionais em investigação chegaram a Díli para trabalhar no caso em abril de 2006.
Os investigadores não chegaram a se reunir com o então chanceler timorense José Ramos Horta devido a manifestações violentas que precipitaram a crise política e militar no país.
"Queremos que a Indonésia diga os locais dos mortos para que ao menos eles tenham o respeito que merecem, já que aos vivos não foi dada liberdade", afirmou o ex-deputado.
Neste domingo, a morte do estudante Sebastião Gomes será lembrada em uma missa em Motael, seguida de uma visita ao seu túmulo no cemitério de Santa Cruz.
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sábado, outubro 27, 2007
Timor Leste: ONU relutante em disponibilizar testemunhas para o julgamento do massacre da PNTL
TRADUÇÃO:
FRETILIN – Comunicado de Imprensa – 25 de Outubro, 2007
A Missão das Nações Unidas em Timor-Leste concordou ontem com relutância em autorizar um oficial da polícia internacional a ser testemunha no julgamento do pessoal das forças armadas acusados de matarem 12 e de ferirem 28 polícias desarmados em 25 de Maio do ano passado.
Isto seguiu-se a um furor no parlamento Timorense na Segunda-feira 22 de Outubro, quando foi revelado que a ONU estava a recusar disponibilizar quaisquer testemunhas.
O deputado da FRETILIN José Teixeira levantou a questão no parlamento na Segunda-feira 22 de Outubro, criticando então fortemente a ONU por se recusar a disponibilizar qualquer testemunha a pedido quer da defesa quer da acusação e que recebeu o apoio de todos os grupos políticos.
“O oficial da ONU que foi agora disponibilizado está a trabalhar em Dili, enquanto os outros estão agora colocados noutros países. No orçamento geral da ONU o custo de trazer de volta esses oficiais para darem evidência é muito baixo, enquanto é muito alta a importância do caso para o nosso povo e para a credibilidade da ONU,” disse o Sr Teixeira.
O painel do Tribunal do Distrito de Dili, liderado pelo Juíz Ivo Rosa, escreveu à ONU convocando a presença de um número de oficiais da polícia, militares e civis da ONU que foram testemunhas materiais de um acordo de cessar-fogo, da negociação com o comando da F-FDTL para o cessar-fogo e para a condução segura da PNTL, do desarmar dos oficiais da PNTL, de os escoltar rua abaixo desde o quartel-central da PNTL onde tinha havido tiroteio entre as F-FDTL e a PNTL até ao tiroteio que ocorreu a este mesmo grupo pouco tempo depois, que deixou oito mortos e numerosos feridos incluindo oficiais da ONU.
Ivo Rosa foi o juíz que condenou o antigo Ministro do Interior Rogério Lobato e que emitiu as ordens de prisão de Railos e Alfredo Reinado
“Indicando meramente a imunidade de prossecução que a ONU e os seus agentes têm, a UNMIT tem recusado disponibilizar ou autorizar os seus funcionários, incluindo os oficiais da polícia da ONU, a comparecerem como testemunhas neste julgamento no Tribunal,” disse o Sr Teixeira ao parlamento.
“Não apenas oficiais da polícia e funcionários civis da ONU prestam testemunho todos os dias nos julgamentos em Timor-Leste, como o próprio tribunal já declarou que os argumentos avançados pela UNMIT nesta sua recusa têm justificação insuficiente e tem insistido na convocação das testemunhas”, disse.
Sob a Resolução 1704 de 2006 do Conselho de Segurança, a UNMIT está para: “Assistir no reforço da capacidade institucional e societal nacionais e dos mecanismos para a monitorização, promoção e protecção dos direitos humanos e promoção da justiça…." Bem como está para “assistir, em cooperação e coordenação com outros parceiros, em mais construção da capacidade das instituições do Estado e do governo em áreas como no sector da justiça”.
O artigo 11 da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma: “Qualquer um acusado duma ofensa penal tem o direito à presunção da inocência até ser provado que é culpado de acordo com a lei num julgamento público no qual tenha todas as garantias necessárias para a sua defesa”.
“A ONU é o guardião deste direito universal e está a impedi-lo ao recusar disponibilizar testemunhas materiais e importantes,” argumentou o Sr Teixeira.
A Comissão Independente Especial de Inquérito da ONU à violência do ano passado recomendou que este caso de massacre de membros da PNTL é um dos casos importantes para serem investigados e que os que o devem ser que sejam levados a julgamento num tribunal. O relatório declarou acrescentar na página 3: “De acordo com o seu mandato a Comissão fez recomendações relativamente às medidas de responsabilização a serem aplicadas através do sistema judicial nacional. Este sistema deve ser reforçado consideravelmente. É vital para Timor-Leste que a justiça seja feita e que se veja que ela está efectivamente a ser feita. Uma cultura de impunidade irá ameaçar os alicerces do Estado.”.
Este relatório da Comissão Especial da ONU anotou detalhes do tiroteio em 25 de Maio que apenas funcionários da ONU podem explicar ao tribunal, no interesse de ambos, vítimas e acusados, argumentou o Sr Teixeira.
“Estou também particularmente preocupado por causa do impacto que isto terá noutros processos, que continuam outras recomendações da Comissão Independente Especial de Inquérito. Irão pelo mesmo caminho? Se sim, então a justiça será gravemente corroida, se não extinta e começa a impunidade de que se queixava bem e com verdade a Comissão Independente Especial de Inquérito,” disse.
“A relutância da ONU em disponibilizar como testemunhas os oficiais da polícia sugere que a ONU tem motivos políticos para não ajudar o tribunal,” concluiu o Sr Teixeira.
- Para mais comentários: deputado José Teixeira +670 728 7080
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Para quem ainda tinha dúvidas no envolvimento da Austrália a derrubar a FRETILIN:
Parágrafo do artigo “The background war”, publicado em editorial na edição de 27 de Outubro do Gold Coast News, Austrália
(http://www.goldcoast.com.au/article/2007/10/27/4211_editorial-news.html) :
The latest Digger killed in Afghanistan, Sgt Matthew Locke, was a decorated SAS soldier who was on his second tour of duty in that country. He also was a veteran of Timor and Iraq, both countries where Australians have been pushing back tyrants in defence of ordinary people.
TRADUÇÃO:
Para quem ainda tinha dúvidas no envolvimento da Austrália a derrubar a FRETILIN:
Parágrafo do artigo “The background war”, publicado em editorial na edição de 27 de Outubro do Gold Coast News, Austrália
(http://www.goldcoast.com.au/article/2007/10/27/4211_editorial-news.html) :
"O último soldado morto no Afeganistão, Sgt Matthew Locke, era um soldado das SAS condecorado, que estava na sua segunda comissão de serviço naquele país. Foi também um veterano do Timor e Iraque, ambos países onde os Australianos têm andado a combater tiranos na defesa das pessoas comuns."
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President asks CTF to summon UN execs
The Jakarta Post
October 27, 2007
JAKARTA: President Susilo Bambang Yudhoyono said Friday the joint Indonesia-Timor Leste Commission for Truth and Friendship (CTF) should again summon former officials of the United Nations Mission in East Timor (UNAMET).
"President Susilo Bambang Yudhoyono said their testimonies are much needed for reconciliation between Indonesia and Timor Leste," CTF co-chairman Benjamin Mangkoedilaga said after a meeting with Yudhoyono.
"This will be done by our international advisors."
CTF said the presence of former UNAMET officials was required to collect a balanced report on the East Timor riots following the country's decision to secede from Indonesia in 1999, CTF said.
The officials have been summoned three times to no avail.
Allegations were rife UNAMET officials were leaning toward the pro-independence movement, giving way to riots across the half-island territory abandoned by the Portuguese in 1975.
The United Nations has advised former UNAMET officials not to come to CTF's hearing as the commission could recommend total amnesty for all alleged violence perpetrators.
The CTF is scheduled to present its final report to leaders of both countries in January. -- JP
TRADUÇÃO:
Presidente pede à CVA para convocar executivos da ONU
The Jakarta Post
Outubro 27, 2007
JACARTA: O Presidente Susilo Bambang Yudhoyono disse na Sexta-feira que a Comissão conjunta Indonésia-Timor-Leste para a Verdade e Amizade (CVA) deve convocar outra vez antigos funcionários ma Missão da ONU em Timor-Leste (UNAMET).
"O Presidente Susilo Bambang Yudhoyono disse que fazem muita falta os seus testemunhos para a reconciliação entre a Indonésia e Timor-Leste," disse o co-presidente da CVA Benjamin Mangkoedilaga depois de uma reunião com Yudhoyono.
"Isto será feito pelos nossos conselheiros internacionais."
A CVA disse que a presença de antigos funcionários da UNAMET foi pedida para fazer um relatório balanceado sobre os tumultos em Timor-Leste que se seguiram à decisão do país de se separar da Indonésia em 1999, disse a CVA.
Os funcionários foram convocados por três vezes, sem êxito.
As alegações são que os funcionários da UNAMET se inclinaram predominantemente a favor do movimento pró-independência, abrindo caminho a tumultos por todo o território da meia ilha abandonado pelos Portugueses em 1975.
A ONU tem aconselhado antigos funcionários da UNAMET a não irem às audições da CVA dado que a comissão podia recomendar amnistia total a todos os alegados perpetradores da violência.
A CVA tem agendado apresentar o seu relatório final aos lideres de ambos os países em Janeiro. -- JP
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Soldados indonésios matam timorense perto de fronteira
27/10/2007 - 02h25
da Efe, em Díli
Soldados indonésios mataram a tiros um civil timorense que cruzou na noite desta sexta-feira (26) a fronteira entre os dois países, informou uma fonte policial.
Lucas Meno, de 47 anos, penetrou 1,2 quilômetro em território da regência indonésia de Belu, na província de Nusa Tengara Oriental, até que foi surpreendido pelas forças de segurança, segundo o comandante da Polícia Fronteiriça do Timor Leste, subinspetor Antônio da Silva.
O incidente foi confirmado à Efe tanto pelo embaixador da Indonésia em Díli, Ahmed Bei Sofwan, quanto pelo secretário de Estado de Segurança timorense, Francisco Guterres.
Guterres anunciou que será iniciada uma investigação para esclarecer o incidente, na qual colaborarão as autoridades da Indonésia, mas que não afetará as relações diplomáticas entre os dois países.
O Timor Leste é uma jovem nação de pouco mais de um milhão de habitantes que nasceu no dia 20 de maio de 2002 como um dos Estados mais pobres do mundo, após 24 anos de ocupação indonésia e uma sangrenta transição.
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Timor-Leste: Uma ressurreição anunciada: "Vicente Reis está vivo"
Lusa - 26 de Outubro de 2007, 11:23
Pedro Rosa Mendes (Texto) e António Dasiparu (Fotos) da Agência Lusa
Díli - Vicente Reis, dirigente da resistência timorense, foi morto - e enterrado - em 1979, mas veteranos da rede clandestina anunciam o seu regresso para 27 de Outubro, em Díli.
"O corpo pode morrer, mas a alma não", resumiu Rio da Montanha à Agência Lusa.
Outra frase essencial da longa entrevista com Rio da Montanha, o veterano que garante ter escondido e protegido Vicente Reis durante 28 anos: "O homem não mora aqui. Só o nome mora aqui".
Em Timor-Leste, ao contrário de muitos sítios que não morreram tanto, os mortos resistem na memória escravizada dos vivos.
É neste contexto marcante que a "ressurreição" anunciada de Vicente Reis é, não apenas possível, mas já real: o herói tombado em 1979 está "vivo" em 2007 porque toda a cidade fala do seu regresso.
Nesta altura da história, algumas apresentações são necessárias, levando o leitor pela mão, como se faz nas cerimónias fúnebres timorenses, onde o luto tem um ritual e a homenagem segue um protocolo.
Começando por Vicente Reis: estudante de Engenharia, encontrava-se em Portugal antes do 25 de Abril de 1974, integrado num grupo de jovens timorenses onde pontuava, por exemplo, Abílio Araújo, hoje presidente do Partido Nacionalista Timorense (PNT).
Vicente Reis, fundador da Associação Social Democrata Timorense (ASDT) e, depois, da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), foi o "braço-direito" de Francisco Xavier do Amaral, líder histórico da ASDT e primeiro Presidente de Timor-Leste (durante nove dias, antes da invasão indonésia).
Vicente Reis foi nomeado Comissário Político Nacional em Outubro de 1977, já com Nicolau Lobato na liderança da Fretilin, da República e das Falintil.
Vicente Reis Bie Ki Sa'he ("apelido" que tomou do avô) escolheu o nome de código Leas Moruk Nagasoro.
Rio da Montanha, nome de código do veterano Júlio Pinto, é o presidente da Caixa desde Janeiro de 1983.
A Caixa era e é - porque "continua activa", garante Rio da Montanha - a rede clandestina de estafetas criada sob a ocupação indonésia.
Foi pela Caixa que Rio da Montanha recebeu a notícia da morte de Vicente Reis, trazida por uma sucessão de estafetas.
Rio da Montanha diz, no entanto, que após o referendo pela independência do território, em 1999, recebeu três bilhetes caligrafados por Vicente Reis.
"Não tenho dúvidas de que foram escritos por ele", explicou à Lusa.
"Em 8 de Março de 2000, Vicente Reis desceu do esconderijo, à noite, e eu andei de carro com ele pela cidade".
"Não sei de onde veio. Hoje, sei onde está. Vamos trazê-lo, mesmo que ele esteja com medo", prometeu Rio da Montanha.
"É por ele ter medo que inventou Manuel Escorial".
Eis mais um personagem: Manuel Escorial aparece em imagens da campanha presidencial de Francisco Xavier do Amaral, em Abril de 2007, captadas em Zumalai (sul) e mostradas há dias por Rio da Montanha como "prova" de que Vicente Reis "está vivo".
Manuel Escorial passou segunda-feira no telejornal da TVTL reclamando a sua identidade, dando filiação e origem familiar em manatuto: "Eu não sou Vicente Reis!"
"É um só homem, com dois nomes. Manuel não existe. É Vicente. Confirmámos isso com Francisco Xavier do Amaral", contrapõe Rio da Montanha.
Não foi possível ouvir o decano da política timorense, que tem prestado declarações contraditórias à imprensa nacional.
A chave do mistério, ou da fraude, pode estar no pé esquerdo de Vicente Reis - morto ou vivo -, porque, segundo confirmou à Lusa um dos seus irmãos, a perna foi cortada pelos indonésios quando encontraram o corpo.
"Dia 27, obrigamos Vicente Reis a descer a Díli, porque existe desentendimento entre o povo e ele tem que aparecer para haver paz", garante Rio da Montanha.
Mais: "A luta continua porque a nação foi libertada, mas o povo não foi", um eco do lema do novo CNRT, o partido do primeiro-ministro Xanana Gusmão.
"Isto é uma conspiração política. Esperamos que a Polícia actue", diz o irmão de Vicente Reis, Marito Reis, membro do actual governo.
Centenas de pessoas chegaram hoje a Díli, provenientes de Baucau, Suai, Same e Aileu, e esperam em tendas, junto da ribeira de Comoro, a ressurreição de Vicente Reis.
Como diz Rio da Montanha, indesmentível: "O povo ainda não o enfrentou porque Vicente ainda não passou à realidade".
A família de Vicente Reis, líder da resistência morto em 1979, considera que o anúncio do seu regresso "é um embuste e uma conspiração política" e promete, se for preciso, mostrar as ossadas.
"Vamos também trazer os restos do Vicente dia 27 de Outubro, para provar que ele morreu mesmo", afirmou à Agência Lusa o irmão do defunto, Marito Reis, secretário de Estado para os Antigos Combatentes da Libertação Nacional.
Um grupo de veteranos, ligados à rede clandestina da resistência e liderados por Rio da Montanha, garante que Vicente Reis ainda está vivo.
Rio da Montanha garantiu à Lusa que Vicente Reis vai "descer" a Díli a 27 de Outubro, "nem que seja à força".
O nome de Vicente Reis desencadeou um combate de morte contra o seu próprio cadáver: a família do herói tombado prometeu responder à ressurreição fraudulenta, usando os retos mortais.
"O Vicente foi emboscado pelos indonésios entre Fatuberliu e Alas (Manufahi, sul do país), de madrugada, no local onde estava acampado com os guerrilheiros", contou Marito Reis à Lusa.
"Ele safou-se da emboscada ileso mas depois voltou atrás para buscar uma pasta".
"Foi aí que os indonésios o atingiram numa perna, numa articulação, numa veia principal", explica o membro do Governo.
Vicente Reis "ficou agravado e caído", segundo o irmão.
"Os guarda-costas dele tentaram atravessar o cerco levando o Vicente às costas, mas não conseguiram e ele ficou cerca de um mês escondido num regato".
Ainda segundo o relato de Marito Reis à Lusa, "o Vicente acabou por morrer devido à hemorragia", no final de Janeiro de 1979.
"O meu irmão foi sepultado numa campa isolada entre bambueiros, na montanha a que chamam Casa dos Morcegos, perto do suco Dotic", no sul do país.
Com Julião e Tomás, os guarda-costas de Vicente Reis, estava António Guterres, irmão do presidente da Fretilin, Francisco Guterres "Lu Olo", ex-presidente do Parlamento Nacional.
Julião e António Guterres conseguiram contactar Marito Reis na área de Ostico (distrito de Baucau, no centro-leste), "a dia e meio a pé", e pedir socorro.
"Eu arranjei umas penicilinas mas a ajuda já não chegou a tempo porque o Julião teve que se render aos indonésios", recorda Marito Reis.
"Os soldados indonésios que encontraram o corpo cortaram-lhe uma perna, para provar ao comandante do VI Batalhão indonésio que tinham morto mesmo o Vicente Reis", contou o irmão.
"O comandante, que esperava no helicóptero, disse-lhes que a perna não servia de nada. Ele precisava da cabeça! Mas foi-se embora da Casa dos Morcegos sem levar nada e a perna do Vicente ficou lá".
Em 2002, quando Marito Reis era administrador de Transição do distrito de Baucau, a família do defunto organizou uma visita à campa na Casa dos Morcegos, com uma dúzia de pessoas, incluindo os irmãos e os sobrinhos.
"Encontrámos a campa ao pé dos bambueiros, cavámos e encontrámos os ossos" - com o pé esquerdo cortado.
"O esqueleto foi tirado e identificado, faltando uma perna", contou também Marito Reis à Lusa.
"Depois da descoberta da campa, limpámos a ossada e colocámos uma lipa nova, com plástico, e deixámos tudo no mesmo sítio".
A família fez outras visitas à campa de Vicente Reis, de difícil acesso, "a última há seis ou sete meses atrás".
"Isto é uma conspiração política", acusa Marito Reis sobre o anúncio de que Vicente Reis está vivo.
"Esperamos que a Polícia actue".
É essa também a opinião de Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro: que os ressuscitadores sejam justiciados.
O Presidente José Ramos-Horta, revelando um humor inexpugnável, é mais conciliatório: "Se Vicente vier, abraço-o", explicou, pois também acredita na ressurreição de Cristo.
Em Beduco e Manleuana, sobre a ribeira seca de Comoro, em Díli, centenas de pessoas, chegadas hoje do leste e do sul do país, esperam, em tendas, o regresso anunciado de Vicente Reis.
Lusa/fim
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Malai Azul 2
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Rai'los arrested in Timor Leste
SEARCH Foundation - October 2007
Peter Murphy
The violence surrounding the appointment of the new Gusmao government in early August declined, with FRETILIN strenuously calling for calm amid blame from many quarters that it was behind the strife, mainly in Dili and eastern parts of the country.
FRETILIN has maintained its stance that the Gusmao government is illegitimate because the process of its appointment did not follow the Constitution. FRETILIN predicts that it will not last its full term.
The focus is back to the parliament and the media, as the Gusmao government struggled with widespread perception that it had too many pro-Indonesian figures involved, and concerns about just what policies it would adopt.
Gil da Costa Alves, Minister for Commerce and Industry, is most notable because he was president of a textile and a salt company associated with General Prabowo and close to General Suharto. These were opened in 1997 by Prabowo's wife, Titiek, the second daughter of Suharto.
Alves also helped the instant coffee company owned by Suharto's first daughter and he also managed the branch office of PTArha, the alcohol label monopoly company of Suharto's grandson, Ari Haryo Wibowo.
But Alves is more notorious as the spokesperson for the Merah Putih (Red and White) militia after they massacred 25 people inside the church at Liquica on April 6, 1999. Alves argued that the militia were fired on first!
Prime Minister Gusmao presented his Government Program, which combined the rhetoric of his election campaign of denigration of the previous FRETILIN government program, but largely maintained that program in the detail.
The discordant aspects were the promise of tax cuts, which would mainly benefit the wealthy few, interest in 'competition' in the area of mobile and fixed line telecommunications and electricity generation, and promotion of private schools.
In education, the Program calls for the Church and NGOs to promote private schooling at all levels as an alternative to public schooling. The Program maintains existing commitments to free meals, school books, transport, and scholarships for poor students in secondary schools, and aims to extend these to church schools and institutes run by NGOs. It maintains existing commitment to Adult Basic Education.
In relation to the judiciary, which was one of the biggest failures of the United Nations administration, there is a call in the Program for more administrative resources and more 'coordination' between the courts and the Justice Ministry.
In practice, this has been expressed by Justice Minister Lucia Lobato's interference with judicial orders in relation to the prisoner, Rogerio Lobato, a call for some international judges to be sacked, and an effort to stop the execution of the warrant for the arrest of rebel solider Alfredo Reinado.
Budget
Following the high-speed parliamentary debate and vote on the Program, the Gusmao government put forward an interim budget for the period July - December 2007. Gusmao wants to switch from a financial year to a calendar year for the national budget.
The budget was for US$112 million, but provided no detail on how the funds would be spent.
This was voted through on October 6, 2007, with 38 in favour, 20 against and two abstentions.
Its most controversial aspect was to take US$40 million from the Petroleum Fund without first consulting the Independent Petroleum Fund Consultative Council, which is required by the law.
FRETILIN argued that since there remained US$119 million unspent from previous budget votes, there was no need to raid the Petroleum Fund this way.
The budget also created in the President's Office a Task Force to Combat Poverty, when poverty reduction is a government task. On October 8, a further US$4 million was added to the budget to pay for new electricity generators, making a total for the budget promotion of US$116 million.
On Friday 27 September 2007, FRETILIN MP Elizário Ferreira presented a Circulation Pass (Guia de Marcha) to the National Parliament. The pass, dated May 29, 2006, was signed by the then President of the Republic Xanana Gusmao (now Prime Minister) and the former Commander of the Timor-Leste National Police Force (PNTL), Paulo Martins. The Pass requests protection and freedom of movement to Vicente da Conceicao 'Rai'los' to carry out official duties during the crisis.
Martins, now a CNRT MP, confirmed that the pass was genuine, raising serious questions about the role of the President in the violent upheaval that broke out on May 23 last year. ABC TV 4 Corners relied heavily on Rai'los in its June 19 program last year, which President Gusmao then used to demand the resignation of then Prime Minister Alkatiri. 4 Corners backed Rai'los' claim that he had been armed by then Interior Minister Rogerio Lobato and Alkatiri on May 9 to create a 'FRETILIN hit squad'.
A UN investigation into the violence found that Rai'los led 31 fighters into ambushes of Timorese soldiers at the army headquarters on May 24, 2006, during which nine people were killed.
Lobato's trial later in 2006 found Railos's group had been supplied uniforms and weapons on Lobato's orders, but that there had been no 'hit squad', and that Rai'los had been in telephone contact with both Lobato and the President's office prior to the May 24 attack.
Police arrested Rai'los at the seaside town of Liquica after Mr Alkatiri, now a key opposition leader, had publicly warned that if he was not taken into custody Fretilin members would apprehend him themselves.
Rebel soldier Alfredo Reinado remains at large, despite the ongoing warrant issued for his arrest.
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TRADUÇÃO:
Fundação SEARCH - Outubro 2007
Peter Murphy
Declinou a violência que rodeou a nomeação do novo governo de Gusmão no princípio de Agosto, com a FRETILIN a apelar sem descanso à calma no meio das culpas em muitos sítios de que estava por detrás, principalmente em Dili e nas partes leste do país.
A FRETILIN tem mantido a sua postura de que o governo de Gusmão é ilegítimo porque o processo da sua nomeação não seguiu a Constituição. A FRETILIN prediz que não durará o mandato inteiro.
O foco está de volta ao parlamento e aos media, dado que o governo de Gusmão lutou com a espalhada percepção de que tinha envolvido demasiadas figuras pró-Indonésias, e preocupações sobre que políticas adoptará.
Gil da Costa Alves, Ministro para o Comércio e a Indústria, é mais conhecido porque foi presidente de companhias têxtil e de sal associadas com o General Prabowo e próximo do General Suharto. Estas foram abertas em 1997 pela mulher de Prabowo, Titiek, a segunda filha de Suharto.
Alves ajudou também a companhia de café instantâneo da primeira filha de Suharto e geriu também o escritório da PTArha, a marca da companhia monopolista de alcool do neto de l Suharto, Ari Haryo Wibowo.
Mas Alves é mais famoso como porta-voz da milícia Merah Putih (Vermelho e Branco) depois de terem massacrado 25 pessoas dentro da igreja de Liquica em 6 de Abril 6, 1999. Alves argumentou que primeiro dispararam contra a milícia!
O Primeiro-Ministro Gusmão apresentou o Programa do Governo, que combinou a retórica da sua campanha eleitoral de denegrir o programa do anterior governo da FRETILIN, mas manteve largamente o programa nos detalhes.
Os aspectos discordantes foram a promessa de cortes fiscais, que beneficiarão principalmente os poucos ricos, o interesse na 'competição' na área do telemóvel e nas linhas de telecomunicações telefónicas e geração de electricidade e promoção de escolas privadas.
Na educação, o Programa defende que a Igreja e ONG's promovam o ensino privado em todos os níveis como alternativo para o ensino público. O Programa mantém os compromissos existentes de refeições, livros escolares e transportes gratuitos e de bolsas de estudo para estudantes pobres nas escolas secundárias, e visa estendê-las para escolas da igreja e institutos dirigidos por ONG's. Mantém os compromissos existentes com a Educação Básica de Adultos.
Em relação com o sistema judicial, que foi um dos maiores falhanços da Administração das Nações Unidas, há um pedido no Programa por mais recursos administrativos e maior 'coordenação' entre os tribunais e o Ministério da Justiça.
Na prática, isto tem sido expresso na interferência da Ministra da Justiça Lúcia Lobato nas ordens judiciais em relação com o preso, Rogério Lobato, na defesa de despedir alguns juízes internacionais e nos esforço para parar a execução do mandato de prisão do soldado amotinado Alfredo Reinado.
Orçamento
Seguindo-se ao debate e votação parlamentar de alta velocidade do Programa, o governo de Gusmão avançou com um orçamento interino para o período de Julho - Dezembro 2007. Gusmão quer mudar de ano fiscal para um calendário anual para o orçamento nacional.
O orçamento foi de US$112 milhões, mas não deu detalhes sobre como seriam gastos os fundos .
Isto foi votado em 6 de Outubro 2007, com 38 a favor, 20 contra e duas abstenções.
O seu aspecto mais controverso foi tirar US$40 milhões do Fundo do Petróleo sem consultar primeiro o Conselho Consultivo do Fundo Independente do Petróleo o que é exigido por lei.
A FRETILIN argumentou que visto que havia US$119 milhões não gastos do orçamento anterior que não havia necessidade de assaltar o Fundo do Petróleo desta maneira.
O orçamento criou ainda no Gabinete do Presidente um Grupo de Trabalho para Combater a Pobreza, quando a redução da pobreza é uma tarefa do governo. Em 8 de Outubro, foi acrescido ao Orçamento mais US$4 milhões para pagar novos geradores eléctricos, totalizando assim o orçamento US$116 milhões.
Na Sexta-feira 27 Setembro 2007, o deputado da FRETILIN Elizário Ferreira apresentou uma Guia de Marcha no Parlamento Nacional. A guia, com data de 29 de Maio 2006, estava assinada pelo então Presidente da República Xanana Gusmão (agora Primeiro-Ministro) e pelo antigo Comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), Paulo Martins. A guia requer protecção e liberdade de circulação para Vicente da Conceicao 'Rai'los' para desenvolver serviços oficiais durante a crise.
Martins, agora um deputado do CNRT, confirmou que a guia era genuína, o que levanta questões sérias sobre o papel do Presidente no levantamento violento que rebentou em 23 de Maio do ano passado. O 4 Corners da ABC TV apoiou-se fortemente em Rai'los no seu programa de 19 de Junho do ano passado, que o Presidente Gusmão usou então para exigir a resignação do então Primeiro-Ministro Alkatiri. O 4 Corners apoiou a acusação de Rai'los de que tinha sido armado pelo então Ministro do Interior Rogério Lobato e Alkatiri em 9 de Maio para criar um 'esquadrão de ataque da FRETILIN'.
Uma investigação da ONU à violência concluiu que Rai'los liderou 31 combatentes na emboscada a soldados Timorenses ao quartel-general das forças armadas em 24 de Maio 2006, durante o qual nove pessoas foram mortas.
Mais tarde em 2006 o julgamento de Lobato concluiu que o grupo de Railos tinha sido abastecido com uniformes e armas por ordens de Lobato, mas que não tinha havido nenhum 'esquadrão de ataque', e que Rai'los tinha estado em contacto telefónico com ambos Lobato e o gabinete do Presidente antes do ataque de 24 de Maio.
A polícia prendeu Rai'los na cidade costeira de Liquica depois do Sr Alkatiri, agora o líder chave da oposição, ter avisado publicamente que se ele não fosse posto sob custódia que os próprios membros da Fretilin o prenderiam.
O soldado amotinado Alfredo Reinado continua à solta, apesar da ordem de mandato em curso emitida para a sua prisão.
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sexta-feira, outubro 26, 2007
Timor Leste: UN reluctant to provide witnesses in PNTL massacre trial
FRETILIN - Media Release - October 25, 2007
The United Nations Mission in Timor Leste yesterday reluctantly agreed to allow one international police officer to be a witness in the trial of army personnel accused of killing 12 and wounding 28 unarmed police on May 25 last year.
This followed a furore in the Timorese parliament on Monday October 22, when it was revealed that the UN was refusing to provide any witnesses.
FRETILIN MP Jose Teixeira raised the issue in parliament on Monday, October 22, strongly criticising the UN then for refusing to provide any witnesses sought by either the prosecution or the defence, and received support from all political groups.
“The one UN officer now being provided is working in Dili, while the others are now posted in other countries. In the overall UN budget the cost of bringing these officers back to give evidence is very low, while the importance of the case to our people, and to the UN’s credibility is very high,” said Mr Teixeira.
The Dili District Court panel, headed by Judge Ivo Rosa, wrote to the UN summoning the appearance of a number of UN Police, military and civilian officers who were material witness to the brokering of a cease fire, the negotiating with the F-FDTL command for the ceasefire and safe conduct of the PNTL, disarming the PNTL officers, escorting them down the street away from the PNTL headquarters where there had been a firefight between the F-FDTL and PNTL and to the shooting which occurred to this same group a short time later, which left eight dead and numerous wounded including UN officers.
Ivo Rosa was the judge who sentenced former Interior Minister Rogerio Lobato and issued the warrants for the arrest of Railos and Alfredo Reinado
“By merely invoking the immunity from prosecution which the UN and its agents have, UNMIT has refused to make available or to authorize its officers, including UN Police officers, to appear as witnesses in Court in this trial,” said Mr Teixeira to the parliament.
“Not only do UN police and civilian officers give evidence in trials every day in Timor Leste, but the court itself has already stated that the arguments put forward by the UNMIT for its refusal in this regard are insufficient justification and has insisted on the summoning of the witnesses”, he said.
Under UN Security Council Resolution 1704 of 2006, UNMIT is to: “Assist in further strengthening the national institutional and societal capacity and mechanisms for the monitoring, promoting and protecting human rights and promoting justice…." As well, it is to “assist, in cooperation and coordination with other partners, in further building the capacity of the State and government institutions in areas such as in the justice sector”.
Article 11 of the Universal Declaration of Human Rights states: “Everyone charged with a penal offence has the right to be presumed innocent until proved guilty according to law in a public trial at which he has had all guarantees necessary for his defence”.
“The UN is the guardian of this universal right and is hindering it by refusing to provide material and important witnesses,” argued Mr Teixeira.
The UN Independent Special Commission of Inquiry into last year’s violence recommended that this PNTL massacre case is one of the important cases to be investigated and those who should do so be brought to account in a court of law. The report stated in addition in page 3: “In accordance with its mandate the Commission has made recommendations regarding measures of accountability to be accomplished through the national judicial system. This system must be reinforced considerably. It is vital to Timor-Leste that justice be done and seen to be done. A culture of impunity will threaten the foundations of the state”.
This UN special report noted details of the shooting on May 25 which only UN officers could explain to the court, in the interest of both the victims and the accused, argued Mr Teixeira.
“I am particularly concerned because of the impact this will have on other prosecutions as well, pursuant to other recommendations by the Independent Special Inquiry. Will they go the same way? If so, then justice will be gravely eroded if not extinguished and that impunity complained of by the ICI set in well and truly,” he said.
“The UN reluctance to provide the police officers as witnesses suggests that the UN has political motives in not helping the court,” concluded Mr Teixeira.
- For further comment: Jose Teixeira MP +670 728 7080
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Mais substituições de portugueses...
A MANITOBA - Hydro international, uma empresa Australiana de origem no Canadá, ganhou o contrato de gestão da EDTL (Empresa Pública de Electricidade de Timor-Leste). Anteriormente o contrato de gestão era assegurado por portugueses da Electricidade de Macau, empresa participada pela EDP.
Saem polícias da PSP, entram de Singapura, da Nova Zelândia e da Austrália.
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Alain Corbel, ilustrador francês com alma africana
Diário Digital / Lusa
26-10-2007 10:05:00
Um retrato que o pai fez da sua mãe despertou-o na infância para o desenho. Hoje Alain Corbel, 42 anos, é um francês com alma africana e um dos mais originais da ilustração portuguesa.
Este artista bretão, com residência em Portugal há mais de dez, tem uma exposição retrospectiva do seu trabalho no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.
Conta com cerca de uma vintena de livros ilustrados em Portugal, feitos em parceria com autores como Pedro Rosa Mendes, António Torrado, João Paulo Cotrim e Alice Vieira, esta última em «Contos e lendas de Macau», que lhe valeu em 2002 o Prémio Nacional de Ilustração.
O gosto pelo desenho surgiu na infância, por culpa de um tio carpinteiro, de uma professora e do pai, que um dia pintou um retrato da sua mãe, recordou o ilustrador à agência Lusa.
Iniciou-se na banda desenhada na adolescência e copiou heróis de papel até encontrar o seu próprio alfabeto.
«Copiar faz parte da aprendizagem, mas o que também faz parte é ter sentido crítico, procurar sempre matéria nova e interrogarmo-nos sobre o que somos. E isso só vem com a idade e a experiência», defendeu.
Diz que não é um bom desenhador como André Carrilho, João Fazenda ou Bordalo Pinheiro, «que têm dádivas nos dedos», mas conseguiu afirmar-se com um estilo pessoal, mesmo utilizando diferentes técnicas.
«Sinto-me como uma criança quando estou a fazer imagens, gosto de sentir que há coisas novas a passar à minha frente e experimentar é sempre um desafio», vincou.
Apesar de preferir a banda desenhada, «por ter uma narrativa diferente e uma relação entre texto e imagem», foi na ilustração que se tornou conhecido em Portugal.
Vindo de Bruxelas, onde estudou, Alain Corbel chegou a Portugal no início dos anos 90, com poucas referências sobre o país, que tinha visitado fugazmente com os pais durante a adolescência.
Na lembrança trazia fotografias da Figueira Foz, o livro «Mensagem», de Fernando Pessoa, e o filme «À flor da pele», de João César Monteiro.
«Eu gosto muito do Mediterrâneo e por isso comecei por Portugal. Eu não gosto de países onde há muitas regras, onde as leis são muito sofisticadas, onde as pessoas só sonham com bens materiais», justifica o ilustrador.
Para perceber o mundo, Alain Corbel prefere uma postura de simplicidade, de «vida mais frugal e de contactos mais humanos».
«Temos só uma vida e eu fiz essa escolha para mim», resumiu.
Portugal abriu-lhe ainda as portas para um outro mundo com o qual se identificou de imediato e o fez sentir-se em casa: África.
Tudo começou em 2001 com um projecto da Associação para a Cooperação entre os Povos (ACEP) de um livro sobre os países dos PALOP e que resultou em «Ilhas de Fogo», com texto de Pedro Rosa Mendes e ilustração de Alain Corbel.
Por causa deste projecto, Alain Corbel visitou, pela primeira vez, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Angola.
«Afinal o que eu procurava em Portugal nos anos 90, encontrei em África, aquela sabedoria de viver, de estar sem a chatice da vida moderna», disse Corbel, hoje casado com uma são-tomense.
Essa falta de sofisticação, como diz o autor, fá-lo sentir-se bem: «Eu nasci no campo, todos os meus familiares trabalham no campo e a última vez que ordenhei uma vaca tinha 32 anos. Tenho isso dentro de mim».
Depois de África, seguiu-se Timor-Leste, onde Alain Corbel e Pedro Rosa Mendes recolheram imagens e histórias para o livro «Madre Macau - Timor», editado em 2004.
Apesar de Timor-Leste lhe ter ficado na memória, pelo «patchwork de pessoas tão diferentes», o seu projecto de vida passa por África, onde um dia tenciona viver.
Para poder concretizar esse projecto, Alain Corbel fez este ano um «pequeno» desvio pelos Estados Unidos.
Corbel esta a dar aulas em Baltimore, no Maryland Institute College of Art, a mais antiga universidade de artes dos Estados Unidos, onde ficará por dois anos no departamento de ilustração.
O convite surgiu depois do Prémio Nacional de Ilustração e de uma exposição que o Festival da Amadora lhe dedicou em 2003.
O artista espanhol José Villarrubia falou sobre ele naquela universidade norte-americana e pouco depois Alain Crobel estava a dar aulas a futuros ilustradores e artistas gráficos.
«Aceitei porque economicamente era atraente e as condições materiais são suficientemente boas para escolher os livros que quero fazer e contactar com editoras norte-americanas», afirmou.
Diz que se adapta facilmente a qualquer lugar, mas neste caso não tem «uma paixão assim tão grande pelos Estados Unidos».
«Os meus alunos são meninos muito bem comportados, têm dinheiro e bens materiais, têm tudo aquilo que quiserem, mas não têm aquela felicidade de partilhar», como as pessoas que encontrou em África.
Alain Corbel vai continuar a ilustrar - tem um novo projecto com Pedro Rosa Mendes - mas quer apostar na escrita de argumento para banda desenhada e desenvolver «ateliers» de ilustração com adolescentes em África.
Acaba de editar o livro «Notícias do Quelele, Bairro de Bissau», que é o resultado desse trabalho de «ateliers» com jovens da Guiné-Bissau, e tem já material para um outro, feito em São Tomé e Príncipe.
É neste país que Alain Corbel gostaria um dia de viver.
«Gostava de tentar um projecto de agroturismo, porque é uma tentativa de conciliar aquilo que eu sou com as coisas que existem no país».
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19:16
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A sério?! Parece impossível...
High level commission: no decision on Reinado
According to the Prime Minister, the High Level Commission, appointed to solve the issue of the former military commander, Alfredo Reinado, has not made a decision.
Timor Post
Aldrabões, vigaristas e mentirosos... Chega!
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UNMIT – MEDIA MONITORING -Friday, 26 October 2007
"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."
National Media Reports
More UN support needed for the justice sector
The Fretilin parliamentarian, Domingos Sarmento has called upon the United Nations to provide more assistance to Timor-Leste in the area of justice sector reform.
Speaking to the journalists on Thursday (25/10) in the national parliament, Mr. Sarmento said that the UN needs to give its support, especially in the area of training Timorese judges and prosecutors.
“The current support is not sufficient, as illustrated by the large number of pending legal cases,” said Mr. Sarmento. (DN)
High level commission: no decision on Reinado
According to the Prime Minister, the High Level Commission, appointed to solve the issue of the former military commander, Alfredo Reinado, has not made a decision.
Speaking to journalists, the Prime Minister Xanana Gusmão said several meetings have been held, although none have focused on the political principles at the heart of the problem.
However, he said a major milestone happened last weekend when President José Ramos-Horta met Reinado along with a dialogue expert Joaquim Fonseca.
According to Prime Minister Gusmão, the government with other representatives will meet the Petitioners in November. (TP)
Xanana: the government and Alfredo has commitment to end the crisis
The Prime Minister, Xanana Gusmão said there are positive signs after a meeting between the State Secretary of Security Jose Guterres, the dialogue expert Joaquim Fonseca and Alfredo Reinado and his men in Suai district and Gleno.
Mr. Gusmão said that both Reinado and the Government have commitment to solve the problem promptly.
“We discussed all things including solving the issue with respect to political and legal principles as contained within Timorese law and the Constitution,” Mr Gusmão said.
PNTL members will be rotated
The Interim Commander of the PNTL, Afonso de Jesus has announced that all PNTL officers will be rotated to different locations across the country.
He added that the rotations will commence once the construction of six new barracks is completed.
“So far there are six barracks of PNTL in the six different districts; this constructions means more barracks in more districts to facilitate PNTL duties,” said Mr. de Jesus.
He added that these barracks also will be used by new members of PNTL and will mean that police officers can live within their districts, closer to their families. (STL)
Solving IDPs problem, PM Gusmão leads the intermediary commission
The Prime Minister Xanana Gusmão will lead a Special Commission to oversee the fund that will administer the IDP problem.
The announcement follows a meeting of Ministries on Thursday that met to discuss the IDP problem and how to prioritise a response across all Government departments.
The State Secretary for Council Ministry Affairs, Agio Pereira said that the Government is looking for solutions for IDPs and will take advice from the Technical Team comprised on national and international advisors. (STL and DN)
The national parliament to revise the electoral law
The Commission A of the National Parliament has received a plan from the electoral specialist organization, IFES and UNMIT and how to revise the electoral law.
The President of Commission A, Fernanda Borges said that the Commission now has a plan for how to assist in the area of electoral law revision. (STL)
PM Xanana Gusmão: “Never say that the presence of ISF is illegal”
The Prime Minister Xanana Gusmão said that never say that the presence of International Security Forces (ISF) is illegal as it was based on the request of a sovereign government.
The statement follows concerns raised by Fretilin about the legality of ISF presence.
Mr Gusmão added that the document authorizing the presence of the ISF was signed by the former Prime Minister Mari Alkatiri, the President of the National Parliament Francisco Guterres Lu-Olo and himself as the former president of the republic. (DN, TP and TVTL).
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TNI 'armed' East Timor civilians
26 October 2007
Desy Nurhayati,
The Jakarta Post, Jakarta
The former martial law commander in East Timor has acknowledged the existence of military-trained armed civilians in the former Indonesian province, but said they were legally justified "civilian defense groups".
Lt. Gen. (ret) Kiki Syahnakri told a public hearing here Wednesday that the wanra groups were civilians who were armed and trained by members of the Indonesian military (TNI).
In response to a commissioner's question on armed civilians, as cited in earlier testimonies, Kiki said that this probably referred to the groups of wanra (perlawanan rakyat, people's resistance), "which were part of the Indonesian defense system at that time."
"Wanra units were everywhere (in the country) including in East Timor," said Kiki.
The groups in East Timor, such as Alfa and Makikit, he said, "were trained in discipline and who were bound to certain rules."
The groups "were supplied with weapons but only to safeguard their neighborhoods," Kiki told the sixth public hearing held by the joint Indonesia-Timor Leste Commission for Truth and Friendship (CTF).
The right and obligation of civilians to defend the state, including through basic military training, is still recognized in the defense law.
Kiki was martial law commander in September 1999 until he handed over authority to international forces later that month. Martial law was declared in East Timor on Sept. 6 following widespread violence after the Aug. 30 referendum, which led to the independence of East Timor (Timor Leste).
Militias supporting both independence and integration with Indonesia have been accused of violence, but representatives of "pro-integration" groups testified earlier that they were trained by Indonesian military members.
Kiki said the civilian groups were formed on their own request following "intimidation" by fellow Timorese who were "pro-independence."
Commissioner Felicidade Guterres also questioned Kiki about a leader of the pro-integration militias who was a member of the army's special force, but Kiki said he had retired in 1997.
Kiki repeatedly denied the involvement of police or military officials in gross crimes against humanity in Timor Leste.
"There was no evidence of such actions. So why do these allegations keep cropping up?" He cited reports in the Guardian and Washington Post denying earlier reports on massacres.
If anyone should be held responsible, he said, one party would be the United Nations, which he alleged was part of the "international conspiracy" for Timor's separation from Indonesia.
In response to Commissioner Achmad Ali, who asked who he would recommend for amnesty, Kiki said it was irrelevant.
"We were in East Timor on state duty, without committing any betrayal to our country," Kiki said.
The Wednesday session also heard the testimony of Col. Aris Martono, head of an army battalion deployed to East Timor's Los Palos regency in 1999. Aris denied earlier allegations that military members raped several women in the area.
The commission is scheduled to wrap up with a final report in January.
TRADUÇÃO:
TNI 'armou' civis de Timor-Leste
26 Outubro 2007
Desy Nurhayati,
The Jakarta Post, Jakarta
O antigo comandante da lei marcial em Timor-Leste reconheceu a existência de milícias civis treinadas pelos militares na antiga província Indonésia, mas disse que estavam justificadas legalmente como sendo “grupos de defesa civil”.
O Lt. Gen. (ret) Kiki Syahnakri disse na Quarta-feira numa audiência pública que os grupos wanra eram constituídos por civis que foram armados e treinados por membros das Forçar Armadas Indonésias (TNI).
Em resposta a uma pergunta do comissário sobre civis armadas, conforme citado em testemunhos anteriores, Kiki disse que isso referia-se provavelmente aos grupos wanra (perlawanan rakyat, resistência popular), "que nessa altura faziam parte do sistema de defesa Indonésia."
"Havia unidades wanra em todo o lado (no país) incluindo em Timor-Leste," disse Kiki.
Os grupos em Timor-Leste, tais como Alfa e Makikit, disse, "eram formados na disciplina e estavam ligados a certas regras."
Os grupos "eram abastecidos com armas mas apenas para protecção dos seus bairros," disse Kiki na sexta audição pública da Comissão conjunta Indonésia-Timor Leste para a Verdade e Amizade (CTF).
O direito e a obrigação dos civis em defenderem o Estado, incluindo através de treino militar básico, é ainda reconhecido na lei da defesa.
Kiki foi comandante da lei marcial em Setembro de 1999 até entregar o comando às forças internacionais mais tarde nesse mês. A lei marcial foi declarada em 6 de Setembro em Timor-Leste seguindo-se ao espalhar da violência depois do referendo de 30 de Agosto, que levou à independência de Timor-Leste.
Tanto as milícias que apoiavam a independência como as que apoiavam a integração com a Indonésia têm sido acusadas da violência, mas representantes de grupos "pró-integração" testemunharam antes que tinham sido treinados por membros das forças militares Indonésias.
Kiki disse que os grupos civis eram formados a pedido dos próprios depois de "intimidação" por Timorenses que eram "pró-independência."
A Comissária Felicidade Guterres questionou ainda Kiki acerca de um líder das milícias pró-integração que era membro da força especial das forças armadas, mas Kiki disse que ele se tinha retirado em 1997.
Kiki negou repetidas vezes o envolvimento de oficiais da polícia ou de militares em grandes crimes contra a humanidade em Timor-Leste.
"Não há nenhuma evidência de tais acções. Então porque é que continuam a aparecer estas alegações?" Citou reportagens no Guardian e no Washington Post que negavam reportagens de massacres anteriores.
Se alguém devia ser responsabilizado, disse, uma parte devia ser as Nações Unidas, que, alegou, era parte da "conspiração internacional" para a separação de Timor da Indonésia.
Em resposta ao Comissário Achmad Ali, que perguntou quem é que ele recomendaria para amnistia, Kiki disse que isso era irrelevante.
"Estávamos em Timor-Leste ao serviço do Estado, sem cometermos nenhuma traição ao nosso país," disse Kiki.
A sessão de Quarta-feira ouviu ainda o testemunho do Cor. Aris Martono, responsável do batalhão das forças armadas destacado para Los Palos, Timor-Leste em 1999. Aris negou alegações anteriores de membros das forças militares terem violado várias mulheres na área.
Está previsto que a comissão encerre com um relatório final em Janeiro.
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Tachos de horta para familiares e amigos - Só falta criar cargos para os animais de estimação
Blog Vox Populi - Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
António Veríssimo
O Notícias Lusófonas é uma página bem interessante e útil a que quase todos que querem actualizar-se em relação à lusofonia recorrem. O propósito é sempre esse e não o de ir visitar uma página humorística em que sabemos encontrar um paliativo para as imensas más noticias que nos inundam quotidianamente, não só em relação aos países lusófonos mas a todo o mundo.
Surpreendentemente, desta vez, uma notícia relacionada com Timor-Leste deu para rir a bandeiras despregadas e perceber que já não dá para levar a sério uma boa parte dos políticos daquele país.
A notícia anda por ai, está à solta em quase todos os blogues relacionados com Timor-Leste e, presumo, também divulgada pela Lusa:
“Kirsty Sword-Gusmão é Embaixadora para a Educação”. Este é o título.
Claro está que só quem não tem nenhum sentido de humor é que poderia ficar sisudo.
José Ramos Horta (claro!) foi quem nomeou a esposa do primeiro Xanana numa “cerimónia que levou quase todo o corpo diplomático de Díli ao Palácio das Cinzas”.
Pompa e circunstância, por nada, que é coisa de que Horta gosta bastante e lhe alimenta o ego. Talvez por isso se tenha considerado um grande idiota – se for verdade que são os idiotas que têm ideias – e declarado que “Timor-Leste, que eu saiba, é o primeiro país que usa esta ideia”.
Em resposta, Kirsty Gusmão, de origem australiana afirmou que é “uma ferramenta de promoção por uma boa causa” e também que "Agora espero que me usem".
Madame Kirsty ainda disse mais umas quantas mas houve uma que cativa especialmente, talvez mais os portugueses: “A educação é a minha paixão” – disse D. Kirsty.
Claro que só podia estar a parafrasear o autor desta célebre frase: António Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal, muito boa pessoa mas um desastre a governar. Um sujeito tão apaixonado pela educação que a pôs ainda mais de rastos!
Mais umas quantas patacoadas de ocasião foram ditas pela senhora embaixadora, que referiu que desde pequenina tem contacto com a educação, chegando mesmo a morar numa escola porque os pais eram professores.
È de rir a gargalhadas caríssimas porque vale mesmo a pena.
Primeiro, porque parece que Horta já não deve ter mais nenhum familiar ou amigo para convidar e empossá-lo num cargo “régio”, ajudando à hilaridade imaginar que a seguir vamos assistir a serem empossados em cargos gerados por aquela imaginativa cabeça os seus animais de estimação, a começar pela catatua e pelos cães, por exemplo.
Segundo, porque o descaramento desta dupla Horta-Xanana ultrapassa tudo aquilo que mentes sãs consigam imaginar. Por ser tão triste, tão medíocre, caricato, torna-se hilariante.
Por último, as declarações da novel embaixadora foram soberbas e mesmo propicias para a ocasião, ao terem demonstrado que aquilo é só mais um tacho, um tacho e mais nada.
É fartar, vilanagem!
NOTA DE RODAPÉ:
Não esquecer os "outros" amigos de Horta durante a crise, como por exemplo Hasegawa...
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Consolidar interesses e conveniências
Blog Timor Lorosae Nação - Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
A Austrália em Timor Lorosae
Martinho Júnior
“A violência, que continuou a correr mesmo com a presença das tropas australianas, na sua ausência, conforme a sua eclosão e a sua expansão no ano passado, levaria à confrontação de grupos armados, visando a tomada do poder. Tornar-se-ia numa espécie de guerra civil em Timor-Leste. A presença da Austrália impediu isso. John Howard e Alexander Downer envolveram-se pessoal e intensamente em decisões sobre Timor-Leste. Eles compreenderam o papel do simbolismo e do poder das tropas australianas. Não há nada que leve o governo de Howard a abandonar Timor-Leste neste momento de crítica transição” - in “FRETILIN still a stranger democracy”, “Greg Sheridan blog”, 8 de Agosto de 2007.
O conhecido analista australiano ao serviço do processo de globalização neo-liberal e do governo australiano de John Howard, deixava claro nesse e em outros artigos que elaborou ao longo de 2007, o papel da “presença” da Austrália em Timor Lorosae:
Em nome da “estabilidade”, perante uma “crise” em que haviam indícios de sobra em relação a actividades de agentes e meios apropriados, (alguns deles identificados), em conexão com o seu executivo e com os seus serviços de inteligência, a Austrália pavimentava as bases políticas e militares de seus próprios interesses e conveniências em Timor Lorosae, explorando aliás o êxito da sua “contribuição” na tomada de decisão internacional para que o país se tornasse “Independente”.
O argumento adicional para a “tese” de Greg Sheridan, com vista a “acabar com a crise”, preocupava-se em reforçar, desde logo, o carácter do tandem Gusmão – Horta: “Como resultado do estúpido relatório do King’s College em 2000, Timor-Leste deveria possuir um exército e uma polícia fortes. No último ano, o início desse plano foi tentado. Um modelo muito melhor, seria a constituição duma força, essencialmente de polícia, com uma pequena capacidade paramilitar e alguma capacidade guarda fronteira e de patrulha marítima. Se o plano da criação dum exército com poder fosse avante, integrando a maior parte dos veteranos da FRETILIN, isso constituiria potencialmente uma força de desestabilização na política interna de Timor-Leste. Essa é uma outra razão para as tropas australianas não voltarem às suas bases rapidamente.
As diferenças tribais e regionais estão profundamente marcadas, geradas durante a luta contra a Indonésia, repercutindo-se agora como se fosse uma manifestação de narcisismo freudiano.
A parte leste de Timor Lorosae, é a região fulcral da FRETILIN e o oeste sempre esteve mais conciliável com o poder da Indonésia.
Os homens-chave das políticas de Timor Lorosae precisam convencer os seus seguidores, a transferir as suas posições para o Parlamento, discuti-las livremente na imprensa e fazer emergir as instituições nacionais.
Com vista a que isso aconteça, a Austrália precisará manter-se durante muito tempo em Timor Lorosae”.
Estando por dentro da “crise” mesmo antes de sua visibilidade, a Austrália propõe-se, conforme Greg Sheridan, “vocacionada” para a promoção duma “estabilidade” que não é outra coisa senão a sua própria visão política e geostratégica, evocar os mesmos padrões de democracia que também serviram para a sua intervenção , a reboque do poder hegemónico unilateralista da Administração de George Bush, no Iraque e no Afeganistão, quiçás no Irão, mesmo que “a crise em Timor Leste” fosse de natureza tão “inócua” que nada tivesse a ver com a tradicional leitura de “guerra ao terrorismo”.
É evidente que o que está em jogo em Timor Lorosae, é também, tal como no Médio Oriente e noutra escala, a razão escondida, mas por demais conhecida, do acesso e controlo ao petróleo e ao gás do Mar de Timor, de acordo com o “diktat” neo-liberal e a geo estratégia que o move.
O que Mari Alkatiri conseguiu em benefício de Timor Lorosae, quando esteve à frente do Governo, prejudicava os interesses e as conveniências da Austrália, meio esboçadas, anos antes, no empenho em prol da Independência de Timor Leste.
Alkatiri “teve a ousadia”, em nome do nacionalismo timorense, de contrariar as expectativas australianas, pelo que a remoção da FRETILIN do poder, apesar de não se inscrever no âmbito do “combate ao terrorismo”, tornou-se também neste caso, um caso que reforçava a lógica da intervenção noutras ilhas que compõem o “cinturão de segurança” do continente australiano, uma questão imperativa no que toca aos relacionamentos da Austrália para com os vizinhos países insulares da região, em subsídio dos Estados Unidos e a coberto de velhas alianças.
José Paulo Gascão, em “Timor – as razões do golpe” realça em “O Diário” precisamente isso:
“Se em 2006 Timor recebeu já alguns milhões de dólares, proveniente de petróleo que havia sido explorado pela Austrália, a partir de 2007 os montantes vão crescer de forma considerável. Enquanto o governo da FRETILIN presidido por Mari Alkatiri tinha aprovado bases rigorosas, unanimemente reconhecidas como a melhor prática internacional e um meio transparente para a gestão das receitas nacionais do petróleo, Xanana Gusmão já em 2006 propunha acabar(-se) com o controlo na utilização dos recebimentos do petróleo.Mas este golpe iniciado com o apoio de Xanana ao golpista Alfredo Reinaldo e a exigência do pedido de demissão do Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, logo secundado por Ramos Horta, então ministro dos Negócios Estrangeiros, não seria possível sem o apoio claro da Austrália.Em 9 de Junho de 2006, Howard, Primeiro-Ministro da Austrália, começou por afirmar, numa clara e inadmissível ingerência nos assuntos internos de Timor que o problema era uma governabilidade pobre. Dois dias depois, a 11 de Junho, interrogado sobre o que pensava a Austrália fazer respondeu: Estamos num caminho difícil de percorrer. Por um lado queremos ajudar, somos o poder regional, estamos em posição de fazê-lo. Temos a responsabilidade de ajudar, mas quero respeitar a independência dos timorenses. Por outro lado, eles devem desempenhar essa independência ou assumir a responsabilidade dessa independência com mais eficácia do que a têm tido nos últimos anos… A sintonia entre o tandem Xanana-Horta e o governo australiano era tão perfeita que Ramos Horta, então ministro dos Negócios Estrangeiros do governo presidido por Mari Alkatiri, à saída da inconclusiva reunião do Conselho de Estado em plena crise, logo completou a insinuação e o desejo do Primeiro–Ministro Australiano: o que agora é necessário é uma solução da actual crise política, o que implica, obviamente, que o Primeiro-Ministro vá no sentido que muita gente quer e se demita. Mas se Ramos Horta sabia o que fazia e dizia, Xanana apresentava provas de correr por conta alheia, chegando ao ponto de permitir, numa manifestação clara de que sabia quem mandava, que a mulher, uma australiana sem qualquer cargo em Timor, fosse à rádio nacional fazer uma declaração patética em seu nome! A 26 de Junho, 15 dias depois da declaração da ingerência, Mari Alkatiri sai do governo, não sem antes denunciar que estava em curso um golpe de estado, o que agora se pretende consumar com o afastamento da Fretilin de todos os cargos de Estado, ao arrepio das regras constitucionais.Ramos Horta, ao afastar inconstitucionalmente a Fretilin da indigitação do Primeiro-Ministro, que avançou desde início com um Governo de Grande Inclusão, como ele próprio havia proposto após as eleições, pretende concluir o golpe de estado iniciado há ano e meio, e dar início a um ciclo de independência tutelada, em subordinação ao poder regional”.
A Austrália está em Timor Lorosae, a pretexto de acabar com a “crise” que ajudou a fomentar e, em nome duma “democracia” que o poder hegemónico impõe pela persuasão, força das armas e pelo frequente uso da mentira e de manipulações de toda a ordem, tirando proveito do êxito de toda a sua manobra , que passou pelo afastamento da FRETILIN do governo de Timor Leste e agora está em fase de consolidação de seus interesses e conveniências.
Pela via do empenhamento australiano, o poder hegemónico:
1) Pôs termo em Timor, às sequelas típicas do período derradeiro da guerra fria, como o camaleão “vestindo a camisola” da Independência de Timor Loro Sae e chegando a utilizar uma vasta frente de “parceiros internacionais”.
2) Aproveitou “por dentro”, a instabilidade característica dum parto tão difícil e doloroso, por onde foi forjada a “alma” duma resistência nacionalista, para agora, quando não a conseguiu engolir, tentar moldá-la, ou dobrá-la, de acordo com os métodos característicos da “New Wolrd Order”.
O poder hegemónico, se contribuiu para decidir a sorte da luta pela Independência, penalizando a ditadura e a inexperiente democracia Indonésia, procura agora definir a trajectória dessa Independência, “corrigindo-a”, ainda que coloque Timor Loro Sae num contencioso tributário e dependente: uma (in)dependência vigiada tal como a que pretende no Kosovo.
Não é de surpreender o comportamento arrogante da componente militar australiana, desde o desfile impune de seus UAV espiões, por todo o território e em qualquer situação julgada oportuna, até às intervenções “ao bastão e à chapada” de seus militares, em nome da “estabilidade” que move seus interesses e conveniências.
Consolidar esses interesses e conveniências, é um processo que está agora avançando e conta com um concerto “favorável e alargado” de intervenientes, que englobam também a Igreja Católica, que antes havia servido de rectaguarda influente na luta contra a ocupação Indonésia e hoje, sob o ponto de vista ideológico e doutrinário, tal como no campo da intervenção psicossocial, tem um papel muito activo a favor da conjuntura da tutela australiana.
Perante o pacote de medidas de pressão, reforçada com a emergência do tandem Gusmão – Horta, com os prestimosos serviços da Igreja Católica e “a cavalo” na presença das ADF e do papel da Austrália e Nova Zelândia, o heróico nacionalismo timorense tem agora talvez a sua prova maior.
A FRETILIN está “isolada” enquanto garantia vital do nacionalismo timorense e tem de saber equacionar-se.
A resistência, sem enveredar em termos clássicos por uma nova luta de libertação, como acontece por exemplo no México, com o Exército Zapatista de Libertação Nacional (ver “Na pista do EZLN e do Sub Comandante Marcos” em PLANETA ON LINE e PÁGINA UM), pode assumir-se de forma criativa, inteligente e humana, ainda que pragmática, rompendo profundamente com as premissas desse “tão conseguido isolamento”.
A FRETILIN começou agora por estabelecer o seu campo de manobra, perante a conjuntura da tutela australiana, procurando ganhar a consciência de que isso acarreta responsabilidades acrescidas e a longo prazo, por que os “vendilhões do templo” não deixarão de utilizar todos os argumentos, meios e oportunidades, para apagar a seu modo a chama da Independência, da Liberdade, Democracia e da Soberania em Timor Lorosae.
Saber marcar a sua identidade vanguardista para com o povo de Timor Lorosae, inventariar a cada passo seus meios e os adversos, avaliar a correlação de forças sem perder de vista princípios e estratégias, saber tirar partido de conjunturas aparentemente desfavoráveis, buscar soluções face a questões tão vitais como trabalho, saúde e educação, são algumas questões pertinentes, numa situação crónica de subdesenvolvimento, qualificada como o último lugar da Ásia – Pacífico em termos de Índices de Desenvolvimento Humano.
Assumindo-se como resistência criativa, inteligente e humana numa nova conjuntura pós-independência, a barricada da FRETILIN “na oposição”, tem bem localizadas as elites que operam a tutela e tantas dificuldades demonstram ter para accionar outros dispositivos que não sejam os da completa subserviência e usurpação.
O eterno diferendo entre o ser e o ter, impedirão que os líquidos se misturem, para o povo de Timor Lorosae melhor saber decidir.
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Timor-Leste: Coronel português confirma cessar-fogo antes do massacre dos polícias
Lusa - 25 de Outubro de 2007 - 11:52
Díli - O ex-chefe dos observadores militares em Timor-Leste confirmou hoje à Agência Lusa que "houve cessar-fogo" no dia 25 de Maio de 2006, a data em que militares dispararam sobre uma coluna de polícias desarmados.
"Houve conversações e o brigadeiro-general Taur Matan Ruak aceitou o cessar-fogo" entre as Forças Armadas e a Polícia Nacional, na manhã de 25 de Maio, declarou hoje à Lusa o coronel Fernando Reis, contactado por telefone em Portugal.
"Também estou convencido de que o brigadeiro-general Ruak não deu ordem de fogo", sublinhou o militar português, referindo-se ao chefe do Estado-Maior das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
"Foi um acto isolado que deu origem a todo o incidente", acrescentou o coronel português.
O coronel Fernando Reis chefiava os observadores militares e oficiais de ligação internacionais em Timor-Leste e era o conselheiro militar do representante-especial do secretário-geral das Nações Unidas, Sukehiro Hasegawa.
Na manhã de 25 de Maio, o coronel Fernando Reis encontrou-se com o brigadeiro-general Taur Matan Ruak nas antigas instalações da força internacional de paz, em Caicoli, no centro da capital.
Na sequência das negociações, "os tiros pararam" entre elementos das F-FDTL e da Polícia (PNTL), cujo quartel-general fica situado imediatamente a norte do complexo onde se encontravam, nessa manhã, os comandantes das F-FDTL.
A evacuação do quartel da PNTL foi organizada em seguida, numa coluna de 103 polícias desarmados e sob escolta da ONU.
Pouco depois, elementos das F-FDTL dispararam sobre a coluna em frente ao Ministério da Justiça, provocando a morte de oito polícias.
Os arguidos, onze das F-FDTL e um inspector da PNTL, visionaram hoje no Tribunal de Recurso um filme dos acontecimentos de 25 de Maio.
O cronómetro mostra que o tiroteio sobre os polícias e os elementos da ONU que os protegiam demorou 46 segundos.
Apenas três dos arguidos admitem ter disparado sobre a coluna de PNTL e os restantes negam os factos de que são acusados, alegando também que o primeiro tiro foi disparado "do interior da coluna".
O processo do massacre dos PNTL está na fase final, faltando apenas ouvir três testemunhas, das mais de 130 chamadas a depor.
Um dos últimos testemunhos foi o do comissário Nuno Anaia, da Polícia das Nações Unidas (UNPol), o único dos 17 elementos presentes no tiroteio de Caicoli ainda em serviço em Timor-Leste.
O comissário Nuno Anaia contou ao colectivo de juízes o mesmo que o coronel Fernando Reis recordou à Lusa: "Houve cessar-fogo".
PRM-Lusa/fim
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UNMIT – MEDIA MONITORING - Thursday, 25 October 2007
"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."
National Media Reports
Ramos-Horta congratulates UN
The President José Ramos-Horta, on behalf of the state and people of Timor-Leste, has congratulated the United Nations on its 62nd anniversary on Wednesday (24/10) in Memorial Hall, Dili.
The President also paid tribute to the work of the UN in Timor-Leste and in other countries with dedicated UN peacekeeping missions.
“My message is to congratulate the UN and former Secretary-General Kofi Annan and the current Secretary-General Ban Ki-moon as well as the SRSG for Timor-Leste, Atul Khare.
Everything we have got from UN, even though we are a small nation with less strategic relevance than other nations such as Afghanistan and Iraq we have got with thanks to the Security Council,” said the president. (STL)
Atul Khare, together working for the future of Timor-Leste
“All of us observing United Nations Day today are unified by the common goal of “working together for the future of Timor-Leste.
The United Nations Integrated Mission in Timor-Leste has a broad range of tasks as it seeks to deliver the goals expressed by Security Council Resolutions 1704 and 1745 in the areas of security, economic and social development, human rights and rule of law, and strengthening state institutions.
On a global scale, the demands on the resources of the United Nations are growing as increasingly multilateralism, as expressed and embodied by 192 member states, is accepted as the preferred approach in assisting nations to achieve independence, stability, development and global integration.
Timor-Leste in turn, is making its contribution on the global scale as demonstrated by the Timorese police officers now working in Kosovo as well as East Timorese nationals working as United Nations volunteers in other peacekeeping operations.
The work of the United Nations in Timor-Leste is a concrete expression of the collective-will of the international community to move noble goals from words to deeds. As the United Nations system in Timor-Leste, we are dedicated to accomplishing the mandate entrusted to us by the member states of the United Nations: promotion of peace, democracy and human rights, while supporting efforts to secure food, clean water, health care and the right to education and employment for all.
We will continue to work hard to make these goals reality for all Timorese citizens.
Together, we work for the future of this country,” said the SRSG, Atul Khare as quoted by STL from UNMIT News Release. (STL and TP)
The Alliance government does not want to have IDPs in 2008
The Alliance government has prioritized solving the IDP problem and wants to see a solution by 2008.
“I would say that in 2008 the IDP will be in a better place than where they are now as they will be home where they belong,” said the Minister of Finance, Emilia Pires at the Government Palace on Wednesday (24/10).
Ms. Pires stated that there will need to be long and short term solutions to get the IDPs to leave their camps. (STL)
Jose Luis: preparing F-FDTL to participate in UN mission
The Vice Prime Minister Jose Luis Guterres said that the Alliance government is beginning to prepare the Falintil Defence Forces of Timor-Leste (F-FDTL) to take part in the United Nations mission if needed.
“Our PNTL participated in UN Mission, so it needs to prepare our military forces F-FDTL to do the same to give stability and peace to other nations that may need the presence of a UN peacekeeping force,” said Mr. Guterres on Wednesday (24/10) on UN Day in Memorial Hall, Dili.
On the same occasion, the President of National Parliament Fernando Lasama de Araujo said that many Timorese people are involved in UN missions around the world. The participation could further enhance the development of Timor-Leste in the future. STL)
ISF apologizes for taking sand from a protected area
The case of some members of the International Security Forces (ISF) taking sand from a protected zone of Area Branca (White Sands) has been acknowledged by the ISF.
“The ISF stated that the sand was used in their knapsacks and that there was no intention to destroy the environment of Timor-Leste,” as stated by ISF Press Communiqué signed by Lieutenant Col. Rob Barnes on Wednesday (24/10). (STL) (TP)
Longuinhos to give annual report to the national parliament
The National Parliament will soon invite the Prosecutor-General, Longuinhos Monteiro, to give his annual report to the parliament.
This will include details and clarification about any alleged cases relating to the nation’s security and how the judicial system may or may not have interfered. (TP)
Alfredo doing secret job in Suai
The State Secretary of Security, Francisco Guterres said Alfredo Reinado and his men have been working on a “secret job” in the district of Suai.
“I am not aware that Reinado is moving in Suai however I know that he is working in Suai.”
The solution to the problem will soon be made public because the problem of Reinado is an important one to solve,” Mr. Francisco told journalists. (TP)
President of national parliament, asking UN to have reflection
Speaking to the journalists on Wednesday (24/10) on UN Day in Memorial Hall, the President of the National Parliament, Fernando Lasama de Araujo asked the United Nations Integrated Mission in Timor-Leste to continue its good work.
“The work of UN in the nation is going well, it still needs to give more for more work for the future of Timor-Leste,” said Mr. Lasama. (TP)
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "